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A coligação PàF está novamente disponível para encenações com o Partido Socialista. Há cerca de uma semana, Passos e Portas diziam que não estavam disponíveis para mais encenações com o PS, sustentando que as reuniões entre estas forças partidárias não passavam disso mesmo, pelo que não mais estariam disponíveis para dialogar com o PS, sabendo de antemão que Cavaco indigitaria Passos de seguida.

 

Agora que já perceberam que o governo de Direita não durará o tempo suficiente para fazer mais 100 nomeações, voltam a demonstrar disponibilidade para encenações com o PS. Paulo Portas até está disposto a deixar a cadeira n.º 2 para António Costa, lugar que tanto lhe custou a conquistar.

 

O desespero desta gente é tanto que, até Marco António Costa (o destilador de ódios ao PS) parece um gatinho de nome Putchy, quando fala do Partido Socialista.

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Alguém viu a Direita por aí?

por contrário, em 13.10.15

Por onde andam Passos e Portas? Em que ninho se enfiaram agora os cucos-políticos Marco António Costa e Nuno Melo? A estratégia parece ser a de continuar a fingir-se de mortos.

 

Quem tem falado e escrito muito sobre a actual situação política são os comentadores, esses soldados de infantaria que a Direita tem enfileirado em tudo que é canal de televisão, rádios, jornais, etc.

 

Dizem eles: “ah… não é tradição em Portugal que os partidos que não vençam as eleições possam formar governo…”, ou então, “vejam o que acontece na Alemanha, com um acordo ao centro…”. Curiosamente não usam o exemplo da Dinamarca ou da Finlândia, dois países super evoluídos que são bons exemplos para tudo, menos neste assunto. Um dia destes, a CDU ou o BE ganham mesmo as eleições (imaginemos com maioria), e vamos ter que levar com o argumento da Direita, dizendo que não podem formar governo porque não é tradição ter estes partidos no poder. Para esta gente, em Portugal vale a tradição e não a Constituição.

 

Há também aqueles que dizem que, este cenário de um partido vencer as eleições com minoria parlamentar e depois formar governo não é novo. Dito assim, parece verdade. Mas é inédito uma coligação de Direita ter vencido as eleições, tendo agora contra si uma maioria parlamentar de Esquerda. E isso faz toda a diferença.

 

Depois vêm com lérias do tipo: “BE, PCP e PS deveriam ter dito antes das eleições que se poderiam coligar…”. Exacto. Em 2011 PSD e CDS candidataram-se coligados, ou pelo menos, assumiram que o fariam depois das eleições?

 

Outros afirmam que “uma solução PS+BE+CDU é querer ganhar as eleições na secretaria…”. Não, não é na secretaria é no Parlamento (Assembleia da República) – casa da Democracia, onde os deputados eleitos estão devidamente mandatados para agir em conformidade. Em 2011 os eleitores que votaram no PSD e no CDS devem ter escrito no verso do boletim de voto que, ao votar nestes partidos, estavam a assinar por baixo qualquer coligação pós-eleitoral que as forças parlamentares destes dois partidos entendessem fazer, tal como o devem ter feito em nas eleições de 2002. Quem tem memória (quem não tem que procure, pois vai encontrar) lembra-se que a campanha em 2002 aqueceu bastante, principalmente entre PSD (Durão Barroso) e o CDS (Portas), chegando mesmo ao nível dos insultos mútuos, mas na Segunda-feira seguinte lá estavam eles a dar as mãos… Pois é! É mesmo assim. Nada de ilegítimo foi feito. Fizeram o que a Constituição lhes permitiu fazer.

 

Depois há aquele chavão que é o mais repetido, ou seja, “governa quem vence as eleições…”. Mas em que condições?

 

Dizem que não é possível o BE e a CDU abdicarem daquilo que disseram na campanha, sobretudo das críticas ao PS e perguntam: “Como podem agora entender-se?”. Dizem que se se vier a formar uma coligação tripartidária à Esquerda, será apenas para chegar ao poder, estando os partidos a abdicar das suas convicções.

 

Ai sim?

 

Então e o que disseram PSD e CDS do PS na campanha? Mais, tendo António Costa dito que jamais aprovaria um OE da coligação, como podem agora entender-se? Então, o que mais ouvimos dizer durante a campanha por parte dos elementos da coligação não foi que “António Costa e o PS estavam próximos da extrema-esquerda e até do Syriza?”. Como podem agora achar que um entendimento à Direita é mais fácil? Vejam bem! Agora, a Direita está até disposta a fazer acordos com apoiantes do Syriza.

 

A direitalha sabe muito bem que para atingir entendimentos nas negociações (à Direita), o que está sempre (e apenas) em causa é a distribuição de tachos e, nesse caso, parece que é mais fácil o PS entender-se com a coligação do que com os partidos à sua esquerda. Para a direitalha, o PR deve reconduzir o governo de Passos e Portas e depois cada partido deve assumir a sua responsabilidade na Assembleia da República. E para eles (deireitalha), a responsabilidade do PS é abdicar das suas ideias e do seu programa para facilitar a vida à coligação. Uma vez que não venceu as eleições, agora o PS tem o dever de se penitenciar com fortes chibatadas nas costas (do Costa) e, acima de tudo, deve apoiar o governo da coligação minoritária, dizem eles.

 

A direitalha acha que é o PR que decide quem deve formar governo, mas isso só porque o PR é Cavaco. A verdade é que forma governo quem apresentar a solução que dê maiores garantias de governabilidade. A pergunta é: Quem oferece maior garantia de governabilidade e de cumprir a Legislatura? Uma coligação de Direita em minoria que não consegue granjear apoios no Parlamento, ou uma maioria de Esquerda com todas as condições para governar?

 

E, já agora, na campanha de 2011 o que dizia o PSD do CDS?

 

O PSD dizia que o CDS era um partido de "pau-de-cabeleira", as hostes laranjas apelidavam Portas de "garnisé" e "aprendiz de Sócrates". Se bem que essa do “aprendiz de Sócrates” assentava melhor em Passos Coelho.

 

Em 2011, Passos dizia que se algum dia fosse necessário formar uma maioria com PSD+PS+CDS "isso seria uma salada russa que não daria resultado". Já Portas dizia que o problema do governo maioritário estaria em saber "quem poderia apresentar ao PR uma solução governativa com apoio maioritário no parlamento".

 

Entendimentos e estabilidade? Que tipo de entendimentos fizeram PSD e CDS em 2011 para poder governar em maioria? Quem abdicou do quê? Ambos afirmavam que tinham programas diferentes e ambos abdicaram de qualquer pingo de dignidade que lhes pudesse ainda restar e baixaram as calças para a troika.

 

E já se esqueceram que o líder do CDS, em 2013, demitiu-se das suas funções, deixando de apoiar o governo e chegando mesmo a chamar Passos Coelho de “irresponsável”? Chamam a isso estabilidade governativa? Tal como a estabilidade governativa do governo PSD/CDS de 2002, cujo primeiro-ministro Durão Barroso abandonou…

 

Não faço ideia sobre aquilo que o PS vai fazer. Sinceramente, acho que nem o próprio PS sabe o que deve fazer. Mas o que é realmente lamentável é ver aqueles que no Domingo à noite festejaram de forma entusiástica a vitória nas eleições, escondidinhos por aí num charco qualquer à espera que a chuva passe. Não me admirava nada que, entretanto, emergissem montados num qualquer submarino esquecido e atirarassem as culpas de tudo isto para cima do Sócrates.

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Portas de 2009 vs Portas de 2015

por contrário, em 08.10.15

No passado Domingo à noite, Passos e Portas fizeram uma declaração ao país, após a confirmação dos resultados eleitorais. Concentremo-nos nas declarações de Portas que, no final das contas, foram as mais marcantes. Mas, vamos ainda fazer melhor. Vamos comparar as declarações deste Domingo com aquelas que Portas fez na noite das eleições de 2009, quando Sócrates venceu com minoria.

 

Em 2009, Portas começou por dizer que “o povo tirou a maioria a José Sócrates”; Agora, Portas disse que “a coligação venceu as eleições, venceu com clareza e significativa distância em relação ao segundo classificado”. Ora a distância de que fala agora é de 6% a favor da coligação. Em 2009, mesmo tendo perdido a maioria absoluta, o PS ficou à frente do segundo classificado mais de 7%.

O Portas das eleições de 2009 disse que “O PS desceu de 45% para 36%”; Mas o Portas de 2015 não quis dizer que a coligação desceu de 50% para 38%... é fazer as contas.

O Portas de 2009 disse com aquele entusiasmo que o caracteriza que “O PS perdeu mais de meio milhão de votos (de 2005 para 2009)”; Já o Portas de 2015 não fez nenhuma referência aos mais de 700 mil votos que a coligação perdeu de 2011 a 2015.

O Portas de 2009 concluía que “o país recusou a arrogância e a prepotência de uma maioria absoluta transformada em poder absoluto”; mas o Portas de agora está convicto que “os portugueses disseram com total clareza que querem a coligação a governar nos próximos quatro anos”.

O Paulo Portas de 2009 exultava de alegria dizendo que ”o CDS passou a disputar outro campeonato por ter atingido 10% e ter ficado à frente do BE e da CDU”. Agora o partido de Portas ficou atrás do BE e com a CDU à perna, mas Portas, considerou oportuno afirmar que o CDS "continua a ser a 3.ª maior força política no Parlamento"… é fazer as contas.

 

Desde o primeiro segundo, após a saída dos resultados eleitorais de 2009, a oposição, em especial Passos e Portas encetaram de imediato uma campanha para derrubar o governo minoritário de Sócrates (acobertados pelo Cavaco e grande parte da comunicação social), mas agora Portas acha que "os portugueses disseram com total clareza que querem a coligação a governar nos próximos quatro anos".

 

No passado Domingo, Portas também disse que “o radicalismo de Esquerda não dá frutos”. Mas a verdade é que o BE mais que duplicou a sua representação parlamentar e assume-se agora como a terceira força política. A CDU também reforçou a votação, ainda que de forma muito mais contida.

 

E no final das suas declarações de Domingo, Portas agradeceu a Passos a campanha que fizeram em conjunto, que lhes permitiu este resultado. Então, o resultado não deveria estar relacionado com a boa (ou má) governação dos últimos quatro anos? Parece que o que conta é a campanha…

 

E agora? Agora aqueles que durante toda a campanha eleitoral andaram a colar o PS à Esquerda mais radical são os mesmos que estendem a passadeira ao PS e suplicam por entendimentos. O Portas de 2015 diz “a grande maioria parlamentar continua a ser ocupada pelos partidos do arco da governação", já não está interessado em colar o PS à extrema-esquerda, agora que precisa da sua anuência para se manter no poder e continuar a satisfazer os seus clientes.

 

Palavras para quê? É o irrevogável Portas, pois claro.

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Quando um parolo tem tempo de antena

por contrário, em 29.09.15

Quando um parolo tem tempo de antena de quem é a culpa?

 

Jorge Moreira da Silva é o maior parolão desta campanha, pelo menos até agora. Num repasto da coligação PàF no concelho de Guimarães, o pacóvio disse o seguinte: "Estão a ver o vice-primeiro-ministro Jerónimo de Sousa meter-se num avião e reunir-se com o vice-presidente Joe Biden a pedir investimento para Portugal, defender mais exportações para as empresas portuguesas?". O seu pirangueiro exercício de imaginação levanta as seguintes questões/observações:

 

1 - Imaginando que o PS vence as eleições com minoria no Parlamento e decide coligar-se com a CDU, quem disse que Jerónimo de Sousa faria questão de ser vice-primeiro-ministro? Aliás, esse cargo nem costuma existir em governos socialistas, isso é tacho criado pela direitalha para satisfazer irrevogáveis caprichos de gente atrelada ao poder. Algo que Jerónimo de Sousa não é nem será, com toda a certeza.

 

2 - Vejam bem! Só mesmo os saloios armados em importantes, esses borra-botas com tiques de novo-riquismo, esses matraquilhos de inteligência marreca, para supor uma viagem de avião para prestar vassalagem ao senhor Joe Biden. É que Joe Biden é vice-presidente dos EUA - o país de sonho para os "pequeninos". (Ai a América! Quem me dera ir a Nova Iorque um dia...) Achará ele que Jerónimo de Sousa tem medo de andar de avião? Ou será que ainda é daqueles que pensa que viajar de avião é coisa para gente com curso superior? Ou pior, será que considera Joe Biden superior a Jerónimo de Sousa ou a qualquer outro português, só porque é norte-americano? Típico de mentalidades menores...

 

3 - Será que Moreira da Silva ainda não conseguiu perceber que a sabujice e a adulação política é característica da sua família política? Aparentemente não. Além disso, Jerónimo de Sousa jamais se reuniria com um camone que nem sabe que Portugal existe. A única vez que me lembro deste camone a tentar referir-se ao nosso país, chamou-lhe Polónia. Outro saloio!

 

4 - Já agora, que investimentos conseguiu Paulo Portas (o vice) nas reuniões com Joe Biden? Se é que teve alguma... Vá, quero factos tangíveis e não uma série de números atirados para o ar. E quem beneficiou dessas "hipotéticas" reuniões?

 

5 - Estranhei o facto de Moreira da Silva ter imaginado uma viagem aos EUA e não à China, país para onde este governo e suas tropilhas viajaram com muita frequência, conseguindo muito investimento dourado (vistos gold) e vendas de património público aos senhores comunistas... Ah! Esperem lá. A China é comunista. Se calhar, com estes Jerónimo já se entenderia melhor, ou talvez não...

 

Moreira da Silva disse tudo isto na mesma altura em que Passos Coelho apelava a uma campanha com elevação, sem enxovalhamentos e ofensas pessoais. Também muito típico na laranjada.

 

P.S. O repasto decorreu numa terra de bom verdasco...

 

 

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Se é para mentir, façam-no em grande!

por contrário, em 26.09.15

Esta sexta-feira à noite a coligação PàF teve um jantar-comício em Santa Maria da Feira onde, "à boca-cheia", informa que marcaram presença 6000 pessoas. A nossa muito querida comunicação social faz logo manchetes desse "facto", porque não sabe fazer mais do que escrevinhar aquilo que a máquina laranja lhes dita.

 

Eu fiquei desapontado. Duplamente desapontado. Fiquei desapontado com a comunicação social, porque ainda tinha esperança que houvesse por aí um último exemplar de jornalista desobrigado, que pudesse escrever algo com o mínimo de decência. O jantar-comício decorreu no Europarque. Quem conhece o espaço onde decorreu a farra sabe perfeitamente que é quase impossível apinhar lá dentro 6000 pessoas, mas à coligação PàF tudo é possível, conseguiram colocar 6000 pessoas sentadas à mesa (grandes e redondas), muitas delas com várias cadeiras vazias e separadas por corredores generosos. Se já é quase impossível enfiar lá dentro 6000 mil pessoas com a área totalmente disponível, imaginem com tanto mobiliário. Vá! Mentiras que tenham jeito, se faz favor.

 

Mas o meu segundo desapontamento vai para com os líderes da coligação PàF. São tão generosos na arte da mentir, que não se entende a razão pela qual não afirmaram que estavam perante uma plateia de 60 mil pessoas, ou... 6 milhões, sei lá... Se é para mentir, façam-no em grande!

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Coligação versão 7.2

por contrário, em 23.09.15

7.2 é o decimal que define a actuação do governo de coligação PSD/CDS. É o ponto culminante das suas desastrosas opções ao longo da sua malograda legislatura. É a cereja podre no topo do bolorento bolo que foi esta governação.

 

Tantos sacrifícios infligidos ao povo português, tantos cortes (em todas as áreas), tanta subida de impostos, tudo em nome do rigor nas contas públicas, da descida do défice e da dívida pública. E em pleno final da legislatura e bem à porta das eleições, que números tem a coligação para apresentar ao país? Défice de 7,2% do PIB e uma dívida pública superior a 130%.

 

E ainda têm coragem para se recandidatar... Há gente com lata para tudo! 

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Volta e meia lá temos que levar com o argumento "Teixeira dos Santos", por parte dos líderes da coligação PàF, que é propagado pela comunicação social  e, consequentemente, absorvido pelo eleitorado carneirinho.

 

O argumento preferido da coligação sempre foi e será "Sócrates", contudo, não raras vezes, e principalmente agora que muito se tem falado de quem chamou a troika, lá vêm eles com o argumento "Teixeira dos Santos". Dizem eles, a propósito do chumbo do PEC IV, que o próprio Teixeira dos Santos tinha reconhecido na altura, portanto, antes da vinda da troika, que o Programa de Estabilidade e Crescimento não iria resolver a difícil situação de Portugal e evitar a vinda da troika. Mais uma GRANDE MENTIRA prepetrada reiteradamente pela dupla Passos-Portas, tentando fazer esquecer quem foi que chumbou o PEC IV e que desencadeou a vinda da troika.

 

Não me vou alongar muito sobre o potencial das medidas do PEC IV, que como todas as pessoas com memória sabem, tinha o aval da Comissão Europeia, do Conselho Europeu e, principalmente, do Banco Central Europeu. O que pretendo agora é desmistificar (para alguns é o mesmo que desmesteficar) o argumento "Teixeira dos Santos".

 

O antigo ministro das finanças nunca disse nada daquilo que Passos e Portas lhe tentam imputar. Ele disse precisamente o contrário e apontou as verdadeiras razões para a crise e entrada da troika. Também disse de forma muito clara o que achava do PEC IV, e não foi nada daquilo que a coligação anda por aí a inventar. Infelizmente, há sempre quem coma, há sempre quem esteja disposto a ser o depósito da impudência dos outros.

 

E como não gosto de tentar convencer alguém com supostas afirmações de outros, ouça e veja por si próprio e deixe de embaracar em lérias.

 

 

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A idiotice tem limite?

por contrário, em 16.09.15

A idiotice não tem limite quando os idiotas são genuínos. Passos e Portas, líderes da coligação que faz oposição à oposição, são os mais genuínos praticantes da idiotia política em Portugal. 

 

Em 2011 conseguiram enganar a maioria do eleitorado com falsas promessas, mentiras e, essencialmente, com o maior engrimanço político da história da Democracia. Claro que me refiro à estratégia de descredibilização do governo de então, ao não apoio das medidas (PEC IV) que haviam sido fortemente aplaudidas pelas instituições europeias (Comissão, Conselho e BCE), o que fez com que os mercados (ui, os mercados!) que já duvidavam da capacidade de Portugal inverter a situação, deixassem definitivamente cair Portugal nas manápulas da troika. 

 

Quem chamou a troika? Obviamente que, formalmente, foi o governo demissionário de José Sócrates, mas com o forte incitamento e apoio do PSD e CDS. Certamente que todos se lembram de ver Eduardo Catroga (mandatado de Passos e Portas), todo satisfeito (com direito a fotografia e tudo...), pela contribuição que havia dado para a elaboração do memorando da troika. Ah! Não se lembram? Fraca memória...

 

Mas se querem uma atribuição de culpas por grau de importância, então, devemos reconhecer que a principal razão da entrada da troika em Portugal foi a crise financeira que se iniciou em 2008. Negar esta evidência é não perceber um chavo de economia. A segunda razão foi o chumbo do PEC IV na Assembleia da República que, recorde-se uma vez mais, foi fortemente elogiado pelas instituições europeias e teve o aval total do Banco Central Europeu. Quem chumbou o PEC IV não foi Sócrates, foi a oposição, com culpas maiores para PSD e CDS. E só em último caso é que podemos atribuir culpas ao governo de José Sócrates que, apesar de ter apresentado em Bruxelas uma solução para a situação financeira em que Portugal se encontrava em 2011 e que foi aceite, não pode fugir à responsabilidade de tal ter acontecido no seu tempo de governação, que em minoria parlamentar nada mais pôde fazer.

 

Passos e Portas, que muito temem Sócrates, usaram-no desde o início como arma de campanha, e note-se que a campanha de Passos (que se está a lixar para as eleições) e Portas já começou há muito tempo. Sempre disseram que não usariam o nome de Sócrates na campanha eleitoral, e não fizeram outra coisa até ao debate de Passos com Costa onde, depois da "desmestificação" o argumento caiu por terra. A coligação passou então a usar os argumentos "Grécia" e "Syriza", que ainda com Costa, mas especialmente com Catarina Martins também caíram por terra. A coligação passa a ficar sem margem de manobra para manipular a verdade dos factos, deturpando-a sempre a seu favor, e passa a usar o "argumento" que lhes deu a vitória nas eleições em 2011 - a vinda da troika. Eu, sinceramente, esperava mais criatividade após quatro longos e dolorosos anos.

 

Mas também o argumento da vinda da troika acaba de cair, de vez, por terra. Agora, é só ficar à espera para ver qual o próximo argumento de campanha.

 

P.S. Vá lá Sapo Destaques, agora que o blog já aparece na pesquisa é só mais um pulinho e destacá-lo, uma vez que seja. Este ou qualquer outro anti-regime. Ou não dá jeito? Vá lá... não tenham medo. Se o regime vos castigar por isso, eu serei o primeiro a subscrever um abaixo-assinado para que possam reconhecer os vossos direitos e liberdades num tribunal isento.

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"Abaixo-assinar" é o que está a dar

por contrário, em 13.09.15

Quem disse que Passos Coelho não tem um programa para os próximos quatro anos? Tem sim senhor! Trata-se de uma solução simples e que parece resolver o problema de qualquer cidadão português - a solução é "abaixo-assinar".

 

A solução não é nova, já sabemos. Aliás foi assinando por baixo, que Passos Coelho e Paulo Portas puseram em marcha o memorando da troika, indo muito para além do mesmo. Algo que agora insistem em negar. Mas eu tenho memória. E quem não a tiver que vá ver o documento, as assinaturas destes dois marmanjos estão lá.

 

E é esta a estratégia que Passos e Portas pretendem prosseguir nos próximos quatro anos, caso vençam as eleições. Ontem, a comitiva da coligação "Portugal à Frente" esteve em Braga, onde por muito pouco não levaram uma carga de porrada da população descontente. Quando interpelado por um dos "lesados do BES", Passos Coelho disse que seria o primeiro a subscrever um abaixo-assinado para angariação de fundos, para que o grupo de lesados pudesse levar o caso a tribunal. Logo a seguir, foi interpelado por outro cidadão que lhe dizia não ter dinheiro para comprar medicamentos, ao que Passos Coelho retorquiu: "Isso não é verdade". Quanto a Paulo Portas, que só apareceu para falar às câmeras de televisão assim que sentiu que o couro estava a salvo, até aí passou pela multidão escondidinho como um rato, apressou-se a dizer que "aqueles que se manifestavam de forma exaltada eram os mesmos de sempre, os que haviam cercado um congresso do CDS em 1975". E ainda dizem que os comunistas é que são "cassetes".

 

Portanto, para estes dois finórios da coligação, quem discordar deles ou é da esquerda radical ou é mentiroso, como o homem que dizia a Passos que não tinha dinheiro para medicamentos. E por isso, têm sempre pronta a "cassete" da troika, do Sócrates, da Grécia e do Syriza. Era esta a única argumentação da coligação até ontem. Mas a partir de agora há uma solução para os problemas do país - a coligação pretende implementar uma política de "abaixo-assinados" para resolver qualquer problema financeiro. Trata-se de uma solução pensada e muito bem estudada. Bora lá embarcar nesta inteligente medida e vamos todos "abaixo-assinar" aqui e ali, vá lá, não seja piegas, faça um favor a si próprio e dê um pontapé na crise!

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A coligação PSD-CDS andou meses, senão anos, a afirmar que "Portugal não é a Grécia", que não havia qualquer paralelismo entre as situações dos dois países, pelo que não fazia sentido falar-se da Grécia, quando o assunto os incomodava.

 

Agora, em tempo de caça-votos, os líderes da coligação não fazem outra coisa senão falar da Grécia. Por entenderem que o governo Syriza falhou, querem agora colar os partidos da Esquerda à estratégia de governação do demissionário governo grego. E assim desviarem as atenções daquilo que se passou em Portugal durante os últimos quatro anos.

 

Depois de quatro anos de governação desastrosa para a vida dos portugueses (mas boa para o país, dizia o outro), não se coíbem de falar do que se passa num país que, segundo eles próprios, nada tem a ver com Portugal. Agora, mais do que nunca, que deveriam fazer o balanço do que andaram a fazer e do que pretendem para o futuro do país, preferem falar da Grécia.

 

É esta cambada de gente dissimulada, incompetente e incapaz de assumir o que andaram a fazer durante quatro anos, que ainda reúnem a preferência de mais de 30% do eleitorado (a fazer fé nas sondagens)?

 

Triste povinho!

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