Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Dinheiro dos pobres?

por contrário, em 10.01.18

A propósito de uma eventual entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) no capital do banco Montepio, tem-se ouvido muito falar no “dinheiro dos pobres”. Uns dizem que isso seria meter o dinheiro dos pobres na compra de parte de um banco, outros dizem que significa retirar dinheiro aos pobres para dar aos bancos (aos ricos).

 

Ora, como estou farto desta treta, sou obrigado a escrever sobre o assunto. Primeiramente, importa salientar que a expressão “dinheiro dos pobres” nem sequer faz sentido, ilustres senhores, se os pobres tivessem dinheiro não seriam pobres. Depois, é preciso que fique claro que o dinheiro da Santa Casa não é nem nunca foi dos pobres. O dinheiro é da Santa Casa, que de pobre não tem nada.

 

Fala-se na possibilidade de a Santa Casa entrar no Montepio com 200 milhões de euros, dos pobres dizem eles. Portanto, a Santa Casa considera a possibilidade de “investir” 200 milhões de euros porque, como se sabe, a Santa Casa tem muitas mais centenas de milhões de euros disponíveis para investir, mas só há disponibilidade financeira porque… porque é dinheiro dos pobres, claro está. Imaginem só o que tantas centenas de milhões de euros poderiam fazer pela vida dos pobres. Mas os milhões só existem porque há pobres. Se os milhões fossem distribuídos pelos pobres, não haveria pobres, nem haveria milhões e a Santa Casa não seria tida nem achada neste imbróglio.

 

A Santa Casa tem a exclusividade de uma enorme e rendosa fatia do jogo em Portugal, só o Placard (a mais ou menos recente novidade) deu cerca de 6 milhões de euros de lucro por mês, isto apenas no primeiro trimestre da sua existência. No entanto, a SCML informa que o lucro anual da Casa não chega sequer a 5 milhões de euros. E porquê? Porque a Santa Casa tem muita despesa com os pobres. Sim, com os pobres de espírito que vivem montados em alguns partidos (os do costume) e que sugam magníficos salários, entre outras benesses, na Santa Casa – a Casa dos Pobres - segundo os especialistas. A Santa Casa tem cerca de 5 mil funcionários, sendo que mais de 2 mil auferem um salário superior a 2 mil euros mensais. Está certo. Toda a gente sabe que os pobres são muito exigentes e não aceitam qualquer pessoa a trabalhar na defesa dos seus superiores interesses, por isso, querem os melhores e os mais bem pagos ao seu serviço.

 

Conheço muitas pessoas que se podem considerar pobres e quase nenhuma delas recebe ou recebeu um chavo da Santa Casa. Na verdade, conheço mais pessoas que trabalham na Santa Casa do que pessoas (pobres) que recebem algum tipo de ajuda por parte da instituição. Conheci apenas uma pessoa que recebia um prato de comida e uma tijela de sopa por dia, e ainda tinha que gerir o majestoso manjar de modo a que fosse suficiente para o almoço e jantar, pois não dava para mais. Devo ainda acrescentar que para ter acesso a tamanha benesse, a Segurança Social tinha de entrar com “algum” na Santa Casa, senão talvez só desse mesmo para a sopa. O mesmo acontece, por exemplo, em determinados tratamentos médicos e/ou meios complementares de diagnóstico prestados pela Santa Casa, apenas porque a maioria daqueles que recorrem a esses serviços estão munidos de uma credencial para esse efeito, emitida pelo SNS, sendo o Estado a pagar a parte de leão.

 

Se a Santa Casa gastasse o dinheiro do jogo na ajuda aos pobres, talvez já não houvesse pobres ou, pelo menos, não seriam tão pobres. Essa coisa de dizer que o dinheiro da Santa Casa é dinheiro dos pobres é a maior asnice dos últimos tempos.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Debates solidários para Santana Lopes

por contrário, em 16.12.17

A menos de um mês da realização das eleições directas para escolher o futuro presidente do PSD, acentua-se a discussão em torno dos debates a realizar entre Santana Lopes e Rui Rio. Desde o primeiro momento que Santana Lopes mostrou interesse na realização de inúmeros debates, consta que gostaria de realizar cerca de 216 mil debates, um em casa de cada militante. Excentricidades de quem passou pela Santa Casa. Por seu turno, Rui Rio, que como toda a gente sabe adora debater ideias, tinha uma posição menos excêntrica. Rio era a favor da realização de “zero mil” debates.

 

Depois de inúmeras jogadas de bastidores, ambos chegaram a acordo para a realização de dois debates televisivos, um na RTP e outro na TVI. Entretanto, o debate da TVI foi cancelado porque Santana Lopes recusou-se a participar. Que estranho! Santana Lopes, o candidato que queria muitos debates acabou por inviabilizar a realização de 50% dos debates agendados, deixando na mão de Rui Rio a possibilidade de não participar nos restantes 50%, sem que possa ser atacado por isso.

 

Mas, afinal quem é que está interessado em ver debates entre os candidatos à liderança do PSD? Quando a esmagadora maioria dos militantes do partido não está sequer interessada em votar. Ou melhor, cerca de 80% dos militantes do PSD não poderão votar nas eleições directas de Janeiro, porque não têm as quotas em dia.

 

Ainda assim, Santana Lopes insiste na ideia de que gostaria que se realizassem debates com cobertura nacional. Santana Lopes defendeu mesmo que os debates deveriam ser transmitidos pelos três canais generalistas, em simultâneo. Uma espécie de transmissão dos jogos solidários da selecção nacional de futebol. Estará Santana Lopes contagiado pelo “espírito solidário” ou pela excentricidade da Santa Casa?

 

Considerando que só se deverá realizar um debate entre os dois candidatos, o da RTP, eu sugiro à televisão pública que crie uma “linha 760”, que permita aos militantes do PSD pagar as quotas em regime especial. Mas, atenção, só os militantes vivos poderão ligar e só poderão pagar as suas próprias quotas.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Melhores álbuns de 2017

por contrário, em 14.12.17

Dezembro é o mês dos balanços anuais. Respondendo ao desafio do Sapo Blogs, aqui fica o meu Top 10 dos melhores álbuns de música editados em 2017 (ordenados de acordo com a data de lançamento).

 

1 - Elbow – Little Fictions

2 - Depeche Mode – Spirit

3 - Frances – Things I’ve Never Said

4 - Roger Waters – Is This The Life We Really Want?

5 - Arcade Fire – Everything Now

6 - The Killers – Wonderful Wonderful

7 - Courtney Barnett and Kurt Vile – Lotta Sea Lice

8 - Robert Plant – Carry Fire

9 - Morrissey – Low In High School

10 - U2 – Songs Of Experience

 

E a canção do momento é:

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Adivinha o vídeo?

por contrário, em 08.12.17

Desafio #013

Desafio para este fim-de-semana.

Consegue adivinhar o videoclipe (artista e tema) através desta imagem?

 

#013.jpg

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Trump, o idiota útil

por contrário, em 08.12.17

O facto de Donald Trump ter anunciado que vai transferir a embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém e o reconhecimento, por parte da administração norte-americana, de que Jerusalém é a capital de Israel, constitui um enorme factor de destabilização nas negociações de paz, que duram há anos. Aquela região do planeta é um barril de pólvora e Trump decidiu atirar um fósforo. Eu acredito que Trump tomou esta decisão depois de ter consultado a Wikipedia, onde verificou que Jerusalém é a capital de Israel.

 

Que Donald Trump é um idiota, já todos sabíamos. Mas, mesmo nas piores idiotices, como é o caso, Trump consegue ser um idiota útil. Porquê útil? Porque parece que o facto de ter sido ele a tomar uma atitude tão estapafúrdia fez com que meio mundo (ou mais), que andava distraído e insensível à questão, acordasse para uma realidade tão menosprezada.

 

Quero dizer, os direitos do povo palestiniano têm sido insistentemente ignorados por uma boa parte da comunidade internacional. Já a crescente ocupação israelita não tem sido objecto de grandes condenações. As fronteiras com a Palestina são severamente controladas pelo exército israelita, que mantém o povo palestiniano cercado por muros e subjugado ao seu poderio militar. A verdade é que há um povo que tem sido oprimido por outro e ninguém se tem interessado muito em sequer condenar. Há uma nação ancestral que está sujeita à opressão e, se nada for feito, condenada ao desaparecimento e ninguém, ou melhor, poucos se têm importado verdadeiramente com isso.

 

Talvez agora, aqueles que já poderiam ter feito muito mais pela situação no Médio Oriente decidam bater o pé à posição dos EUA, nem que seja só para contrariar Donald Trump. Por vezes, há males que vêm por bem.

Autoria e outros dados (tags, etc)

As mentiras sobre Belmiro

por contrário, em 05.12.17

Em Portugal há o hábito de se falar bem das pessoas que morrem. É aquela coisa de “lá no fundo, bem no fundo, até era boa pessoa”. Eu não vejo grande mal nisso, afinal, a pessoa já cá não está e se é para falar dela, então é preferível que se diga algo de bom. O que eu não aceito é que se digam mentiras.

 

Após a notícia da morte de Belmiro de Azevedo, foram muitos os que se apressaram a vir a público enaltecer a “excelência de um grande homem e brilhante empresário”. Suponho que a maioria deles desconhecia o homem por completo e, ao que parece, também não sabiam muito do empresário, excepto a parte da acumulação de riqueza que, como se sabe, é a condição essencial para se ser reconhecido como “ser superior”.

 

Políticos, empresários, jornalistas e comentadores disseram que Belmiro foi um “grande exemplo (talvez o maior) do que é ser um empresário de sucesso”, destacando o facto de “nunca se subjugar ao poder político” e de “não precisar de subsídios do Estado”.

 

Pois bem, eu não conhecia a pessoa em causa, mas conheço alguns factos da sua vida enquanto empresário, que são as razões pelas quais se tornou figura pública. Evidentemente, lamento a morte da pessoa, tal como a de qualquer outra pessoa que desconheço. Mas sinto-me impelido a contrariar as razões pelas quais muita gente o enaltece na hora da sua partida.

 

Muitos dos que referi atrás, começaram por se indignar com o facto de o PCP ter votado contra o voto de pesar na Assembleia da República. Isso, por si só, já é demonstrativo da posição inquinada que algumas pessoas com espaço na comunicação social têm. O facto de o PCP ter votado contra é perfeitamente aceitável, eu dira mesmo normal e, acima de tudo, coerente com aquilo que sempre defenderam e sustentaram sobre o empresário em causa. Há pessoas que não conseguem (quando lhes dá jeito) perceber que os votos de pesar da Assembleia da República são o reflexo de posições políticas.

 

Agora, vamos às mentiras. Disseram por aí que Belmiro de Azevedo “não se subjugava ao poder político”. Pois não. Quem tem os políticos subjugados ao seu poder, não tem qualquer necessidade de se subjugar. Obviamente que Belmiro de Azevedo e a sua Sonae sempre tiveram “poder” sobre alguns políticos. Parece que já ninguém se lembra da polémica demissão do ministro Miguel Cadilhe, cujo secretário de estado, Elias da Costa, foi parar ao board administration da Sonae.

 

Mais? Vamos a isso. Durante o reinado cavaquista, a fortuna de Belmiro e a opulência da Sonae pulularam como nunca. A Sonae teve relações especiais com membros do governo, que posteriormente foram parar a bancos que, por sua vez, injectaram milhões no grupo Sonae. Mais tarde, alguns dos que aprovaram voluptuosos financiamentos enquanto administradores de bancos, foram parar à administração da Sonae.

 

O grupo Sonae, à semelhança de outros grandes grupos económicos, tornou-se também num receptáculo de ex-ministros e ex-secretários de estado. E porquê? Certamente porque eram muito competentes e andavam a perder tempo na política. Portanto, Belmiro e a Sonae nunca se subjugaram a políticos.

 

Belmiro também foi um fervoroso apoiante de Passos Coelho, nas eleições de 2011.

 

Resta falar da dependência do Estado. Só para começo de conversa, basta recordar como Belmiro de Azevedo começou a tomar o controlo da empresa. Em 1975, uma parte da Sonae foi entregue, pelo Estado, a Belmiro de Azevedo. Foi apenas o início. Belmiro começa, então, a construir o seu reinado na Sonae. Que a empresa cresceu muito depois disso ninguém tem dúvidas, mas também ninguém (pelo menos os que referi anteriormente) deveria ser alheio à forma como esse crescimento ocorreu, sobretudo à custa de investimentos especulativos.

 

Mas voltemos à dependência do Estado. Ao longo de décadas, a Sonae apresentou, anualmente, vários milhões de euros em benefícios fiscais. A Sonae recebeu do Estado Português subsídios ao investimento (aquisição de activos, etc.), recebeu também subsídios à exploração, entre os quais, uma grande fatia no apoio à formação via IEFP, com milhares de estágios profissionais sustentados pelo Estado.

 

Querem mais? Há muito mais. Mas creio que este texto não terminaria tão cedo. E já vai longo. Mas ainda há espaço para referir os milhões de que a Sonae beneficiou nos chamados subsídios de interruptibilidade de energia.

 

Em suma, se querem falar bem de alguém, seja em termos pessoais ou profissionais, façam-no sem recorrer à ignorância e, principalmente, à mentira. Tenho a certeza que há algo de positivo e verdadeiro para dizer sobre Belmiro de Azevedo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Escola de Quadros do CDS: a frase

por contrário, em 26.11.17

Decorreu este fim-de-semana mais uma “Escola de Quados” do CDS, que passou completamente despercebida, exceptuando a intervenção do líder ex-líder do partido. Paulo Portas, que deverá ter pedido permissão ao Sr. Mota, foi à escola do CDS dar uma aula aos “jotinhas” centristas, moderados e quase santificados.

 

À semelhança das anteriores, esta “escola de quadros” não produziu nada de útil, mas serviu para reforçar a verdadeira essência deste partido e, em particular, de Paulo Portas – o dono do CDS.

 

Desta “escola de quadros” fica a seguinte frase proferida por Paulo Portas: “Os moderados têm de ser mais eles próprios no debate político e ser ofensivos e não ficar à espera que os populistas ocupem o espaço da mentira”.

 

A saber, “os moderados” a que Paulo Portas se refere são o CDS e o PSD, já “os populistas” são os partidos de esquerda.

 

Portanto, depreende-se que o “espaço da mentira” já tem dono e que deve ser defendido acerrimamente e de forma ofensiva, porque esse espaço é o garante da existência dos “moderados” e deve ser ocupado apenas por eles. Era só o que faltava vir agora essa “esquerdalha” ocupar o “espaço da mentira”, que sempre teve ilustres protagonistas.

 

Os “jotinhas” aplaudiram, agradeceram e partiram para a intifada, na desfesa de um espaço que lhes pertence.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Adivinha o vídeo?

por contrário, em 25.11.17

Desafio #012

Desafio para este fim-de-semana.

Consegue adivinhar o videoclipe (artista e tema) através desta imagem?

 

#012.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, disse que é "desaconselhável aceitar homossexuais no sacerdócio". Disse também que o sacerdócio implica o celibato, quer no caso homossexual quer no heterossexual, mas logo acrescentou que “se a pessoa tiver uma orientação forte nesse sentido (homossexual) é melhor não criar a ocasião”.

 

Mas que ocasião? Aquela que faz o ladrão? A homossexualidade (ou a heterossexualidade) é uma coisa de ocasião? Deixa cá ver se eu entendi bem. Se o indivíduo candidato a sacerdote gostar de mulheres está tudo bem, isto é, não se verifica “risco de contágio”. Mas se for homossexual há que tomar as devidas precauções, porque a “doença” pega-se com facilidade, especialmente em sítios onde haja muitos homens que usam batina. É isso?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Parece que houve um jantar do pessoal da web summit no Panteão Nacional. Anda tudo em alvoroço mas, ao que parece, esta não foi a primeira vez que o monumento nacional recebeu jantaradas e outros eventos.

 

Obviamente que a autorização deste tipo de eventos nos mais diversos monumentos nacionais é da responsabilidade do Ministério da Cultura. Mas o mais espantoso no meio de tudo isto foi ver o anterior secretário de estado da cultura, Jorge Barreto Xavier, dizer que este governo é cobarde se não assumir a responsabilidade do acontecido. Curioso o facto de se ter esquecido que foi ele próprio (Jorge Barreto Xavier) que, mediante despacho, autorizou a realização de jantares e outros eventos (tipo cocktails) em vários monumentos nacionais, onde se inclui o Panteão Nacional, com tabela de preços e tudo. Diz ele em sua defesa que "o despacho que ele criou, prevê a não autorização de jantares e eventos inapropriados". Eu gostaria que o senhor ex-secretário de estado da cultura nos explicasse que tipo de jantares e cocktails se poderia autorizar no Panteão Nacional. Que tipo de jantares e outros regabofes seriam mais apropriados àquele local? Fico a aguardar. Entretanto, o actual Ministério da Cultura já informou que vai alterar o anterior despacho, para que a situação não volte a acontecer.

 

Bem, só espero que não tenham servido costelinha, pernil ou chispalhada... 

 

P.S. Hoje à tarde haverá um mega magusto no Cemitério dos Prazeres. O senhor Jorge Barreto Xavier pode aparecer que é de borla.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor




Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D