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Sempre houve “animais” nos restaurantes

por contrário, em 31.10.17

Anda tudo melindrado com a possibilidade de os animais de companhia poderem entrar em cafés e restaurantes. Não percebo a algazarra. Há muitos anos que frequento restaurantes e, na maioria das vezes, fui “obrigado” a aturar a presença das mais variadas espécies de bicharocos. Ora é a mesa ao lado que de um momento para o outro fica repleta de orangotangos num estado de persistente alrotaria. Ora é a mesa que está mesmo atrás de mim que acolhe um grupo de pitas que ainda mal cheiraram as caipirinhas e já se riem como hienas à volta da carcaça. E, não raras vezes, aparece uma família de macacos-prego. Pff… Aí não há mesmo ponta de sossego, a chinfrineira é de tal ordem que nem dá para conversar com as pessoas que estão comigo na mesma mesa. Mas há que ver pelo lado positivo, de repente é-nos oferecida a possibilidade de ter uma refeição repleta de exotismo, recriando-se o ambiente que se vive nas florestas de Bornéu e Samatra. Às vezes até aparecem algumas equipas da BBC para registar o fenómeno. São profissionais tão bem disfarçados que até parecem clientes normais e que procedem à captação de imagens com smartphones, mas eu topo logo que só podem estar ao serviço da BBC Wildlife, tal é o afinco com que desejam captar cada momento.

 

Bem, é por isto que não entendo a posição de muita gente em relação às propostas do PAN, BE e PEV nesta matéria. Eu acho que a presença de alguns animais de estimação nos restaurantes e cafés até poderá contribuir para que os outros baixem a guarda e, quem sabe, adeqúem os seus comportamentos ao espaço e à presença dos demais, tal como qualquer cão bem-comportado é capaz de fazer.

 

Há por aí quem se escandalize e afirme que se encontrar algum cão ou gato num restaurante, simplesmente abandonará o local e não voltará. Pois eu já faço isso há muito tempo. Como não aprecio ter refeições em ambiente de selvajaria, há muito que procuro seleccionar os locais onde posso ter momentos tranquilos à mesa. E, mesmo assim, às vezes ainda sou surpreendido. Fazer o quê? Com tanta gente perita na bela arte de enchiqueirar…

 

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3 comentários

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De Aninhas a 02.11.2017 às 17:13

É verdade, há gentinha que se comportam pior que animais, tb já tenho apanhado disso. Se bem, que não estou de acordo com animais de estimação nos restaurantes, a não ser que seja um cão guia de algum invisual, nisto estou de acordo. A minha filha tem 4 animaizinhos, não me estou a ver com essa bicharada toda num restaurante:-). Já me chega qdo vou à casa dela!:-).
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De Maria Araújo a 02.11.2017 às 23:57

Sentir-me-ia desconfortável estar num restaurante e na mesa ao lado ter alguém acompanhado do seu cão, que certamente não faria mal nenhum, mas confesso, mais desconfortável é a algazarra que os racionais fazem nestes lugares que procuramos para relaxar e usufruir de uma boa refeição acompanhados(as) de uma boa conversa.
Já deixei de ir a alguns restaurantes precisamente por isto.


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De Manuel Costa a 03.11.2017 às 09:57

A legislação é para legalizar uma prática já comum em muitas estações de serviço e restaurante à beira das estradas nacionais.
O problema das queixas é que a maioria são miúdos e pessoas que fazem 700km do Porto a Faro só parando para meter gasóleo numa bomba de gasolina em Alverca. Como não cumprem as normas de trânsito, nunca entraram num restaurante das estradas nacionais ou numa estação de serviço da A2 para descansar. Desde que os cães sejam pequenos ou bem comportados, que fiquem debaixo da mesa (ou as caixas de transporte de gatos fiquem numa das cadeiras da mesa sem barulho) já muitos sítios os permitem, mesmo sendo ilegal. Os animais fazem menos barulho que as sinfonias de telemóveis a tocar ou as 10 pessoas da mesa do lado a falar ao telemóvel tão alto que conseguem calar a televisão.
Para quem conhece o Canal Caveira, existem 2 restaurantes por lá. Ambos aceitam a entrada de animais, desde que açaimados ou de pequenas dimensões e que se comportem. Num deles existe um aviso que devem desligar os telemóveis quando estão na parte ao bar. Curiosamente, sempre que lá parei, na parte das mesas é ver gente a usar o telemóvel, enquanto que no bar se conversa sobre o jogo de futebol, sobre a política e sobre o que se está a comer com desconhecidos/as. Nunca lá vi alguém a atender o telemóvel ou ouvir algum a tocar... o mais difícil é conseguir arranjar lugar para estar sentado no bar ou nas 3 mesas anexas. Mesmo com os "turistas" a usares só a A2, ainda existe muita gente que por lá para, principalmente camionistas ou famílias que seguem para Beja ou para Espanha.

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