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A propósito do mais recente escândalo de corrupção no sector da saúde, sou obrigado a afirmar que se deve investigar todos os negócios neste sector. Como é sabido, as contas da saúde em Portugal estão sempre em situação crítica. Os políticos fazem cortes constantes, diminuindo a capacidade e a qualidade da assistência aos cidadãos. A verdade é que ninguém fiscaliza as negociatas que se fazem na saúde e quando surge uma suspeita, ouvimos altos responsáveis políticos dizerem “se há suspeita que se investigue”.

 

Ou seja, se não houver suspeita siga para bingo, tal como acontece na maioria dos casos, e tal como aconteceu com este caso em particular, pelo menos até hoje. Não! Investigue-se sempre. Todos os contratos entre entidades públicas e privadas deveriam ser SEMPRE passados a pente fino. O Estado Português “esbanja” muitos milhões todos os anos, em contratos firmados por gestores e administradores públicos que são altamente lesivos ao erário público.

 

Há bem pouco tempo rebentou um escândalo no Exército, em que se verificou a existência de contratos brutalmente inflacionados. Isto passa-se em todas as áreas do sector público (e privado, mas isso pouco importa agora), em especial no sector da saúde, onde o "inchaço" costuma ser maior.

 

O Ministério Público tem o dever de investigar, é verdade, mas as entidades governativas têm a obrigação de zelar pelo interesse público e garantir que todas as decisões tomadas pelas pessoas responsáveis (quase sempre designadas pelo poder político) não são prejudiciais ao Estado.

 

Investiguem a sério. Passem a pente fino todos, mas mesmo todos os contratos estabelecidos entre entidades públicas e fornecedores privados de bens e serviços e verão que aquilo que se descobriu agora é apenas uma gota no oceano.

 

 

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