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Quem tem Cristas canta de galo

por contrário, em 27.02.16

Assunção Cristas apresentou ontem a sua moção de candidatura à presidência do CDS-PP. Não sei porquê mas cheira-me que ela vai ser eleita...

 

Entretanto, parece que uma das propostas da "candidata-única" é deixar cair as letras "PP" da sigla do partido, que toda a gente sabe que significam "Paulo Portas", para dar um arzinho de renovação.

 

A verdade é que a candidata Cristas é a única a concorrer à liderança do seu partido, porque Paulo Portas assim determinou e ai de quem lhe ousasse fazer frente. Pois é... Quem tem Cristas canta de galo. É ou não é Paulinho?

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A "cunha" já não é o que era

por contrário, em 26.02.16

Em Portugal, a "cunha" (o chamado "factor c") já não é o que era. Antigamente, quem tinha uma boa cunha estava garantido. Então no sector da banca é que a coisa funcionava mesmo bem.

 

Hoje, nem o facto do presidente-executivo do Novo Banco deter o "Stock da Cunha" impede que vão para o desemprego mais mil funcionários.

 

Ó Eduardo, para quê tanta cunha?

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Sobre o cartaz do Bloco

por contrário, em 26.02.16

Este é mais um curto comentário sobre um tema que está a gerar alguma incompreensível algazarra. O Bloco de Esquerda lançou um cartaz que diz que "Jesus também tinha dois pais". Primeiro, importa salientar dois factos: o cartaz não é ofensivo e está desprovido de qualquer laivo de jocosidade.

 

O mais surpreendente foi a justificação dada pelo próprio Bloco de Esquerda sobre a publicação do tal cartaz. Fonte oficial do BE refere que "o Bloco respeita todas as convicções religiosas", no entanto, o cartaz não inclui todos os credos. Diz também que "Com esta iniciativa, pretendeu contribuir, como sempre fez, para, sem tabus, provocar o debate e, neste contexto, assinalar mais um avanço no respeito pela dignidade das pessoas e por todas as famílias.". Provocar o debate? Mas qual debate? Com que utilidade? A lei já se encontra promulgada.

 

Trata-se apenas de foguetório político, nada mais, coisa que não aprecio em política. 

 

 

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Já estamos habituados a ver a Ordem dos Médicos esquivar-se das suas responsabilidades e a acobertar as muitas más práticas médicas que se praticam neste país. A última tem a ver com as declarações do bastonário sobre a eutanásia, afirmando que a execução por "morte assistida" não tem que ser praticada por um médico, pode sê-lo feito por um outro clínico. Ou seja, quis dizer que pode ser feito por um enfermeiro, suponho.

 

Duas coisas: Primeiro, já são os enfermeiros e não os médicos que realizam todo o tipo de actos clínicos, tais como recolher sangue, aplicar injectáveis, administrar medicação, avaliar a tensão, medição de diabetes, etc. Os médicos apenas coordenam (vulgo "mandam"). Se a morte assistida tiver que ser executada por um enfermeiro, quem vai dar a ordem de execução? Segundo, e se os enfermeiros sacudirem a água do capote, tal como estão a fazer os médicos, na pessoa do seu bastonário?

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De joelhos ou de quatro?

por contrário, em 24.02.16

Passos Coelho acusou o governo socialista de se "ajoelhar perante as instituições europeias". A Direita portuguesa tem uma "posição" diferente sobre a forma como negociar com as instituições europeias. Preferem fazê-lo de quatro e de calças arriadas.

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Bolsas de estudo no ensino superior

por contrário, em 24.02.16

Acaba de sair uma notícia que afirma que, "hoje, é preciso ser-se duas vezes mais pobre para se receber bolsa de estudo". Significa, portanto, que se a coligação PSD/CDS continuasse a governar, todos os alunos do ensino superior teriam direito a bolsa de estudo já no próximo ano lectivo.

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OE 2016: Reposição dos feriados

por contrário, em 24.02.16

A Direita parlamentar (ex-PàF) absteve-se na votação da reposição dos quatro feriados que eles próprios haviam usurpado aos portugueses. Durante a campanha eleitoral, os partidos de Esquerda anunciaram que iriam repor esses quatro feriados. Nessa altura, a Direita (PàF) apressou-se logo a afirmar que essa medida já estava prevista por eles mesmos.

 

A pergunta que se impõe e que a comunicação social é incapaz de colocar: Por que raio se abstiveram?

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Para quando o EUxit?

por contrário, em 21.02.16

Primeiro foi o "Grexit", agora fala-se em "Brexit" que, entretanto, parece ser uma hipótese menos provável, apesar da realização do referendo sobre a continuidade do Reino Unido na União Europeia.

 

O governo britânico fez duras exigências à UE para que pudesse haver um acordo que agradasse aos "tão difíceis de agradar" britânicos. Houve acordo. David Cameron (Primeiro-ministro britânico) anunciou esta Sexta-feira que havia conseguido um acordo que garante ao Reino Unido um "estatuto especial" no seio da União Europeia.

 

Um "estatuto especial"? Mas o que é isso? O que significa? E de que forma a existência de Estados-membros com "estatuto especial" beneficia a existência da União Europeia, tal e qual a mesma foi pensada?

 

Sabíamos que países como a Alemanha e a França já gozavam do referido "estatuto especial", ainda que tal não fosse reconhecido oficialmente. Mas agora o caso muda de figura, é o próprio chefe do governo de um Estado-membro que garante a obtenção do referido estatuto. Agora é oficial.

 

É assim que pretendem dar continuidade ao sonho europeu? É assim que vamos conseguir uma UE primada pelo equilíbrio, a justiça social e a igualdade?

 

Já agora, seria útil saber qual é o estatuto oficial de países como Portugal, Irlanda e Grécia no seio da UE.

 

Pois é... os britânicos estão muito satisfeitos com o seu "estatuto especial", mesmo assim vão referendar a continuidade na UE. Nós por cá devemos andar muito, mas mesmo muito satisfeitos...

 

Esta União Europeia não faz sentido. O que deveria estar em cima da mesa de negociações era o "EUxit".

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António Costa perdeu oportunidade de ouro

por contrário, em 13.02.16

Na mesma semana em que a Galp anunciou um lucro líquido de 639 milhões de euros, o governo de António Costa decide aplicar (através de uma Portaria "feita à pressão") um novo imposto sobre os combustíveis que, indirectamente irá incidir num aumento do preço aos consumidores.

 

Sabendo que as refinarias e grandes distribuidoras como a Galp, a BP e a Repsol têm obtido crescentes e enormes lucros, não seria mais justo e mais lógico aumentar a tributação do lucro dessas empresas? Não estaria a Estado a fazer o que lhe compete, ou seja, equilibrar a balança? Já que a acentuada queda no preço do petróleo não se tem reflectido de forma equitativa no preço dos combustíveis aos consumidores.

 

Qualquer pessoa de bem, com o mínimo sentido de justiça social, decidiria tributar os lucros dessas grandes empresas. António Costa não o fez e perdeu uma oportunidade de ouro, já que a opinião pública estaria do seu lado, principalmente depois dos valores de ganhos líquidos apresentados pela Galp.

 

Mais decisões como esta e, provavelmente, o governo de António Costa não resistirá. Agora, o que eu estranho é o silêncio da Direita em relação a esta matéria. Não propriamente em relação ao aumento do imposto sobre os combustíveis, mas na possibilidade de substituir essa medida pela tributação adicional dos lucros das grandes petrolíferas.

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Cavaco e as condecorações aos amigos

por contrário, em 12.02.16

São 8 as condecorações que Cavaco Silva vai atribuir na sexta-feira. Na verdade, serão 9 condecorações, mas parece que Pires de Lima está fora e, por essa razão, receberá a distinção noutra data a confirmar.

 

Nove condecorações, todas a ex-ministros da República, sendo que 6 serão atribuídas a ex-membros de governos laranjas. A condecoração em causa é a da Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, que é atribuída a pessoas que tenham prestado serviços relevantes a Portugal, aqui e lá fora, bem como serviços na expansão da cultura portuguesa e seu reconhecimento.

 

Mais uma vez, porque nunca é de mais repetir, este tipo de distinções individuais de pessoas que tiveram o privilégio de usufruir de altas benesses do Estado, durante um certo tempo e que com isso conseguiram mais e melhor para si mesmos do que para os seus concidadãos, não faz nenhum sentido. Não gosto de distinções, de quadros de honra, etc. É tudo treta para engordar ainda mais o ego (e, muitas vezes, as carteiras) daqueles que tanto já sugaram ao Estado. Eles deviam agradecer (de joelhos) o privilégio que lhes foi concedido por estarem ao serviço do Estado Português. Deviam condecorar o povo, pela paciência e pelas rendosas contribuições. Enfim…

 

Mas o mais ridículo de tudo isto é quando vemos os nomes dos condecorados:

 

Vítor Gaspar

Serviços prestados ao país: O ministro das finanças que mais impostos aplicou aos portuguese e o que pior resultados conseguiu. A seu favor, o facto de ter pedido desculpa ao país… Contudo, rapidamente arranjou tacho no FMI. Só por esse motivo se vê a quem é que ele andou a prestar serviços, enquanto ministro.

 

Nuno Crato

Serviços prestados ao país: Tentativa de destruição total do sistema de ensino público. Aumento do financiamento aos privados. Perseguição à classe. Ficará na história, como o pior ministro da educação que Portugal teve.

 

Álvaro Santos Pereira

Serviços prestados ao país: Tentativa de revolucionar o pastel de nata. O país não se lembra de mais nada que tenha feito, mas certamente que Cavaco tem os seus motivos.

 

Bagão Félix

 

Paulo Macedo

Serviços prestados ao país: À semelhança de Nuno Crato, também este foi o pior ministro da saúde que Portugal teve. Tentativa quase consumada em destruir o Serviço Nacional de Saúde. Nunca um mandato ministerial assistiu a tantas aberturas de unidades de saúde privadas, fortemente apoiadas com dinheiros públicos. Nunca um governo tinha sido tão claramente assassino, literalmente assassino, com tantos casos verificados nos serviços de urgência dos hospitais públicos. E depois, também a falta de vacinas para a hepatite C, que levou alguns doentes à morte, etc. O pior ministro de sempre. Um ministro com políticas assassinas. Este indivíduo deveria estar preso. Como se costuma dizer, “com a saúde não se brinca”.

 

Pires de Lima

Serviços prestados ao país: o “soldado disciplinado” não prestou um único serviço ao país, já que tudo aquilo que terá feito enquanto ministro foi, segundo ele próprio, por lealdade e disciplina aos seus superiores hierárquicos do governo. É um indivíduo sem espinha dorsal, que se serviu de um cargo do Estado para ganhar protagonismo e rechear a sua agenda de contactos. E como isso é valioso! O Relvas que o diga…

 

Maria de Lurdes Rodrigues

Rui Pereira

Luís Campos e Cunha

 

Em relação a estes 3 ex-ministros de governos socialistas, nem me vou dar ao trabalho de salientar os serviços que prestaram, já que, independentemente de todos os méritos e/ou defeitos que possuam, só integram a lista na qualidade de elementos dissuasores, para desviar as atenções dos demais e para que não digam que Cavaco só condecora gente sua.

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