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Passos Coelho e o Salário Mínimo Nacional

por contrário, em 01.11.16

Passos Coelho disse que “o aumento do salário mínimo deve estar relacionado com a evolução da produtividade”. Disse ainda que era esta a posição do seu partido quando estava no governo e, portanto, é a mesma agora que está na oposição. Disse ainda que “se a actualização do salário mínimo não reflectir o aumento da produtividade, as empresas perdem competitividade e acabam por gerar menos rendimento e menos emprego do que aquele que gerariam se fossem mais competitivas…”.

 

Toda a gente sabe qual é (e sempre foi) a posição da Direita em relação ao salário mínimo nacional (SMN). Os neoliberais nunca foram, sequer, a favor da existência do salário mínimo quanto mais aumentá-lo (ainda que o tenham feito esporadicamente, sabe Deus com que intenção). Para os neoliberais, o salário mínimo deveria ser aquele que o patrão está disposto a pagar.

 

Vejamos. Passos diz que o aumento do SMN deve estar relacionado com a evolução da produtividade. Trocando isto por miúdos, o que ele quer dizer é que só se deve aumentar o SMN se quem o recebe passar a “produzir mais”. Como se o problema da falta de produtividade se devesse ao baixo desempenho dos trabalhadores. Neste tipo de raciocínio salta logo à vista que, para Passos e sua Direita, as empresas só não produzem mais e não são mais competitivas devido à baixa produtividade da classe trabalhadora. E o que nos apresentam como solução? Não aumentar o SMN. Os neoliberais, que sempre se regeram pela escola neoclássica e pela aversão à intervenção do Estado na economia, nunca admitiram que a falta de produtividade se possa dever a outros factores, tais como, a incompetência dos gestores, a concorrência cada vez mais global, problemas estruturais da economia, a insuficiência de políticas de protecção dos trabalhadores, etc.

 

Não. Para eles a culpa é dos trabalhadores, principalmente daqueles que menos ganham, pelo que consideram aumentar o seu salário, apenas e só, se estes aumentarem a produtividade. Ou seja, esta gente delega naqueles que menos ganham a responsabilidade pelos níveis de produtividade e competitividade, mas só quando ambos são baixos. Repare-se que esta gente não é capaz de pensar na questão de forma inversa, ou seja, na possibilidade de a evolução da produtividade estar relacionada com o aumento do SMN. Quero com isto dizer que, quem é aumentado sentir-se-á motivado a produzir mais, naturalmente. É também importante não esquecer que o aumento do SMN conduz ao crescimento económico, já que a população que o aufere apresenta uma enorme probabilidade de o gastar, promovendo o aumento do consumo e da circulação do dinheiro. Promovendo também a competitividade e a criação de mais emprego. Mas não quero com isto dizer que a questão se esgota por aí.

 

Já Passos Coelho e a Direita que o acompanha pensam no SMN como uma chaga para economia, para a produtividade e competitividade das empresas. Para eles o ideal seria pagar ainda menos do que o actual SMN, ou até mesmo nem pagar nada, em nome da competitividade das empresas.

 

E, já agora, se para Passos Coelho a questão do aumento SMN se prende apenas com a produtividade, eu gostaria de lhe perguntar como pretende solucionar o problema. Como pretende medir a produtividade? A economia de um país apresenta níveis de produtividade diferentes entre sectores. E dentro do mesmo sector, temos agentes económicos com diferentes performances de produtividade e competitividade. Pretenderá Passos Coelho que os mais produtivos suportem o aumento salarial dos que menos produzem? Querem ver que Passos Coelho passou a defender a distribuição equitativa da riqueza?

 

Concluindo, parece razoável afirmar que o aumento do SMN não garante o aumento de produtividade, da mesma forma que a sua estagnação ou até mesmo uma redução ou extinção jamais garantirá competitividade e acréscimo de produtividade, como defende a Direita. O aumento do SMN é uma importante medida de combate à pobreza, e uma importante política de justiça social e protecção dos trabalhadores. É apenas isso.

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29 comentários

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De Me a 04.11.2016 às 11:59

Percebo a intenção, mas não vale a pena perder tempo com estes animais (coelhos, etc)
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De André Miguel a 04.11.2016 às 12:38

"Para os neoliberais, o salário mínimo deveria ser aquele que o patrão está disposto a pagar".

Para os neoliberais (seja lá o que isso for) não sei, mas para os liberais deve ser aquele o patrão está disposto a pagar e que o funcionário estiver disposto a aceitar. Há portanto uma pequena grande diferença.

E se aumentar o SMN aumenta a produtividade porque não aumentar já para mil ou dois euros?
Já reparou que os países mais desenvolvidos não têm SMN?
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De Durer a 04.11.2016 às 16:05

" liberais deve ser aquele o patrão está disposto a pagar e que o funcionário estiver disposto a aceitar"
Errado. Deverão haver mínimos de decência/dignidade que devem ser respeitados. O trabalho deveria ser uma saída e não uma condenação à pobreza. Pela sua lógica se houvesse uma criança disposta a trabalhar por meia dúzia de gomas então o Estado não deveria intervir (os tais mínimos de decência que o Estado deve fazer respeitar).
Canadá, Coreia do Sul, Dinamarca, Holanda, etc tem salário mínimos,
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De Makiavel a 05.11.2016 às 08:04

Essa sua descrição das relações laborais (o patrão paga o que estiver disposto a pagar e o trabalhador o que estiver disposto a receber) parte da premissa errada de que as duas partes têm a mesma força negocial. Não têm.

Se não sabe o que são os neo-liberais, poderá consultar informação sobre o assunto em diversos sítios da internet.
Posso também dar-lhe uma pista: um dos conceitos base dessa ideologia é justamente a definição que o senhor deu de como funcionam as relações laborais.
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De Daniel Silva a 04.11.2016 às 14:00

Inacreditavel a falta de literacia economico-financeira deste texto. Tenho de comentar por partes as falhas que se apresentam neste rol de utopias.

1 - O salario é um contrato onde ambas as partes assinam de mutuo acordo onde ninguem é forçado a aceitar o que nao quer. Esta é a premissa do neoliberalismo.

2 - O aumento da produtividade nao implica "culpa" dos trabalhadores como refere. E sim, aumentar salarios sem aumento de produtividade é apenas parvo. O que eu vejo em Portugal, o problema nao está nos gestores, nao está nos trabalhadores mas sim no valor dos produtos/serviços. Vende-se castanhas, vinho, uvas, cereais e roupa/calçado e infelizmente, qualquer país deste mundo consegue produzir esses mesmos produtos o que os torna baratos o que nao permite salarios elevados.

3 - Nao ha nenhum estudo que comprove que aumentando o salario do trabalhador, aumenta-se a produtividade. Alias, o ponto anterior é o contrario deste. Se a culpa nao é do trabalhador para nao receber aumento de salario, implica que ele trabalha ao maximo de produtividade. Trabalhando ao maximo da produtividade, eu aumentando o salario, nao irá obter nada mais em termos de produtividade. Logic all the way bitches.

4 - aumento salario conduz a gastar mais e a circular mais dinheiro o que melhora a economia : A grande mentira de esquerda. O aumento salarial, senao houver produtividade das empresas, do estado e das proprias familias só conduz a uma e só uma coisa : inflação. É muito bom para ganhar votos aumentar 100€ em todos os salarios. O problema vem depois com a inflação criada. E caso nao entenda o conceito de inflação e as consequencias passo a explicar : Com inflação, as pessoas sao forçadas a gastar dinheiro para nao perderem poder de compra. Com isso, nao poupam. Nao poupam, nao investem em manutenção dos equipamentos, nao investem em melhoramentos, nao investem em desenvolvimento. Correm 10 anos desta forma e fica-se como a Argentina, parada no tempo.

5 - Quanto mais o estado existe, mais ineficiente é, mais impostos precisa de ter, menor a economia livre.
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De João a 04.11.2016 às 14:35

Fantástico!
Diga-me por favor onde posso adquirir o seu estudo de economia, e não só, porque necessitava de um manual desses e ler o seu comentário sem contexto não é muito esclarecedor.
O Sr. está na profissão errada.
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De Daniel Silva a 04.11.2016 às 15:19

Numa biblioteca ao pe de sua casa, existe varios livros que estudaram a evolução de economia de varios países que adoptaram diferentes estrategias de desenvolvimento economico. Uns liberais, outros comunistas, outros socialistas, outros ditatoriais etc. Nao estou com isto a dizer que o sistema é perfeito pois nao é, mas os factos sao que alguns países inovam e crescem, outros definham. E estas politicas de esquerda ja foram provadas que conduzem ao fracasso. O liberalismo conduz a uma deficiencia de ricos e pobres enorme mas ao menos há evolução. Parar é ficarmos todos pobres. Existe um meio termo mas nao é com estas politicas de esquerda de 1867 com o karl Marx. A esquerda tambem se apoia sempre em Keynes quando este,apos a depressao de 29 criou um sistema para o estado entrar na economia. O que eles nao contam é que Keynes, passado uns anos , afirmou que se arrependeu dessa estrategia pois so funciona como uma boia de salvação que mais cedo ou mais tarde se esvazia.


Está na altura de criar uma esquerda consciente, uma esquerda onde o estado apenas defina a baliza e nao como se deve chutar. Que crie directrizes numa sociedade e nao leis rigidas intransponiveis.Um estado social, que apoie realmente quem precisa e nao quem nao quer trabalhar. Um estado social que permita as pessoas viver livres.
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De João a 04.11.2016 às 15:35

Agradeço o seu comentário.
Eu questionei pelo seu livro. Nas papelarias eu sei que existem vários.
Gostei principalmente da versão de que pelo menos andamos nem que seja criar cada vez mais um fosso entre ricos e pobres. Isso é pouco importante. O que interessa é mesmo andar.
Concordo que esta política não nos vai levar a nenhum lado. Mas quando é que levou?
Que eu visse, nunca.
Concordo igualmente com a sua visão da esquerda.
Um abraço
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De Daniel Silva a 04.11.2016 às 16:45

Infelizmente é o melhor sistema que a humanidade criou ate agora.
Um sistema que permitiu uma evolução tecnologica como nunca,
Um sistema que tirou milhoes da pobreza,
Um sistema onde quase toda a gente tem acesso a comida,energia, agua e casa. Isso nao acontecia há 30 anos atras!
Nao é perfeito, mas é o melhor que existe actualmente.
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De Durer a 04.11.2016 às 16:16

Sim a premissa do neoliberalismo é o regresso à lei da Selva. Após séculos de esforço cultural - criação de códigos de conduta e moral, todos eles apologistas da defesa dos mais fracos contra os abusos dos mais poderosos; veja-se o sermão aos peixes do padre António Vieira - para sairmos de vez da selva, os neoliberais ufanam-se por novamente regressarem às cavernas.
"Entre os homens, além de serem os grandes que "comem" os pequenos, devoram-nos em grande quantidade,"

Esquece-se que tem existido aumentos significativos nos salários das chefias, no privado, em sectores tão pujantes, como a Banca (aumentos na ordem dos 25% e mais).

Quando o sector privado em Portugal vive À conta do Estado, através de monopólios naturais , ou de baixo valor acrescentado é difícil o aumento da produtividade - hipermercados, Brisa, REN, EDP, etc - os trabalhadores em Portugal são os que passam mais tempo no "trabalho".

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De Daniel Silva a 04.11.2016 às 16:39

Engraçado. Os seculos de esforço cultural culminaram no país mais neoliberal que existe: os EUA. Pelos vistos eles sao uma desgraça em termos empresariais. Garantem a independencia e em pouco tempo transformam-se na força motora do mundo. Lampada, modelo T da Ford, internet, google, youtube iphone etc etc etc. Se isso significa tempo das cavernas , temos entao uma pequena diferença de opinião. Aceitemo-la.
E sempre achei curioso quando se compara aumentos de salarios da banca, edp, ren, brisa, hiper. Representam 1% das empresas privadas em portugal, mas se eles aumentam os seus salarios, as outras 99% tambem podem. Left logic.
Sector privado a viver à custa do estado. Essa teve piada. Voltando ao seu exemplo, hipermercados baseiam a sua receita no consumidor final. Edp idem aspas. Brisa, Galp etc.
Monopolios destas empresas, outra piada. Quando aparece concorrencia, os portugueses ignoram, ficam sempre nas conhecidas. Ja existe concorrencia para a EDP mas ninguem adere. Ja existe concorrencia para a galp, mas ninguem adere. Normalmente o preço é mais caro porque ainda nao têm economia de escala para conseguirem um preço inferior. Mas estas coisas a esquerda nao compreende.

Mas nao podemos esquecer, no meio disto tudo, so falamos de 1% das empresas privadas em Portugal. O resto para a esquerda, nao interessa.
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De Durer a 04.11.2016 às 16:57

A mim pouco me importa um país em termos empresarias, ou tecnológicos. Preocupam-me as pessoas em termos não comerciais, em termos não tecnológicos.
Curioso é haver aumentos em empresas que depois vêm de mão estendida pedir dinheiro público - bem sei que temos dos melhores gestores do mundo e quiçá da Europa - Bava, etc.
Se não podem pagar aumentos salariais vejo uma saída - deixar de querer ser patrão, ou trabalhar por conta de outrem.
Vá falar com os que produzem e vendem para essa grandes montras tecnológicas que são os hipermercados.
Concorrência num país com 10 milhões de habitantes e três grandes grupos por sector económico - telecomunicações, banca, energia. É para rir (tem sido poucos as denuncias de concertação de preços - condenações?? nenhumas, mas cá na terra a justiça é desolhada.
Qual economia de escala. Quando uma empresa é grande consegue baixar os preços, mesmo sem clientes (é assim que se entra no mercado) - geram tão altos lucros, em outros sectores e bolsa que conseguem aguentar anos sem lucros - veja-se a década de 90 nos States com a liberalização do mercado nacional de aviação civil
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De Daniel Silva a 04.11.2016 às 17:15

Again, utopias. As pessoas sao a força do consumo. O bem estar das pessoas sao a força directriz das empresas. Se se preocupa com as pessoas, preocupe-se em termos comerciais, em termos empresariais e nos outros tambem.Porque nao se vive de Espirito e fé.

"Senao podem pagar aumentos salariais, ou deixamos de cuidar dos nossos trabalhadores ou vamos trabalhar para quem possa". Entao, é contra ou a favor dos grandes grupos de interesse economico ? Contesta esses grupos (alias, só faz isso e nada mais, os 2 milhoes de pessoas que trabalham no privado fora desses grupos continuam a nao interessar) mas depois quem nao pode aumentar salarios deve abandonar e ir trabalhar para quem pode. Nao entendo estas logicas.

Depois desta aberração de comentario e pensamento, tenho de me retirar desta discussão de realidades e vivencias. Nao estamos simplesmente no mesmo nivel de dialogo.
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De Durer a 04.11.2016 às 17:26

inicio Séc. XX - abolição do trabalho infantil; no XIX era uma utopia.
inicio Séc. XX - interesses vitais de uma economia nas mãos do "privado"; no XIX outra utopia
Quem acusa as utopias de irrealizáveis acusa apenas preguiça e demissão cívica.

Pessoas e consumidores são coisas distintas. Ser pessoa implica uma dimensão espiritual. Ser consumidor indica alguém com uma carteira.

Quanto ao resto não percebi patavina.
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De Daniel Silva a 04.11.2016 às 17:51

Nada do que esta a comentar esta inserido no tema de economia/salarios/produtividade. Quando nao ha argumentos vira-se a pagina. Falar de trabalho infantil é apenas parvo e uma fuga ao tema.
O senhor Durer esta a reescrever algo que desde o inicio da humanidade existe. Pessoas precisam de alimento ergo pessoas = consumidores. Todas as pessoas precisam comida ergo todas as pessoas sao consumidoras. Nao sao só consumidoras, existe outros prismas e virtudes mas todas as pessoas, sem excepçao, sao consumidoras. ate o dalai lama.

Estamos simplesmente a falar de realidades diferentes, onde nao existe espirito de critica da sua parte, onde apenas esta a debitar tudo o que houve e le de sites fraudulentos de esquerda sem ter experiencia de vida ate ao ponto de nao conseguir argumentos. Porque alguem lhe disse que era justo toda a gente ter emprego bem remunerado, alguem lhe disse que toda a gente deveria ter direito a receber dinheiro por nada. Porque alguem lhe disse que uma pessoa ganhar 5000/mês é injusto perante alguem que ganhe 500. Porque alguem lhe disse que tirar um curso de literatura romana deveria ter direito a 3000€/mes. Adapte-se que ninguem dá nada a ninguem por nada.

Um bem haja, continuação de boa vida com muita saude sao os meus sinceros desejos.
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De Durer a 04.11.2016 às 19:07

Prometo estudar mais. Obrigado
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De Makiavel a 05.11.2016 às 08:09

Inacreditável a falta de literária em história económica e sociologia do seu comentário.
Mas não é assim uma novidade por aí além; é um facto recorrente nos supostos especialistas em economia e finanças da nossa praça.
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De Jorge Milhaços a 05.11.2016 às 12:23

"1 - O salario é um contrato onde ambas as partes assinam de mutuo acordo onde ninguem é forçado a aceitar o que nao quer."
Meu caro, isso é muito bonito nos livros.
A realidade é outra: os contratos de trabalho são preparados por advogados a mando dos clientes, a entidade patronal, que por sua vez os apresenta aos trabalhadores. O texto, dentro da lei, naturalmente, chega a ser leonino, em que os trabalhadores só têm deveres e não têm direitos, com exceção do salário e pouco mais. Quanto ao resto é comer e calar. A opção do trabalhador passa por não assinar e ficar no desemprego.
Espero que nunca tenha que assinar um contrato de trabalho destes na condição de trabalhador, porque senão muitos sapos vai ter que engolir.
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De OLP a 04.11.2016 às 14:55

Se “o aumento do salário mínimo deve estar relacionado com a evolução da produtividade” fosse de aplicar, no caso deste cavalheiro colado à cadeira na A.R. a retribuição a pagar-lhe deveria ser de 0,00€.
É que a produtividade demonstrada por este boçal é nula!
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De JOTA JOTA a 04.11.2016 às 15:39

Gosto muito dos comentários, destes liricos, sobre salários.
E sobretudo quando vêm estas esquerdas famintas de conhecimento, porque só lêm a mesma cartilha lelinista...
Venham mas é gerir empresas.
Saibam o que é chegar ao fim do mês e pagar salários, impostos e tudo o mais.
Saibam o que é perder clientes por que estes não aceitarem atualizações aos contratos por força do aumento do SMN.
Saibam o que é ter de pagar 5340€ a uma pessoa das limpezas que mal sabe de limpezas, quanto mais de produtividade.
Saibam o que é ter de pagar a um técnico cerca de 600€ e depois este ver a empregada da limpeza ser aumentada, sem saber como nem porquê, para um valor muito próximo do dele.
Aumento do SMN....sim, mas não para todos.Alguns nem sequer o SMN merecem (lá vêm agora os esquerdistas ranhosos dizer que a culpa é dos empresários).Pois, se vocês sabem tudo, tornem-se empresários.Venham à luta, para saber o que é doce.
Pois...é fácil viver à conta do patrão, que se esfola, que trabalha 24 hrs por dia, para cumprir com as suas obrigações, e depois ver estes chupistas exigir, exigir, exigir.
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De JC a 04.11.2016 às 17:38

Meu caro, se é patrão, então é daqueles que não interessam. Falta de formação para ser patrão.
Alguma vez explicou à empregada de limpeza como atuar? Alguma vez lhe proporcionou qualquer ação de formação para que a sua produtividade aumentasse? Que técnico é esse que ganha pouco mais que o SMN? Será que a profissão da sra. da limpeza não é digna. Ponha lá o seu técnico a trabalhar e a limpar. Assim pode ser que o técnico perceba que o trabalho da sra. da limpeza também é importante numa organização.
Por existirem muitos patrões com a sua mentalidade é que a produtividade em Portugal é baixa.
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De JOTA JOTA a 04.11.2016 às 15:42

Gosto muito dos comentários, destes liricos, sobre salários.
E sobretudo quando vêm estas esquerdas famintas de conhecimento, porque só lêm a mesma cartilha lelinista...
Venham mas é gerir empresas.
Saibam o que é chegar ao fim do mês e pagar salários, impostos e tudo o mais.
Saibam o que é perder clientes por estes não aceitarem atualizações aos contratos por força do aumento do SMN.
Saibam o que é ter de pagar 535€ a uma pessoa das limpezas que mal sabe de limpezas, quanto mais de produtividade.
Saibam o que é ter de pagar a um técnico cerca de 600€ e depois este ver a empregada da limpeza ser aumentada, sem saber como nem porquê, para um valor muito próximo do dele.
Aumento do SMN....sim, mas não para todos.Alguns nem sequer o SMN merecem (lá vêm agora os esquerdistas ranhosos dizer que a culpa é dos empresários).Pois, se vocês sabem tudo, tornem-se empresários.Venham à luta, para saber o que é doce.
Pois...é fácil viver à conta do patrão, que se esfola, que trabalha 24 hrs por dia, para cumprir com as suas obrigações, e depois ver estes chupistas exigir, exigir, exigir.
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De Daniel Silva a 04.11.2016 às 16:08

Concordo totalmente com os seus pontos de vista, como o meu comentario acima indica. No entanto, este teor de conversa, apesar de verdadeiro, nao conduz nem ajuda a explicar o que esta esquerda nao sabe / nao quer compreender.
Eles nao sabem que por cada aumento de salario minimo, a diferenciação de posições encurta. Contratei um rapaz novo que nada sabe, onde vou ter de lhe dar formação, onde a produtividade dele é diminuta devido à aprendizagem e que obviamente tenho de lhe pagar o salario minimo. Tenho trabalhadores da casa há 20 anos que recebem 600/650€ e que agora se queixam devido à diferença ser tao curta. Nao tendo margem para subir salarios de toda a gente e criar uma nova estrutura salarial, fiquei e vou ficar com esta aberração de 50/80€de diferença salarial.
Pelo menos, tive a sorte de poder alterar o preço dos produtos pois como politica da empresa, nao fazemos contratos. Isto exemplifica perfeitamente o que acontece. Sobe-se salarios, aumenta-se preço. Quando o mercado nao aceitar o novo preço, fecha-se a porta.

Eles nao sabem que a rigidez de despedimentos força contratos a termo e a precariedade. Eu nao posso arriscar contratar ninguem a termo incerto pois nao irei conseguir despedir se o mercado cair como aconteceu em 2008. Eles nao sabem / nao compreendem que o mercado é dinamico, com ciclos positivos e negativos, mas somos obrigados a ter o mesmo numero de pessoas a trabalhar independentemente de receitas e custos, de lucros ou prejuizos. Quem se arrisca a contratar fica com ancoras impossiveis de tirar ( indemnizações, sindicatos ) caso o mercado caia.
Eles nao sabem a dificuldade que é ter de explicar que apesar de toda a gente trabalhar a 100%, com salarios baixos, com trabalho a tempo inteiro, e mesmo assim, perder dinheiro no final do ano. Vendeu-se demasiados produtos com pouca margem e os produtos com margem ficaram em stock por exemplo.

Estes e outros inumeros exemplos poderiam ser dados. Mas tem de se viver para se entender.
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De Marco Antunes a 04.11.2016 às 17:53

Tudo muito certo e correcto!

Mas já experimentou viver com o SMN ou até com 600 ou 650 euros?
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De Daniel Silva a 04.11.2016 às 18:33

Claro que sim, comecei em 2002 com salario minimo. Vivia partilhando casa com amigos para dividir custos, ate que me fartei e fui procurar um segundo emprego, em part-time. Trabalho nao falta.

E com unhas e dentes evoluimos como pessoas, aprendemos mais sobre o trabalho e subimos na carreira. é sacrificio mas temos de mostrar que somos diferentes dos outros que fazem o mesmo trabalho que nós, que ambicionamos mais, queremos mais.
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De Jorge Milhaços a 05.11.2016 às 12:33

"Saibam o que é ter de pagar 535€ a uma pessoa das limpezas"
Porquê? Tem uma pessoa a limpar o pó, a aspirar e limpar casas de banho, durante todo o dia? Então as instalações da sua empresa são muito grandes e isso justifica-se, ou então não sabe que pode fazer contratos de trabalho em part time.
Como eu não acredito na 2ª hipótese, eu diria que a senhora da limpeza anda a fazer outros trabalhos dentro da estrutura da empresa que não lhe competem e a ser paga como empregada de limpeza.
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De Alexandre a 04.11.2016 às 18:25

O que faz falta ao autor do texto, é o que faz falta a todos os teóricos de esquerda: criarem um negócio, gerirem-no segundo os seus ideais sociais e ver se dá resultado.

Porque não passam para o outro lado da barreira? Vão ser patrões, ter empregados, a ver se é fácil, especialmente quando o negócio não corre bem e começam a não dormir porque no fim do mês têm de pagar ordenados, TSU, entregar IVA ao Estado, etc. Ou quando alguém aparece lá para trabalhar e vos pede X de remuneração e vocês não conseguem pagar mais que 75% disso.

Não custa muito montar um cafezinho, uma florista, um cabeleireiro. Paguem o que acham aos vossos e depois de estar solidificado no mercado, podem vir dizer: "vêem como funciona com altos salários e boas regalias?"

Até lá, como dizia um professor meu do liceu, "não aceito conselhos de quem sabe muito, mas de quem faz melhor".
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De Bruno a 05.11.2016 às 08:26

Porcos neo liberais patrões a comentar salário mínimo... A única coisa que sabem é encher os bolsos à custa de quem produz. Este pedrinho que fala de salário mínimo é aquele que nunca trabalhou? A não ser que passear por Jotas seja um emprego. Além de nunca ter criado um único emprego veio destruir muitos nos anos em que passou como primeiro ministro. Aí sim, ao serviço das suas amigas Merkel e Christine. Palhaço. Perdeu as eleições e nem consegue dar lugar a outro. Agarrado ao poder tal e qual estes palermas patrõeszinhos que para aqui vêm comentar. Já dizia o outro " vai mas é trabalhar".
Consciência social era o que deviam ter.
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De João Gil a 05.11.2016 às 10:27

O comentário assenta numa premissa errada. A de que a tese de PPC sobre o aumento ou diminuição do SMN tem uma base sobretudo ideológica. Não tem. Tem uma base económica. A de que se as empresas forem obrigadas a pagar os salários que alguémm que não o mercado determina gerarão menos rendimento e retraem a contratação, gerando por essa via menos emprego, menos impostos e, em consequencia, menos bem estar social. Quem acaba por sofrer com a medida são os menos qualificados, os que ganham menos, os imediatamente acima na escala sociL, etc..hipotecando com issoe a isso a renovação, a ascensão social e o desenvolvimento humano. Não tem nada de ideológico, a física explica estas coisas. Cada acção gera uma reacção. O e,prego e o desemprego não têm qualquer espécie, mesmo remota, de ligação a qualquer ideologia. Só os patetas e os que não raciocinam acreditam que sim.

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