Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Democracia = a maioria decide

por contrário, em 14.10.15

Anda tudo num frenesim por causa da formação do próximo governo. A começar nos políticos, passando pelos comentadores e jornalistas isentos, terminando na mais humilde opinião vinda de um qualquer boteco de esquina.

 

Vamos lá tentar um ponto final na questão. Há alguém no país que saiba o que passa pela cabeça de um eleitor, além do sentido de voto que expressou no respectivo boletim? Por exemplo, quem pode afirmar que um eleitor que tenha votado no PS, não tinha em mente uma coligação com os partidos de Esquerda? Ou com a Direita? Ou até mesmo, que não pretendia que o PS se coligasse após as eleições? Quem pode aferir com exactidão este tipo de vontades que não se podem expressar nos boletins de voto? Ninguém. 

 

Mas, pelos vistos, o que não falta por aí são "Mayas" e "Professores Chibangas", gente dotada desse poder especial que é interpretar aquilo que está para além de uma cruz num boletim de voto.

 

Para colocar um ponto final na questão há que salientar apenas um "pequeno" pormenor, que dá pelo nome de Constituição. O partido que forma um governo em Portugal (país democrático) não tem que ser aquele que recolhe mais votos nas eleições. Aliás, não há nenhuma eleição que legitime directamente um primeiro-ministro ou um governo. Isso não compete aos eleitores decidir. Essa incumbência diz respeito apenas à Assembleia da República que depois de constituida irá apoiar, ou não, a formação do novo governo. É importante que as pessoas entendam, de uma vez por todas, que quando vão votar numas eleições legislativas estão a escolher os deputados que vão representar a sua "escolha" na Assembleia da República. As pessoas não escolhem primeiros-ministros, nem ministros, nem secretários-de-estado, etc. Os eleitores escolhem os deputados que vão legislar na AR, aliás, o órgão com poder legislativo por excelência, daí o nome legislativas. 

 

Portanto, são as forças que foram eleitas para o novo período legislativo que têm agora a obrigação de encontrar uma solução estável de governação. Naturalmente que tem mais força que colher mais apoios na Assembleia da República. Como toda a gente viu, excepto à Direita, a coligação PSD/CDS não conseguiu obter maioria absoluta nas eleições, tal como nenhuma outra força política. Então, quem deve formar governo? Simples. Deve formar governo a(s) força(s) política(s) que apresentem melhores condições de governabilidade. E tem melhores condições de governar quem tem maioria de apoios no parlamento. Simples.

 

É assim que dita a Constituição e é assim que funciona uma Democracia, ou seja, a maioria decide. Goste-se ou não. Aliás, não se compreende que a Direita esteja tanto em pulgas por estes dias, o seu último governo foi uma coligação parlamentar pós-eleitoral. Qual é o espanto? Como não tenho tempo para fazer um desenho aos senhores da Direita, vou colocar apenas um cenário, para ver se entendem:

 

Imagine-se que haviam 11 partidos a concorrer nas eleições legislativas, 10 desses partidos conseguiam 9% dos mandatos cada um. E depois, havia um partido que conseguia 10% de mandatos na Assembleia da República. Portanto, teríamos o cenário de um partido "vencedor" com 10% dos votos, mas com uma oposição de 90% no parlamento. Segundo os iluminados da Direita, o partido "vencedor" (com apenas 10%) deve formar governo, porque venceu. Ah e se os outros partidos que representam 90% se juntarem para formar uma alternativa de governo? A Direita diz: "Não podem". "Não é tradição". "Não podem querer vencer na secretaria". "Governa quem vence".

 

Enfim, parece que há por aí muita gente que ainda não percebeu como funciona a Democracia (goste-se ou não), principalmente à Direita.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Mais uma Assunção de reforma para Esteves?

por contrário, em 23.07.15

Ontem decorreu na Assembleia da República a última sessão plenária desta Legislatura. A Presidente da AR, Assunção Esteves, despediu-se de todos os deputados afirmando que: "presidir ao Parlamento foi a maior honra da minha vida".

 

Pudera! Trabalhinho santo, constituído por leituras engasgadas das Ordens de Trabalho que lhe colocaram à frente e mais umas quantas citações de Simone de Beauvoir. Assunção Esteves regrou o seu mandato na presidência da AR numa descarada subserviência aos partidos da maioria e do governo, constituindo-se quase sempre como um agente político sem isenção. Em vários momentos, não conseguiu esconder os seus tiques fascistas impondo a sua prepotência às pessoas que se manifestavam nas galerias. Certamente que teria outra atitude se as pessoas fossem lá bater palmas ao Passos Coelho. Teve ainda, pelo menos um episódio, em que insultou as pessoas que se encontravam nas galerias da AR. Creio que nenhum Presidente havia chegado a esse ponto. E tudo passou em claro. Inaceitável.

 

Mas, Assunção Esteves mostrou-se muito satisfeita com o "seu protagonismo" e, acima de tudo, muitíssimo honrada com a experiência. Eu acho que ela já está a pensar no recebimento de uma nova reforma. Para quem está reformada desde os 42 anos com a insignificante quantia de €7.255,00 (razão pela qual abdicou do salário de Presidente da AR), isto agora é sempre a somar créditos...

 

Ai ai... como dizia Simone de Beauvoir, "o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles"

Autoria e outros dados (tags, etc)

Viva a Mariana!

por contrário, em 09.07.15

Mariana Mortágua é deputada na Assembleia da República, pelo Bloco de Esquerda, tem apenas 29 anos mas demonstra uma capacidade política muito acima da maioria dos deputados da República.

 

Mariana Mortágua não tem pápas na lingua. Mas isso não significa recorrer à habitual retórica de algibeira que a maioria dos políticos tanto gostam. Não. Mariana é uma deputada muito bem preparada, bem formada e informada e sustenta detalhadamente (com factos verdadeiros) toda a sua argumentação.

 

Mariana não tem medo de chamar os bois pelos nomes, qualquer que seja o boi. Hoje, no último debate parlamentar desta legislatura, Mariana Mortágua acusou o actual governo de ser uma fraude. E fê-lo com toda a razão. Este governo foi o mais mentiroso de toda a história da Democracia portuguesa. Um governo imbuído por um profundo sentimento de ma-fé.

 

Quem prometeu não subir impostos (directos ou encapotados)?

Quem prometeu não cortar salários e pensões?

Quem prometeu não estar preocupado com o lado da receita, mas sim cortar na despesa?

Quem aumentou a pobreza para níveis de há décadas?

Quem aumentou o desemprego (drasticamente)?

Quem aconselhou à emigração (o primeiro mito urbano)?

Quem cortou na saúde e na educação como ninguém ousou fazer?

Quem meteu mais de 3.000 milhões no Novo Banco?

Quem aumentou a dívida para um nível muito superior à de 2011?

Quem promoteu não alienar património do Estado?

Quem afirmou que Portugal não precisava de um governo socialista, para cortar na função pública?

Quem acusou o anterior governo de atacar os portugueses "à bruta", alegando que havia um défice que tinha que ser pago?

Quem promoteu tributar mais o capital financeiro?

Quem afirmou que é criminoso vender activos do Estado ao desbarato para arranjar dinheiro à pressa?

Quem prometeu não atacar a "classe média" em nome da dívida externa?

Quem afirmou que era um disparate acabar com o 13.º mês?

Quem promoteu jamais liberalizar os despedimentos em Portugal?

Quem prometeu não baixar as comparticipações nos medicamentos?

Quem disse que as palavras proferidas devem ser valorizadas, para que se possa acreditar nelas?

Quem prometeu não fazer o que outros fizeram: "dizer uma coisa e fazer outra"?

Quem afirmou que nunca diria ao país que "ingenuamente não conhecíamos a situação"?

O mentiroso compulsivo afirmou com toda a valor que atribui a cada palavra proferida que: "nós temos uma noção de como as coisas estão".

 

A Mariana Mortágua disse hoje que este governo é uma fraude. E disse muito bem. Eu acrescentaria que quem acredita neste governo é uma fraude ainda maior. É preciso ser-se completamente estúpido para sequer considerar a hipótese de dar continuidade a esta gentalha no poder.

 

Mariana Mortágua apareceu na política activa apenas em 2012, quando entrou para a Assembleia da República, mas já conseguiu afirmar-se como uma nova geração de políticos que ainda pode trazer alguma esperança ao país. É inteligente, determinada e mais competente que qualquer ministro que pertence ou pertenceu ao actual governo. Bem, não sei se a Mariana veria isto como um elogio, mas era essa a intenção.

 

Viva a Mariana!

 

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quem é Duarte Marques?

por contrário, em 25.06.15

É sabido que a política portuguesa é pródiga em políticos de meia-tijela. O mais recente abortamento dá pelo nome de Duarte Marques. Não é que este passaroco tenha aparecido só agora na vida política, até porque ele já tem muitos quilómetros feitos por este Portugal fora a colar cartazes e abanar bandeiras, mas foi nestes últimos tempos que afirmou a sua verdadeira essência.

 

Mas, afinal quem é Duarte Marques? Pois… Não é fácil responder à questão. Creio que nem o próprio conseguirá saciar a curiosidade, a menos que obtenha ajuda do seu guia Cosme Vieira.

 

Duarte Marques é um jotinha, daqueles que nunca fez nada na vida, a não ser, colar cartazes e abanar bandeiras, portanto, um Passos Coelho na fase embrionária.

 

Duarte Marques é deputado na Assembleia da República, eleito pelo PSD. É também uma figura que o partido pretende lançar para a fila da frente, já que se trata de alguém que tem aparecido muito nos meios de comunicação social. É, sem dúvida, uma aposta do seu partido. E isso não é de admirar, não senhor. Duarte Marques espelha na perfeição a cultura do seu partido. É superficial. É perito em afirmar o que quer que lhe venha à cabeça, sem nunca sustentar as afirmações. É obcecado pelo partido socialista. É perito em distorcer a verdade com singular superficialismo. É mentiroso. Inculto. Abestalhado. É um perfeito laranja podre.

 

A título de exemplo. Recentemente, Duarte Marques afirmou que há um buraco de 600 milhões de euros na Segurança Social. Alguém o interpelou de imediato, solicitando-lhe que justificasse a existência desse buraco, ao que a sumidade retorquiu desta forma: “Isto está em todos os jornais…”. Portanto um dos benjamins do PSD, que é deputado da maioria parlamentar que sustenta este governo, responde que se baseia no que vem nos jornais para justificar as suas afirmações. Brilhante! Já anteriormente, o próprio havia recorrido a afirmações de outro fulaninho abestalhado que dá pelo nome de Cosme Vieira, para auxiliar o seu débil raciocínio.

 

Há já algum tempo que era para ter escrito algo sobre Duarte Marques, mas a verdade é que nunca se me ocorreu nada para dizer, e a tela ficava sempre em branco. Hoje tentei inspirar-me e até consegui escrever uns parágrafos, mas receio não ter conseguido escrever algo de jeito. A verdade é que a personagem é castradora de qualquer inspiração e, basta ouvir o nome da peça, que só me vem palavrões à cabeça.

 

Quem tem uma boa resposta para a pergunta formulada no início do segundo parágrafo é o padre Fonseca, que na sua bíblia (Mateus, 2, 17) descreve este indivíduo como “uma besta do c…”. E não digo mais nada.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Não! Aquilo não era só cerveja.

por contrário, em 08.11.14

Pires de Lima nunca me enganou. Sempre aqui o apelidei de ministro cervejolas e acho que toda a gente percebe porquê.

 

Directo ao assunto, esta quinta-feira, Pires de Lima resolveu mostrar ao país tal e qual como é. A forma ridícula como proferiu várias frases do seu penoso discurso, demonstrou a elevação com que está na política e na vida. Sinceramente, a mim não me surpreendeu, pois sem bem donde esta gente é expelida, mas não deixei de sentir o meu estômago revirado ao ver e, sobretudo, ouvir aquele rabosano a falar.

 

É preciso muita lata, muita bilha para fazer aquela figurinha em plena Assembleia da República. Mas uma coisa vos garanto, aquilo não era só cerveja.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Passos só deu uma voltinha no carrossel

por contrário, em 26.09.14

Pedro Passos Coelho é um diáfano, um puritano! 

 

Quando confrontado sobre as acusações de ter recebido avultadas e reiteradas verbas (5.000 euros durante 3 anos) da empresa Tecnoforma, enquanto desempenhava funções de deputado na Assembleia da República, Passos respondeu que não se lembrava. Qualquer português lembrar-se-ia de ter recebido 5.000 euros como pagamento, quer na forma de salário ou ajudas de custo, mesmo que isso só lhe tivesse acontecido uma vez na sua vida, mas Passos Coelho não se conseguiu lembrar se isso aconteceu TODOS OS MESES, DURANTE 3 ANOS A FIO. Eu até o compreendo, afinal ele andou a fabricar currículo por outras paragens (Fomentinvest, empresas do sr. Ângelo Correia, etc.). Andar no carrossel pode deixar qualquer um atordoado. Por falar nisso, em 2009/2010 ele colaborou com a Fomentinvest. Não terá recebido nada? Trabalhou de graça? Ah pois! Terá sido apenas a troco da bucha e da gasosa.

 

Passos Coelho também não se lembrava se na mesma altura exercia o cargo de deputado em regime de exclusividade ou não. Pediu esclarecimento à Assembleia da República, ao que esta se apressou a atestar que Passos Coelho não estava em regime de exclusividade. Contudo, dois documentos assinados pelo próprio comprovaram que afinal estava em regime de exclusividade, ou terá sido apenas mais uma mentira de Passos Coelho para sacar ao erário público mais um cobres? A Assembleia da República também não fica bem nesta fotografia. Afinal, estava ou não em regime de exclusividade? Quem mente neste "pequeno pormenor"?

 

Passos foi "ganhando" tempo ao longo da semana. Deve ter-se reunido mil vezes com os compinchas da Tecnoforma, mais uns quantos advogados (os do carrossel) para que no final da semana pudessem todos matraquear em uníssono o mesmo palavreado. Quem quiser que acredite.

 

O mais grave de tudo isto é, não apenas, o facto de se tratar do Primeiro-Ministro, que deveria estar a cima de qualquer suspeita, mas também o facto de, mais uma vez, o carrossel laranja ter sido exposto à nação, como que a reclamar para que o vejam, para que o parem, mas a justiça insiste em ignorar estas ridicularias...

 

O mais importante é saber o que é a Tecnoforma? Quem fundou essa "coisa"? Quando? Com que objectivos? Que serviços presta e prestou? A quem? Em que condições? 

 

Que estranho esta "coisa" que é a Tecnoforma estar ligada a alguns casos polémicos, envolvendo nomes como Passos Coelho e Miguel Relvas!

 

E quantas "tecnoformas" existem em Portugal?

 

O carrossel de que vos falo é muito grande e envolve muitos nomes, mas sempre os mesmos. Não é preciso ser-se investigador ou detective para rapidamente constatar que existe um engenho bem montado na sociedade portuguesa. Engenho que começou a ser contruido na década de 80 e ganhou dimensões monstruosas na década de 90. Foram anos fartos! Anos de Cavaquismo! Anos em que entraram milhões e milhões a fundo perdido! Esses milhões a fundo perdido foram direccionados para a criação de Fundações, ONGs, Universidades privadas (aquelas onde muitos se licenciaram e se licenciam sem sequer pôr os pés na faculdade), empresas de consultadoria, escritórios de advogados, sociedades de revisores oficiais de conta, "empresas" que se dizem prestadoras de serviços, sociedades gestoras de fundos de investimento, imobiliárias, empresas ligadas ao ambiente, às energias renováveis, ao comércio de carbono (CO2) e até mesmo bancos!

 

É só fazer uma pequena pesquisa na Internet e rapidamente se encontra o carrossel laranja. É só olhar e ver os mesmos nomes a vaguear por todos os tipos de instituições e organizações anteriormente referidas. É pegar num nome ao calhas e constatar que foi secretário de estado e/ou ministro de Cavaco Silva, agora é membro de um conselho de administração de uma dessas empresas, mas que entretanto também é membro do conselho de administração de uma Fundação e ao mesmo tempo também é membro do conselho executivo da mesma Fundação e que também é docente numa universidade privada (daquelas boas que mencionei atrás). Pois é! É assim mesmo! Mas, infelizmente, não é apenas um nome. O carrossel laranja alberga muita gente e, todos eles, circulam por todo o lado, são altamente polivalentes, ora se empoleiram na girafa, ora no cavalo, ora no pónei, na bicileta, na cesta giratória, no banco do jardim (por acaso, não me refiro ao BCP)...

 

Essas organizações foram criadas para açambarcar fundos comunitários e outras benesses do Estado, para manter relações de promiscuidade com o poder político e dar de comer a uma certa gentalha, que gosta de comer bem!

 

Se não acreditam, façam uma pequena pesquisa e comprovem com os vossos olhos. O grande carrossel laranja está à vista de todos! Quem o pára?

Autoria e outros dados (tags, etc)

O MAI e os Meets

por contrário, em 27.08.14

Os meets são a nova moda da juventude desocupada e mal-educada. Sim! Sim! Essa pirralhada que anda por aí a organizar e participar nestes encontros em centros comerciais (locais públicos), não passam de um bando de malcriados a precisar de um correctivo. Se os seus pais e/ou educadores não sabem desempenhar o seu papel, então o Estado deve assumir essa responsabilidade.

 

Mas, onde está a responsabilidade do Estado em garantir o bem-estar e a paz de quem quer gozar a sua liberdade, sem perturbar a ordem pública? Quem defende os direitos daqueles que sabem comportar-se condignamente num espaço público, sem prejudicar os direitos e liberdades dos outros?

 

Pois é... Eu queria saber em que toca está enfiado o senhor ministro da administração interna, que ainda não se dignou tomar uma posição firme sobre este assunto. Deve estar à espera que o fenómeno ganhe outros contornos, que morra alguém vítima de mais uma estupidez que se tornou moda, para então tomar alguma medida digna de um governante.

 

E ainda há quem venha defender este tipo de "manisfestações", argumentando que são manifestações de liberdade, próprias da juventude e que devem ser compreendidas como um fenómeno natural. Agora é que assentavam bem as repetitivas e descontextualizadas afirmações que a senhora presidente da assembleia da república costuma vociferar no hemiciclo. Mas a malta está de férias...

 

Se o fenómeno é novo, há que criar leis novas. Contudo, tanto quanto sei, não é permitido o ajuntamento de pessoas (não nestas proporções) em locais públicos sem que primeiro se comunique às autoridades policiais e administrativas, e delas se obtenha autorização. Isto dos meets são o equivalente a manifestações ilegais e, como tal, devem ser proibidas e os seus participantes devem arcar com as consequências.

 

Ao que nós chegámos! Até a falta de educação e os maus comportamentos são normalidade!

 

Por mim, era emitir já um comunicado avisando que quem organize e/ou participe nestas manisfestações vai sentir o peso da educação no lombo. E, quem avisa amigo é, não é assim?

 

Mas o senhor ministro ainda está a banhos...

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tudo o que este governo tem feito é contrário aos princípios da Democracia, contrário às suas promessas, contrário ao interesse dos portugueses e, acima de tudo, ilegal.

 

Este governo ainda não foi capaz de apresentar um Orçamento de Estado dentro da Lei e já só terá mais uma hipótese de o fazer, isto se o boneco que mora em Belém continuar a repousar no pasto. Sim, porque esse fantoche é o maior culpado por este governo continuar a brincar com as nossas vidas.

 

Após mais um chumbo do TC, o governo pediu, através da Assembleia da República, um pedido de aclaração mas, reparem bem, até o pedido de aclaração parece roçar a ilegalidade. Este governo é realmente patético. Se por um lado tenta empurrar as culpas da sua péssima governação para o TC, sustentando que o TC não deveria imiscuir-se em matérias como a economia do país, por outro lado, exige ao TC que este lhes diga o que fazer. Eu começo a ficar sem adjectivos para qualificar estas aberrações da natureza.

 

Eu só tenho estranhado o facto de ainda nenhum elemento deste governo ter dito que a culpa dos chumbos é de José Sócrates. Depois de várias semanas a falar do Sócrates de manhã à noite, parece que agora o governo escolheu a outra vítima (a segunda preferida).

 

Neste governo há muita manha e matreirice, mas há acima de tudo burrice e estupidez em estado bruto. Trata-se de um conjunto de gente abestalhada, ignorante e mal-intencionada. E é muito fácil perceber quem são os favorecidos pelas suas políticas mal-intencionadas. Querem um exemplo? Reparem quem veio defender o governo e atacar a conduta do TC... o senhor Fernando Ulrich – um banqueiro pois claro! Porque será? Aguenta povo!

 

Eu só tenho pena que o povo continue adormecido...

Que o maior partido da oposição demore tanto tempo a redefinir posições...

E agora vem o mundial de futebol...

Depois as férias de Verão...

E depois o Natal...

Pelo meio, novos aumentos de impostos e cortes...

E mais um OE ilegal...

 

E, provavelmente, andaremos nisto mais um ano, porque de Belém nada vem. Não me canso de repetir que esta situação só está a acontecer porque o fidalgo que lá mora, entendeu que não era necessário um pedido de fiscalização preventiva, nem sucessiva.

 

O que ele deveria fazer era demitir o governo e renunciar logo de seguida, mas isso é menos provável que o regresso do D. Sebastião. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

25 de Abril, sempre!

por contrário, em 25.04.14

O 25 de Abril de 1974 foi, na minha opinião, o maior acontecimento na sociedade portuguesa em todo o século XX. Contudo, tem sido muito depreciado nos últimos tempos. Uns porque não conseguem identificar na sociedade actual os valores defendidos na Revolução de Abril, outros simplesmente porque não concordam com os valores da Democracia e da Liberdade.

 

Mas, 40 anos depois, existe Democracia em Portugal? Se atendermos ao facto do nosso sistema político-governativo ser composto pelos chamados "representantes eleitos", poderíamos dizer que sim. Mas, uma verdadeira Democracia encerra-se com o acto eleitoral livre e com o direito igualitário ao voto?

 

A minha resposta é NÃO! Uma verdadeira Democracia não se esgota na liberdade de expressão e direito ao voto. A verdadeira Democracia deve reflectir a participação e vontade dos cidadãos, principalmente no período que se segue às eleições. Por exemplo, quando vou votar numa eleição para a Assembleia da República, eu voto nas propostas que um dado partido político apresentou previamente. Imaginemos que esse partido se torna o mais votado, conseguindo uma maioria no parlamento. Mas, contrariamente ao programa eleitoral apresentado antes das eleições (em que eu e a maioria dos eleitores votámos), os governantes e deputados eleitos desatam a governar em sentido contrário. Que tipo de Democracia é esta? Onde os ditos "representantes eleitos" legislam e governam contrariamente à vontade dos que neles votaram. Trata-se de uma Democracia pouco ou nada representativa, porque os eleitores votam nas ideias e não na discricionariedade de meia dúzia de indivíduos.

 

Na verdade é este tipo estranho de Democracia que vigora em Portugal. Temos um governo suportado por uma maioria parlamentar, que decide como quer e lhe apetece, na esmagadora maioria das vezes contra os desejos da esmagadora maioria dos cidadãos. Tudo isto em nome de um interesse que, indubitavelmente, não é o interesse da maioria dos portugueses. Portanto, 40 anos depois do 25 de Abril, estou em condições de afirmar que a Democracia não é o sistema vigente em Portugal.

 

Esta manhã, tivemos uma pequena demonstração do que é um poder de costas voltadas para os cidadãos. Nas comemorações dos Capitães de Abril no Carmo, estavam milhares de pessoas embuídas do verdadeiro espírito democrático. Na Assembleia da República estavam os políticos, que na sua maioria são democratas autodeterminados e as moscas que invariavelmente neles pousam.

 

Já a comunicação social, como sempre, deu o devido destaque a quem não merece e concedeu umas notas de rodapé àqueles que, especialmente neste dia, deveriam ser homenageados e ouvidos. Pelo menos, deu para rir com o discurso de Cavaco Silva, que optou por não colocar um cravo na lapela, tal como quase todos os deputados da maioria de direita. Um cravo na lapela é um acto meramente simbólico, bem sei, mas a sua ausência no momento da comemoração revela muito bem o espírito com que se está. Cavaco balbuciou a leiguice do costume, onde quero apenas salientar o facto de ter alertado para a importância de combater a corrupção, mas (e este "mas" faz toda a diferença) alertou para o princípio da presunção de inocência. Desmistificando, parem lá de fazer acusações absurdas ao Oliveira e Costa, ao Dias Loureiro, ao Duarte Lima, ao próprio Cavaco, etc, etc, etc, porque até à data são todos presumíveis inocentes.

 

Para terminar, não posso deixar de salientar uma vez mais a enorme importância que o "25 de Abril de 74" teve e tem na vida dos portugueses. A Revolução de Abril abriu importantes caminhos que conduziram a importantes conquistas que, infelizmente, tendem a ser muito desvalorizadas pela população em geral e, em particular, por muitos políticos com responsabilidades actuais. 

 

O "25 de Abril" é um marco importante da história de Portugal, extremamente relevante e positivo na época em que aconteceu. Considero que o 25 de Abril precisa de ser renovado e adaptado aos tempos de hoje. E por isso digo: 25 de Abril, sempre!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Fascismo moderno

por contrário, em 11.04.14

Para aqueles que insistem resisitir à ideia de que a Democracia não existe em Portugal, acabam de ter mais uma prova vinda da Assembleia da República - casa da Democracia. Claro que me estou a referir ao facto da Presidente da Assembleia da República não autorizar que os Capitães de Abril usem a palavra, no dia das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril.

 

É óvio que esta atitude de Assunção Esteves reflecte a vontade da maioria parlamentar de Direita, os herdeiros do Fascismo. E porque razão esta gentinha da Direita não permite que os Capitães de Abril possam discursar na AR? Porque o regimento não permite? Não, o regimento não se opõe que ilustres convidados possam fazer uso da palavra, muito pelo contrário. E mesmo que não permitisse, gente esclarecida e de boa-fé poderia sempre alterá-lo, desde que houvesse vontade para tal.

 

A questão é muito simples, os herdeiros do Fascismo não aceitam que as vozes incómodas dos Capitães de Abril se façam ouvir na AR e isto nada tem que ver com o regimento, mas sim com o "regime". Ou seja, aqueles que podemos considerar como pais da Democracia em Portugal, no mínimo padrinhos da Democracia, não podem falar na Casa da Democracia. Parece estranho, mas não é! Não é, porque a Casa da Democracia, bem como toda a nação continua conspurcada pelos herdeiros do Fascismo. O 25 de Abril de 1974 serviu para pôr cobro ao  regime fascista da época, mas não erradicou os fascistas, estes continuam por aí a ditar como lhes convém. Trata-se de gente que criou partidos ditos democráticos, para dissimuladamente dar continuidade ao regime.

 

Faz algum sentido que alguns dos que mais contribuíram para o 25 de Abril não possam discursar nas comemarações oficiais? Claro que não. Mas que Liberdade é esta que não permite sequer o uso da palavra em plena Casa da Democracia? 

 

A Presidente da AR continua com os seus tiques tiranos e a recorrer a expressões linguísticas que a definem muito bem. Mas, ela é apenas o reflexo dos muitos fascistas que permanecem na nossa sociedade. Eles estão na Assembleia da República, na Presidência da República, nos orgãos governativos, nas administrações dos grande grupos económicos (alguns deles provenientes do regime salazarista) e em muitos pequenos cantos da nossa sociedade. Em Abril de 74, conseguiu-se derrubar os líderes políticos do Fascismo, mas não se eliminou os muitos fascistas que ainda hoje se movimentam muito bem na nossa praça. Enviar o Caetano para o Brasil não resolveu o problema.

 

Para mim, mais importante que comemorar os 40 anos da Revolução, seria efectivar essa mesma Revolução de modo a limpar de vez este tipo de gentinha que deprava o nosso país há décadas.

 

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor




Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D