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Escola de Quadros do CDS: a frase

por contrário, em 26.11.17

Decorreu este fim-de-semana mais uma “Escola de Quados” do CDS, que passou completamente despercebida, exceptuando a intervenção do líder ex-líder do partido. Paulo Portas, que deverá ter pedido permissão ao Sr. Mota, foi à escola do CDS dar uma aula aos “jotinhas” centristas, moderados e quase santificados.

 

À semelhança das anteriores, esta “escola de quadros” não produziu nada de útil, mas serviu para reforçar a verdadeira essência deste partido e, em particular, de Paulo Portas – o dono do CDS.

 

Desta “escola de quadros” fica a seguinte frase proferida por Paulo Portas: “Os moderados têm de ser mais eles próprios no debate político e ser ofensivos e não ficar à espera que os populistas ocupem o espaço da mentira”.

 

A saber, “os moderados” a que Paulo Portas se refere são o CDS e o PSD, já “os populistas” são os partidos de esquerda.

 

Portanto, depreende-se que o “espaço da mentira” já tem dono e que deve ser defendido acerrimamente e de forma ofensiva, porque esse espaço é o garante da existência dos “moderados” e deve ser ocupado apenas por eles. Era só o que faltava vir agora essa “esquerdalha” ocupar o “espaço da mentira”, que sempre teve ilustres protagonistas.

 

Os “jotinhas” aplaudiram, agradeceram e partiram para a intifada, na desfesa de um espaço que lhes pertence.

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Adivinha o vídeo?

por contrário, em 25.11.17

Desafio #012

Desafio para este fim-de-semana.

Consegue adivinhar o videoclipe (artista e tema) através desta imagem?

 

#012.jpg

 

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O cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, disse que é "desaconselhável aceitar homossexuais no sacerdócio". Disse também que o sacerdócio implica o celibato, quer no caso homossexual quer no heterossexual, mas logo acrescentou que “se a pessoa tiver uma orientação forte nesse sentido (homossexual) é melhor não criar a ocasião”.

 

Mas que ocasião? Aquela que faz o ladrão? A homossexualidade (ou a heterossexualidade) é uma coisa de ocasião? Deixa cá ver se eu entendi bem. Se o indivíduo candidato a sacerdote gostar de mulheres está tudo bem, isto é, não se verifica “risco de contágio”. Mas se for homossexual há que tomar as devidas precauções, porque a “doença” pega-se com facilidade, especialmente em sítios onde haja muitos homens que usam batina. É isso?

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Parece que houve um jantar do pessoal da web summit no Panteão Nacional. Anda tudo em alvoroço mas, ao que parece, esta não foi a primeira vez que o monumento nacional recebeu jantaradas e outros eventos.

 

Obviamente que a autorização deste tipo de eventos nos mais diversos monumentos nacionais é da responsabilidade do Ministério da Cultura. Mas o mais espantoso no meio de tudo isto foi ver o anterior secretário de estado da cultura, Jorge Barreto Xavier, dizer que este governo é cobarde se não assumir a responsabilidade do acontecido. Curioso o facto de se ter esquecido que foi ele próprio (Jorge Barreto Xavier) que, mediante despacho, autorizou a realização de jantares e outros eventos (tipo cocktails) em vários monumentos nacionais, onde se inclui o Panteão Nacional, com tabela de preços e tudo. Diz ele em sua defesa que "o despacho que ele criou, prevê a não autorização de jantares e eventos inapropriados". Eu gostaria que o senhor ex-secretário de estado da cultura nos explicasse que tipo de jantares e cocktails se poderia autorizar no Panteão Nacional. Que tipo de jantares e outros regabofes seriam mais apropriados àquele local? Fico a aguardar. Entretanto, o actual Ministério da Cultura já informou que vai alterar o anterior despacho, para que a situação não volte a acontecer.

 

Bem, só espero que não tenham servido costelinha, pernil ou chispalhada... 

 

P.S. Hoje à tarde haverá um mega magusto no Cemitério dos Prazeres. O senhor Jorge Barreto Xavier pode aparecer que é de borla.

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Adivinha o vídeo?

por contrário, em 10.11.17

Desafio #011

Ora cá está o desafio para esta Sexta-feira.

Consegue adivinhar o videoclipe através desta imagem?

#011.jpg

 

 

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Os 100 anos da Revolução Russa

por contrário, em 07.11.17

Há cem anos atrás dava-se a Revolução Russa, através da qual o Partido Bolchevique chegou ao poder, após o derrube do governo provisório que, por sua vez, se havia constituído após o derrube do governo absolutista liderado pelo czar Nicolau II.

 

Com tudo o que teve de bom e de menos bom, a Revolução Russa tornar-se-ia num importante marco histórico que mudou o século XX, e que ainda exerce influência nos dias de hoje.

 

Muito se pode dizer sobre a Revolução Russa e, certamente, as opiniões não serão unânimes. Porém, hoje, só me apetece deixar duas perguntas no ar.

 

O que teria acontecido se Lenine tivesse vivido mais alguns anos? Ou, como seria contada a história hoje, se Trotsky tivesse chegado ao poder, e assim, impedido que Estaline ditasse as regras (como ditou)?

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A imoralidade da EDP

por contrário, em 04.11.17

À semelhança do que costuma acontecer por esta altura do ano, a EDP anda por aí a dizer que é provável que o preço da electricidade volte a subir. Desta vez, foi o administrador da EDP Comercial, António Coutinho, que disse “os custos podem agravar-se e ter impacto no cliente final, que é sempre quem paga”. O próprio António Mexia já havia dito que o preço da electricidade em Portugal não é caro, deixando no ar aquilo que a empresa estaria a pensar fazer no curto-prazo. A EDP queixa-se da carga fiscal (que considera pesada) e admite que isso poderá implicar um aumento do preço da electricidade.

 

Ora vejamos, a EDP teve um lucro de 1.147 milhões de euros nos primeiros 9 meses deste ano. Trata-se de um brutal aumento dos lucros da empresa (cerca de 86%), muito à custa da venda da Naturgas. Contudo, se não se considerar os proveitos da referida venda, ainda assim os lucros seriam de cerca de 600 milhões de euros (menos 4% face ao período homólogo).

 

Voltemos à questão do provável aumento do preço da electricidade. A EDP alega que tal se deverá à carga fiscal. Estranha-se o facto de a EDP se queixar da carga fiscal quando o accionista China Three Gorges não tem pago impostos pelos dividendos que obtém da EDP. Estamos a falar da módica quantia de 725 milhões de euros em apenas 5 anos.

 

Quem não paga imposto sobre os dividendos não tem grande moral para se queixar da carga fiscal, muito menos para usar esse factor como justificação para o aumento do preço ao consumidor final.

 

E a entidade reguladora? O que pensará desta postura?

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Adivinha o vídeo?

por contrário, em 04.11.17

Desafio #010

Mais um desafio à memória visual e musical.

 

E o vídeo de hoje é...

#010.jpg

 

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O PCP e o BE são… o mundo!

por contrário, em 03.11.17

Os últimos tempos têm demonstrado que o PCP e o BE são “o mundo”. E quem o afirma é a direita parlamentar portuguesa (PSD/CDS), sendo que a novidade foi veiculada aos quatro ventos, por intermédio da sempre expedita comunicação social e alguns soldadinhos disciplinados que nela têm lugar cativo.

 

A muito tradicional direita parlamentar sempre se pautou pela retórica de condenação ao exílio dos partidos de esquerda, em especial o PCP e o BE. A direita teve sempre o hábito de marginalizar os partidos de esquerda com menor representatividade parlamentar. Sempre se dirigiram a esses dois partidos com sobranceria, excluindo-os sempre daquilo que são as principais decisões políticas para o país.

 

Também já todos ouvimos a direita dizer que o actual governo socialista não pode contar com os restantes partidos de esquerda, que está isolado, com a mesma rapidez com que afirmam que o PS está refém desses mesmos partidos para poder governar. Confuso?

 

Aquando dos polémicos episódios de Pedrógão, Tancos, tragédia de 15 de Outubro e outra vez Tancos, a direita e seus afiliados vieram para a praça gritar: “O que seria se tudo isto acontecesse durante a governação da direita de Passos Coelho?”. Pergunta essa que os próprios se apressavam a responder que “se estivesse a direita de Passos Coelho no poder caía-lhe o mundo em cima”, “se fosse com Passos Coelho, o PCP e o BE não estariam tão calados e caíam-lhe em cima”. Portanto, a esquerda (PCP e BE), vista pela direita como insignificante é, quando interessa, o mundo para a mesma direita.

 

É um facto incrível que PSD e CDS consigam ser ainda mais incompetentes na oposição do que quando estão no poder, caso contrário não estariam tão desesperados em ver o PCP e o BE fazer oposição ao governo. Faziam-no sozinhos. Mas para isso era preciso competência. Em boa verdade, PSD e CDS gostariam de ter o PCP e o BE do seu lado, numa geringonça de oposição. Para a direita, o PCP e o BE são mesmo o mundo.

 

Quanto à aparentemente inquietante pergunta formulada pela direita, eu responderia o seguinte: “Se fosse a direita de Passos Coelho que estivesse no poder, não teria acontecido nada”. Simples.

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