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Manifs “batutadas”

por contrário, em 18.10.17

Foram anunciadas várias manifestações de protesto contra a forma como o governo tem gerido o problema dos incêndios. Saliente-se, desde já, o facto de as mesmas terem ganho notoriedade no mesmo dia em que o CDS decide apresentar uma moção de censura ao governo.

 

Primeiro as manifs. Então, não é que de um momento para o outro se consegue combinar várias manifestações via redes sociais, sem que se saiba ao certo quem está por trás da ideia, quem está a orquestrar? Note-se que há aqui um padrão, isto é, à semelhança do que acontece nos incêndios, também neste caso não são meia dúzia de indivíduos isolados que consegue gerar tal dimensão em tão curto intervalo de tempo. Obviamente que há mão política neste assunto. Obviamente que a acção partiu de um (ou mais) partido político que, com toda a sua experiência na arte de bem arregimentar, tratou de fazer espalhar a ideia pelas redes sociais. E todos sabemos que as redes sociais são como as matas portuguesas, basta encetar algumas ignições cirúrgicas e fica logo tudo a arder. Ah! Claro que, como é habitual, contaram com o alto patrocínio de alguns órgãos de comunicação social que, também por hábito, ajudam a incendiar as coisas. Portanto, está mais do que visto que vivemos num país de incendiários e em que pouca gente está verdadeiramente interessada em apagar.

 

É fácil perceber que toda esta situação das manifs está a ser dirigida por alguns políticos de beira de estrada e, ao que parece, são muitas as pessoas que sabendo ou não das suas intenções, vão alinhar na marosca, servindo assim os interesses imorais desses mesmos políticos. Note-se que esses interesses nada têm a ver com solidariedade ou preocupação com as populações afectadas. Trata-se de puro aproveitamento político, recorrendo à desgraça de muitos concidadãos.

 

Eu apoiaria com todo gosto este tipo de manifestações, mesmo considerando que têm pouco impacto no processo de decisão política, se tivesse a certeza que eram verdadeiras manifestações de solidariedade e preocupação com a protecção do bem comum. Agora, quando tresandam a vigarismo. Não.

 

Veja-se agora a moção de censura do CDS. O CDS deveria ser o último partido a pensar numa moção de censura ao governo tendo por base a problemática dos incêndios. O CDS já se esqueceu que fez parte do anterior governo e que nada fez para minorar este grave problema. Não apresentou uma única medida, nem tomou nenhuma decisão relevante nesta matéria. Assunção Cristas, líder do CDS, fez parte desse governo (2011-2015)? Sim, com certeza. Mas qual terá sido a pasta que lhe foi entregue? Consta que foi o Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território. Pronto. Está tudo dito quanto à idoneidade do CDS e, em especial, de Assunção Cristas.

 

Mas, façamos um último esforço e tentemos pensar pela cabeça de Paulo Portas. Por que razão Portas considera que esta moção de censura, neste momento, poderá trazer algum benefício político ao seu partido?

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35 comentários

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De Luis Moreira a 18.10.2017 às 11:59

Ainda o anterior governo após dois anos deste ?
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De Anónimo a 18.10.2017 às 12:55

Ó luisinho enche-te de moscas...
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De Anónimo a 18.10.2017 às 13:41

Na realidade até se sabe quem teve a ideia destas manifestações, que são de apoio às vítimas e àqueles que combateram os fogos (tem acesso à internet, por isso não lhe será de todo complicado encontrar a entrevista em que se fala destas iniciativas).
Apoio a vítimas, vítimas do fogo, vítimas da inação e incompetência de quem tem o dever de zelar pela nossa segurança. Se há alguma politização destas manifestações é porque o cidadão comum se sente desprotegido e defraudado por quem se gabou de estar mais do que preparado para enfrentar os fogos deste verão e que agora contabiliza mais de uma centena de vítimas mortais, inúmeros feridos, danos patrimoniais com as economias de algumas zonas completamente reduzidas a cinzas (tal como as indústrias em que se alicerçavam).
O CDS apresentou uma moção. O cidadão comum por certo não pode estar satisfeito quando metade da área ardida na Europa foi floresta portuguesa. Quando o país chega a este ponto, não há defesa possível para quem esteve ao leme deste navio a afundar que se chama proteção civil, que está sob a tutela do MAI, e este último capitaneado pelo primeiro ministro que foi eleito para o ser nos bons e nos maus momentos, que chama a si louros pelo crescimento económico mas que recusa responsabilidades quando as coisas correm mal.

Mal seria se o país aceitasse esta tragédia como algo banal, fruto do azar, ignorando as falhas gritantes (SIRESP , término dos contratos dos meios aéreos ,...) e continuando a assobiar para o lado até ao próximo verão onde provavelmente estaremos tão "preparados" como estivemos neste.

Não deixa de ser impressionante como em Portugal a política é exactamente como o futebol. Aquele que recolhe a nossa simpatia nunca será corrupto, desleal ou errado e sempre merecerá a nossa defesa, mesmo que para tal se feche os olhos a uma centena de mortos. Os meus parabéns pela sua convicção política, e os meus pêsames pela sua falta de patriotismo.
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De Anónimo a 18.10.2017 às 17:10

Subscrevo na íntegra. É triste constatarmos que há gente que não vê para além de partidarismo!
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De Minie a 18.10.2017 às 18:09

Concordo plenamente!
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De Anónimo a 18.10.2017 às 18:48

Concordo PLENAMENTE, na INAÇÃO POLÍTICA DE ASSUNÇÃO CRISTAS durante 4 (QUATRO) no Mesmíssimo Ministério. É preciso NÃO TER VERGONHA.
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De Patriota a 18.10.2017 às 21:52

É preciso não ter vergonha para atribuir responsabilidades a quem há anos não tem funções governativas. Trate-se da partidarite que é uma doênça que dá voltas ao miolo. - Sabia?
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De Anónimo a 19.10.2017 às 00:31

Deves ter algum curo de estupidez!
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De Anónimo a 19.10.2017 às 07:45

Apoiado completamente.
Tudo fala em politiquices e aproveitamento politico quando de facto o que aconteceu foi que as pessoas sairam à rua para mostrar que algo vai mal no nosso pais quando morrem centenas de pessoas mas os nossos responsaveis actuam como se nada tivesse acontecido.
Bons exemplos vem de Espanha, senão me engano na galiza onde "bastou" apenas morrerem 4 pessoas para termos milhares na rua.
Cá em portugal se fosse a TSU ou estivesse o PSD no governo tinhamos milhões. Assim como apenas se trata "da morte de uma centena de pessoas em incendios" pouco importa.
Enfim.
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De Anónimo a 18.10.2017 às 14:30

Na Galiza por causa dos fogos e de 4 mortos (por extenso quatro) a região encheu-se de manifestações... por cá o seu problema é quem orquestrou as manifestações... pois o meu é porque não houve mais? Com mais gente? Em mais sítios? Orquestradas por mais gente? Com mais partidos?
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De Anónimo a 18.10.2017 às 15:16

Cá há uma regra de ouro : Só se devem realizar manifestações quando o governo não é da nossa cor. Se o governo for do nosso partido, toda e qualquer manifestação contra o mesmo é, por certo, motivada por interesses obscuros.
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De Anónimo a 18.10.2017 às 23:52

Concordo plenamente. é um escandalo este tipo de artigo mediocre que questiona a liberdade de as pessoas se manifestarem MAIS DE 100 MORTES depois ..... em Espanha 4 mortos e vão para a rua pedir demissões (e mto bem) Aqui morrem MAIS DE 100 e até parece que as pessoas são umas «malandras» por quererem se manifestar...que sentimento democrático mais podre.....
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De Anónimo a 18.10.2017 às 15:46

A Assunção Cristas durante o seu mandato aproveitou para ficar grávida, aprovar a plantação de eucaliptos e aparecer nas feiras de Santarém.
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De Anónimo a 18.10.2017 às 20:59

Em 2013 morreram 12 bombeiros no combate aos fogos e nem o MAI da altura, que estava mais preocupado com os vistos gold, nem esta senhora se demitiram.
Portanto ao ver a Assunção Cristas e o Passos Coelho a fazerem aproveitamento politico com as mortes destes 4 meses, sinto vergonha das pessoas ingénuas que aderem a estas iniciativas de forma infantil e acabam por aderir nas palavras de ordem que estrategicamente são ditas. Gostaria de os ver numa iniciativa mais produtiva, que era capinar os seus terrenos ou mesmo as bermas dos caminhos por onde passam.
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De Anónimo a 19.10.2017 às 07:48

Mas a diferença é que tinhamos o PS PCP e o BE aos berros a pedir a cabeça do ministro e do governo quando agora morreram 105 pessoas e tudo se passa como se nada tivesse acontecido.
E uma coisa não impede. Pedir responsabilidades não nos impede de pedir medidas para evitar que isto aconteça.
Uma ultima coisa. os bombeiros morreram a combater um fogo. Eles estão no meio da "guerra". Coisa muito diferente é um estado deixar morrer civis.
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De Anónimo a 19.10.2017 às 10:33

um estado com 40 anos tem deixado morrer pessoas e destruir a nossa floresta. este governo só teve azar de ter estado a governar nesta altura. Nenhum governo desde o 25 de abril fez absolutamente nada. e portanto concordo que é preciso ter uma grande lata para essa senhor Cristas vir agora numa de moção de censura, sobretudo pelas suas funções no governo anterior.
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De Anónimo a 19.10.2017 às 10:30

nem mais.
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De Anónimo a 18.10.2017 às 16:22

Infelizmente estamos num país em que a classe política é composta por uma corja de corruptos, ladrões e oportunistas sejam eles do governo, dos partidos que apoiam o governo ou dos que fazem oposição, claro que todos ou quase todos estes incêndios tiveram mão criminosa, serviram os propósitos de quem ganha dinheiro e de quem tira proveito político com esta calamidade que sem pudor utiliza o sofrimento atroz de quem perdeu familiares e haveres para criar acontecimentos que provoquem a queda deste ou daquele governo para, finalmente poderem vir a ocupar o poder, sempre foi assim que estes bandidos agiram e movimentam os rebanhos de idiotas que com palavras de ordem, bandeirinhas e cartazes vão para as ruas dar espectáculo, a indignação e sofrimento que aparentam serve apenas para convencer os parvos de que se preocupam com as condições de vida dos cidadãos.
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De E.Pinto a 18.10.2017 às 18:21

Pelo amor de Deus.Afinal quem é q está a politizar os factos?As pessoas que se indignam perante a inércia e falta de iniciativas pós mortes em Pedrogao Grande ou quem escreveu este comentario? Parece que as manifestaçoes dos indignados acabaram porque as pessoas que tinham a iniciativa de organizar foram perseguidas pela policía.Chama a isso democracia?Se nao quer fazer nada por ninguem ,nao faca.Mas nao cale a pena menosprezar quem se dá ao trabalho de sair de casa e lutar por mudancas.
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De Anónimo a 18.10.2017 às 18:44

A pergunta que eu faço é a seguinte: O número de ocorrências é normal? Quinhentos e tal fogos num dia, muitos dos focos próximos uns dos outros, será normal?
A meu ver parece-me propositado e muito bem estudado!
E não me venham dizer que são os maluquinhos que gostam de ver os camiões dos bombeiros a passar à porta de casa!
Os ressabiados que perderam o poder há dois anos estão a fazer de tudo para correr com a "geringonça"! Inclusive lançar fogo ao País! E com o apoio da tão querida Europa!
Engraçado... No dia em que a ministra do MAI se demite aparecem as armas roubadas de Tancos fruto de uma denúncia anónima. Curioso não é?
Mas por esta "coincidência" não há manifestações! Os enfermeiros, médicos, magistrados, etc... sofreram cortes e foram maltratados durante 4 anos e colocaram o rabo entre as pernas... Cheirou a dinheiro e já vão para a rua pedinchar e culpar a "geringonça"!
Neste País tudo é politica!
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De Anónimo a 18.10.2017 às 18:57

Assino por baixo. Cerca das 2H00 da madrugada de sábado para domingo, havia 5 únicos Distritos SEM FOGO. Quando desliguei a televisão, pelas 03H15, repito pelas 3 horas e pouco da manhã, já só havia 3 Distritos incólumes às chamas.
Foram as condições atmosféricas que pegaram fogo em 2 Distritos, madrugada adentro... Tirar conclusões do que aconteceu SIM, FALSIDADES não.
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De Anónimo a 18.10.2017 às 19:31

Eu acho que o fulano passos coelho devia explicar inequivocamente, repito, inequivocamente, o que quis dizer quando disse «vem ai o diabo»... estava a referir-se, exactamente ao quê?...
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De Anónimo a 19.10.2017 às 11:16

O homem enganou-se quando disse "vem aí o diabo". O que ele quis dizer foi "vem aí o inferno". E veio.
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De Anónimo a 18.10.2017 às 20:30

Este país é desgovernado há 43 anos por um Bloco de Partidos que liquidou a estrutura descentralizada de governação do espaço territorial continental onde existiam 11 Províncias e 18 distritos, com as suas juntas provinciais e governadores civis assegurando uma ligação eficiente entre o Terreiro do Paço e as regiões mais recônditas do País. As direções regionais, mesmo se localizadas a mais de 300 Km passaram a depender directamente de Lisboa sem qualquer coordenação intermédia. Entretanto acabava-se também com os cantoneiros que limpavam as bermas das estradas e as suas zonas de servidão. E com os sucessivos governos transformados em comissões liquidatárias, acabava-se também com os Guardas Florestais e com os Guarda Rios. A Força Aérea, com meios aéreos de combate a incêndios, era arredada dessa função e substituída por operadores privados. O negócio do fogo a estabelecer-se. A plantação de eucaliptos foi fomentada, invadindo mesmo zonas de regadio anteriormente usadas para fins agrícolas. Com a desertificação do interior, o fim da pastorícia e da exploração da resina, os combustíveis lenhosos nunca mais foram removidos e passaram a acumular-se em sucessivas camadas. O ordenamento florestal eternamente adiado. Os matagais e arvoredo a aproximarem-se das estradas e residências. Foi esta sucessão de erros, desmazelos e omissões que conduziram o país para a tragédia de Pedrogão e seguintes. Podem agora acusar-se mutuamente, exigirem pedidos de desculpa aos outros, censurarem-se. Nada será resolvido por esta via. O país precisa de uma nova postura e abordagem para resolver este sério problema e transformar as florestas e recursos lenhosos em recursos geradores de riqueza e bem estar ambiental.
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De Anónimo a 18.10.2017 às 21:14

Ministério público com ele?!
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De Patriota a 18.10.2017 às 21:49

Mas que raio de artigo é este?

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