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Por que razão Sócrates dá cavaco a Cavaco?

por contrário, em 28.02.17

Após o lançamento do livro que Cavaco escreveu (ou mandou escrever) para atacar José Sócrates, porque é disso que trata o livro “Quinta-feira e outros dias”, José Sócrates tem-se desdobrado em contra-ataques para tentar defender o seu bom nome. Se este livro fosse realmente uma espécie de prestação de contas de Cavaco aos portugueses, como o próprio afirmou, então o livro deveria intitular-se “Quinta-feira e outros dias loureiros”, ou “Como eu me chafurdei no BPN”, ou “Os segredos da gaivota azul”, sei lá, qualquer coisa mais condizente com a realidade.

 

Cavaco sempre se esteve nas tintas para os portugueses e este livreco não passa de um ajuste de contas com José Sócrates, algo que só um indivíduo verdadeiramente perturbado e diminuído seria capaz de o fazer, pelo menos neste momento. E como Cavaco é isso e muito pior, fê-lo.

 

O que eu não percebo é por que razão José Sócrates ainda perde tempo em tentar responder a Cavaco. José Sócrates pode ter cometido muitos erros enquanto governante, mas se há político sobre o qual recaem “eternas” e majestosas suspeitas de corrupção, esse político é Cavaco Silva. Malvadez, mesquinhez, perversão, incompetência, ignorância, compadrio, labreguice, falta de respeito para com os portugueses são também algumas das características que melhor definem o indivíduo. Ataques pessoais vindos de Cavaco Silva são elogios para qualquer pessoa, até mesmo se a pessoa visada for Paulo Portas. Não conheço individualidade mais rasteira que Cavaco, pelo que quando vejo alguém preocupado em defender-se daquilo que ele possa ter dito de si, fico confuso.

 

Eu julgava que já ninguém dava cavaco a Cavaco.

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Se alguém tiver comprado o livro de Cavaco Silva, queira fazer o favor de me informar a altura da lombada. Há tempos que ando à procura de um calço com a medida certa para uma mesa e não encontro.

 

E, já agora, qual é o tipo de papel? Pensando melhor, deixem lá, é duro de certeza.

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Cavaco e as condecorações aos amigos

por contrário, em 12.02.16

São 8 as condecorações que Cavaco Silva vai atribuir na sexta-feira. Na verdade, serão 9 condecorações, mas parece que Pires de Lima está fora e, por essa razão, receberá a distinção noutra data a confirmar.

 

Nove condecorações, todas a ex-ministros da República, sendo que 6 serão atribuídas a ex-membros de governos laranjas. A condecoração em causa é a da Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, que é atribuída a pessoas que tenham prestado serviços relevantes a Portugal, aqui e lá fora, bem como serviços na expansão da cultura portuguesa e seu reconhecimento.

 

Mais uma vez, porque nunca é de mais repetir, este tipo de distinções individuais de pessoas que tiveram o privilégio de usufruir de altas benesses do Estado, durante um certo tempo e que com isso conseguiram mais e melhor para si mesmos do que para os seus concidadãos, não faz nenhum sentido. Não gosto de distinções, de quadros de honra, etc. É tudo treta para engordar ainda mais o ego (e, muitas vezes, as carteiras) daqueles que tanto já sugaram ao Estado. Eles deviam agradecer (de joelhos) o privilégio que lhes foi concedido por estarem ao serviço do Estado Português. Deviam condecorar o povo, pela paciência e pelas rendosas contribuições. Enfim…

 

Mas o mais ridículo de tudo isto é quando vemos os nomes dos condecorados:

 

Vítor Gaspar

Serviços prestados ao país: O ministro das finanças que mais impostos aplicou aos portuguese e o que pior resultados conseguiu. A seu favor, o facto de ter pedido desculpa ao país… Contudo, rapidamente arranjou tacho no FMI. Só por esse motivo se vê a quem é que ele andou a prestar serviços, enquanto ministro.

 

Nuno Crato

Serviços prestados ao país: Tentativa de destruição total do sistema de ensino público. Aumento do financiamento aos privados. Perseguição à classe. Ficará na história, como o pior ministro da educação que Portugal teve.

 

Álvaro Santos Pereira

Serviços prestados ao país: Tentativa de revolucionar o pastel de nata. O país não se lembra de mais nada que tenha feito, mas certamente que Cavaco tem os seus motivos.

 

Bagão Félix

 

Paulo Macedo

Serviços prestados ao país: À semelhança de Nuno Crato, também este foi o pior ministro da saúde que Portugal teve. Tentativa quase consumada em destruir o Serviço Nacional de Saúde. Nunca um mandato ministerial assistiu a tantas aberturas de unidades de saúde privadas, fortemente apoiadas com dinheiros públicos. Nunca um governo tinha sido tão claramente assassino, literalmente assassino, com tantos casos verificados nos serviços de urgência dos hospitais públicos. E depois, também a falta de vacinas para a hepatite C, que levou alguns doentes à morte, etc. O pior ministro de sempre. Um ministro com políticas assassinas. Este indivíduo deveria estar preso. Como se costuma dizer, “com a saúde não se brinca”.

 

Pires de Lima

Serviços prestados ao país: o “soldado disciplinado” não prestou um único serviço ao país, já que tudo aquilo que terá feito enquanto ministro foi, segundo ele próprio, por lealdade e disciplina aos seus superiores hierárquicos do governo. É um indivíduo sem espinha dorsal, que se serviu de um cargo do Estado para ganhar protagonismo e rechear a sua agenda de contactos. E como isso é valioso! O Relvas que o diga…

 

Maria de Lurdes Rodrigues

Rui Pereira

Luís Campos e Cunha

 

Em relação a estes 3 ex-ministros de governos socialistas, nem me vou dar ao trabalho de salientar os serviços que prestaram, já que, independentemente de todos os méritos e/ou defeitos que possuam, só integram a lista na qualidade de elementos dissuasores, para desviar as atenções dos demais e para que não digam que Cavaco só condecora gente sua.

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Cavaco Silva vetou a lei aprovada por larga maioria parlamentar, referente à adopção por parte de casais do mesmo sexo, bem como a lei que revogava as alterações à lei da interrupção voluntária da gravidez (IVG).

 

Comecemos por admitir que se trata de temas fracturantes da sociedade portuguesa, mas não são os únicos, muitos outros assuntos dividem o país e não se pode estar sempre a referendar um determinado assunto quando este suscita dúvidas. É à Assembleia da República que compete legislar, é para isso que os deputados servem, quer se goste quer não.

 

Mas foquemo-nos na decisão do veto presidencial. Por que razão Cavaco decide vetar duas leis que obtiveram largo consenso na Assembleia da República, sendo que o veto presidencial nada mudará. Apenas impedirá que a lei entre em vigor imediatamente. Ou seja, a decisão sobre estes dois temas voltará à Assembleia da República e voltará a ser oficializada, desta feita, sem que o Presidente da República possa fazer o que quer que seja para impedir que entre em vigor. Então, por que razão decidiu Cavaco vetar? Ele, que já em 2007 havia promulgado o diploma que despenalizava a interrupção voluntária da gravidez, mesmo tendo demonstrado muitas reservas em relação ao assunto. Mais, também em 2010 promulgou a lei que aprovava o casamento entre pessoas do mesmo sexo, justificando-se que “não via efeitos práticos em vetar a lei” já que “as forças políticas que aprovaram o diploma na Assembleia da República voltariam a votar da mesma forma”, mesmo não concordando com o seu teor. Então, por que carga de água vetou agora? Só há uma justificação, por pura mesquinhez. Cavaco Silva é o cúmulo da imbecilidade política, mesmo estando de saída (e pela porta pequena), não perde estas últimas oportunidades para vincar uma vez mais a sua essência. Veta por vingança política, veta porque nunca teve nenhum respeito pelo que os outros pensam e veta porque nunca deixou de ser um bacoco retrógrado na cadeira do poder. Cavaco confunde a sua opinião pessoal com o exercício das funções presidenciais.

 

Cavaco Silva nem por ele próprio tem respeito, já que ao proceder desta forma, apenas demonstra a pouca ou nenhuma dignidade que tem no desempenho das suas funções. E, brevemente, será obrigado a promulgar o que agora vetou.

 

Outra questão muito importante é o “timing” do anúncio do veto presidencial. Por que razão só comunicou a sua decisão hoje, dia imediatamente seguinte às eleições presidenciais? Será que se o tivesse feito antes traria desconforto e perda de votos para algum candidato?

 

Por último, resta-me referir que ainda ontem Cavaco dizia que tinha feito tudo, tudo, tudo… mas ainda faltava este pequeno grão de areia na engrenagem, este pequeno resquício de lodo. Será assim que Cavaco será recordado, um pequeno resquício de matéria lodosa.

 

P.S. Cavaco ainda terá a oportunidade de enviar o Orçamento de Estado para fiscalização preventiva, mas também isso será irrelevante. A ver vamos…

 

 

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Cavaco foi ouvir as cagarras

por contrário, em 12.11.15

Cavaco Silva tem este vício estranho de dar à sola quando a bota lhe aperta. São muito os exemplos das escapadinhas de Cavaco, quando o país tem decisões importantes a tomar e que, lamentavelmente, passam por ele.

 

Por exemplo, em Julho de 2013, aquando da crise política incitada pelo irrevogável Paulo Portas, Cavaco chamou os líderes dos partidos da coligação (Passo e Portas) e do PS (António José Seguro) a Belém para que estes chegassem a um entendimento “histórico e raro na política portuguesa” (palavras dele). Como certamente todos se lembram, esse “raro entendimento” nunca existiu e lá se foi o momento histórico da política portuguesa. Ironicamente, esse momento chegou agora, mais de 2 anos depois, e não foi pela iniciativa de Cavaco. O que decidiu fazer Cavaco nessa altura crítica da vida política portuguesa? Viajar. Foi para as Ilhas Selvagens espairecer e conversar com umas cagarras.

 

Outro exemplo? Vamos a isso. No final de Outubro, quase um mês depois das eleições legislativas, Cavaco Silva decidiu ir espairecer as ideias até Roma, adiando a tomada de posse do governo de Passos e Portas que ele havia indigitado. Se calhar não foi espairecer, foi antes pedir perdão… Ou pedir milagres…

 

Agora, o país continua desesperadamente (ou não) à espera de uma decisão de Cavaco e o que é que ele decide fazer? Acertou. Mais uma viagem para espairecer. Desta vez o destino é a Madeira, mas ninguém me tira da ideia que, desde 2013, as cagarras passaram a ser as principais conselheiras de Cavaco, pelo que tenho a certeza que, a partir do Funchal, dará um saltinho até às Selvagens para escutar com atenção as suas fiéis e sábias conselheiras.

 

Agora o que mais me intriga é saber para onde viajará Cavaco, assim que tenha de desocupar o Palácio de Belém. Se por essa altura o caso BPN ainda não tiver sido arquivado, e se a Justiça já não estiver sob o alerta laranja, suponho que Cavaco viajará até ao Suriname, a Indonésia ou uma qualquer ilha perdida no Índico ou no Pacífico. 

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A picaresca tomada de posse

por contrário, em 30.10.15

Cavaco Silva e seu governo minoritário tomaram posse ao início da tarde de hoje. No seu discurso de... tomada de posse como primeiro-ministro, Cavaco Silva aproveitou os holofotes mediáticos para, uma vez mais, regurgitar as habituais idiotices. É impressionante a capacidade que este indivíduo tem para divertir a corte, mesmo nos momentos mais difíceis.

 

Afirmações como: “a solidariedade das instituições que nos emprestaram 78 mil milhões de euros”; Realmente, só mesmo Cavaco para considerar aquele empréstimo como um acto solidário. Só faltou relembrar que “os portugueses andaram a viver acima das possibilidades”, que “são piegas”, etc.

 

Cavaco também disse que “Portugal é hoje um país mais credível”, mas que continua a ser “lixo” para os seus ídolos das agências de rating. Disse ainda que “sem estabilidade política Portugal tornar-se-á ingovernável e ninguém confia nele” e que a “estabilidade não está na maioria parlamentar, mas sim nos sólidos 40% da coligação”.

 

Mas só conseguiu atingir os píncaros da hilaridade quando recuou até 2009, para recordar uma frase sua em que dizia “não ser necessário uma maioria no parlamento para governar”, como se com isso tivesse dado posse a um governo minoritário do PS, sem que tivesse um plano pré-montado para cozinhar Sócrates em lume brando. E como se o governo minoritário do PS tivesse uma maioria contra no Parlamento. Cavaco recuou até 2009, passando como um foguete pelas declarações que fez há não muitas semanas, no decorrer da campanha eleitoral, quando dizia que “era muito importante haver uma maioria parlamentar para que pudesse haver um governo estável”.

 

Cavaco é assim… como dizer… um pantomineiro. E foi assim a tomada de posse de Cavaco e sua lacaiada. Uma bela sessão circense. Uma barrigada de risos. Só não percebo por que razão só a Cristas se vestiu a rigor.

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Sócrates a Presidente?

por contrário, em 18.10.15

Com o aproximar das eleições presidenciais e antevendo-se que José Sócrates estaria prestes a ser libertado, muitos foram aqueles que se puseram a vaticinar que Sócrates poderia ainda tornar-se num candidato presidencial.

 

Após a notícia da sua libertação, vários comentadores profissionais abordaram essa possibilidade como sendo algo sem cabimento. Mas, a verdade é que não deixaram de falar no assunto. Porquê? Porque são muitos os que gostariam de ver José Sócrates candidatar-se a Presidente da República (também não será menos verdade que outros tantos não gostariam nada que isso acontecesse).

 

Para mim, Sócrates seria um bom candidato. Não vejo nenhum melhor que ele na corrida, e já são muitos. Há por aí muita gente que já dá como garantida a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa na primeira volta. Não fossem as habituais subservientes campanhas de apoio aos candidatos da Direita, levadas a cabo pela esmagadora maioria da comunicação social, juntando-se-lhe uma perversa e negra campanha contra a pessoa de José Sócrates, levada a cabo por uma certa facção judicial conluiada com uma certa cor política que comanda a mesma esmagadora maioria da comunicação social, e José Sócrates daria uma abada a qualquer candidato que a Direita apresentasse. Eu diria mesmo que, a Direita poderia concorrer com Marcelo e Rio e, no final, ainda juntar os votos que o Cavaco teve nas últimas eleições, ainda assim José Sócrates venceria largo. E seria tão interessante ver Sócrates na presidência, sobretudo depois de Cavaco nomear Passos Coelho como primeiro-ministro de um governo minoritário.

 

Bem, o que não faltam são candidatos e verdade seja dita, a partir de Cavaco Silva, qualquer português tem condições para ocupar o cargo de Presidente da República. É o único mérito que reconheço à já longa e pérfida carreira política de Cavaco, isto é, o facto de ter tornado presidenciável qualquer português, qualquer um será sempre melhor que ele, até mesmo Paulo Portas.

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Cavaco, o atrasado...

por contrário, em 01.10.15

Cavaco Silva é aquele tipo de pessoa que está sempre atrasado no tempo, mesmo achando que é o primeiro a emitir opiniões sobre qualquer coisa, em particular, assuntos de interesse maior. Se bem se lembram, foi Cavaco Silva quem descobriu o Algarve, foi ele o primeiro a mergulhar nas águas algarvias, depois dele todos os outros, mas só depois.

 

Cavaco Silva nunca se engana e raramente tem dúvidas, segundo ele próprio. Pudera, errar em prognósticos no final do jogo seria uma obra demasiado irrealizável, até mesmo para ele - esse grande fenómeno da política portuguesa.

 

Só me lembro de uma situação em que Cavaco não se atrasou. Foi quando resolveu despachar as acções da SLN/BPN antes que a coisa descambasse... Aí ele foi, de facto, muito ladino.

 

Muito recentemente, Cavaco veio dizer a propósito das Legislativas do próximo Domingo, que já sabe muito bem aquilo que vai fazer na próxima Segunda-feira, dia seguinte às eleições. Para já, deixou cair apenas a ponta do véu dizendo que não estará presente nas cerimónias do 5 de Outubro. Sim, porque isso da Implantação da República é coisa para quem não tem mais nada que fazer e não para um Presidente da "República". Ainda por cima, nem sequer é feriado... 

 

Por acaso até concordo com esta atitude de Cavaco Silva. Como não o reconheço como Presidente da República Portuguesa, acho muito bem que não apareça nas comemorações, a sua presença seria fastidiosa.

 

Agora, se Cavaco já sabe o que tem para fazer no dia imediatamente a seguir às Legislativas, para quê realizar as eleições? Tanto dinheirinho gasto para nada. Cavaco já sabe o que vai fazer. Se tivesse sido tão rápido a anunciar esse facto como foi a vender às acções do BPN, teria poupado uns milhões ao Estado com a realização desnecessária destas eleições.

 

Realmente, Cavaco é mesmo um atrasado...

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A sempre séptica cabeça de Cavaco

por contrário, em 28.08.15

A boca de Cavaco Silva já não traquejava há algum tempo, algo que eu já estava a achar muito estranho, já que a sua cabeça séptica ainda se encontra em fase muito produtiva. Mas não foi preciso esperar muito para que Cavaco voltasse aos microfones do país, felizmente, os suportes que permitem o acesso à informação ainda não possibilitam sensações olfactivas a quem as acede.

 

Cavaco voltou a mandar uns bitaites sobre a campanha eleitoral, que na sua opinião está a correr muito bem. Pudera! Alguém sente algum ambiente de campanha ou pré-campanha? E é isso que Cavaco e o seu governo pretende, que não se faça muito alarido e que as coisas permaneçam muito sereninhas até às eleições. A ordem é para não mexer no vespeiro e a comunicação social (sempre isenta) tem cumprido à risca.

 

Ainda durante o seu discurso putrefactório, Cavaco não perdeu a oportunidade para voltar a espetar alfinetes à Grécia, em particular, ao Syrisa. Qualquer presidente de um Estado-membro, mesmo com um nível de dignidade rasante, jamais se atreveria a pronunciar-se sobre a actuação de um governo legitimamente eleito de outro Estado-membro, principalmente nos moldes com que o faz Cavaco Silva. Mas este senhor, que nunca conheceu o significado da palavra dignidade, não tem perdido uma única oportunidade para gozar com as escolhas livres feitas pelo povo grego, tentanto denegrir e inferiorizar as capacidades do Syrisa.

 

E porquê fazê-lo agora? Porque estamos a pouco mais de um mês das eleições legislativas em Portugal. Interessa muito a Cavaco e ao seu governo difamar e desclassificar o governo Syrisa e, automaticamente, colar os partidos portugueses da oposição (PS e partidos de esquerda) ao governo grego, tentanto passar a mensagem de que as alternativas à coligação não são confiáveis, tal como ele considera o Syrisa.

 

Só mesmo as mentes sépticas da Direita para criticar o governo Syrisa. Estes direitolas criticam o Syrisa pelo facto de terem prometido coisas que não puderam realizar, o que não é bem assim. Qualquer pessoa bem informada saberá que o Syrisa conseguiu rectificar em poucos meses, algumas coisas que os partidos da Direita andaram a destruir durante anos. Mas, admitamos que o governo liderado por Tsipras não conseguiu cumprir com o que prometeu e, nesse caso, partindo dos pressupostos doentios dos direitolas portugueses, que moral têm para criticar o Syrisa? Se, hipoteticamente, o Syrisa não cumpriu com o que prometeu, limitou-se apenas a fazer um pouquinho daquilo que o governo de coligação fez em Portugal - não cumprir com uma única promessa e baixar as calças para a troika.

 

Ainda assim, há duas grandes diferenças entre o governo Syrisa e o governo de coligação PSD/CDS. A primeira é que, não tendo podido cumprir com o que prometeu, Tsipras assumiu o fracasso (forçado pelas instituições europeias e troika) e demitiu-se das suas funções, devolvendo a palavra ao povo. Já a coligação PSD/CDS, tendo mentido de modo desavergonhado aos portugueses, não foi capaz de ter a mesma nobreza de carácter, mantendo-se agarrados ao poder com o apadrinhamento do fidalgo do Palácio de Belém. A segunda diferença é que, mesmo após o que se está a passar na Grécia, o Syrisa continua a liderar nas intenções de voto, já em Portugal a coligação não descola do segundo lugar.

 

A procissão da campanha eleitoral ainda vai no adro, mas Cavaco já lhe tomou as rédeas. E continuará a orquestrar a campanha do seu governo, tal com tem feito de forma exemplar nos últimos quatro anos. A menos que alguma cagarra lhe dê umas valentes bicadas na tola. Abençoada seja!

 

 

 

 

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Cavaco e o S. Pedro

por contrário, em 14.07.15

Atentemos em duas afirmações recentes de Cavaco Silva, sobre as negociações entre o governo grego e as instituições europeias e troika.

 

Cavaco Silva a 29 de Junho de 2015:

 

"gostaria que houvesse um entendimento" mas "acreditar (nisso) é outra coisa"

 

Cavaco Silva hoje (15 dias depois):

 

"sempre estive convencido que na 25.ª hora seria encontrada uma solução"

 

Só faltou dizer que a solução encontrada partiu do Passos Coelho, ou até mesmo dele próprio. Senilidade? Não, claro que não. O homem está na posse de todas as suas faculdades mentais. E tal como ele próprio afirmou, ele nunca se engana e raramente tem dúvidas.

 

Eu tenho uma teoria que explica esta perturbação de Cavaco. Foi o S. Pedro. Tem que haver dedo do S. Pedro nisto. Vejamos, S. Pedro era pescador e reza a história que tinha uma grande frota de barcos. Era um amante do mar. Por outro lado, Cavaco Silva sempre detestou o mar e as pescas, tendo destruído completamente o sector em Portugal, que tem uma das maiores zonas económicas exclusivas do mundo.

 

É claro que isto chateou o S. Pedro, pois com certeza que sim! Mas há mais... Reparem, a primeira declaração de Cavaco foi a 29 de Junho - dia de S. Pedro! Ora toma Cavaco! Que é para aprenderes a não brincares com o sector das pescas. E hoje? Cavaco voltou a disparatar. Onde? Na Póvoa de Varzim, numa jornada dedicada à fileira da pesca. Ora aí está! Meteu-se com o S. Pedro outra vez. Então não sabe que o S. Pedro é o santo padroeiro da cidade. Vai ter que aprender que não se brinca com os homens das pescas, muito menos com o S. Pedro.

 

Se esta minha teoria ganhar corpo, tenho para mim que, um dia, quando Cavaco tiver que enfrentar o S. Pedro em pessoa, este o enviará imediatamente para a doca de baixo. 

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