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À hora do telejornal é mais quentinho

por contrário, em 06.02.18

A temperatura voltou a descer e, naturalmente, isso causa um aumento do desconforto térmico. Mas bem pior que o desconforto é o risco que pode trazer para a saúde, principalmente à das pessoas já têm problemas de saúde, as crianças e os idosos. Pelo menos, têm sido estes os públicos que a Direcção-Geral da Saúde tem referido nos seus alertas.

 

Ontem à noite, em plena hora de ponta dos blocos noticiários nocturnos pôde-se constatar, em directo, que o Presidente da República se deslocou propositadamente a um pavilhão desportivo na cidade de Lisboa, que está a funcionar como centro de acolhimento aos sem-abrigo. A acompanhar Marcelo Rebelo de Sousa estava uma Secretária de Estado e o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Muito bem. Nenhum patamar do poder quis ficar de fora.

 

É sabido que o Presidente da República tem nos sem-abrigo um dos seus principais focos de preocupação. Também é do conhecimento público que esta iniciativa televisionada faz parte de um plano de contingência da Câmara Municipal de Lisboa. Só não se percebe muito bem, a razão pela qual os políticos escolhem a hora dos telejornais para aparecer. Se calhar é porque à hora do telejornal é mais quentinho.

 

Bem, a partir de agora, espero que a Direcção-Geral da Saúde, os políticos e a comunicação social não se esqueçam de juntar os sem-abrigo ao grupo de risco, aquando dos comunicados e alertas sobre vagas de frio.

 

Que os directos televisivos e as rajadas de flashes de ontem à noite tenham servido para algo mais.

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O que anda Marcelo a chocar

por contrário, em 27.10.17

Após a tragédia dos incêndios do passado dia 15 de Outubro, o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa não perdeu a oportunidade para, uma vez mais, fazer passar a ideia de que é uma espécie de consciência social do país, a supercola que vai unir um país em cacos.

 

Parece que anda por aí tudo chocado com o discurso que o Presidente fez vai para três quinze dias. Obviamente que Marcelo sabia das intenções do Governo quanto às medidas a apresentar em Conselho de Ministros e, acima de tudo, sabia que a então Ministra da Administração Interna já se encontrava demitida (até eu sabia). Mesmo assim, Marcelo fez o discurso que todos conhecemos, chamando a si a responsabilidade e proveniência das decisões que já estavam tomadas, pelo Governo e não por ele. Como se o Presidente da República tivesse alguma autoridade nesta matéria.

 

É óbvio que Marcelo foi oportunista e traiçoeiro. Oportunista, muitos já se aperceberam que sempre foi, mas no que respeita à traição ficou-se a perceber agora que não é uma característica exclusiva do anterior presidente. Mas bem pior que isso, quem diria que este Marcelo é o mesmo Marcelo que falou na noite do pesadelo de Pedrógão. Que divergência de pensamento sobre situações tão idênticas.

 

Marcelo é Marcelo, só que às vezes disfarça bem. Marcelo veio agora dizer que há por aí quem olhe para a realidade com base no diz-que-diz especulativo e, em boa verdade, é ele próprio que, fiel ao que sempre foi, não se escusa a comentar aquilo que um qualquer jornalista lhe interpela. Ou seja, os jornalistas perguntaram-lhe o que achava do facto de o Governo ter ficado chocado com o seu discurso, como se alguém deste Governo se tivesse pronunciado nesse sentido e Marcelo prestou-se logo a comentar o que ele próprio classifica como “diz-que-diz especulativo”.

 

É por essa razão que, mais cedo ou mais tarde, Marcelo vai acabar por cair na sua própria teia. Porque ele não resiste em ser um comentador profissional ou, como alguém disse um dia, um catavento de opiniões erráticas.

 

Mas, é preciso ir ainda mais fundo nesta questão. Marcelo falou grosso após os incêndios do dia 15 de Outubro, algo que não foi capaz de fazer aquando dos incêndios na zona de Pedrógão, porque o PSD já tratou de começar a arrumar a casa, tendo já assegurado a não continuidade de Passos Coelho ao leme do partido. Ou seja, o primeiro grande objectivo de Marcelo já foi conseguido, isto é, eliminar Passos Coelho da liderança do PSD. Agora vem o resto.

 

Marcelo deixa as coisas bem claras quando volta a atacar o actual Governo com declarações do tipo “chocado ficou o país”, ou quando deixa definitivamente cair a máscara afirmando que “o país não pode ser sistematicamente esquecido, (…) faltam menos de dois anos para o fim da Legislatura, portanto deste Parlamento e deste Governo”. Só faltou acrescentar que a partir de Janeiro, o PSD já terá uma nova liderança do seu agrado e que já falta “poucochinho” para as eleições. Eu desafio o senhor Presidente da República a clarificar o que realmente pensa do actual Governo. E se considera que a moção de censura apresentada pelo CDS, pelos motivos que todos conhecemos, deveria ter sido votada favoravelmente. Ele que gosta tanto de opinar sobre tudo e mais alguma coisa…

 

A mim, não resta qualquer dúvida que caso o PSD tivesse a casa arrumada e as sondagens fossem favoráveis, o Presidente Marcelo trataria de dissolver o Parlamento e convocar eleições. Como não é o caso, ficará para a próxima oportunidade.

 

Pois é, afinal Marcelo não é assim tão diferente de Cavaco. Difere do seu antecessor no que respeita à pose e às aparências, disso não há dúvida, mas no que concerne ao pensamento político e à manha é a mesma coisa. Até parece que estamos a reviver aqueles momentos iniciais em que Cavaco começou a rebelar-se contra o governo de então. Não tardará muito e talvez vejamos Marcelo a falar sobre escutas em Belém ou o estatuto político-administrativo dos Açores. É esperar para ver.

 

Para já, não resta dúvida que Marcelo se começou a encavacar com este Governo e que, indubitavelmente anda a chocar alguma.

 

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Fé em milagres que saem do pêlo

por contrário, em 03.03.17

No ano passado, a Presidente do Conselho de Finanças Públicas (CFP), Teodora Cardoso, disse que era preciso ter muita fé para que Portugal conseguisse sair do Procedimento por Défice Excessivo (PDE) e reduzir o défice. Agora, que se verificou uma redução do défice de 2016 para 2,1%, Teodora Cardoso diz que foi um milagre e, em mais uma tentativa desesperada de ressuscitar Passos Coelho, voltou a afirmar que "a redução do défice foi conseguida com medidas que não são sustentáveis".

 

Eu até acredito em milagres mas a verdade é que a realidade insiste em contrariar a xô dona Teodora e, tal como disse ontem o Presidente da República, isto não foi nenhum milagre, “saiu do pêlo dos portugueses”.

 

Repito, eu acredito em milagres e a prova disso é que estou a botar toda a minha fé na remota possibilidade de Teodora Cardoso e o seu CFP acertarem uma previsão. Só uma xô dona Teodora.

 

 

Nota: Ao invés de insinuar hipotéticas e absurdas intromissões do Governo no Conselho de Finanças Públicas, Teodora Cardoso deveria apresentar a sua demissão, tal é a sua incompetência. Mas isso seriam milagres a mais.

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Almoço indigesto

por contrário, em 30.12.16

Marcelo Rebelo de Sousa convidou Passos Coelho para um almoço, esta Quinta-feira em Belém. A relação entre os dois há muito que se encontra aziumada, pelo que se supõe que este almoço tenha sido algo indigesto, pelo menos para um deles.

 

A Presidência não autorizou a captação de imagens desse almoço, pelo que não me resta outra opção que não seja conjecturar sobre esse momento.

 

Supõe-se que o almoço tenha decorrido no terraço do Palácio de Belém, onde o “cata-vento” tem melhores condições para funcionar e onde eventuais desagradáveis ventosidades podem tomar o rumo certo sem causar constrangimentos adicionais. Em ambiente fechado o ar poderia tornar-se irrespirável e como está um solinho bonito, não tenho dúvidas que a coisa deu-se mesmo no terraço.

 

Na entrada foi servido mexelhão gigante com rodelas de laranja do Algarve, fatiadas fininhas. Consta que foi necessário chamar a guarda de honra do palácio para decidir a quem coube o maior mexelhão. Como prato principal foi servido coelho frito (requentado), algo compreensível se considerarmos que o Presidente acabou de promulgar a lei que reduz as subvenções do Estado aos partidos e, como se viu há poucos dias, o Presidente é a favor do não desperdício de alimentos e do movimento “re-food” (aproveitar para alimentar). A sobremesa foi uma “obra” confeccionada pelo próprio Passos Coelho, ao abrigo do mesmo conceito de “aproveitar para alimentar”. Num gesto de cortesia e agradecimento para com o Presidente Marcelo, Passos levou um majestoso tronco de Natal que, como é sabido, costuma ter mais saída depois dos excessos natalícios.

 

Mesmo no final do almoço, num gesto de boa vontade para o futuro da relação entre ambos, o Presidente Marcelo encerrou o encontro com doze passas e um espumante nacional. A cada passa, um pequeno trago de espumante e uma resolução de Ano-Novo.

 

Passa 1

Marcelo: Que o novo ano traga muita saúde.

Passa 2

Passos: Que traga apenas saúde. “Muita” é um exagero Presidente, o país não tem condições para isso.

Passa 3

Marcelo: Que em 2017 haja mais emprego para os portugueses.

Passa 4

Passos: Sim, mais emprego para os portugueses, mas lá fora no estrangeiro como sempre defendi.

Passa 5

Marcelo: Que 2017 tenha menos défice.

Passa 6

Passos (engasgado): Ou não… - disse enquanto emborcava dois valentes tragos de espumante.

Passa 7

Marcelo: Que o novo ano traga mais crescimento económico.

Passa 8

Passos: Vou andando, Presidente…

Passa 9

Marcelo: Espera! Espera! Ainda falta… Que em 2017 o PSD tenha uma liderança mais forte.

Passa 10

Passos: Mas… Presidente… Eu tenciono liderar o PSD em 2017…

Passa 11

Marcelo: Uma passa e um brinde a isso!

Passa 12

Passos: Mas…

Marcelo (interrompe): Nem mas nem meio mas, ou começas a concordar comigo ou passas à história. Percebeste Passos? Passas à história… ehehehe… que rica passa esta hein?

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Sinto-me havananado

por contrário, em 26.10.16

O Presidente da República está de visita oficial a Cuba, hoje e amanhã. Como é habitual nas visitas de Estado, o Presidente convidou os grupos parlamentares a juntarem-se à comitiva, por meio de um representante de cada partido com assento parlamentar. Ao que parece todos os partidos responderam com anuência ao convite de Marcelo Rebelo de Sousa, excepto o Bloco de Esquerda que justificou a sua ausência com o facto de ser prática habitual do partido limitar a sua presença em visitas de Estado, acrescentando que o BE apenas costuma incorporar as visitas a países com fortes comunidades portuguesas.

 

Como é hábito (e não estou a dizer que é um mau hábito), desataram a chover críticas. Eu até estaria totalmente de acordo se as mesmas fossem endereçadas a outros partidos e não ao Bloco de Esquerda que, pelo menos, demonstra alguma coerência.

 

Muito mais estranho que a ausência do BE é a presença dos partidos PSD e CDS nesta comitiva. Isso é que é um facto político extremamente relevante e não menos questionável. É incrível constatar o alcance da decência (ou falta dela) de PSD e CDS, ao aceitarem tomar parte numa visita de Estado a um país, do qual só sabem dizer mal. Um país comandado por ditadores sanguinários, não é o que eles tanto dizem? Cá para mim, estes dois andam a in[cuba]r alguma…

 

O CDS far-se-á representar pelo deputado Hélder Amaral, um especialista nestas manobras. Sim, Hélder Amaral, o mesmo que esteve (e com muito gosto) no congresso do MPLA em Luanda, onde assumiu que o seu partido está agora mais próximo do partido liderado por José Eduardo dos Santos. Na altura, Ribeiro e Castro chegou mesmo a ironizar, que “um dia, o congresso do CDS contaria com a presença do Partido Comunista de Cuba…”. Ora, vendo bem as coisas, não me admira nada que Hélder Amaral aproveite a ocasião para deixar o respectivo convite na secretária de Raúl Castro. Talvez até Paulo Portas dê um saltinho até Havana, já que agora é o representante do senhor Mota no outro lado do Atlântico. Quem sabe…

 

Em representação do PSD estará Luís Montenegro, outro que não suporta Cuba, nem a China... “Esses comunistas dum raio!”, dirão eles num dia de boa disposição. A Direita em Portugal é mesmo uma coisa patética. Eles encheram aviões (enquanto governantes) para ir à China mendigar pelo capital comunista, apesar de dizerem repelir esse país. Eles estão excitadíssimos com esta viagem a Cuba, mesmo tendo dito cobras e lagartos deste outro país. É fenomenal, não é?

 

Note-se ainda que, ultimamente temos assistido a uma preocupação destes dois partidos para com os sindicatos, vejam bem! PSD e CDS, partidos que nunca reconheceram “honestamente” o direito à greve e que sempre abominaram a existência de sindicatos estão, agora, muito preocupados com o facto de estes não terem (ainda) realizado greves e/ou manifestações. Apesar de isso não ser verdade (alguns sindicatos já o fizeram), o que é realmente espantoso é a preocupação que estes dois partidos revelam para com aqueles que sempre fizeram questão de marginalizar. E olhem que não era a fingir, pois via-se bem a cólera nos seus olhos enquanto se espumavam com discursos de ódio para com todos os comunistas deste mundo.

 

Esta Direita camaleónica deixa qualquer um havananado!

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Quem será o próximo convidado de Marcelo?

por contrário, em 18.03.16

Depois de terem noticiado que Marcelo Rebelo de Sousa convidou o Papa Francisco a visitar Portugal, parece que no seu regresso a Portugal Marcelo pernoitou em Madrid, onde aproveitou para convidar o rei de Espanha.

 

A pergunta de hoje é: Quem será o próximo convidado de Marcelo?

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O Papa Marcelo

por contrário, em 11.03.16

Depois da euforia da maralha aquando da tomada de posse na passada Quarta-feira, o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa foi recebido, hoje, com nova enchente popular na cidade do Porto.

 

Marcelo, onde quer que vá é recebido como se fosse o Papa. Eu acho que isso se deve ao efeito diabólico de dez anos de cavaquismo na Presidência. Qualquer um que se lhe seguisse arriscava-se a ser visto como um discípulo do Senhor. Veremos até quando durará este estado de graça.

 

Para já permaneço com a grande dúvida: é em Lisboa ou no Porto que existe mais telespectadores da Quinta das Celebridades, Casa dos Segredos e afins?

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Uma vez mais, o grande vencedor das eleições foi o candidato invisível, que se chama abstenção. Mais de 51% dos eleitores não votaram.

 

Se repararmos na “classificação” final, facilmente constatamos que tem mais votos quem tem mais tempo de antena na comunicação social. Como tenho sempre vindo a referir, é a comunicação social que elege os candidatos que, por sua vez, controlam esses mesmos órgãos, directa ou indirectamente. Olhando para a lista de 10 candidatos identificamos, logo à partida, duas metades: os candidatos das máquinas partidárias (que controlam a comunicação social) que ficaram nos primeiros 5 lugares e os chamados “underdogs” que ocuparam a segunda metade da tabela.

 

Olhando para a primeira metade. Quem ficou em primeiro e destacado lugar? Marcelo Rebelo de Sousa, pois claro. E porquê? Porque, apesar de se dizer por aí que fez uma campanha sóbria, contida nos gastos, com pouco marketing, etc., a verdade é que a campanha de Marcelo começou há muitos anos atrás, tendo tempo de antena que chegasse e sobrasse em todas as televisões e em horário nobre. Marcelo era, de longe, o candidato com maior notoriedade e, só por esse motivo é que venceu. Em segundo aparece Sampaio da Nóvoa que até há alguns meses era um total desconhecido da maioria dos portugueses. Então como se explica que apareça em segundo lugar? Fácil. A máquina partidária socialista ainda tem muito peso e, além disso, deve ter sido a candidatura que mais investiu em comunicação e marketing nos últimos meses, daí ter conseguido ficar em segundo lugar. Logo a seguir vem a Marisa Matias que, a seguir a Marcelo, era a candidata com mais notoriedade e que só não ficou à frente de Sampaio da Nóvoa pelas razões que acabei de referir. Em quarto lugar temos a Maria de Belém que, noutros tempos, apresentaria outro nível de notoriedade, mas que agora não tem esse reconhecimento público que a poderia levar a outro resultado, além disso, foi completamente ostracizada pelo seu partido. O seu quarto lugar não é surpreendente, a percentagem de votos sim. Em quinto temos Edgar Silva, um completo desconhecido dos portugueses que o Partido Comunista decidiu lançar para o campo de batalha. Sendo desconhecido e comunista, é lógico que não teria grande destaque na comunicação social. Portanto, o quinto lugar não surpreende e, tal como acontece com Maria de Belém, o que surpreende é a percentagem baixa de votos amealhados.

 

Olhando agora para a segunda metade: os “underdogs”. Então, quem haveria de vencer a segunda metade da tabela? Claro que só poderia ser o candidato Vitorino Silva (Tino de Rans), de longe o candidato mais conhecido dos eleitores. E depois temos uma ordem perfeita daquilo que é uma votação de acordo com o tempo que uma cara aparece nos canais de televisão e outros meios de comunicação social, mas sobretudo nas televisões. Paulo de Morais (o segundo "underdog"), que ficou um pouco conhecido com as suas denúncias contra a corrupção, depois vem Henrique Neto que, sendo pouco conhecido, foi deputado muitos anos e que dificilmente ficaria atrás de Jorge Sequeira e Cândido Ferreira. Até entre estes dois últimos se consegue ver a importância do aparecer ou não aparecer nas TVs. Como é sabido, Cândido Ferreira recusou participar na maioria dos debates e convenhamos, foi o candidato com menor tempo de antena.

 

Portanto, não haja dúvida que é o “tempo de antena” que elege um candidato. É normal que assim seja, desde que os candidatos consigam vencer pela sua qualidade dentro desse tempo de antena e não pela quantidade de tempo que lhes é dada, ou seja, o que não é normal é que uns tenham mais tempo que outros.

 

Em suma, vencerá sempre o candidato mais martelado na comunicação social.

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Já sabe em quem votar? Vote com tino…

por contrário, em 22.01.16

Pois é… As eleições presidenciais são já no próximo Domingo, hoje termina a campanha eleitoral e você, já sabe em quem vai votar?

 

Eu vou tentar dar uma ajudinha. Depois dos últimos 10 anos de total degradação do mais alto cargo político da República Portuguesa, qualquer português estaria em condições de ser melhor presidente do que Cavaco Silva (Paulo Portas incluído). Cavaco Silva tem esse grande mérito (aliás, o único) de tornar presidenciável qualquer cidadão português. Depois dele, não há razões para que um cidadão tema fazer uma má escolha. Depois de 10 anos de Cavaco não há más escolhas.

 

Portanto, estas eleições são as mais fáceis de sempre. São aquelas que menores dores de cabeça e indecisão causam ao eleitor. Não obstante, há um candidato que se aproxima (e muito) da mesma visão que Cavaco Silva teve e tem do país. Esse candidato chama-se Marcelo Rebelo de Sousa. Cavaco e Marcelo são as duas faces da mesma moeda. São uma espécie de Palhaço Triste e Palhaço Alegre, os príncipes da tragédia e da comédia, mas as suas essências confundem-se.

 

Posto isto, caros concidadãos, não há razão para ter dúvidas. Vá votar sem sentimentos de culpa, mas vote com tino

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O povo continua estúpido

por contrário, em 16.01.16

A uma semana das eleições presidenciais e mais uma sondagem que dá a vitória a Marcelo, logo à primeira volta. Aliás, o candidato laranja sobe nas hipotéticas intenções de voto e, o mais surpreendente, é que consegue vencer também numa eventual segunda volta com uma votação ainda maior, isto segundo a referida sondagem, pois claro.

 

Partindo do princípio que não se trata de uma sondagem encomendada, sou obrigado a concluir que o povo continua estúpido. Nem todo, felizmente. Por outro lado, a larga maioria continua aturdida nesse estado de estupidez permanente. É um facto.

 

Marcelo (afilhado sentimental e onomástico de Marcelo Caetano), um benjamim do Estado-Novo, um clone de Cavaco Silva, um "direitola" de primeira água está prestes a ser eleito Presidente da República, com os votos de gente que habitualmente vota contra tudo isto, mas que se deixa embebedar facilmente por aquilo que ouve na televisão.

 

Marcelo tem conseguido, com o patrocínio da comunicação social, convencer muita gente de que é alguém que ele não é, nunca foi, nem nunca será. Marcelo diz que não é o candidato da direita (e é só isso que ele é e representa), diz subliminarmente que é um homem de esquerda, que será o representante dos mais desfavorecidos e até diz que é "fixe", como Mário Soares. Vejam bem a cara de lata que é preciso ter, para que um afilhado do fascismo chegue ao ponto de tentar assemelhar-se a Mário Soares.

 

Ao que parece, Marcelo vai ser mesmo eleito. É pena, porque não merece ocupar aquele lugar que, ainda que seja mais simbólico do que outra coisa, deveria ser ocupado por alguém com mérito, capacidade e, acima de tudo, alguém honesto para com os seus concidadãos e para com a pátria. Marcelo é uma farsa. Cavaco também e foi eleito duas vezes, por isso, não haja dúvidas, o povo continua estúpido.

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