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A Portuguesa

por contrário, em 21.06.17

Acabei de assistir à entrada das equipas de Portugal e da Rússia, para o jogo da segunda jornada do Grupo A, da Taça das Confederações e, consequentemente aos cânticos dos hinos nacionais, com especial emoção para "A Portuguesa".

 

Contudo, não pude deixar de notar que os elementos da selecção nacional (jogadores e equipa técnica) continuam a cantar, irritante e erroneamente, o oitavo verso. Isto acontece sempre! Os jogadores e equipa técnica (e creio que a maioria das pessoas) canta “Que hão-de guiar-te à vitória!” em vez de “Que há-de guiar-te à vitória!”.

 

Por favor, corrijam isso e cantem como deve ser. Podem até desafinar, mas não se confundam. É a “voz” dos “egrégios avós” que nos vai guiar até à vitória. Portanto, é “há-de” e não “hão-de”. Simples.

 

A Portuguesa

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Composição
Alfredo Keil, Henrique Lopes de Mendonça

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Ciganices

por contrário, em 17.06.17

O eurodeputado do PS, Manuel dos Santos, apelidou a deputada socialista, Luísa Salgueiro, de cigana. Nas redes sociais, o eurodeputado escreveu: “Luísa Salgueiro, dita a cigana e não é só pelo aspecto, paga os favores que recebe com votos alinhados com os centralistas”.

 

Convém esclarecer que Manuel dos Santos é militante do Partido Socialista, pertencente à distrital do Porto, bem como Luísa Salgueiro, que será a candidata do PS à Câmara Municipal de Matosinhos. Importa ainda referir que Manuel dos Santos pertence à ala “segurista” do partido. Obviamente que estas declarações de Manuel dos Santos são motivadas por quezílias antigas, mas também surgem no seguimento do comportamento de alguns deputados socialistas, que agora se mostram contra a ideia da candidatura da cidade de Lisboa para receber a Agência Europeia do Medicamento, isto depois de terem votado no Parlamento essa mesma candidatura.

 

Confuso? Pois, não é para menos. A verdade é que em Maio deste ano, o Parlamento português votou, por unanimidade, uma proposta que veiculava a cidade de Lisboa como candidata a receber a Agência Europeia do Medicamento. Depois de Rui Moreira, Presidente da Câmara do Porto, ter-se insurgido contra a candidatura de Lisboa, muitos outros autarcas seguiram a sua indignação. E como estamos em ano de eleições autárquicas, foram muitos os deputados a voltar atrás nas suas intenções. Portanto, em Maio votaram a favor da candidatura de Lisboa e agora, porque lhes dá jeito, mostram-se vincadamente contra. É óbvio que isto não passa de uma ciganice.

 

Voltemos às afirmações do eurodeputado Manuel dos Santos. Ele chamou Luísa Salgueiro de “cigana” sendo que “não é só pelo aspecto”. Vejamos, apelidar alguém de cigano/a, mesmo que seja só pelo aspecto, não me parece que seja algo insultuoso ou, pelo menos, não é caso para tamanha discussão. Tratar-se-ia apenas de deselegância. Neste caso concreto, Luísa Salgueiro até aparenta ser de etnia cigana. Por outro lado, se considerarmos a afirmação fora do âmbito das aparências (aspecto físico), constatamos que o eurodeputado apenas recorreu a uma adjectivação comumente utilizada no dia-a-dia dos portugueses. Quem nunca ouviu a expressão “és cigano” ou “que ciganice”, quando se pretende evidenciar algum comportamento menos honesto? Não vamos agora dizer que o uso destas expressões são ofensivas à etnia cigana (como se eles se ofendessem com tão pouco), muito menos que são xenófobas ou racistas. Há ainda que considerar a hipótese de Luísa Salgueiro ter a alcunha de "cigana" atribuída pelos seus pares do partido... Não sei... Foi algo que se me ocorreu assim de repente. 

 

António Costa, líder do PS, já veio defender a expulsão de Manuel dos Santos do partido. Por causa destas afirmações? Ele diz que sim, mas é óbvio que não. Como referi atrás, as quezílias são antigas. Costa parece querer aproveitar o momento para “chutar” um incómodo “segurista” para canto. Com esta atitude, António Costa só vem dar razão ao eurodeputado quando afirma que "Luísa Salgueiro é uma protegida de Costa e Pizarro". 

 

O que está aqui em causa são tricas partidárias, que existem em todos os partidos, mas mais nuns do que noutros. Não se pode, portanto, retirar alguma razão ao eurodeputado Manuel dos Santos por aquilo que escreveu, porque é verdade. Não porque Luísa Salgueiro seja cigana, sabemos que não é, mas porque terá sido "ciganita" na referida votação. Toda a gente sabe que os deputados na Assembleia da República são uns arrebanhados (a maioria). Comportam-se como autênticos carneirinhos nas votações plenárias e, na maioria das vezes, nem sequer sabem o que estão a votar. Isso é notório. Manuel dos Santos também por lá passou, Seguro também, Costa também, enfim, todos. E todos eles foram, aqui e ali, uns bonitos carneirinhos. Ou seja, uns ciganitos da política portuguesa.

 

Enfim, ciganices da carneirada, é o que é.

 

P.S. Espero que os verdadeiros carneiros não se ofendam.

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Sabe como cuidam dos seus filhos?

por contrário, em 16.06.17

Esta é a pergunta que tenho que fazer hoje. Não vou elaborar nenhuma introdução face à necessidade que as famílias têm de entregar as suas crianças em infantários, porque me parece desnecessário.

 

O que vi hoje e me incomodou, apesar de não me surpreender assim tanto, foi o seguinte: um grupo de crianças com idades não superior a 6 anos, a brincar no pátio de um infantário, sem um único metro quadrado de sombra e debaixo de um Sol abrasador. Era meio-dia em ponto e o termómetro marcava 34 graus

 

As crianças estavam a usar o chapéu e vamos admitir que tinham protector solar (que eu duvido). Ainda assim, inaceitável.

 

 

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TAPar o sol com a peneira

por contrário, em 12.06.17

Quando se pensava que Passos Coelho estava no fundo do buraco, eis que o próprio resolve demonstrar que é sempre possível afundar um pouco mais. O fundo pode ser sempre mais fundo, há sempre um ralinho que possibilita o escoamento da escória.

 

A maioria dos portugueses até já tinha esquecido a polémica privatização da TAP feita pelo Governo de Passos Coelho, para lá do tempo de descontos. O actual Governo reverteu essa privatização, sendo que Lacerda Machado (agora nomeado para o Conselho de Administração da transportadora aérea) representou o Estado Português nesse mesmo processo de reversão da entrega da empresa a privados.

 

Passos Coelho veio agora dizer que “é uma pouca vergonha” Lacerda Machado fazer parte do Conselho de Administração da TAP. Disse que “é uma vergonha para quem nomeia e para quem aceita”, alegando que há um gritante conflito de interesses. Ora, Passos Coelho não poderia recorrer a pior justificação para a sua afirmação. Onde está o conflito de interesses? Lacerda Machado representou o Estado Português no processo de reversão da privatização, e agora foi nomeado, pelo Estado, para o representar no Conselho de Administração da empresa. Onde está o conflito de interesses?

 

Passos Coelho consegue descortinar conflito de interesses na nomeação de Lacerda Machado, que se mantém no mesmo lado da barricada, quer antes quer no pós-negociação, mas não consegue enxergar, ou então tenta dissuadir o “tremendo” conflito de interesses na nomeação de Miguel Frasquilho para Presidente do Conselho de Administração. Esse, sim, apresenta um enormíssimo conflito de interesses porque, como se sabe, foi um fervoroso apoiante do Governo de Passos Coelho e das suas políticas, com especial enfoque na delapidação do património do Estado, onde se inclui a privatização da TAP. Acrescente-se que Frasquilho não será um mero vogal do Conselho de Administração, será o Presidente. Neste caso sim, faria todo o sentido as declarações de Passos Coelho. A nomeação de Miguel Frasquilho para a Presidência do Conselho de Administração da TAP é uma vergonha, para ele e para quem o nomeou. Algo que só vem demonstrar que os velhos e repugnantes hábitos entre PS e PSD não deixaram de existir. E ainda há quem pretenda criar um novo partido que se encaixe entre estes dois, como se houvesse algum espaço nesta concúbita relação.

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A obsessão é corrosiva e doentia, mas há quem não saiba viver de outra forma, especialmente quando se depende disso para viver. Não, hoje não vou falar de Nuno Melo, hoje é a vez de João Miguel Tavares (JMT), que também é um tipo obcecado por José Sócrates. Eu acho que ele até tem um fraquinho por ele. Bem, na verdade, eu não sei quem é o JMT, mas sei que tem via aberta em alguns dos principais órgãos de comunicação social, vá se lá entender porquê. JMT é um perfeito soldado disciplinado da Direita, disso ninguém duvida e a missão que lhe foi confiada foi a de difundir a ideia de que tudo o que de mal se faz (ou se fez) neste país é culpa de José Sócrates. Antes de José Sócrates, o Portugal do JMT era o país das maravilhas. Uma Suíça ou um Luxemburgo eram países terceiro-mundistas ao nosso pé.

 

A última deste “obcecado por Sócrates” foi atribuir-lhe a responsabilidade-mor do alegado caso de corrupção na EDP. Diz ele: “a EDP é a peça que falta para fechar o circuito dos malfadados anos Socráticos”. Eu acho que o JMT cometeu aqui um grande erro, pois hipotecou toda e qualquer possibilidade de lhe atribuir mais desgraças. E cheira-me que ainda faltam muitas. Ou então estará a apostar todas as suas fichas na remota possibilidade de que este caso possa, definitivamente incriminar José Sócrates. Creio que o JMT anda mesmo desesperado, porque se há caso de alegada corrupção onde, aparentemente, Sócrates não tem qualquer implicação é este da EDP. Quando muito, poderão existir suspeitas de promiscuidade entre ex-governantes (Manuel Pinho) de um governo liderado por José Sócrates e os administradores da EDP. Mas se queremos ser sérios a falar de promiscuidade e até mesmo de legislação encomendada, temos que recuar um pouco mais.

 

Por que razão JMT dá maior ênfase ao que se terá passado no reinado de Sócrates do que noutros reinados, bem mais ricos em matéria de promiscuidade? Por que raio o JMT não é capaz de admitir e, até mesmo alertar para o facto de, à semelhança do que se passou no BPN, também esta EDP apresentar no seu “board administration” tudo gente boa do PSD? Ele é Mexias, Catrogas, etc. E sim, também por lá anda gente que passeou pela administração do BPN. Mas isso são só coincidências, pois claro.

 

O António Mexia foi adjunto de um Secretário de Estado de um governo de Cavaco Silva, posteriormente, integrou o governo fugaz liderado por Santana Lopes, onde foi Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Recordemos que foi precisamente na governação laranja que se deu a liberalização do mercado de electricidade, bem como os procedimentos administrativos relativos à introdução dos Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual (os CMECs). Pouco tempo depois, Mexia foi parar ao cadeirão maior da EDP, e o JMT prefere insinuar que isso foi obra de Sócrates (porque era Primeiro-ministro na altura) e não moeda de troca pelos favores prestados enquanto governante. O JMT acredita que tudo o que de errado aconteceu desde 2005 é culpa do Sócrates, inclusivamente o desaparecimento da Maddie. Para ele, também Paulo Portas está na Mota-Engil porque António Costa é Primeiro-ministro. Bem, não deixa de ser um pouco verdade, se pensarmos que se António Costa não fosse Primeiro-ministro, talvez Portas ainda fosse “vice”, a menos que lhe desse algum ataque fulminante de irrevogabilidade.

 

O JMT prefere salientar o que tem menos relevância neste assunto, como o cursinho do ex-ministro dos “corninhos”, do que colocar o dedo na ferida, ou seja, de que tudo isto começou num governo laranja, do qual o próprio Mexia fez parte e onde se produziu legislação sobre o sector eléctrico, em particular, sobre o que está a ser investigado agora. O JMT é um obcecado por Sócrates e por pintelhos, para usar uma linguagem à Catroga.

 

João Miguel Tavares, por mim, podes continuar a envergar esse jugo alaranjado que te enche o comedouro. Apesar de não teres a comicidade do Araújo Pereira, nem a verticalidade e sensatez do Mexia (o Pedro, não confundamos), ainda que na sombra deles, chegas quase a ser uma piada.

 

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Parece que o António mexia onde não devia

por contrário, em 03.06.17

António Mexia, presidente executivo da EDP foi constituído arguido. Por que será que fico com a sensação que já devia ter sido há muito? Bem, parece que o António foi indiciado por mexer onde não devia, sendo agora (só agora!) suspeito de corrupção e participação económica em negócio, coisas que em linguagem comum significa afanar uns cobres ou ter unhas na palma da mão.

 

Se notarmos que estas pessoas agora constituídas arguidas são nomes que circulam ou circularam por empresas como a EDP, a REN, o Novo Banco (antigo BES, do qual Mexia também fez parte) e até o BPN, ou que fizeram parte de governos, onde tomaram importantes medidas que beneficiaram fortemente as empresas (e eles próprios) que, pouco mais tarde passaram a administrar, não restarão muitas dúvidas sobre as razões pelas quais foram agora indiciados. Depois há os consultores de ex-ministros, e os ex-ministros que foram cornear para longe, etc.

 

Reparem, o filme é sempre o mesmo, basta puxar o fio ao novelo e ver por onde andou Mexia ao longo de décadas. Foram lugares de governante, banca, Galp, Gás de Portugal, Transgás e, por fim, culminou na EDP, que era pública e foi entregue numa bandeja a privados, pelas mãos de governantes sem escrúpulos que posteriormente foram chuchar nas tetinas de uma empresa que era de todos e que agora é pertença de uns privilegiado que, estando habituados a viver acima da lei ou a fazê-las, nada temem. Enfim, é só puxar o novelo e começam a chover nomes e trapaças e, rapidamente, se percebe a razão pela qual este país nunca descolou e sempre foi um paraíso para meia-dúzia de finórios.

 

António Mexia, um finório PPD condecorado por Cavaco, com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Empresarial terá agora que explicar os seus méritos à justiça. E podemos ficar descansados? Claro que sim. A justiça em Portugal funciona. O Dias Loureiro que o diga.

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É esta a vida que realmente queremos?

por contrário, em 03.06.17

RECOMENDAÇÃO #10

 

ARTISTARoger Waters

ÁLBUM: Is This The Life We Really Want?

Data de lançamento: 2 de Junho de 2017

 

 

Eis que 25 anos depois, Roger Waters regressa com um álbum de originais. Só isso seria razão mais do que suficiente para recomendar a sua compra/escuta, mas o verdadeiro motivo pelo qual faço aqui esta recomendação é que tudo o que tem a assinatura de Roger Waters é de qualidade garantida.

 

Este álbum não é excepção, é simplesmente brilhante. Roger Waters pode não ter o mesmo fôlego de outros tempos, mas a capacidade para escrever e compor grandes canções permanece. Dos vários álbuns que Waters lançou a solo este é, provavelmente, aquele que apresenta uma sonoridade mais próxima dos Pink Floyd. Mais uma razão para agradar aos saudosistas da mítica banda britânica.

 

Alinhamento do álbum: When We Were Young, Déjà Vu, The Last Refugee, Picture That, Broken Bones, Is This The Life We Really Want?, Bird In A Gale, The Most Beautiful Girl In The World, Smell The Roses, Wait For Her, Oceans Apart, A Part Of Me Died.

 

Agora é só ouvir!

 

Aqui fica um cheirinho…

 

 

 

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Trump “covfefa” Acordo de Paris

por contrário, em 02.06.17

Cá estou eu novamente a falar de Trump. E mais uma vez não é por boas razões, já que Trump confirmou a saída dos EUA relativamente ao Acordo de Paris, sobre as alterações climáticas. Bem, eu não gosto nada de ser (nem de parecer) advogado do diabo, mas sempre que escrevo algo sobre Donald Trump é para o criticar, essencialmente, mas também para ressalvar, em parte, a sua atitude.

 

Porquê? Muito simples. Primeiro, não é novidade para ninguém, aquilo que Trump pensa sobre as alterações climáticas, pelo que era mais do que previsível que tomasse esta decisão. Ele tinha sido muito claro sobre este tema. Além disso, não nos podemos esquecer nunca do seu desesperado desejo de se fazer notar, algo que o levará, muitas vezes, a tomar decisões bombásticas (esperemos que nunca chegue a levar à letra o adjectivo “bombástico”).

 

Mas, aquilo que mais o ressalva nesta decisão, não é o facto de ele acreditar ou deixar de acreditar nas alterações climáticas e suas nefastas consequências, mas sim o facto de os EUA raramente, ou mesmo nunca, terem cumprido nenhuma das metas acordadas nas COP. Por exemplo, se compararmos a sua atitude com a do seu antecessor, Barack Obama, rapidamente se concluirá que a única diferença é a pose politicamente correcta e a postura ideológica sobre tão importante tema. Obama nunca pôs em causa a veracidade da problemática das questões ambientais e sempre lutou, nos palcos internacionais, para que a administração americana contribuísse para a solução do problema, no papel, porque na verdade, os acordos nunca foram cumpridos. Nem pelos EUA nem pela China, os dois maiores poluidores.

 

Na realidade, e por muito que custe aceitar, Trump só está a ser verdadeiro consigo próprio e com aquilo que ele considera ser o mais correcto, ainda que seja uma tremenda estupidez. Os que o antecederam fartaram-se de levantar a bandeira ambiental mas, na prática, pouco ou nada fizeram já que nunca cumpriram as metas acordadas.

 

Portanto, neste assunto, a diferença entre Trump e os outros ex-presidentes dos EUA são meros “covfefes”.

 

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