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Atenção aos falsos amantes de cães

por contrário, em 29.04.17

Esta semana foram noticiados vários casos de crianças (e não só crianças) que foram mordidas por cães. É muito estranho que estas notícias tenham surgido em catadupa, pois não me parece plausível que os cães tenham combinado (via facebook) atacar durante esta semana. Bom, de qualquer forma não é disso que quero falar, mas sim do surpreendente número de pessoas que se dizem amantes dos cães, mas… E é este “mas” que revela a verdadeira essência dessa forma estranha de gostar dos cães.

 

Perante os casos noticiados, caiu o véu a muita gente. Foram muitos os que vieram com aquelas habituais afirmações, típicas dos falsos amantes de cães, do tipo “adoro cães, mas entre um cão e uma criança…”, ou “gosto muito de cães, mas eles não são pessoas…”, ou ainda “eu adoro cães, mas os de raça perigosa têm que ter outro tipo de tratamento…”. Houve até quem dissesse que “um cão de raça perigosa que mordeu uma criança tem que ser abatido”. Tudo isto saiu da boca de gente que diz adorar cães, imaginem só o que dirão e farão aqueles que assumidamente não gostam de cães. É inaceitável que, alguém que diz gostar muito de cães os coloque imediatamente no lado da “culpa”, sugerindo até o seu abate. Isto é muito perigoso, pois é precisamente nestas alturas que os cães mais merecem ser defendidos.

 

Esta gente não consegue perceber que os cães também são vítimas nestas situações. Vítimas da estupidez e ignorância dos seus donos. Se há culpados, são os donos e só eles devem ser responsabilizados. Ponto final. Conheço vários cães das raças Rottweiller, Pit Bull, entre outras consideradas “potencialmente perigosas” que são extremamente meigos e sociáveis, porque têm donos responsáveis e que realmente amam os seus cães.

 

Portanto, sempre que surgir uma notícia deste tipo e ouvir alguém dizer “gosto muito de cães, mas…”, não tenha dúvidas que está perante alguém que não sabe o que é gostar de cães.

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Foi acidente o tanolas

por contrário, em 29.04.17

O indivíduo suspeito de ter atropelado mortalmente outro indivíduo, na madrugada do passado Sábado nas imediações do Estádio da Luz, entregou-se finalmente às autoridades. De acordo com as declarações prestadas pelo seu advogado de defesa, tratou-se apenas de um acidente, pelo que o “Tanolas” (é assim apelidado o indivíduo agora detido), que é membro da claque “No Name Boys” está inocente e de consciência tranquila.

 

Nesse caso, vamos então procurar ajudar a defesa reconstituindo o crime, perdão, o acidente (assim é que está correcto), tendo por base aquilo que foi noticiado.

 

Ora bem, tudo começou quando um grupo de indivíduos ligados a uma claque do Sporting, decidiu deslocar-se até às imediações do Estádio da Luz munidos de tochas e petardos, com a finalidade de realizar uma procissão ordeira seguida de uma vigília. Recorde-se que no final desse dia disputou-se o jogo Sporting-Benfica. Entretanto, alguns indivíduos ligados à claque do Benfica “No Name Boys” que, saliente-se, são uns autênticos meninos de coro, não resistiram em incorporar nesta manifestação de fé. O objectivo era rezar um terço em conjunto e comer pão com chouriço. Mas, eis que a dada altura, um indivíduo de nacionalidade italiana, ao que parece também ele pertencente a uma claque de futebol em Itália e que estava a “estagiar” na claque do Sporting, ou seja, estava a aprender como se faz uma procissão de velas amistosa junto à casa do adversário em vésperas de dérbi, decidiu destacar-se no ritual de fé, como que num acto de afirmação. O “Tanolas”, que é um indivíduo conhecido pelo seu infindável amor ao próximo, e que foi várias vezes indiciado por ajudar velhinhas a atravessar a rua, não resistiu ao ímpeto de fé do italiano e foi na sua direcção para o abraço da paz, estava tão imbuído de fé e alegria que nem reparou que estava a conduzir um automóvel. Pois, atropelou-o. Sem qualquer intenção, claro. Aliás, tal como acabei de relatar, as suas intenções eram as melhores.

 

Agora, aparecem as más-línguas a dizer que foi propositado e que o indivíduo fugiu. Nada disso. O “Tanolas” foi a voar para casa porque tinha que se levantar cedo na manhã de Sábado, para ajudar o padre na catequese da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição da Amadora. Veja-se que o indivíduo nem teve tempo de cobrir bem o carro, sujeitando-o a levar com aquele orvalho nefasto para a pintura. Mas, acima de tudo, note-se que o “Tanolas” não tinha nada a esconder que até deixou a matrícula visível. Ao final do dia (Sábado) teve que assistir ao jogo, no dia seguinte (Domingo, dia do Senhor) esteve ocupado com as práticas dominicais. Entretanto, chegou Segunda-feira e todos nós sabemos como as Segundas-feiras são aborrecidas, além disso, na Terça foi feriado e o “Tanolas” já tinha coisas combinadas, mano. Por isso as coisas tiveram que ser adiadas, só na Quarta-feira, o “Tanolas” conseguiu concertar posições com o seu advogado e, como se viu, entregou-se quase de imediato às autoridades, ou seja, Quinta-feira à tarde depois de ir à feira a Carcavelos.

 

Enfim, este processo não vai ser fácil para o “Tanolas”, mas é preciso ter em atenção o bom samaritano que tem sido, pelo que acusá-lo de homicídio é capaz de ser demasiado pesado para o menino "Boy".

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Não, claro que não. 

 

Não sou ateu, não sou funcionário público e só vou trabalhar no dia 12 de Maio se me apetecer, pelo que a minha posição neste assunto não tem qualquer rabo-de-palha. Não se trata de manifestar inveja pela tolerância concedida aos funcionários públicos, nem tampouco de criticar a laicidade do Estado. Trata-se apenas de questionar a lógica das coisas. Mas, por que carga de água deverá ser concedida tolerância de ponto à Função Pública no dia 12 de Maio?

 

Vem cá o Papa. E depois? Costuma-se dizer "por mim, até pode vir o Papa", e neste caso vem mesmo, mas isso constitui motivo para que os funcionários públicos não tenham que trabalhar nesse dia? Poderia enveredar pela questão da desigualdade de direitos entre sector público e privado, mas isso seria desvirtuar a questão exacerbando, como é hábito no nosso país, a guerra entre público e privado. E também não é disso que se trata aqui. Repito, trata-se apenas de questionar a lógica das coisas. Então, e se o dia 13 de Maio deste ano não fosse ao fim-de-semana? Seria concedida tolerância de ponto nos dias 12 e 13? E se o Papa estivesse por cá 3 ou 4 dias, ou até uma semana? O país parava para ver o Papa?

 

Mais, o Papa chega a Portugal na sexta-feira (dia 12 de Maio) a meio da tarde. Note-se que o Papa nem 24 horas passará em Portugal e as cerimónias religiosas só começam à noite, em Fátima. Por que razão se concede a tolerância de ponto? Estará o governo a pensar que os funcionários públicos vão receber o Papa ao aeroporto? O governo sabe muito bem que a esmagadora maioria dos funcionários públicos vai apenas gozar um dia extra de férias e mais um saboroso fim-de-semana prolongado. Se estiver bom tempo até irão à praia, querem lá saber do Papa... E todos os outros portugueses que não gozarão férias nesse dia ficarão "privados" do acesso aos serviços públicos, logo, haverá uma considerável paralisação dos serviços em geral, quer no público quer no privado. E há razão atendível para que tal aconteça?

 

São perguntas a mais, não são? É a condição do cristão.

 

O único facto político neste assunto é ver CDS e PSD de acordo com esta tolerância de ponto. Aqueles que até há bem pouco tempo diziam que o país não se podia dar ao luxo de parar um dia que fosse (e até sacaram 4 feriados ao povo, que estavam instituídos, que constituíam direitos) por causa da produtividade, são os que agora apoiam fervorosamente esta pausazinha para fim-de-semana prolongado. A fé tem destas coisas.

 

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O discurso de Teresa Leal (ao) Coelho

por contrário, em 26.04.17

Teresa Leal Coelho oficializou o início da sua campanha eleitoral ontem, na Assembleia da República, enquanto discursava sobre o 25 de Abril. Numa data em que é habitual escutar-se os nunca demasiados discursos sobre a Liberdade, a Democracia e o anti-Fascismo (mesmo que alguns dos autores desses discursos sejam lobos com pele de cordeiro), eis que a candidata do PSD à Câmara Municipal de Lisboa decidiu mostrar a verdadeira pele e divagar num discurso anti-Marxista. Portanto, no dia em se comemora o fim da ditadura em Portugal, Teresa Leal Coelho resolve fantasiar sobre o Marxismo que, como toda a gente bem informada saberá, era a doutrina filosófica, política e económica acerrimamente defendida por Salazar e Marcelo Caetano.

 

O passado também tem demonstrado que a melhor forma de se chegar ao poder na Câmara de Lisboa é fazendo discursos sectários e que radicalizam com o eleitorado de Esquerda, logo, Teresa Leal Coelho está no bom caminho.

 

Pois, não resta nenhuma dúvida em relação à décima sétima escolha de Passos Coelho para a corrida à Câmara de Lisboa. É a melhor escolha. É aquela que melhor espelha a capacidade intelectual, política e estratégica do PSD.

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Vacinação? Sim, tenho dúvidas…

por contrário, em 22.04.17

A vacinação obrigatória voltou à ordem do dia. Desta vez porque apareceram pouco mais de duas dezenas de casos de sarampo em Portugal, a que a DGS (Direcção Geral de Saúde) classificou como surto. Em 2014 ocorreram cerca de 400 casos de Legionella em Portugal e morreram 12 pessoas. Nessa altura, a DGS dizia que não havia razão para alarmismos e até demonstrou alguma relutância em chamar-lhe surto. Já este ano, foram detectados pelo menos 10 novos casos de Legionella e a DGS disse que não havia razão para alarme e que não havia necessidade de alterar comportamentos. Esta dualidade de critérios deixa qualquer pessoa minimamente apreensiva em relação à postura das autoridades de saúde nos diferentes casos. Se calhar, se houvesse por aí uma vacina contra a Legionella, a DGS actuaria de forma mais alarmista e pregaria a necessidade urgente de vacinação.

 

Bom, antes de avançar mais, gostaria de deixar bem claro que nem sou cegamente a favor da vacinação, nem sou absolutamente contra. Aliás, não consigo compreender como alguém pode defender acerrimamente um dos lados. Vejo por aí muita gente dona da verdade, mas da qual não sabem nada ou, na melhor das hipóteses, sabem muito pouco. O que posso afirmar é que tenho dúvidas em relação a este assunto. E por isso, custa-me muito mais aceitar a posição daqueles que defendem a obrigatoriedade da vacinação do que a dos que não se querem vacinar (ou aos seus).

 

Parece-me normal que muitas pessoas tenham dúvidas em relação às vacinas, desde logo, porque a informação sobre os potenciais efeitos secundários que podem ocorrer ao longo da vida é escassa. A mim, o que me assusta são aquelas pessoas que por aí proferem juízos de valor sobre aqueles que não querem vacinar-se e/ou vacinar os seus filhos. Assusta-me ver pessoas que aceitam as coisas só porque sim e que as defendem cegamente, como se fossem donas do conhecimento. É gente perigosa. Já vi por aí muitos a proferir impropérios aos que pensam de maneira diferente, como se fossem os senhores da verdade. Como se tivessem a garantia absoluta de que a vacinação é “sempre” melhor que a não vacinação. E como se a comunidade científica fosse uma entidade suprema, isenta de falhas. De facto, através da experiência temporal (e não pela sumidade de um qualquer cientista iluminado) verifica-se que as vacinas têm-se mostrado eficazes (mas faltam dados sobre o nível de eficácia, que não é de 100%) contras as doenças para as quais se destinam. Mas, falta a garantia de que a vacinação não causa efeitos secundários graves no organismo. Com os efeitos secundários ligeiros, que costumam manifestar-se logo após o acto de vacinar todos podemos bem, resta saber quantos de nós sofreu, sofre ou ainda vai ser vítima de danos gravíssimos no seu estado de saúde decorrentes da vacinação. As séries temporais de dados também demonstram que existe paralelismo entre o aumento da vacinação e o aumento de casos, a médio e longo prazos, de doenças neurológicas e, em especial, de doenças auto-imunes. É um facto que também não pode ser ignorado.

 

Ainda continuam a achar que a vacinação não oferece dúvidas e que deve ser obrigatória? No dia em que um de vocês ou um ente querido vosso vá parar subitamente a uma cama de hospital completamente paralisado, sem causa que o justifique e em que a única explicação científica que vão ouvir é “ trata-se de uma situação do foro neurológico”, “é auto-imune” ou “é idiopático”, o que na prática significa “não fazemos a mínima ideia de como isto acontece”, eu gostaria que viessem a público mostrar ao mundo os vossos desabafos, as vossas certezas e a vossa total confiança na comunidade científica. Note-se que, alguns destes casos conseguem recuperar total ou parcialmente, porém outros, infelizmente, não conseguem recuperar. Não quero com isto dizer que devemos ignorar ou desconfiar de tudo o que vem da comunidade científica, até porque isso seria contrário aos preceitos da vida em sociedade, mas é nossa obrigação procurar respostas concretas para todas as questões que indiscutivelmente suscitam dúvidas, como é o caso da vacinação. E esta postura constitui também uma forma de responsabilizar a comunidade científica e, em última análise a própria sociedade, tal como deveria acontecer em todas as áreas.

 

Mas os iluminados comentadores desta nossa debilitada comunicação social certamente que aprofundaram o assunto antes de bitaitar e, portanto, sabem melhor do que ninguém que uma vacina provoca reacções no organismo, sendo que a principal é fazer com que o sistema imunitário de um indivíduo produza anticorpos, com o objectivo de o proteger de uma ou mais doenças. Se tivessem aprofundado mais um pouco, também saberiam que não é possível garantir (com 100% de certeza) que uma determinada vacina vai desencadear “apenas” a produção dos anticorpos desejados com a sensibilidade e especificidade desejadas. Se ainda tivessem paciência para ir mais fundo, também descobririam que não é possível garantir (com 100% de certeza) que uma vacina não vai produzir outro tipo de anticorpos (ao longo da vida) que não sejam “apenas” aqueles a que se destina. Tal como referi atrás, são cada vez mais os casos de doenças neurológicas e auto-imunes, facto que não se pode dissociar (a 100%) do aumento de vacinação da população. Ora, sendo sabido que muitas destas doenças são provocadas por reacções anómalas do sistema imunitário e/ou devido à presença de determinados anticorpos (também eles anómalos) no organismo, quem pode garantir que uma coisa não está relacionada com a outra? Ou, pondo a questão noutro prisma, quem não se sente impelido a ter pelo menos uma duvidazinha em relação a isto?

 

Esperem que uma destas avassaladoras doenças vos atinja e milhões de dúvidas aparecerão de imediato, já que não há nada como sentir as coisas na pele. Eu julgava que as pessoas tinham a capacidade de se colocar na pele dos outros e sentir os problemas delas como se fossem seus, mas não.

 

Voltemos ao sarampo. Dizem agora (dados das autoridades de saúde) que a vacinação contra o sarampo começou na década de 70 e que fazia parte do PNV. Estranho! Nasci nessa década, fui vacinado contra outras doenças, mas nunca contra o sarampo e, já na década de 80 tive a doença. Tive eu, os meus irmãos, os meus primos, quase todos os meus colegas da escola e praticamente todas as pessoas que eu conheço e que nasceram na década de 70. E olhem que são muitas. Ninguém morreu e/ou teve qualquer complicação grave. É, por isso, legítimo que qualquer um de nós tenha dúvidas sobre a necessidade de tomar esta vacina, por exemplo.

 

Em relação à jovem que faleceu e que estava com sarampo, não sabemos as verdadeiras circunstâncias do caso, pelo que é no mínimo ignóbil que alguém venha a público alegar o que quer que seja servindo-se dessa situação para defender o seu ponto de vista. Trata-se de um caso isolado que devemos lamentar e não manipular.

 

Outra situação que me espanta nos aferroados defensores da vacinação é que não me recordo de os ver por aí a exigir a vacinação contra a gripe, por exemplo, que é uma doença bem mais mortal que o sarampo, que não está erradicada (longe disso) e que ataca “fortemente” todos os anos e por longos períodos, levando milhares ao internamento hospitalar e centenas, senão mesmo milhares à morte. Então, não deveria também fazer parte do Plano Nacional de Vacinação (PNV)? E ser obrigatória? Não me venham dizer que a vacina já está disponível para toda a população idosa e pessoas imunodeprimidas ou com outras complicações, porque isso não basta. Primeiro, porque as mortes por gripe não ocorrem só nestes grupos (apesar de representarem a esmagadora maioria dos casos, mesmo estando vacinados), segundo, porque é a população mais jovem e saudável que mais transmite e propaga o vírus da gripe. Não será muito difícil concluir que muitos daqueles que acabam por falecer com o vírus da gripe tenham sido infectados por pessoas “saudáveis” e que não estavam vacinadas. Então, já começa a ponderar (mesmo que levemente, só levemente) colocar algumas dúvidas sobre a vacinação? Ou vai sair já para a rua a exigir também a vacinação obrigatória contra a gripe? E estou só a comparar com a gripe, existem outras doenças para as quais existe vacina e que estão fora do PNV. Imaginem como seria se tivéssemos que tomar todas as vacinas disponíveis no mercado. Seria o sonho dos laboratórios que as fabricam. É verdade, ainda não falei na promiscuidade entre as gigantes farmacêuticas, as autoridades de saúde, a própria OMS e, claro, como sempre, os decisores políticos. Mas isso vai ficar para outra altura, senão ainda me vão acusar de acreditar em teorias da conspiração e não é disso que se trata. Eu sou apenas alguém com mais dúvidas que certezas.

 

O que me incomoda mais neste circo é constatar a quantidade de gente (sobretudo comentadores genuinamente estúpidos e cheios de si) que adora ser moldada e de moldar. Como são repetitivos, limitados e, simultaneamente tão cheios de certezas. Alguns até dão a sensação que são comissionistas, mas logo se verifica que se trata apenas de pura imbecilidade.

 

Infelizmente observa-se este fenómeno diariamente e nos mais diversos assuntos que afectam a sociedade. Ilustres ninguéns que estão sempre cheios de certezas mas que se limitam a aceitar e corroborar o que se lhes põe à frente, resvalando sempre na superficialidade das coisas.

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Os Super Dragões e o overbooking

por contrário, em 14.04.17

Não se compreende a polémica que deu o cântico dos Super Dragões sobre o avião da Chapecoense e o Benfica. Aliás, não se compreende como é que a comunicação social tem dado tanta importância a tudo o que tem a ver com a claque Super Dragões. E quando me refiro a esta claque poderia referir-me a qualquer outra. Mas, afinal quem é que dá importância ao que uma claque de futebol entoa? Já ouvi dirigentes desportivos dizerem coisas bem piores.

 

Não quero estar aqui a defender os Super Dragões, mas creio que eles estavam só a alertar para a situação do overbooking praticado pelas companhias aéreas. Ainda esta semana testemunhámos aquele chocante caso da United Airlines. Os Super Dragões só estavam a chamar a atenção das pessoas para esta má prática e, pelo que se viu, ninguém gostaria de ter visto os jogadores da Chapecoense serem substituídos pelos do Benfica naquele malfadado voo. Nem a própria Chapecoense vejam bem!

 

Neste mundinho confuso, já ninguém destrinça uma sátira de uma ofensa.

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E o pai das bombas, quem é?

por contrário, em 14.04.17

Agora que só se ouve falar na "mãe de todas as bombas" fiquei curioso em saber quem é o pai. Portanto, a mãe chama-se MOAB e dizem que é brutalmente letal. Pesa 10 toneladas, consegue um impacto de explosão em cerca de 1,5 quilómetros de diâmetro, tem uma potência equivalente a mais de 10 toneladas de TNT, é o topo de gama da investigação norte-americana e custa uma pipa de massa (cerca de 15 milhões de euros).

 

E tudo isto foi usado para liquidar 36 elementos do autoproclamado Estado Islâmico. Repito, 36 elementos.

 

Parece-me que o autoproclamado Estado Islâmico está bem mais à frente do que a renomada investigação norte-americana, já que com muito menos meios consegue fazer mais estragos. Por outro lado, no que ao negócio da guerra diz respeito ainda têm muito que aprender com os "camones".

 

Fico a aguardar pelo "pai das bombas". Se calhar vai ser como naquele sketch dos Gato Fedorento, vai lá pelo cheiro a caril.

 

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Rais parta a m* do anúncio da EDP

por contrário, em 11.04.17

Desde ontem que não há sítio nenhum na Internet onde não tenhamos que levar com a porcaria do anúncio da EDP. Há poucos dias soubemos que os lucros da EDP subiram 5%, pouco tempo depois tivemos que ouvir o António Mexia dizer que a electricidade em Portugal não é cara.

 

A verdade é que a electricidade está cada vez mais cara, o Mexia ganha cada vez mais e a EDP está cada vez mais insuportável.

 

Rais parta a m* do anúncio.

Rais parta o Mexia.

Rais parta a EDP.

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Justiça miserável

por contrário, em 08.04.17

Esta semana deparei-me com duas notícias que demonstram bem o estado de saúde da justiça portuguesa. Uma delas informava que um sucateiro havia sido condenado a 17 anos de prisão, por ter cometido os crimes de branqueamento de capitais, corrupção, fraude fiscal e outros ilícitos económicos. Logo de seguida constato outra notícia que dava conta de um indivíduo que havia sido condenado a 16 anos de prisão, por ter assassinado uma pessoa e ter tentado matar outra.

 

Há aqui algo de muito errado, nomeadamente no que respeita às penas aplicadas. Pode um indivíduo que mata ter uma pena inferior ao que rouba?

 

O Tojó, aquele que em 1999 esfrangalhou os próprios pais até à morte, já deve andar por aí em liberdade, uma vez que o tribunal decidiu que já não oferece perigo à sociedade e que mostrou arrependimento. Como é que se evidencia o arrependimento? Faz-se beicinho perante o júri?

 

Fantochada! Um indivíduo destes nunca deveria voltar a ver a luz do dia. E teria que trabalhar arduamente, para ter direito a uma cama e comida. Mas não, basta “fazer beicinho” e sai em liberdade, muito antes de cumprir a pena a que foi condenado.

 

Que justiça miserável!

 

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Como prefere morrer?

por contrário, em 07.04.17

É uma questão que me inquieta cada vez mais. Afinal, qual é a melhor maneira de se falecer? A minha inquietação ganha outras proporções quando ouço notícias como aquela sobre o ataque com armas químicas na Síria. Fala-se por aí (por esse mundo fora) que um ataque com armas químicas é inaceitável. Eu não tenho dúvidas disso.

 

Mas, a verdade é que nos últimos meses têm morrido, na Síria, centenas de milhares de pessoas. São centenas de pessoas brutalmente assassinadas diariamente na Síria, com ataques de metralhadora, granadas, mísseis, bombas artesanais e até à catanada, mas agora que houve um ataque com armas químicas, o mundo, pela voz dos sempre imaculados norte-americanos diz que é inaceitável.

 

E você, como preferia morrer? Com uma rajada de tiros, na explosão de uma bomba, à catanada ou com armas químicas? Se conseguir escolher é porque é realmente inaceitável.

 

 

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