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O cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, disse que é "desaconselhável aceitar homossexuais no sacerdócio". Disse também que o sacerdócio implica o celibato, quer no caso homossexual quer no heterossexual, mas logo acrescentou que “se a pessoa tiver uma orientação forte nesse sentido (homossexual) é melhor não criar a ocasião”.

 

Mas que ocasião? Aquela que faz o ladrão? A homossexualidade (ou a heterossexualidade) é uma coisa de ocasião? Deixa cá ver se eu entendi bem. Se o indivíduo candidato a sacerdote gostar de mulheres está tudo bem, isto é, não se verifica “risco de contágio”. Mas se for homossexual há que tomar as devidas precauções, porque a “doença” pega-se com facilidade, especialmente em sítios onde haja muitos homens que usam batina. É isso?

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Parece que houve um jantar do pessoal da web summit no Panteão Nacional. Anda tudo em alvoroço mas, ao que parece, esta não foi a primeira vez que o monumento nacional recebeu jantaradas e outros eventos.

 

Obviamente que a autorização deste tipo de eventos nos mais diversos monumentos nacionais é da responsabilidade do Ministério da Cultura. Mas o mais espantoso no meio de tudo isto foi ver o anterior secretário de estado da cultura, Jorge Barreto Xavier, dizer que este governo é cobarde se não assumir a responsabilidade do acontecido. Curioso o facto de se ter esquecido que foi ele próprio (Jorge Barreto Xavier) que, mediante despacho, autorizou a realização de jantares e outros eventos (tipo cocktails) em vários monumentos nacionais, onde se inclui o Panteão Nacional, com tabela de preços e tudo. Diz ele em sua defesa que "o despacho que ele criou, prevê a não autorização de jantares e eventos inapropriados". Eu gostaria que o senhor ex-secretário de estado da cultura nos explicasse que tipo de jantares e cocktails se poderia autorizar no Panteão Nacional. Que tipo de jantares e outros regabofes seriam mais apropriados àquele local? Fico a aguardar. Entretanto, o actual Ministério da Cultura já informou que vai alterar o anterior despacho, para que a situação não volte a acontecer.

 

Bem, só espero que não tenham servido costelinha, pernil ou chispalhada... 

 

P.S. Hoje à tarde haverá um mega magusto no Cemitério dos Prazeres. O senhor Jorge Barreto Xavier pode aparecer que é de borla.

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Adivinha o vídeo?

por contrário, em 10.11.17

Desafio #011

Ora cá está o desafio para esta Sexta-feira.

Consegue adivinhar o videoclipe através desta imagem?

#011.jpg

 

 

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Os 100 anos da Revolução Russa

por contrário, em 07.11.17

Há cem anos atrás dava-se a Revolução Russa, através da qual o Partido Bolchevique chegou ao poder, após o derrube do governo provisório que, por sua vez, se havia constituído após o derrube do governo absolutista liderado pelo czar Nicolau II.

 

Com tudo o que teve de bom e de menos bom, a Revolução Russa tornar-se-ia num importante marco histórico que mudou o século XX, e que ainda exerce influência nos dias de hoje.

 

Muito se pode dizer sobre a Revolução Russa e, certamente, as opiniões não serão unânimes. Porém, hoje, só me apetece deixar duas perguntas no ar.

 

O que teria acontecido se Lenine tivesse vivido mais alguns anos? Ou, como seria contada a história hoje, se Trotsky tivesse chegado ao poder, e assim, impedido que Estaline ditasse as regras (como ditou)?

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A imoralidade da EDP

por contrário, em 04.11.17

À semelhança do que costuma acontecer por esta altura do ano, a EDP anda por aí a dizer que é provável que o preço da electricidade volte a subir. Desta vez, foi o administrador da EDP Comercial, António Coutinho, que disse “os custos podem agravar-se e ter impacto no cliente final, que é sempre quem paga”. O próprio António Mexia já havia dito que o preço da electricidade em Portugal não é caro, deixando no ar aquilo que a empresa estaria a pensar fazer no curto-prazo. A EDP queixa-se da carga fiscal (que considera pesada) e admite que isso poderá implicar um aumento do preço da electricidade.

 

Ora vejamos, a EDP teve um lucro de 1.147 milhões de euros nos primeiros 9 meses deste ano. Trata-se de um brutal aumento dos lucros da empresa (cerca de 86%), muito à custa da venda da Naturgas. Contudo, se não se considerar os proveitos da referida venda, ainda assim os lucros seriam de cerca de 600 milhões de euros (menos 4% face ao período homólogo).

 

Voltemos à questão do provável aumento do preço da electricidade. A EDP alega que tal se deverá à carga fiscal. Estranha-se o facto de a EDP se queixar da carga fiscal quando o accionista China Three Gorges não tem pago impostos pelos dividendos que obtém da EDP. Estamos a falar da módica quantia de 725 milhões de euros em apenas 5 anos.

 

Quem não paga imposto sobre os dividendos não tem grande moral para se queixar da carga fiscal, muito menos para usar esse factor como justificação para o aumento do preço ao consumidor final.

 

E a entidade reguladora? O que pensará desta postura?

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Adivinha o vídeo?

por contrário, em 04.11.17

Desafio #010

Mais um desafio à memória visual e musical.

 

E o vídeo de hoje é...

#010.jpg

 

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O PCP e o BE são… o mundo!

por contrário, em 03.11.17

Os últimos tempos têm demonstrado que o PCP e o BE são “o mundo”. E quem o afirma é a direita parlamentar portuguesa (PSD/CDS), sendo que a novidade foi veiculada aos quatro ventos, por intermédio da sempre expedita comunicação social e alguns soldadinhos disciplinados que nela têm lugar cativo.

 

A muito tradicional direita parlamentar sempre se pautou pela retórica de condenação ao exílio dos partidos de esquerda, em especial o PCP e o BE. A direita teve sempre o hábito de marginalizar os partidos de esquerda com menor representatividade parlamentar. Sempre se dirigiram a esses dois partidos com sobranceria, excluindo-os sempre daquilo que são as principais decisões políticas para o país.

 

Também já todos ouvimos a direita dizer que o actual governo socialista não pode contar com os restantes partidos de esquerda, que está isolado, com a mesma rapidez com que afirmam que o PS está refém desses mesmos partidos para poder governar. Confuso?

 

Aquando dos polémicos episódios de Pedrógão, Tancos, tragédia de 15 de Outubro e outra vez Tancos, a direita e seus afiliados vieram para a praça gritar: “O que seria se tudo isto acontecesse durante a governação da direita de Passos Coelho?”. Pergunta essa que os próprios se apressavam a responder que “se estivesse a direita de Passos Coelho no poder caía-lhe o mundo em cima”, “se fosse com Passos Coelho, o PCP e o BE não estariam tão calados e caíam-lhe em cima”. Portanto, a esquerda (PCP e BE), vista pela direita como insignificante é, quando interessa, o mundo para a mesma direita.

 

É um facto incrível que PSD e CDS consigam ser ainda mais incompetentes na oposição do que quando estão no poder, caso contrário não estariam tão desesperados em ver o PCP e o BE fazer oposição ao governo. Faziam-no sozinhos. Mas para isso era preciso competência. Em boa verdade, PSD e CDS gostariam de ter o PCP e o BE do seu lado, numa geringonça de oposição. Para a direita, o PCP e o BE são mesmo o mundo.

 

Quanto à aparentemente inquietante pergunta formulada pela direita, eu responderia o seguinte: “Se fosse a direita de Passos Coelho que estivesse no poder, não teria acontecido nada”. Simples.

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Sempre houve “animais” nos restaurantes

por contrário, em 31.10.17

Anda tudo melindrado com a possibilidade de os animais de companhia poderem entrar em cafés e restaurantes. Não percebo a algazarra. Há muitos anos que frequento restaurantes e, na maioria das vezes, fui “obrigado” a aturar a presença das mais variadas espécies de bicharocos. Ora é a mesa ao lado que de um momento para o outro fica repleta de orangotangos num estado de persistente alrotaria. Ora é a mesa que está mesmo atrás de mim que acolhe um grupo de pitas que ainda mal cheiraram as caipirinhas e já se riem como hienas à volta da carcaça. E, não raras vezes, aparece uma família de macacos-prego. Pff… Aí não há mesmo ponta de sossego, a chinfrineira é de tal ordem que nem dá para conversar com as pessoas que estão comigo na mesma mesa. Mas há que ver pelo lado positivo, de repente é-nos oferecida a possibilidade de ter uma refeição repleta de exotismo, recriando-se o ambiente que se vive nas florestas de Bornéu e Samatra. Às vezes até aparecem algumas equipas da BBC para registar o fenómeno. São profissionais tão bem disfarçados que até parecem clientes normais e que procedem à captação de imagens com smartphones, mas eu topo logo que só podem estar ao serviço da BBC Wildlife, tal é o afinco com que desejam captar cada momento.

 

Bem, é por isto que não entendo a posição de muita gente em relação às propostas do PAN, BE e PEV nesta matéria. Eu acho que a presença de alguns animais de estimação nos restaurantes e cafés até poderá contribuir para que os outros baixem a guarda e, quem sabe, adeqúem os seus comportamentos ao espaço e à presença dos demais, tal como qualquer cão bem-comportado é capaz de fazer.

 

Há por aí quem se escandalize e afirme que se encontrar algum cão ou gato num restaurante, simplesmente abandonará o local e não voltará. Pois eu já faço isso há muito tempo. Como não aprecio ter refeições em ambiente de selvajaria, há muito que procuro seleccionar os locais onde posso ter momentos tranquilos à mesa. E, mesmo assim, às vezes ainda sou surpreendido. Fazer o quê? Com tanta gente perita na bela arte de enchiqueirar…

 

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O que anda Marcelo a chocar

por contrário, em 27.10.17

Após a tragédia dos incêndios do passado dia 15 de Outubro, o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa não perdeu a oportunidade para, uma vez mais, fazer passar a ideia de que é uma espécie de consciência social do país, a supercola que vai unir um país em cacos.

 

Parece que anda por aí tudo chocado com o discurso que o Presidente fez vai para três quinze dias. Obviamente que Marcelo sabia das intenções do Governo quanto às medidas a apresentar em Conselho de Ministros e, acima de tudo, sabia que a então Ministra da Administração Interna já se encontrava demitida (até eu sabia). Mesmo assim, Marcelo fez o discurso que todos conhecemos, chamando a si a responsabilidade e proveniência das decisões que já estavam tomadas, pelo Governo e não por ele. Como se o Presidente da República tivesse alguma autoridade nesta matéria.

 

É óbvio que Marcelo foi oportunista e traiçoeiro. Oportunista, muitos já se aperceberam que sempre foi, mas no que respeita à traição ficou-se a perceber agora que não é uma característica exclusiva do anterior presidente. Mas bem pior que isso, quem diria que este Marcelo é o mesmo Marcelo que falou na noite do pesadelo de Pedrógão. Que divergência de pensamento sobre situações tão idênticas.

 

Marcelo é Marcelo, só que às vezes disfarça bem. Marcelo veio agora dizer que há por aí quem olhe para a realidade com base no diz-que-diz especulativo e, em boa verdade, é ele próprio que, fiel ao que sempre foi, não se escusa a comentar aquilo que um qualquer jornalista lhe interpela. Ou seja, os jornalistas perguntaram-lhe o que achava do facto de o Governo ter ficado chocado com o seu discurso, como se alguém deste Governo se tivesse pronunciado nesse sentido e Marcelo prestou-se logo a comentar o que ele próprio classifica como “diz-que-diz especulativo”.

 

É por essa razão que, mais cedo ou mais tarde, Marcelo vai acabar por cair na sua própria teia. Porque ele não resiste em ser um comentador profissional ou, como alguém disse um dia, um catavento de opiniões erráticas.

 

Mas, é preciso ir ainda mais fundo nesta questão. Marcelo falou grosso após os incêndios do dia 15 de Outubro, algo que não foi capaz de fazer aquando dos incêndios na zona de Pedrógão, porque o PSD já tratou de começar a arrumar a casa, tendo já assegurado a não continuidade de Passos Coelho ao leme do partido. Ou seja, o primeiro grande objectivo de Marcelo já foi conseguido, isto é, eliminar Passos Coelho da liderança do PSD. Agora vem o resto.

 

Marcelo deixa as coisas bem claras quando volta a atacar o actual Governo com declarações do tipo “chocado ficou o país”, ou quando deixa definitivamente cair a máscara afirmando que “o país não pode ser sistematicamente esquecido, (…) faltam menos de dois anos para o fim da Legislatura, portanto deste Parlamento e deste Governo”. Só faltou acrescentar que a partir de Janeiro, o PSD já terá uma nova liderança do seu agrado e que já falta “poucochinho” para as eleições. Eu desafio o senhor Presidente da República a clarificar o que realmente pensa do actual Governo. E se considera que a moção de censura apresentada pelo CDS, pelos motivos que todos conhecemos, deveria ter sido votada favoravelmente. Ele que gosta tanto de opinar sobre tudo e mais alguma coisa…

 

A mim, não resta qualquer dúvida que caso o PSD tivesse a casa arrumada e as sondagens fossem favoráveis, o Presidente Marcelo trataria de dissolver o Parlamento e convocar eleições. Como não é o caso, ficará para a próxima oportunidade.

 

Pois é, afinal Marcelo não é assim tão diferente de Cavaco. Difere do seu antecessor no que respeita à pose e às aparências, disso não há dúvida, mas no que concerne ao pensamento político e à manha é a mesma coisa. Até parece que estamos a reviver aqueles momentos iniciais em que Cavaco começou a rebelar-se contra o governo de então. Não tardará muito e talvez vejamos Marcelo a falar sobre escutas em Belém ou o estatuto político-administrativo dos Açores. É esperar para ver.

 

Para já, não resta dúvida que Marcelo se começou a encavacar com este Governo e que, indubitavelmente anda a chocar alguma.

 

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A moção é legítima mas imoral

por contrário, em 24.10.17

Esta tarde será discutida e votada na Assembleia da República a moção de censura apresentada pelo CDS. Muito se tem falado nesta moção de censura, que já estava chumbada mesmo antes de nascer.

 

Defender esta moção de censura argumentado que a mesma é legítima, trata-se de pura estupidez, de retórica política de quinta categoria. Obviamente que esta moção de censura é legítima, se houvesse algum impedimento legal, ela não estaria sequer em discussão. Simplesmente não existia.

 

Se queremos opinar sobre a moção de censura, teremos de o fazer sob o ponto de vista da observância da moral de quem a apresenta e da sua probidade política. Feito este pequeno exercício de honestidade, rapidamente se conclui que esta moção de censura é desavergonhadamente imoral.

 

Uma moção de censura deve ser apresentada quando se considera que um governo cometeu falhas tão graves, que não merce continuar no exercício das suas funções. E quem a apresenta deve, pelo menos, ter como base de sustentação um conjunto de medidas e propostas que tenham sido apresentadas, por si, no devido tempo e contrárias àquilo que foi a actuação desse governo.

 

Ou seja, para que o CDS tivesse algum resquício de moralidade para apresentar esta moção, tendo por base a calamidade dos incêndios, teria que ter apresentado no devido tempo medidas contrárias às que foram tomadas (ou não) pelo actual governo. Olhando para os últimos anos verifica-se que, entre 2011 e 2015, o CDS esteve no governo, Assunção Cristas era Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território e não tomou nenhuma medida que ajudasse a mitigar a problemática dos incêndios e do ordenamento das florestas, muito pelo contrário. Mesmo durante estes dois anos de governação do PS, o CDS não apresentou uma única medida e nem sequer foi capaz de alertar para o que podia estar errado. Com que moral vem agora pedir a demissão do governo?

 

A moção do CDS é legítima, mas transpira imoralidade por todos os poros.

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