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Depois do resultado e da exibição frente aos EUA, a selecção portuguesa começou a fazer as malas. Não vale a pena começar com as contas do costume, porque não adianta nada. Primeiro, porque Portugal dificilmente ganhará ao Gana, quanto mais golear. Segundo, porque o empate entre a Alemanha e os EUA é mais do que certo.

 

São muitos os comentários, as críticas e as opiniões para justificar os sucessivos desaires da selecção portuguesa. E, na verdade, não é muito fácil encontrar uma explicação plausível que justifique tantos erros, tanta falta de empenho e, sobretudo, tantas lesões.

 

Para mim, só há uma justificação para a falta produtividade dos jogadores em campo. O que tramou a selecção portuguesa foi o período de estágio nos EUA. Como foi possível termos decidido estagiar nos EUA, imediatamente antes da competição começar, sendo os EUA um adversário directo na qualificação para a fase seguinte?

 

Obviamente que os americanos, que são muito bons na criação de tecnologia de ponta, aproveitaram a nossa estadia no seu país para causar sérios danos aos nossos jogadores. E as evidências estão aí para toda a gente ver. Como se justificam tantas lesões? Lesões que vêm do nada. Como se justifica que o Ronaldo esteja a 100% e praticamente nem se mexa em campo? 

 

A minha teoria é a de que os americanos desenvolveram uma substância, que introduziram no organismo dos jogadores da nossa selecção através da comida. Substância essa que entra no organismo e se mantém adormecida até ao momento em que os jogadores entram em campo. A partir do apito inicial do árbitro, essa substância entra em movimento e desfere um ataque, note bem, ao músculo das coxas dos nossos jogadores, impedindo-os de jogar. Não tenham dúvidas! Isto é coisa daqueles americanos...

 

Ou então não. Se calhar é a nossa selecção que não joga mesmo nadinha...

 

 

 

 

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Que figurinha triste é "Tozé" Seguro!

por contrário, em 22.06.14

António José Seguro ainda não percebeu que o Partido Socialista é algo muito maior do que meia dúzia de indivíduos sedentos de poder, que tomou conta do partido. Não percebeu que, apesar de ter sido eleito democraticamente, deixou de ser o preferido da maioria dos militantes para a liderança do partido. Seguro também não percebe que enquanto se mantiver na liderança do partido, este não conseguirá reunir condições para ser alternativa sólida de governação.

 

Os eleitores já demonstraram que querem uma alternativa ao actual governo, mas não querem este PS.

As sondagens evidenciam que a esmagadora maioria dos eleitores preferem António Costa na liderança do PS e Primeiro-ministro.

A maioria dos militantes do PS preferem António Costa, apesar da maioria dos líderes nacionais e distritais estarem com Seguro (porque será?).

 

Mesmo assim, Seguro continua a esconder-se atrás dos estatutos que ele próprio desenhou, negando a realização de eleições directas e congresso, tal como a maioria dos militantes deseja. Mas que raio de líder é este que não percebe que perdeu o apoio da maioria militantes? Até onde pensa que pode ir sem este apoio?

 

Seguro defende o sistema democrático, mas só para ele. Argumenta que se foi eleito é para cumprir o mandato, mas em relação ao governo em funções, que também foi eleito democraticamente já pensa de maneira diferente. Seguro tem os mesmos tiques ditatoriais de Passos Coelho e a mesma visão turva da Democracia. São duas tristes figurinhas que apareceram na política pela via dos corredores obscuros, das falsas esperanças, da ambição pessoal desmedida e das promessas de tachos para os carneirinhos seguidores.

 

Que figurinha triste este "Tozé" Seguro!

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Lesão de Rui Patrício é "papo furado".

por contrário, em 18.06.14

Eu não acredito na lesão do Rui Patrício. Até ao jogo com a Alemanha, estavam todos em boa forma física e mais do que preparados para iniciar a competição. Decorrido o primeiro jogo percebe-se que afinal são poucos os que estão em condições de "jogar a 100%".

 

Como referi anteriormente, Ronaldo e Moutinho estarão a pouco mais de 50% da sua melhor forma, mas a equipa técnica e a equipa médica continuam a sustentar que, especialmente Ronaldo, está... óptimo.

 

Pior ainda é vir agora dizer que Rui Patrício está lesionado e que não jogará mais, pelo menos, até acabar a fase de grupos. Rui Patrício foi dos poucos que não evidenciou nenhum sinal de lesão ou fadiga muscular, porém, o jogo correu-lhe muito mal e parece ter-se acentuado a ideia de que não é a melhor opção para a baliza de Portugal, pelo menos na cabeça de Paulo Bento, porque a maioria dos portugueses já havia percebido isso.

 

Por isso eu repito, não acredito nesta lesão do Rui Patrício. Paulo Bento está apenas a usar uma desculpa esfarrapada (papo furado, como se diz no Brasil) para justificar a sua morosa opção de colocar Rui Patrício de fora. Paulo Bento não tem coragem de assumir em público que errou na escolha e isso é muito mau para um líder. Eu não vejo problema nenhum em assumir que se errou e fazer diferente, muito pelo contrário, aprender com os erros é uma virtude. Scolari foi capaz de fazê-lo após o primeiro jogo no Euro2004, mas nem todos têm coragem para tal.

 

São este tipo de atitudes, entre muitas outras passadas, que me levam a duvidar da capacidade de Paulo Bento para liderar a selecção nacional. Rui Patrício não está lesionado, está "castigado". Em futebolês costuma-se dizer que "é para proteger o jogador".

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Como se pôde ver neste primeiro jogo contra a Alemanha, a selecção nacional não está preparada para disputar a competição ao seu melhor nível. Não está mentalmente e, sobretudo, fisicamente preparada.

 

Ronaldo quase não se mexe. Esteve presente em alguns lances de ataque, mas nunca correu atrás para ajudar a defender. Sempre que ele ou outro atacante perdia a bola, dando lugar ao contra-ataque alemão, Ronaldo simplesmente parava onde estava, mesmo estando Portugal em inferioridade numérica. A única vez que Ronaldo correu para trás foi para protestar com o árbitro, aquando do penálti que ficou por marcar a nosso favor. Se calhar, se tivesse corrido atrás mais vezes para ajudar os companheiros acontecia-lhe o mesmo que aconteceu ao Coentrão. Claramente, não está em condições (sobretudo, físicas) para jogar, mas Paulo Bento, o médico da selecção e ele próprio continuam a apregoar que está óptimo e a 100%.

 

Pepe... O que se pode dizer mais sobre Pepe? Pepe não aprende! Pepe não sabe estar à altura da responsabilidade. Nem vale a pena falar sobre a forma como abordou o lance do segundo golo, porque isso acontece aos melhores e faz parte do jogo. Agora, a forma como agiu no lance que levou à sua expulsão é inaceitável. Podemos até dizer que se fosse ao contrário o árbitro não expulsaria o jogador da Alemanha, mas isso já nós estámos fartos de saber. Mas, como disse, o Pepe não aprende.

 

O meio campo da selecção praticamente não existiu. João Moutinho quase não se viu e foi também notória a sua baixa forma física. Ora, com Moutinho e Ronaldo a arrastarem-se durante 90 minutos, não se poderia esperar muito da selecção.

 

Rui Patrício também demonstrou (pelo menos em 3 evidentes situações) que não está em condições de assumir a titularidade na baliza de Portugal.

 

Paulo Bento não teve a vida facilitada em matéria de substituições, mas penso que era exigível que imediatamente após a expulsão de Pepe entrasse outro defesa central. Paulo Bento preferiu não fazer nenhuma substituição naqueles “longos” 10 minutos que ainda faltavam para o intervalo e, entretanto, sofremos mais um golo.

 

Portugal perdeu. Podemo-nos queixar de alguns critérios de arbitragem, claro que podemos, mas não foi só por isso que perdemos. O que mais me incomóda é a forma como os principais intervenientes, nomeadamente o seleccionador nacional, abordam a situação. Antes deste jogo era só bazófia e, mesmo depois do que todo o mundo viu, Paulo Bento continua a não querer enfrentar a realidade. Contudo, a realidade parece querer enfrentar Paulo Bento. E a nova realidade é que Paulo Bento não tem defesa esquerdo para o(s) próximo(s) jogo(s), porque em 23 escolhidos, Paulo Bento só quis levar um jogador para essa posição.

 

Eu continuo a acreditar que Portugal vai passar à fase seguinte, apesar de não depositar muitas esperanças numa grande classificação final. Espero estar enganado.

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Uma, duas ou três nádegas?

por contrário, em 12.06.14

Há alguns dias, Bruno de Carvalho (Presidente do Sporting) referiu-se a uma eventual aliança entre os Presidentes do Porto e Benfica, para concertar posições para as eleições na Liga de Clubes. Na altura, Bruno de Carvalho comparou essa eventual aliança a um "encontro de nádegas".

 

Pois bem, as eleições na Liga de Clubes decorreram ontem, apenas com a lista do anterior Presidente (Mário Figueiredo) a concorrer na votação. As restantes listas, a de Rui Alves e a de Fernando Seara foram rejeitadas pelo Presidente da Assembleia-Geral da Liga, que alegou que as mesmas não cumpriam os requisitos de validade. Ora, como seria de esperar, Mário Figueiredo foi reeleito, mas com apenas 10 votos a favor e dois em branco. Votaram a favor Sporting, Paços de Ferreira e Belenenses da Primeira Liga e Leixões, Farense, Santa Clara e Atlético da Segunda Liga. O Boavista votou em branco. Recorde-se que os clubes da Primeira Liga têm direito a 2 votos e os da Segunda Liga apenas a 1.

 

Os restantes clubes simplesmente não quiseram saber da eleição, ou então não concordaram com a forma nebulosa como o acto eleitoral decorreu.

 

De facto é muito estranho que as restantes candidaturas não tenham sido aceites para a votação, quando a esmagadora maioria dos clubes profissionais pareciam estar em total ruptura com a anterior e recém-eleita direcção. Muito estranho também, foi o facto de dois candidatos muito próximos do Benfica (Fernando Seara e Rui Rangel) não terem sido capazes de apresentar uma lista válida, ainda mais sendo um deles advogado e o outro juiz desembargador. Em vez disso, ambos prestaram-se a um papel ridículo de apresentar candidaturas individualizadas, depois um (Rangel) desistiu em favor do outro (Seara) e, a pior parte, ambos entregaram listas distintas na sede da Liga de Clubes, ambas com Fernando Seara à cabeça. Manobras de diversão?!

 

Entretanto, o Presidente do Benfica (que não participou no acto eleitoral) já veio dizer que "é uma obrigação apoiar Mário Figueiredo". Surpreendente! Para quem parecia não apoiar Mário Figueiredo e tinha dois candidatos da casa... O Porto ainda não demonstrou grandes preocupações sobre o assunto, o que também é surpreendente. E no fim de contas, o candidato vencedor é aquele que o Sporting queria.

 

Retomando o estilo de linguagem de Bruno de Carvalho, é caso para perguntar se o futebol português tem uma, duas (como ele próprio sugeriu) ou três nádegas. É que ficou tudo na mesma e parece que estão todos satisfeitos.

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Nunca mais começa o Mundial...

por contrário, em 10.06.14

Hoje é dia de Portugal... e depois?

Está bem, é feriado e está bom tempo...

Também é dia de Camões! E esse merece ser lembrado e celebrado.

 

De resto, que temos nós a comemorar?

Um governo incompetente, fora da lei, subordinado a interesses nocivos à nação?

Uma oposição que quer ser governo, mas que já fechou para férias até Setembro?

Um pretenso Presidente que patrocina tudo isto? E a natureza quase a fazer justiça...

Os banqueiros corruptos que continuam a fazer desaparecer milhões?

 

E o Mundial de Futebol que nunca mais começa... pelo menos, já teremos uma desculpa de jeito para andarmos tão distraídos.

 

Citando Camões, "Nos perigos grandes, o temor é muitas vezes maior que o perigo".

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Provas de um país ao contrário

por contrário, em 07.06.14

Está tudo louco! A insanidade é geral e parece que pegou de estaca. Eis as evidências:

 

- Há duas semanas, após vitória nas eleições europeias, o líder do PS pediu a queda do governo e eleições antecipadas; por outro lado, os partidos da coligação preferiram desvalorizar a profunda derrota e afirmaram que o mandato é para cumprir até ao fim;

 

- Passadas duas semanas, os partidos da coligação parecem estar mais interessados em antecipar as legislativas do que os socialistas que, agora com a casa desarrumada já não querem as eleições, pelo menos por enquanto... Francisco Assis até já veio acusar o governo de querer provocar eleições antecipadas... há duas semanas era aquilo que mais queria...;

 

- O governo da coligação já há muito (pelo menos há 3 anos) que demonstrou que está no lugar errado. Eu sugiro que se mudem para o Palácio Ratton, pois segundo eles próprios, percebem mais de Direito Constitucional do que os juízes que lá trabalham;

 

- E os juízes do Constitucional (independentemente sa sua competência) deveriam estar em São Bento, pois já demonstraram ser mais competentes que o governo em matéria de economia do país;

 

- Entretanto, um estudo da Eurosondagem demonstra que os portugueses preferem António Costa para primeiro-ministro e líder do PS, deixando Seguro muito para trás... Mas Seguro insiste em degradar o Partido Socialista um pouco mais;

 

- Cavaco Silva disse que "uma crise política agora teria um custo muito elevado"... Terá alguma vez o país passado por uma crise política mais grave do que aquela que está a passar agora? Num momento em que está tudo virado do avesso e o confronto entre os órgãos de soberania nunca foi tão grave, o Sr. Silva reage assim. Eu não esperava outra coisa, mas estou preocupado com os 20% que votaram nele...;

 

- Cavaco também recomendou "serenidade e bom-senso" aos agentes políticos mas, uma vez mais, a sua parvidade falou mais alto e ele não conseguiu deixar de lançar umas farpas a "alguns agentes políticos" que agora criticam a tensão entre governo e TC, acusando-os de no passado terem agido de forma semelhante em relação a outros órgãos de soberania (Presidência da República, suponho). Não haja dúvidas de que esta atitude acenta bem num Presidente da República e é reveladora de muita serenidade e bom-senso. Além disso, do que eu me lembro bem é do ataque desprezível que este senhor, ao serviço da Presidência da República, fez contra outro órgão de soberania, concretamente o Governo de José Sócrates, com histórias inventadas de escutas no Palácio de Belém, etc.

 

- Cavaco não disse, mas deixou bem claro aquilo que os portugueses podem esperar dele, NADA!

 

Portanto, tudo fora do sítio. Tudo ao contrário!

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Tudo o que este governo tem feito é contrário aos princípios da Democracia, contrário às suas promessas, contrário ao interesse dos portugueses e, acima de tudo, ilegal.

 

Este governo ainda não foi capaz de apresentar um Orçamento de Estado dentro da Lei e já só terá mais uma hipótese de o fazer, isto se o boneco que mora em Belém continuar a repousar no pasto. Sim, porque esse fantoche é o maior culpado por este governo continuar a brincar com as nossas vidas.

 

Após mais um chumbo do TC, o governo pediu, através da Assembleia da República, um pedido de aclaração mas, reparem bem, até o pedido de aclaração parece roçar a ilegalidade. Este governo é realmente patético. Se por um lado tenta empurrar as culpas da sua péssima governação para o TC, sustentando que o TC não deveria imiscuir-se em matérias como a economia do país, por outro lado, exige ao TC que este lhes diga o que fazer. Eu começo a ficar sem adjectivos para qualificar estas aberrações da natureza.

 

Eu só tenho estranhado o facto de ainda nenhum elemento deste governo ter dito que a culpa dos chumbos é de José Sócrates. Depois de várias semanas a falar do Sócrates de manhã à noite, parece que agora o governo escolheu a outra vítima (a segunda preferida).

 

Neste governo há muita manha e matreirice, mas há acima de tudo burrice e estupidez em estado bruto. Trata-se de um conjunto de gente abestalhada, ignorante e mal-intencionada. E é muito fácil perceber quem são os favorecidos pelas suas políticas mal-intencionadas. Querem um exemplo? Reparem quem veio defender o governo e atacar a conduta do TC... o senhor Fernando Ulrich – um banqueiro pois claro! Porque será? Aguenta povo!

 

Eu só tenho pena que o povo continue adormecido...

Que o maior partido da oposição demore tanto tempo a redefinir posições...

E agora vem o mundial de futebol...

Depois as férias de Verão...

E depois o Natal...

Pelo meio, novos aumentos de impostos e cortes...

E mais um OE ilegal...

 

E, provavelmente, andaremos nisto mais um ano, porque de Belém nada vem. Não me canso de repetir que esta situação só está a acontecer porque o fidalgo que lá mora, entendeu que não era necessário um pedido de fiscalização preventiva, nem sucessiva.

 

O que ele deveria fazer era demitir o governo e renunciar logo de seguida, mas isso é menos provável que o regresso do D. Sebastião. 

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Fernando Ulrich, presidente do BPI, disse ter ficado "um bocadinho chocado" com os chumbos do Tribunal Constitucional, sustentando que o TC não deveria decidir sobre matérias que tenham a ver com a economia. Ulrich disse também que as decisões sobre a gestão da economia do país deveriam ser tomadas no Parlamento e não pelo TC, já que este assunto vai muito além das questões jurídicas.

 

Porque será que não fiquei surpreendido? Para Ulrich a economia deve estar acima da Lei. Para Ulrich o governo poderia determinar um corte salarial de 100%, durante um ano ou dois, para acabar de vez com a dívida que não fazeria mal nenhum. Segundo ele, tratar-se-ia de uma questão económica e, portanto, o Tribunal Constitucional não deveria pronunciar-se. 

 

Mas, se atentarmos bem nas suas palavras verificaremos que nem sequer fazem sentido porque, seguindo o seu estúpido raciocínio, se as questões sobre a gestão da economia não devem estar nas mãos de juristas, então não devem ser decididas no Parlamento que, como toda a gente sabe, é composto maioritariamente por juristas.

 

Enfim, mais um bacoco com os bolsos cheios de cobres e a cabeça cheia de caca.

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Este governo é asqueroso!

por contrário, em 03.06.14

O Tribunal Constitucional chumbou 3 das 4 medidas que haviam sido submetidas para fiscalização sucessiva. É a oitava vez que o TC chumba medidas que constam nos Orçamentos de Estado apresentados pelo actual governo. Portanto, 3 Orçamentos de Estado apresentados, nenhum limpo. Eu acredito que a primeira vez foi mesmo por incompetência e ignorância, mas as seguintes foram puramente estratégicas. Este governo tem vindo a usar o TC para justificar as medidas que acaba por implementar, tentando passar a imagem de que só o faz porque o TC assim obriga. Será que alguém compra esta burragem?

 

À semelhança do que aconteceu anteriormente, Passos Coelho já veio afirmar que a situação é complicada e que não haverá uma solução simples. Portanto, teremos novo aumento de impostos, mesmo com a almofada financeira que o governo diz que tem e tanto gosta de apregoar.

 

Portas disse, durante o fim-de-semana, que está a ler calmamente o acórdão do TC, mas já adiantou que as consequências do chumbo serão sérias. Entretanto, também referiu que pediu a opinião de especialistas sobre o acórdão, visto não ser um expert na matéria. Ele não quis dizer quem, mas eu sei de fonte segura que um dos especialistas é o Quim Barreiros - o maior especialista em acórdãos de Portugal.

 

Hoje, no conselho nacional do seu partido, Portas voltou à carga dizendo que o chumbo do TC é demasiado penalizador para os portugueses, chegando a afirmar que o TC está a condenar os portugueses a uma "espécie de escravidão fiscal". Portas – o n.º 2 – foi ainda mais longe, pedindo ao TC que clarifique o seu pensamento, considerando que a sua decisão impede a redução do défice, sugere o aumento de impostos e impede que se faça a reforma do Estado. Santa lata a deste Portas! Se tivesse lido a Constituição uma vez que fosse, talvez percebesse o pensamento do TC.

 

A ministra das finanças também veio dizer que o chumbo do TC terá significativos impactos e que o governo necessitará de tempo para ponderar as medidas a tomar.

 

O porta-voz do PSD, Marco António Costa, também aproveitou a onda para palpitar sobre o assunto, dizendo que o TC invadiu o campo do legislador, reiterando as anteriores alarvidades ditas pelos seus compinchas.

 

Mas que cambada de busanos. Devem achar que as mentiras ditas muitas vezes tornar-se-ão verdade.

 

A verdade é que este governo é incompetente porque nunca foi capaz de tomar uma decisão sustentanda numa estratégia política. É um governo mentiroso porque tem feito o contrário do que prometeu. É manhoso porque recorre sempre as esquemas ardilosos para justificar as suas pervertidas políticas. E a dívida continua a subir...

 

É um governo verdadeiramente asqueroso!

 

P.S. Onde anda aquele a quem chamam de Presidente da República? Aquele que não pediu a fiscalização preventiva (nem sucessiva) das medidas agora chumbadas... Deve andar a tirar umas selfies com os jogadores da selecção nacional. 

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