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Portas lambe-botas

por contrário, em 30.10.14

Paulo Portas foi de viagem ao México com uma comitiva de amigos para fechar uns negócios. Portas já não é ministro dos negócios estrangeiros há muito tempo e também não é ministro da economia, apesar de este lhe ser um fiel subordinado, mas ele jamais perderia uma oportunidade destas para se pavonear.

 

Então porque foi Portas ao México? Passear? Espairecer? Tentar vender o que sobra do país? Ou terá sido para fugir da troika?

 

Talvez tenha sido um bocadinho de tudo isto. Mas o que o senhor Portas queria mesmo era lamber as botas ao Sr. Carlos Slim (que de slim não tem nada, nem a carteira). Portas tem uma especial aptidão para lamber (botas, claro está) e quem melhor que o homem mais rico do mundo para bajular? O problema foi que o Sr. Slim, que deve ser um tipo muito ocupado, borrifou-se completamente para o Paulinho das feiras e, como era de esperar, não compareceu no jantar organizado pelo Portas.

 

Mas... acalme-se a seita seguidora do Sr. Portas! O homem não regressa desta viagem de mãos a abanar! Não foi possível lamber as botas mais ricas do mundo, dessas ele levou um chuto no traseiro, mas deu para lamber as botas de trolha do Sr. Mota que, há falta de melhor, será o garante do futuro de muitos, num futuro muito próximo. O cervejolas é bem capaz de ir lá parar... a ver vamos.

 

Que fique bem claro que eu não gosto nem do rico nem do roto, mas agradou-me saber que o rico cuspiu na cara do roto, que não tem outro objectivo senão tirar proveito pessoal à custa do seu país.

 

 

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CEOs da treta!

por contrário, em 20.10.14

Durante anos tive que aturar algumas pessoas, quer na comunicação social quer no meu dia-a-dia, a reverenciarem alguns iluminados do topo da gestão de "certas e determinadas" empresas - os chamados CEOs - Chief Executive Officer. A malta gosta de usar estes termos em inglês para dar mais importância.

Algumas opiniões eram tão servilmente bajuladoras que me davam náuseas. Eu sempre duvidei destes figurões que apareciam do nada para o topo de grandes empresas, para serem aclamados como supra-sumos da gestão. Do que eu nunca duvidei foi das razões pelas quais estes finórios foram colocados nos seus respectivos lugares.

O último CEO a cair foi um tal de Zeinal Bava - o culminante gestor das telecomunicações. Até há bem pouco tempo, este grande CEO do sector das telecomunicações era o maior! Ninguém lhe chegava aos calcanhares. A PT era considerada um exemplo de gestão. Pois é... pois é... 

Zeinal Bava caiu. Primeiro fugiu da PT e de seguida foi escorraçado pelos brasileiros da Oi, que devem ter ficado assustados com a enorme capacidade que Zeinal Bava tem para fazer desaparecer dinheiro das empresas que gere, em benefício das empresas falidas dos seus amigalhaços (nem eles conseguiriam fazer melhor). Eu sou do tempo em que isto tinha um nome: roubar! Sim! Roubar foi o que ele fez. Usurpar cerca de 900 milhões de euros da PT para a empresa falida de um amigo (outro que era um dos melhores do mundo a gerir bancos) não é outra coisa senão roubar.

Mas o que ainda me continua a surpreender, é o facto de alguns comentadores continuarem a defender a dama (eles lá saberão porquê). Um dia destes ouvi um a dizer que o Zeinal Bava continuava a ser um dos melhores gestores na área das telecomunicações, que não era pelo facto de ter roubado 900 milhões de euros à PT (empresa onde foi CEO) que deixára de o ser. 

Enfim, haja quem tenha estômago para continuar a engolir a porcaria que este tipo de gente larga aqui e ali.

Entretanto, a PT está em queda livre, valendo 3 a 4 vezes menos do que há alguns meses atrás. A PT continua a ser arrastada para o lamaçal do BES. Provavelmente, os portugueses serão chamados a responder também pelas perdas da PT. MAS... esperem lá... a PT já não é uma empresa pública há muito tempo... 

O capitalismo é uma coisa engraçada. Ao princípio abomina a intervenção do Estado e é sedento pelos seus monopólios que, depois de lhes botar as manápulas, os depravar e os levar à ruína, volta com o rabinho entre as pernas a suplicar pela intervenção do Estado. O capitalismo é isto: Estado? Apenas quando ficarem os ossos.

 

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