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A "Lady Swap" é uma optimista

por contrário, em 29.09.15

Sobre a ordem que terá dado para que os prejuízos do BPN fossem ocultados, a ministra das finanças cessante Maria Luís Albuquerque, pronunciou-se dizendo que: "pediu à Parvalorem que revisse as contas, porque lhe pareceu que a estimativa avançada era demasiado pessimista". E, como se sabe, de pessimismos estamos nós bastante fartos. Portanto, a ministra, que na altura era secretária de Estado do Tesouro, limitou-se a fazer um favor ao país, apostando numa política de boas notícias para animar a malta. É um tesourinho esta senhora, não é?

 

Ou seja, a ministra não pretendia que as contas fossem ocultadas, ela apenas queria um bocadinho mais de optimismo. Quem disse que as coisas têm que ser como são? Feias e más! O importante é parecer que está tudo bem. Animem-se! Não sejam piegas.

 

Já em 2013, a "Lady Swap" também havia negado que nunca havia estado relacionada com qualquer operação de swaps. A verdade é que aprovou um swap da Estradas de Portugal em 2010, quando era técnica do IGCP.

 

Passos Coelho, veio a terreiro (muito perturbado) defender a sua ministra, que também é sua amiga do peito e foi sua professora na licenciatura que concluiu com muito custo, nessa universidade privada de renome que é a Lusíada. O que disse Passos Coelho? Naquele tom de voz que foi engendrando durante os longos anos em que não conseguiu terminar o curso, Passos disse que "não houve qualquer ocultação de contas" e que, no lugar da sua querida ministra "teria feito a mesma coisa".

 

Portanto, o que há de novo neste assunto? Nada. Há o mesmo de sempre, que esta gente foi perpetrando ao longo dos últimos quatro anos: buracos, contas deturpadas, números falsos, mentiras e mais mentiras

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Quando um parolo tem tempo de antena

por contrário, em 29.09.15

Quando um parolo tem tempo de antena de quem é a culpa?

 

Jorge Moreira da Silva é o maior parolão desta campanha, pelo menos até agora. Num repasto da coligação PàF no concelho de Guimarães, o pacóvio disse o seguinte: "Estão a ver o vice-primeiro-ministro Jerónimo de Sousa meter-se num avião e reunir-se com o vice-presidente Joe Biden a pedir investimento para Portugal, defender mais exportações para as empresas portuguesas?". O seu pirangueiro exercício de imaginação levanta as seguintes questões/observações:

 

1 - Imaginando que o PS vence as eleições com minoria no Parlamento e decide coligar-se com a CDU, quem disse que Jerónimo de Sousa faria questão de ser vice-primeiro-ministro? Aliás, esse cargo nem costuma existir em governos socialistas, isso é tacho criado pela direitalha para satisfazer irrevogáveis caprichos de gente atrelada ao poder. Algo que Jerónimo de Sousa não é nem será, com toda a certeza.

 

2 - Vejam bem! Só mesmo os saloios armados em importantes, esses borra-botas com tiques de novo-riquismo, esses matraquilhos de inteligência marreca, para supor uma viagem de avião para prestar vassalagem ao senhor Joe Biden. É que Joe Biden é vice-presidente dos EUA - o país de sonho para os "pequeninos". (Ai a América! Quem me dera ir a Nova Iorque um dia...) Achará ele que Jerónimo de Sousa tem medo de andar de avião? Ou será que ainda é daqueles que pensa que viajar de avião é coisa para gente com curso superior? Ou pior, será que considera Joe Biden superior a Jerónimo de Sousa ou a qualquer outro português, só porque é norte-americano? Típico de mentalidades menores...

 

3 - Será que Moreira da Silva ainda não conseguiu perceber que a sabujice e a adulação política é característica da sua família política? Aparentemente não. Além disso, Jerónimo de Sousa jamais se reuniria com um camone que nem sabe que Portugal existe. A única vez que me lembro deste camone a tentar referir-se ao nosso país, chamou-lhe Polónia. Outro saloio!

 

4 - Já agora, que investimentos conseguiu Paulo Portas (o vice) nas reuniões com Joe Biden? Se é que teve alguma... Vá, quero factos tangíveis e não uma série de números atirados para o ar. E quem beneficiou dessas "hipotéticas" reuniões?

 

5 - Estranhei o facto de Moreira da Silva ter imaginado uma viagem aos EUA e não à China, país para onde este governo e suas tropilhas viajaram com muita frequência, conseguindo muito investimento dourado (vistos gold) e vendas de património público aos senhores comunistas... Ah! Esperem lá. A China é comunista. Se calhar, com estes Jerónimo já se entenderia melhor, ou talvez não...

 

Moreira da Silva disse tudo isto na mesma altura em que Passos Coelho apelava a uma campanha com elevação, sem enxovalhamentos e ofensas pessoais. Também muito típico na laranjada.

 

P.S. O repasto decorreu numa terra de bom verdasco...

 

 

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Sondagens, comentários, ao serviço de quem?

por contrário, em 27.09.15

 

 

                                           Retirado de www.rtp.pt

 

 

Mas alguém acredita nisto?

 

É sabido que a RTP anda com as audiências em baixo, mas daí a ter o descaramento de apresentar uma falsidade destas é obra. Se fosse uma sondagem apenas falsa, à semelhança de todas as outras, teria pouco impacto, era apenas mais uma, assim, a RTP deu-se ao desplante de apresentar uma sondagem com resultados não apenas falsos, mas cómicos. Afinal, todos já se aperceberam que é a comédia da política que traz boas audiências, a TVI que o diga.

 

Alguém na posse de todas as faculdades mentais acredita que 43% do eleitorado tenciona votar na coligação PàF? Anedótico…

 

Já no canal laranja, Marques Mendes continua a sua senda de comentários tendenciosos. Desta vez, disse que o défice deste ano pode não ficar nos 2,7%, mas que não ficará acima de 2,9%, tem a certeza diz ele. Disse isto com a mesma falta de vergonha com que afirmou, em nome da coligação PàF, que se o Novo Banco for vendido por um valor abaixo do montante injectado pelo Fundo de Resolução (o Estado meteu cerca de 80% do capital - 4,9 mil milhões de euros), os bolsos dos contribuintes não serão afectados, serão os bancos a suportar as perdas. Portanto, os bancos é que vão pagar aquilo que o Estado poderá perder. Haja lata e um tremendo acobertamento jornalístico para permitir que se digam tantas aldrabices em directo e no horário nobre. Aproveitou ainda para corroborar as declarações do seu amigalhaço Passos Coelho, que ainda esta semana afirmou que o Estado português está a lucrar juros com o dinheiro que pôs no Fundo de Resolução do NB. A “latosa” deste indivíduo é, deveras, imperiosamente desproporcional ao seu tamanho.

 

Mais uma semana até às eleições. Muitas mais mentiras nos tentarão impingir, à força, através do chamado “quarto poder”, que é cada vez mais o primeiro poder. Agora até a RTP embarca nesta onda de opressão. A ideia da Imprensa como “cão de guarda” da sociedade está obsoleta. Os cães de guarda são agora cachorrinhos amestrados. Senta! Quieto! Late!

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Se é para mentir, façam-no em grande!

por contrário, em 26.09.15

Esta sexta-feira à noite a coligação PàF teve um jantar-comício em Santa Maria da Feira onde, "à boca-cheia", informa que marcaram presença 6000 pessoas. A nossa muito querida comunicação social faz logo manchetes desse "facto", porque não sabe fazer mais do que escrevinhar aquilo que a máquina laranja lhes dita.

 

Eu fiquei desapontado. Duplamente desapontado. Fiquei desapontado com a comunicação social, porque ainda tinha esperança que houvesse por aí um último exemplar de jornalista desobrigado, que pudesse escrever algo com o mínimo de decência. O jantar-comício decorreu no Europarque. Quem conhece o espaço onde decorreu a farra sabe perfeitamente que é quase impossível apinhar lá dentro 6000 pessoas, mas à coligação PàF tudo é possível, conseguiram colocar 6000 pessoas sentadas à mesa (grandes e redondas), muitas delas com várias cadeiras vazias e separadas por corredores generosos. Se já é quase impossível enfiar lá dentro 6000 mil pessoas com a área totalmente disponível, imaginem com tanto mobiliário. Vá! Mentiras que tenham jeito, se faz favor.

 

Mas o meu segundo desapontamento vai para com os líderes da coligação PàF. São tão generosos na arte da mentir, que não se entende a razão pela qual não afirmaram que estavam perante uma plateia de 60 mil pessoas, ou... 6 milhões, sei lá... Se é para mentir, façam-no em grande!

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Coligação versão 7.2

por contrário, em 23.09.15

7.2 é o decimal que define a actuação do governo de coligação PSD/CDS. É o ponto culminante das suas desastrosas opções ao longo da sua malograda legislatura. É a cereja podre no topo do bolorento bolo que foi esta governação.

 

Tantos sacrifícios infligidos ao povo português, tantos cortes (em todas as áreas), tanta subida de impostos, tudo em nome do rigor nas contas públicas, da descida do défice e da dívida pública. E em pleno final da legislatura e bem à porta das eleições, que números tem a coligação para apresentar ao país? Défice de 7,2% do PIB e uma dívida pública superior a 130%.

 

E ainda têm coragem para se recandidatar... Há gente com lata para tudo! 

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Vale a pena mentir?

por contrário, em 19.09.15

Oh! Se vale. Valeu muito em 2011 e, para alguns, continua a valer. A julgar pelo eco feito nos órgãos de comunicação social, Passos Coelho "venceu" o segundo debate com António Costa, transmitido nas rádios Antena 1, TSF e Renascença. E não é que sai logo uma sondagem a beneficiar a coligação? É pá... que coisa tão bem montada...

 

Eu gostaria que me explicassem como é que um candidato a primeiro-ministro que, por sinal, ainda é o actual primeiro-ministro, não tendo uma única ideia para apresentar ao país para os próximos quatro anos, que centra a discussão de um debate político nas ideias da oposição e, acima de tudo, que mente compulsivamente pode vencer um debate. Alguém que me explique se faz favor. Talvez António Costa não tenha estado tão bem como esteve no primeiro debate, mas isso não significa que Passos tenha vencido. Ou será que perder por menor diferença significa ganhar?

 

Mas, a questão central não deveria ser quem venceu ou perdeu o debate, porque os debates não deveriam encerrar em si mesmos um espaço para vitórias ou derrotas, mas sim para esclarecer os eleitores e ajudá-los a decidir o seu sentido de voto.

 

Para mim, o que mais uma vez ficou evidente nesse debate foi o facto de Passos Coelho não ter uma única ideia para o país, continuar a refugiar-se na confrontação das ideias do Partido Socialista (A vocação do PSD para ser oposição) e mentir obsessivamente. É impressionante a forma como este indivíduo é capaz de mentir ao país, como se estivesse a dar lições de moral. É incrível como António Costa não foi capaz de o desmentir categoricamente. E é ainda mais impressionante ver a comunicação social deixar passar tudo isto em claro. A senhora da Renascença, do alto da sua inquestionável isenção política, tentou apertar Costa até ao limite incorporando na perfeição o espírito de contestar as ideias da oposição, mas deixou passar em claro todas as mentiras de Passos Coelho. Eu nem quero imaginar como se comportariam os senhores jornalistas, caso fosse José Sócrates a enfiar as patranhas que Passos Coelho enfia nos ingénuos todos os dias.

 

Aqui ficam, para a posteridade, algumas das descaradas mentiras que Passos enfiou no debate e que passaram pelos pingos das chuva:

 

- Passos disse que conhece muitas famílias que pagam menos impostos em Portugal. Só se for os amigos dele, tal como apontou Costa, que devem fugir às responsabilidades para com o Estado, tal como ele o fez.

- Passos diz que foi o seu governo que implementou os 12 anos de escolaridade obrigatória. Temos pena, mas isso foi feito por José Sócrates. Eu percebo que Passos tenha a tendência de se confundir com o seu ídolo, isso é normal em indivíduos que padecem de psicopatologias.

- Passos afirmou que aplicou o recurso ao complemento solidário para idosos. Pois! Não foi não. Mais uma vez, foi Sócrates que implementou esta medida. Eu percebo que Passos gostaria de ter tido essa ideia, principalmente agora em tempo de eleições, mas não foi.

- Passos disse que 2/3 dos estagiários assinaram contrato de emprego no final do estágio. Mentira! Nem um 1/3 conseguiu essa proeza.

- Passos disse que o seu governo sempre cumpriu as metas do défice. Bem, não sei se me rio ou se choro... Passos não conseguiu cumprir as metas do défice uma única vez. Essa é que é a verdade.

- Passos disse que os portugueses têm agora maiores benefícios no acesso à educação e à habitação. Talvez sejam "os tais seus amigos que pagam menos impostos" que, no caso da educação, vão passar a beneficiar (no sector privado) de mais 140 milhões de euros sacados ao povo e oferecidos pelo amigo Passos. Ninguém interna este senhor?

 

Mas Passos Coelho não é mentiroso apenas nos debates. É mentiroso também nas entrevistas, é mentiroso nos comícios, é mentiroso na Assembleia da República, é mentiroso nas declarações à Segurança Social, é mentiroso nas ruas... é mentiroso! Certamente também se lembram daquela cena perante uma senhora na rua, dizendo-lhe que ela não tinha perdido rendimentos e que ganhava agora o mesmo que há quatro anos. Enfim, ele está mesmo convencido de que se continuar a falar com aquela cara de "Becas da Rua Sésamo" e com aquela colocação de voz, que vai continuar a persuadir o povinho.

 

É um facto que António Costa deveria ter sido capaz de desmentir tudo na hora, e não foi. Mas é inaceitável que esta comunicação social continue a comportar-se de forma tão tendenciosa e comprometida com este governo.

 

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Volta e meia lá temos que levar com o argumento "Teixeira dos Santos", por parte dos líderes da coligação PàF, que é propagado pela comunicação social  e, consequentemente, absorvido pelo eleitorado carneirinho.

 

O argumento preferido da coligação sempre foi e será "Sócrates", contudo, não raras vezes, e principalmente agora que muito se tem falado de quem chamou a troika, lá vêm eles com o argumento "Teixeira dos Santos". Dizem eles, a propósito do chumbo do PEC IV, que o próprio Teixeira dos Santos tinha reconhecido na altura, portanto, antes da vinda da troika, que o Programa de Estabilidade e Crescimento não iria resolver a difícil situação de Portugal e evitar a vinda da troika. Mais uma GRANDE MENTIRA prepetrada reiteradamente pela dupla Passos-Portas, tentando fazer esquecer quem foi que chumbou o PEC IV e que desencadeou a vinda da troika.

 

Não me vou alongar muito sobre o potencial das medidas do PEC IV, que como todas as pessoas com memória sabem, tinha o aval da Comissão Europeia, do Conselho Europeu e, principalmente, do Banco Central Europeu. O que pretendo agora é desmistificar (para alguns é o mesmo que desmesteficar) o argumento "Teixeira dos Santos".

 

O antigo ministro das finanças nunca disse nada daquilo que Passos e Portas lhe tentam imputar. Ele disse precisamente o contrário e apontou as verdadeiras razões para a crise e entrada da troika. Também disse de forma muito clara o que achava do PEC IV, e não foi nada daquilo que a coligação anda por aí a inventar. Infelizmente, há sempre quem coma, há sempre quem esteja disposto a ser o depósito da impudência dos outros.

 

E como não gosto de tentar convencer alguém com supostas afirmações de outros, ouça e veja por si próprio e deixe de embaracar em lérias.

 

 

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A idiotice tem limite?

por contrário, em 16.09.15

A idiotice não tem limite quando os idiotas são genuínos. Passos e Portas, líderes da coligação que faz oposição à oposição, são os mais genuínos praticantes da idiotia política em Portugal. 

 

Em 2011 conseguiram enganar a maioria do eleitorado com falsas promessas, mentiras e, essencialmente, com o maior engrimanço político da história da Democracia. Claro que me refiro à estratégia de descredibilização do governo de então, ao não apoio das medidas (PEC IV) que haviam sido fortemente aplaudidas pelas instituições europeias (Comissão, Conselho e BCE), o que fez com que os mercados (ui, os mercados!) que já duvidavam da capacidade de Portugal inverter a situação, deixassem definitivamente cair Portugal nas manápulas da troika. 

 

Quem chamou a troika? Obviamente que, formalmente, foi o governo demissionário de José Sócrates, mas com o forte incitamento e apoio do PSD e CDS. Certamente que todos se lembram de ver Eduardo Catroga (mandatado de Passos e Portas), todo satisfeito (com direito a fotografia e tudo...), pela contribuição que havia dado para a elaboração do memorando da troika. Ah! Não se lembram? Fraca memória...

 

Mas se querem uma atribuição de culpas por grau de importância, então, devemos reconhecer que a principal razão da entrada da troika em Portugal foi a crise financeira que se iniciou em 2008. Negar esta evidência é não perceber um chavo de economia. A segunda razão foi o chumbo do PEC IV na Assembleia da República que, recorde-se uma vez mais, foi fortemente elogiado pelas instituições europeias e teve o aval total do Banco Central Europeu. Quem chumbou o PEC IV não foi Sócrates, foi a oposição, com culpas maiores para PSD e CDS. E só em último caso é que podemos atribuir culpas ao governo de José Sócrates que, apesar de ter apresentado em Bruxelas uma solução para a situação financeira em que Portugal se encontrava em 2011 e que foi aceite, não pode fugir à responsabilidade de tal ter acontecido no seu tempo de governação, que em minoria parlamentar nada mais pôde fazer.

 

Passos e Portas, que muito temem Sócrates, usaram-no desde o início como arma de campanha, e note-se que a campanha de Passos (que se está a lixar para as eleições) e Portas já começou há muito tempo. Sempre disseram que não usariam o nome de Sócrates na campanha eleitoral, e não fizeram outra coisa até ao debate de Passos com Costa onde, depois da "desmestificação" o argumento caiu por terra. A coligação passou então a usar os argumentos "Grécia" e "Syriza", que ainda com Costa, mas especialmente com Catarina Martins também caíram por terra. A coligação passa a ficar sem margem de manobra para manipular a verdade dos factos, deturpando-a sempre a seu favor, e passa a usar o "argumento" que lhes deu a vitória nas eleições em 2011 - a vinda da troika. Eu, sinceramente, esperava mais criatividade após quatro longos e dolorosos anos.

 

Mas também o argumento da vinda da troika acaba de cair, de vez, por terra. Agora, é só ficar à espera para ver qual o próximo argumento de campanha.

 

P.S. Vá lá Sapo Destaques, agora que o blog já aparece na pesquisa é só mais um pulinho e destacá-lo, uma vez que seja. Este ou qualquer outro anti-regime. Ou não dá jeito? Vá lá... não tenham medo. Se o regime vos castigar por isso, eu serei o primeiro a subscrever um abaixo-assinado para que possam reconhecer os vossos direitos e liberdades num tribunal isento.

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"Este" PS não merece

por contrário, em 15.09.15

"Este" PS não merce a confiança dos eleitores de Esquerda. Já há algum tempo que o Partido Socialista não tem conseguido distinguir-se de forma vincada dos partidos de Direita, ainda que seja sempre preferível um PS "adireitado" que qualquer PSD e/ou CDS.

 

Este PS têm-se afastado da matriz socialista, que está na sua génese, algo que está a descaracterizar o partido e a afugentar o seu eleitorado. O socialismo democrático sempre foi a pedra basilar do espectro político do Partido Socialista. Mas este PS prefere falar mais em social-democracia do que socialismo democrático, mas não no sentido socialista e igualitário que Marx e Engels defendiam. 

 

Ontem, no debate com Catarina Martins, António Costa fez questão de se auto-proclamar social-democrata, sendo que não se estaria a referir à social-democracia de Marx, com certeza. Seja como for, um socialista em campanha não se apresenta como social-democrata ao eleitorado português, sob pena de ser confundido com quem milita no PSD (Partido Social Democrata). Apesar de considerar que são os laranjas que usam uma terminologia ideológica propositadamente errada, começando logo pelo nome que escolheram para o partido (anteriormente, Partido Popular Democrático), é sabido em Portugal que os "sociais-democratas" são os laranjas, repito, ainda que de forma deliberadamente deturpada.

 

Portanto, Costa não só não tem sido capaz de afastar o PS do PSD, como ainda faz questão de usar termos que os confundem. Mas Costa ainda foi mais longe, chegando a afirmar que não percebe a forma de actuar dos "esquerdistas". Ou seja, se ainda houvesse dúvidas, Costa fez questão de deixar bem claro que "este" PS não é "esquerdista". Por isto, se considera fazer parte do eleitorado de Esquerda já sabe em quem não votar.

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Depois de Passos Coelho ter apresentado a sua disponibilidade para subscrever um abaixo-assinado, que permitisse aos "lesados dos BES" levar o caso a tribunal, agora, foi a vez de Paulo Portas lhe seguir o exemplo. Portas também afirmou estar totalmente disponível para subscrever tal documento.

 

A pergunta que se impõe é a seguinte: Quanto valem as assinaturas de Passos e Portas?

 

Ou então: Quanto pensam, Passos e Portas, que valem as suas assinaturas?

 

Ou ainda: Será que perante um juiz, as suas assinaturas assumem um valor tal, que a situação fica resolvida no imediato?

 

Não estou em condições de responder a nenhuma das questões, mas tenho para mim que Paulo Rangel saberá dar uma resposta concludente, pelo menos à última pergunta.

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