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Árbitro castigado por falar futebolês

por contrário, em 23.08.17

O árbitro Jorge Sousa está a ser alvo de um processo disciplinar (um “sumaríssimo”) que lhe foi instaurado no seguimento das palavras dirigidas ao guarda-redes Stojkovic, durante o encontro entre o Sporting B e o Real Sport Clube. Penso que toda a gente já se apercebeu do que se passou, já que as imagens e o áudio foram incessantemente repetidos nos mais diversos meios de comunicação. Curioso que, talvez pela primeira vez, se tenha conseguido ouvir em perfeitas condições aquilo que um árbitro fala durante o jogo. Ainda mais peculiar é o facto de não se conseguir ouvir nada daquilo que os jogadores lhe disseram.

 

Mas o mais estranho no meio de tudo isto é quererem crucificar um árbitro, por este ter recorrido à linguagem comummente usada nos campos de futebol. No decorrer de um jogo de futebol, o árbitro disse “caralho” e “puta da baliza”. Ui! Chamem já a Guarda!

 

Reparem, o árbitro é o indivíduo mais insultado do mundo. Insultos que vêm das bancadas, dos bancos e dos próprios jogadores. Isto acontece em todos os jogos e toda a gente vê isso como normal. Nesses casos, “o calor do jogo…” e “as emoções à flor da pele…” serve de justificação para tudo. Mas quando um árbitro usa uma linguagem imprópria é o fim do mundo. Porque o árbitro não pode insultar. O árbitro foi concebido para dar o exemplo. Acima de tudo, o árbitro foi feito para ser insultado e não o contrário. Inacreditável! Eu que pensava já ter visto tudo no mundo do futebol.

 

Note-se que não estou a defender que os árbitros possam recorrer ao insulto. Mas também não foi isso que aconteceu neste caso. O árbitro Jorge Sousa usou uma linguagem imprópria, é um facto, mas não insultou ninguém. Quando muito terá insultado a baliza e quanto à palavra “caralho”, no futebol é vírgula.

 

O Sporting, que é um clube que prima pelos bons exemplos, cujo presidente é um distinto símbolo de boa educação e respeito, cujo treinador principal nunca disse um palavrão ou dirigiu um insulto a alguém, apresentou queixa do árbitro Jorge Sousa, só porque este teve um comportamento (que se saiba, isolado) que, em matéria de insulto e má educação, não fica nem perto daquilo que os queixosos fazem reiteradamente.

 

Mas, como referi anteriormente, o árbitro foi feito para ser insultado e para dar o exemplo, o bom exemplo, já que os maus devem continuar a ser da exclusiva responsabilidade dos dirigentes, treinadores, jogadores, alguns comentadores e, claro, dos adeptos.

 

Sabem que mais, recorrendo ao estilo de um ilustre dirigente do futebol português eu digo: Bardamerda para todos aqueles que são falsos moralistas.

 

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Ágata Cristas

por contrário, em 19.08.17

Poderia ser um pseudónimo de uma escritora de histórias de embalar, mas não. Trata-se de um magnífico emparelhamento entre a música pimba e a política bimba. Realmente, ninguém, mas ninguém mesmo seria capaz de formar uma dupla tão perfeita, quer para a música quer para a política. Ora imaginem lá, se a Conceição Assunção Cristas fosse cantora, com quem acham que ela se pareceria? E se a Ágata fosse política? Pois… Uma é a versão da outra numa diferente “profissão”. Mas, ao que parece, ambas pretendem jogar do mesmo lado e em dupla, desta feita, no campo da política. Mas, como é previsível que ambas saiam derrotadas na noite eleitoral de Outubro sugiro, desde já, que não desanimem e tentem vingar, como dupla, noutra área mais adequada, porque esta dupla tem tudo para dar certo. Como a música pimba já não enche carteiras não é alternativa, logo, sugiro que ambas se dediquem a outra coisa, por exemplo, que tenham uma roulotte de farturas e churros e que viajem por este Portugal fora. Ou então, que montem uma barraquinha na feira, ou que invistam num espaço na lota. A dona Cristas até já foi ministra das pescas, não foi? Não estou a brincar. Acho que elas têm o perfil indicado para tudo isto. E é tão bom ver as pessoas certas nos lugares certos.

 

Agora, na política, minhas caras? Não, esqueçam isso. Definitivamente, a política não é o vosso forte. O passado já expôs as mais que evidentes inaptidões da líder do CDS para o métier. E o presente já demonstrou que a Ágata não reúne condições para, sequer ser candidata, em segundo lugar na lista, à Câmara Municipal de Castanheira de Pêra.

 

Perguntaram à Ágata o que fará se for eleita, ao que ela respondeu: “isso depois vê-se, não sei bem do que se trata, não percebo nada de política… quando chegar lá vejo”. Também lhe perguntaram o porquê de ser candidata em Castanheira de Pêra. Porque nasceu lá? Não. Porque vive lá? Não. Porque trabalha lá? Não. Porque um dia foi à Praia das Rocas e achou piada? Sim.

 

A mim também já me tinha passado pela cabeça candidatar-me a Mayor de Nova Iorque, é que estive lá e gostei muito do Central Park. E eu a pensar que era uma ideia estúpida…

 

A Ágata também afirmou que, por ser uma figura pública, pode trazer muitas coisas boas para Castanheira de Pêra isto porque, disse ela, desde que foi morar para Chaves a cidade passou a ser mais falada, mais conhecida. “Essa é que é a verdade”, disse Ágata no apogeu de toda a sua humildade. E não é que é mesmo verdade? Ou por acaso, já alguém tinha ouvido falar em Chaves antes de Ágata (doravante, a.A.)? Alguém fazia ideia que Chaves ficava em Trás-os-Montes a.A.? Alguém sabia que Chaves tinha um Castelo a.A.? Na verdade tem mais que um… Alguém já tinha provado um pastel de Chaves a.A.? Algum de vocês, por acaso, alguma vez tinha passado na Ponte de Trajano a.A.? E o Forte? Conhecem ou já ouviram falar? E aquele clube de futebol que se chama Desportivo qualquer coisa, agora não se me ocorre o nome…Ah, já sei! Desportivo de Chaves. Porra, se não fosse a Ágata nem desta eu me lembrava.

 

Chaves é uma cidade com séculos de história, mas só depois de Ágata é que o país (quiçá o mundo) soube disso. Essa é que é a verdade, não é Ágata?

 

É por isso que eu não tenho dúvidas que Ágata e Cristas fazem uma dupla imbatível. Alguns de vocês podem ainda não estar a ver, mas eu garanto-vos que elas são almas gémeas.

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Passos não quer qualquer um em Portugal

por contrário, em 17.08.17

No passado Domingo, deu-se no Algarve a “Festa do Pontal” do PSD. Esta “festa” marca o reinício da actividade política do PSD, ou se preferirem, a chamada “rentrée política”. Mas, note-se que, aqui, o termo “festa” não assume o carácter de festividade, alegria ou comemoração. Nada disso. No PSD, “festa” significa trabalho árduo, sacrifício e abnegação.

 

Indo directo ao que mais interessa, lá mais para o final do seu discurso, bem depois de ter criticado o aumento das pensões mais baixas, Passos Coelho mostrou-se muito preocupado com a segurança do país, tendo deixado no ar o seguinte: “O que é que vai acontecer ao país seguro que temos sido, se esta nova forma de ver a possibilidade de qualquer um residir em Portugal se mantiver?”. Acrescentou que “é por isso que o PSD é um partido que não cede à facilidade…”. Passos Coelho referia-se assim, de forma transviada, à alteração produzida na Lei da Imigração.

 

Ficou claro que Passos Coelho não quer “qualquer um” em Portugal. Já no passado, não muito distante, Passos (Primeiro-ministro de então) incentivava os desempregados a emigrarem, porque Portugal não é para “qualquer um”. O mesmo Passo Coelho, Primeiro-ministro, acolhia de braços abertos e estendia uma passadeira vermelha a cidadãos estrangeiros que manifestassem interesse em residir em Portugal. A diferença é que não podia ser “um cidadão qualquer”. Teria que ter, pelo menos, 500 mil Euros para investir numa bela moradia em Cascais, ou algo do género. Não interessava se era chinês ou brasileiro, porque Passos Coelho e o seu PSD nunca tiveram tiques de xenofobia. Também não interessava se eram cidadãos estrangeiros foragidos à Justiça do seu país e com mandado internacional de detenção, desde que tivessem 500 mil fresquinhos para investir, claro.

 

Portanto, a coerência e rectidão de Passos Coelho mantêm-se incólumes. E isto foi só a “Festa do Pontal”, que em breve deverá mudar de nome, talvez para “Sacrifício do Pontal”, porque o PSD não é um partido de festas. Esperem só pela Universidade de Verão e pela campanha das autárquicas. Vai ser lindo!

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SIC laranja, SIC cristal?

por contrário, em 11.08.17

Ao contrário da BIC, a SIC só existe na versão laranja. Desde sempre se notou a falta de independência de alguns profissionais da SIC, nomeadamente os responsáveis pelos editoriais jornalísticos e espaços de comentário. É sabido que o Presidente e fundador da estação televisiva de Carnaxide enverga também no seu currículo o título de fundador do PPD/PSD algo que, de per si, levanta muitas dúvidas quanto à independência dos órgãos de comunicação que tutela… E são tantos.

 

Os últimos tempos têm revelado um fanatismo que está a ultrapassar todas as marcas, mesmo aquelas que foram definidas pela TVI ou Correio da Manhã. Sim, a SIC tem vindo a rastejar até esse nível. Se já não bastasse o abandalhamento e a falta de independência nos blocos noticiários e de comentário político, agora, a SIC tem vindo a apostar, fortemente, no servilismo político das suas titis. Desde a titi que pegou (pegar é o verbo) de estaca há muitos anos na alta-roda da comunicação social, à brônzea titi contratada à pressão para alvitrar qualquer aleivosia, desde que faça pendant com a cor da estação. Chama-se a isto “calibrar a comunicação” para atingir todos os públicos.

 

Parabéns à SIC!

Está cada vez melhor!

 

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