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Rescaldo das Autárquicas

por contrário, em 03.10.17

Todos testemunhámos a algazarra que foi a campanha para as Autárquicas. E, por esta altura, já quase todos se terão apercebido dos principais resultados das eleições de Domingo. Basicamente, sabe-se que o PS teve o maior resultado de sempre em Autárquicas (mais presidentes de câmara e mais presidentes de junta), o PSD teve o pior resultado de sempre, a CDU perdeu algum do seu considerável poder autárquico, o BE teve um resultado moderado e o CDS teve uma “mais que previsível” subida.

 

Vamos lá aos principais destaques destas eleições autárquicas:

 

- Nas duas maiores cidades (Lisboa e Porto) parece que venceram as segundas listas mais votadas. Em Lisboa, Assunção Cristas festejou como se tivesse ganho, cerca de 20% dos votos bastaram-lhe para se assumir como a grande vencedora da noite, logo ela que se fartou de afirmar que o objectivo era vencer a Câmara em Lisboa. No Porto, Manuel Pizarro mostrou-se mais eufórico que nunca. Bradou aos ouvidos de quem ainda fez o favor de o ouvir “que o PS foi o partido que mais subiu a votação em relação a 2013”. Há sempre um lado positivo em tudo, não é verdade? Esqueceu-se, ou tentou fazer os outros esquecerem-se que, em 2013, Rui Moreira não teve maioria absoluta (precisando do PS para governar) e agora teve. A grande subida de Manuel Pizarro pouco ou nada lhe valerá, mas ele lá estava todo sorridente, tentando dissipar qualquer dúvida que possa cair sobre a sua liderança na maior distrital do PS.

 

- Isaltino Morais está de regresso à presidência da Câmara de Oeiras. E isso é crime? É sinal de que a maioria dos eleitores de Oeiras é estúpida? Ou é apenas uma das peculiaridades do sistema democrático?

 

- Já o major Valentim Loureiro não teve a mesma sorte em Gondomar. Quedou-se pelos 20% de votos, a mesma percentagem que deu uma vitória estrondosa a Cristas em Lisboa. Diga-se que Valentim não conseguiu nem metade dos votos do candidato do PS, Marco Martins, que venceu com maioria absoluta. Os eleitores de Gondomar são mais inteligentes que os de Oeiras? Pode até ser, mas creio que a principal razão da derrota do major foi o facto de Marco Martins ser um recandidato de valor, que dificilmente perderia a presidência da Câmara.

 

- Narciso Miranda (outro dinossauro) também não teve muita sorte em Matosinhos. Se bem que, ter que escolher entre o socialista “independente” Narciso Miranda e a socialista “oficial” Teresa Salgueiro venha o Passos Coelho e escolha.

 

- Gaia também merece destaque. O recandidato à Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues conseguiu uma brutal subida de votação face às eleições de 2013, em termos percentuais, só a subida é mais do que a votação de Cristas em Lisboa (e eu a dar-lhe). Note-se ainda que, no concelho de Gaia todas as freguesias são agora socialistas, algo que muita gente não acreditaria que pudesse ser possível, depois de 4 intermináveis mandatos de Menezes (entre 1997 e 2013).

 

Uma breve referência ainda para Castanheira de Pêra, onde a cantora Ágata era candidata pelo CDS, em segundo lugar na lista à Câmara. Ágata estava convicta de que conseguiria replicar a influência que a sua presença causa à cidade de Chaves, onde reside. E não é que Ágata e o CDS estavam certos em relação ao seu poder de influência. As gentes de Castanheira de Pêra não lhe ficaram indiferentes e presentearam-na com 90 vigorosos votos.

 

Falta ainda falar em Loures, onde o PSD não conseguiu ir além do 3.º lugar com cerca de 21,5% dos votos. No entanto, André Ventura pediu ao PSD para pôr os olhos em Loures. Realmente, se fosse em Lisboa dava para ficar à frente de Assunção Cristas. Mas… muita atenção à freguesia da Lousa, pode estar ali o tubo de ensaio…

 

Para terminar, resta-me apenas salientar o facto de muitos órgãos de comunicação social não terem dado muita importância aos resultados eleitorais de 1 de Outubro, parecendo até um pouco confundidos com a falta de autenticidade e ilegalidade do referendo na Catalunha. Até deram a impressão que estas eleições autárquicas não foram a valer. Alguns jornalistas optaram por estar de folga nesta Segunda-feira (onde tanto poderia ser dito/escrito), sendo que outros preferiram destacar o insípido clássico de Alvalade.

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Ciganices

por contrário, em 17.06.17

O eurodeputado do PS, Manuel dos Santos, apelidou a deputada socialista, Luísa Salgueiro, de cigana. Nas redes sociais, o eurodeputado escreveu: “Luísa Salgueiro, dita a cigana e não é só pelo aspecto, paga os favores que recebe com votos alinhados com os centralistas”.

 

Convém esclarecer que Manuel dos Santos é militante do Partido Socialista, pertencente à distrital do Porto, bem como Luísa Salgueiro, que será a candidata do PS à Câmara Municipal de Matosinhos. Importa ainda referir que Manuel dos Santos pertence à ala “segurista” do partido. Obviamente que estas declarações de Manuel dos Santos são motivadas por quezílias antigas, mas também surgem no seguimento do comportamento de alguns deputados socialistas, que agora se mostram contra a ideia da candidatura da cidade de Lisboa para receber a Agência Europeia do Medicamento, isto depois de terem votado no Parlamento essa mesma candidatura.

 

Confuso? Pois, não é para menos. A verdade é que em Maio deste ano, o Parlamento português votou, por unanimidade, uma proposta que veiculava a cidade de Lisboa como candidata a receber a Agência Europeia do Medicamento. Depois de Rui Moreira, Presidente da Câmara do Porto, ter-se insurgido contra a candidatura de Lisboa, muitos outros autarcas seguiram a sua indignação. E como estamos em ano de eleições autárquicas, foram muitos os deputados a voltar atrás nas suas intenções. Portanto, em Maio votaram a favor da candidatura de Lisboa e agora, porque lhes dá jeito, mostram-se vincadamente contra. É óbvio que isto não passa de uma ciganice.

 

Voltemos às afirmações do eurodeputado Manuel dos Santos. Ele chamou Luísa Salgueiro de “cigana” sendo que “não é só pelo aspecto”. Vejamos, apelidar alguém de cigano/a, mesmo que seja só pelo aspecto, não me parece que seja algo insultuoso ou, pelo menos, não é caso para tamanha discussão. Tratar-se-ia apenas de deselegância. Neste caso concreto, Luísa Salgueiro até aparenta ser de etnia cigana. Por outro lado, se considerarmos a afirmação fora do âmbito das aparências (aspecto físico), constatamos que o eurodeputado apenas recorreu a uma adjectivação comumente utilizada no dia-a-dia dos portugueses. Quem nunca ouviu a expressão “és cigano” ou “que ciganice”, quando se pretende evidenciar algum comportamento menos honesto? Não vamos agora dizer que o uso destas expressões são ofensivas à etnia cigana (como se eles se ofendessem com tão pouco), muito menos que são xenófobas ou racistas. Há ainda que considerar a hipótese de Luísa Salgueiro ter a alcunha de "cigana" atribuída pelos seus pares do partido... Não sei... Foi algo que se me ocorreu assim de repente. 

 

António Costa, líder do PS, já veio defender a expulsão de Manuel dos Santos do partido. Por causa destas afirmações? Ele diz que sim, mas é óbvio que não. Como referi atrás, as quezílias são antigas. Costa parece querer aproveitar o momento para “chutar” um incómodo “segurista” para canto. Com esta atitude, António Costa só vem dar razão ao eurodeputado quando afirma que "Luísa Salgueiro é uma protegida de Costa e Pizarro". 

 

O que está aqui em causa são tricas partidárias, que existem em todos os partidos, mas mais nuns do que noutros. Não se pode, portanto, retirar alguma razão ao eurodeputado Manuel dos Santos por aquilo que escreveu, porque é verdade. Não porque Luísa Salgueiro seja cigana, sabemos que não é, mas porque terá sido "ciganita" na referida votação. Toda a gente sabe que os deputados na Assembleia da República são uns arrebanhados (a maioria). Comportam-se como autênticos carneirinhos nas votações plenárias e, na maioria das vezes, nem sequer sabem o que estão a votar. Isso é notório. Manuel dos Santos também por lá passou, Seguro também, Costa também, enfim, todos. E todos eles foram, aqui e ali, uns bonitos carneirinhos. Ou seja, uns ciganitos da política portuguesa.

 

Enfim, ciganices da carneirada, é o que é.

 

P.S. Espero que os verdadeiros carneiros não se ofendam.

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"Vai-me à loja"

por contrário, em 11.05.17

O deputado socialista João Paulo Correia resolveu vestir a pele do defensor de Ana Catarina Mendes, tentando apagar a borrada que esta fez com as polémicas declarações sobre as autárquicas. João Paulo Correia, como bom peão de combate que é, escreveu no seu “face” (porque é esse o palco dos grandes políticos de hoje) que “os culpados pela ruptura [com o PS] são Rui Moreira e a sua amálgama de apoiantes que o chantagearam desde a primeira hora da coligação pós-eleitoral”. O deputado socialista diz também que “[Rui Moreira] decidiu culpar o secretariado nacional do PS”, razão pela qual não hesitou em “mandá-lo à loja” e que fosse “contar essa a outro”.

 

João Paulo Correia vai mais longe ao escrever “Sejamos frontais: Rui Moreira traiu a confiança do PS…”, “Rui Moreira acha que com esta afirmação consegue despertar um sentimento colérico contra Lisboa”. Termina com um “Vai à volta”, “A malta não é parva!”.

 

Ora bem, a malta pode não ser parva, mas a do PS Porto é-o de certeza. Então, se a amálgama de apoiantes de Rui Moreira o chantagearam desde a primeira hora, o PS Porto já deveria estar preparado para que algo do género acontecesse. Mais, se andaram durante quase todo o mandato de mãos dadas com Rui Moreira e a sua amálgama de apoiantes, mesmo sabendo que estes repugnam partidos, mais inaceitáveis se tornam as declarações de Ana Catarina Mendes. Mas o JP tem que fazer o papel de capacho que o mantém.

 

Numa coisa João Paulo Correia tem razão, a malta não é parva ou, pelo menos, não o é sempre. Veremos como se vai comportar a malta eleitora de Mafamude e Vilar do Paraíso. Recordemos que nas Autárquicas de 2013, João Paulo Correia foi eleito Presidente da Junta desta união de freguesias do município de Vila Nova de Gaia. Contudo, em nome das boas relações norte-sul e no pleno uso do seu nobre sentido de missão anticolérica para com Lisboa, o JP preferiu (muito contra a sua vontade, com certeza) exercer a função de deputado na Assembleia da República, deixando para trás o eleitorado que o elegeu em Gaia.

 

Ó JP vai-me à loja e traz o troco!

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Os garotos do PS

por contrário, em 06.05.17

Há muito que o PS se encontra refém de uma garotada que tem desmandado o partido. Apesar da imagem positiva que António Costa tem conseguido manter, a dele e do seu governo, o PS não tem seguido a mesma linha, porque continua agrilhoado às más escolhas internas, ao incorrigível caciquismo que tem atrelado uma quantidade considerável de garotos que se encontram em lugares de direcção e decisão política.

 

A última borrada tem a ver com as declarações de Ana Catarina Mendes sobre as eleições autárquicas, que levaram a candidatura de Rui Moreira, no Porto, a declinar o apoio do PS. Ana Catarina Mendes disse que “todas as vitórias dos candidatos do PS e das listas que o PS integra serão vitórias dos socialistas”. É o que dá colocar a garotada em frente dos microfones e das câmeras.

 

A declaração em si pode não conter uma afirmação polémica, mas é suficiente para causar desconforto em qualquer candidatura independente que tenha o apoio declarado do PS. Como seria espectável, Rui Moreira aproveitou essa declaração de Ana Catarina Mendes para rejeitar o apoio dos socialistas, algo que ele já tinha muita vontade de fazer mas que precisava de uma razão plausível para não ficar mal visto perante o eleitorado. A dirigente do PS deu-lha de graça. Esta situação até poderia ser uma boa jogada estratégica do PS, caso tivesse acontecido há mais tempo, permitindo ao PS apresentar uma candidatura própria à Câmara do Porto. Agora, tendo acontecido a cinco meses das eleições e depois do PS ter manifestado com pompa e circunstância o seu apoio à candidatura de Rui Moreira, isto não é mais do que uma enorme trapalhada que o PS não tinha necessidade de criar. Mas, como disse logo no início, com tanta garotada a proliferar no partido é muito provável que mais situações como esta venham a acontecer.

 

Não resta outra alternativa ao PS que não seja apresentar um candidato próprio. Um candidato que ainda não o é, mas que já está derrotado. Convém não esquecer que a distrital socialista do Porto é a maior do partido, sendo que a cidade do Porto é a segunda mais importante do país e que, mesmo assim, o PS não tinha candidato, mas agora vai ter que ter. Manuel Pizarro, líder da distrital, que foi (ainda é) vereador da Câmara Municipal do Porto e fervoroso apoiante de Rui Moreira, tem agora em mãos um problema com que não contava. Por outro lado, Manuel Pizarro tem também uma excelente oportunidade para dar o peito às balas e, na qualidade de líder, o dever de avançar como candidato do PS. Não tem que se preocupar com conflitos de interesses, nem mesmo com eventuais acusações de querer passar a perna ao candidato que apoiou até agora (Rui Moreira), já que foi este que rejeitou o apoio. Portanto, um líder sério e a sério não teria outra atitude que não fosse a de avançar como candidato pelo seu partido. Veremos se Pizarro vai ser um líder "à moda do Porto" ou se vai esconder-se como um ratinho pequenino, escudando-se numa qualquer desculpa esfarrapada.

 

Contudo, quer Pizarro avance quer empurre outro para a forca, ainda estou para ver que medidas o PS vai apresentar no seu Programa Eleitoral, que já não estejam comtempladas no programa da candidatura de Rui Moreira. Além disso, estou curioso para ver as críticas que os socialistas do Porto vão fazer ao mandato de Rui Moreira, do qual fizeram parte e que tanto elogiaram.

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Sobre o Congresso do PS

por contrário, em 05.06.16

O que dizer sobre o 21.º Congresso do PS? Praticamente nada. Este Congresso foi um desperdício de tempo e recursos. Além disso, foi o motivo pelo qual a Assembleia da República não trabalhou na passada Sexta-feira.

 

De salientar apenas a intervenção de Francisco Assis, que de corajosa não teve nada. Assis apenas pretende que o seu nome não seja esquecido até que se verifique uma mudança de ciclo político no partido.

 

Ao invés de se realizar em Lisboa, se este Congresso fosse em Felgueiras, provavelmente, não haveria mesmo nada a salientar.

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Abstenções ruidosas

por contrário, em 14.04.16

Há abstenções que são mesmo muito ruidosas. A abstenção não é novidade para os portugueses, desde o eleitor comum que, não raras vezes, abdica do seu direito de voto até aos mais elevados políticos que, também muitas vezes exercem esse “direito” de se abster de votar determinadas matérias.

 

Abster é isso mesmo, é recusar exercer o direito de voto. É não querer votar a favor nem contra. É alhear-se da responsabilidade de que um indivíduo está incumbido. No que respeita aos eleitores que se abstêm, não tenho muito a dizer, apenas que não têm o direito de reclamar das políticas implementadas pelos cidadãos eleitos em sua representação, sobre os quais eles próprios se recusaram escolher. Já ao nível da Assembleia da República, considero uma tremenda irresponsabilidade que um deputado se esconda na abstenção de votar determinadas matérias. A Assembleia da República é a Casa da Democracia, por excelência, é o maior órgão legislativo e o que tem maior competência política.

 

Custa-me constatar, infelizmente com bastante frequência, que muitos deputados se abstêm de votar um vasto rol de matérias importantes, sendo que na maioria dos casos o fazem em rebanho, isto é, por bancada partidária.

 

Esta quarta-feira, a subcomissão de Ética votou um documento que defende que não há incompatibilidade entres as funções parlamentares de Maria Luís Albuquerque e o cargo de directora não executiva na empresa Arrow Global. Devemos ainda relembrar que tudo isto acontece poucos meses depois da ex-ministra ter deixado a pasta das Finanças. Portanto, o parecer dos deputados é que não há incompatibilidade, pelo menos para uma parte dos deputados chamados a pronunciar-se sobre o assunto. O parecer da subcomissão teve os votos favoráveis do PPD/PSD e do CDS, os votos contra do BE e do PCP e o PS, bem, o PS absteve-se. O PS não acha certo nem errado. Para o PS a ética goza de neutralidade e a promiscuidade não carece de condenação ou aprovação. Em política, esta atitude de ficar mudo e quedo no seu canto revela, quase sempre, um ruído ensurdecedor ou, como diz o povão, que o rabo está por aí trilhado em alguma esquina.

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Os mentores da “Operação Marquês” lançaram hoje, dia em que o PS fechou em definitivo o acordo com PCP e BE (mas isso é só mais uma coincidente coincidência), mais uma atoarda para tentar manter acesa a chama de uma fogueira que desvanece.

 

Hoje, conheceu-se mais um arguido compelido a fazer parte de vasto rol de arguidos no processo, de seu nome Rui Mão de Ferro. Parece que durante as escutas, onde as autoridades judiciais buscavam efusivamente a existência de testas-de-ferro de José Sócrates, assim que ouviram falar em “Mão de Ferro”, pimba (!), anda cá que já estás caço.

 

Ou então não. Se calhar foi porque o homem tem sobrenome de “partes do corpo humano”, tal como o João “Perna”, lá está, outro com sobrenome de “partes do corpo humano”.

 

Por conseguinte, o Contrário aproveita para fazer um aviso à navegação, quero dizer, a todos quantos se tenham relacionado com José Sócrates e tenham sobrenome de “partes do corpo humano”. Abaixo, fica uma lista de nomes potencialmente suspeitos:

 

- Francisco Cabeça-de-Alho-Chocho

- Luís Olho de Camões

- Paulo Orelha de Porco

- Montenegro Boca de Sapo

- Manuel Barriga de Freire

- Benilde Joelho Verga

- Atanagildo Pé-de-Chumbo

- Pita Ameixa (não é válido)

- Eva Gina Rego (não é válido)

- João Pestana (também não é válido, podem ficar descansados os pais de criancinhas sem sono)

 

Em princípio, o Eduardo Mãos de Tesoura (Johnny Depp) está safo, mas o mesmo não se pode dizer da Rainha da Madragoa, de seu nome Micas Coxa que pode vir a ser implicada nesta Mega Operação que, indubitavelmente pretende, em exclusivo, “esquartejar” José Sócrates e "desmembrar" o PS.

 

Este caso tem tido uns episódios tão inebriantes que, qualquer dia, mudam-lhe o nome para “Operação Marquês de Borba”, bem mais adequado diga-se de passagem.

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Afinal, Assis anda por aí

por contrário, em 04.11.15

Em 2011, depois de se ter candidatado a secretário-geral do partido e perdido para António José Seguro, Francisco Assis disse que não seria um “eterno candidato” e que “não andaria por aí”. Nessa altura, Assis defendia que o PS sempre esteve à esquerda.

 

2011 foi um ano muito peculiar no PS. António José Seguro consegue chegar à liderança do partido, depois de andar dois anos a minar a liderança de José Sócrates (então líder do PS e do Governo). Francisco Assis foi o candidato derrotado, mesmo com o apoio de António Costa que, por sua vez, em 2014 desafia a liderança de Seguro e toma-lhe o lugar.

 

Assis, que defendeu Sócrates, atacou Seguro com o apoio de Costa, mas que depois apoiou Seguro, e de seguida apoiou Costa, agora, decidiu aparecer para atacar a liderança de Costa. Está bonito está! Só falta aparecer José Sócrates e arrumar com eles todos…

 

Mas é muito estranho que Assis, que disse que “não ia andar por aí”, muito menos ser “um eterno candidato à liderança do PS”, apareça neste "momento de extraordinária importência" para destabilizar o partido.

 

Afinal, Assis anda por aí, quando se esperaria que andasse mais por Bruxelas a desempenhar as funções para as quais foi eleito. Para já, parece que se viu "obrigado" a cancelar um almoço (leitão na ementa) com alguns apoiantes na Mealhada, agendado para o próximo Sábado. Constou-me que esse encontro foi adiado, sendo que está previsto um futuro encontro em Felgueiras. Fontes secretas garantiram-me que Assis adora a solha da região.

 

P.S. Costa está a conseguir uma coisa extraordinária, que é trazer à tona os “direitas” do Partido Socialista.

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O desespero da Direita

por contrário, em 03.11.15

A Direita anda desesperada. Na noite de 4 de Outubro, a Direita festejou aquilo que eles próprios chamaram de "grande vitória eleitoral". Eu percebi bem por que razões fizeram tanto estardalhaço, é que ninguém melhor do que eles, conhece melhor os males que causaram ao país em quatro penosos anos de governação. Mas não se ficaram pelos festejos daquilo que foi uma derrota e não uma vitória. Não conseguindo esconder a gente atada e de vistas curtas que são, não perderam tempo em calcar o PS, cuspir em António Costa e ignorar a grande votação obtida pelo Bloco de Esquerda e pela CDU.

 

Sim, atados e de vistas curtas. Nunca lhes passou pela cabeça que a maioria de Esquerda acabadinha de ser eleita pudesse chegar a um entendimento de governação. Então, pensaram: "vamos desancá-los". Porque esta Direita é assim, porca, desprovida de qualquer valor. Sempre foram assim, mas é quando se sentem com o poder nas mãos que melhor se revelam.

 

Depois de terem descido à Terra, deram início a uma nova estratégia tendo em vista a manutenção do poder. E então começámos a ver uma Direita muito interessada em dialogar com o PS. Uma Direita a tentar "endireitar" o PS. Uma Direita a tentar cativar António Costa, acenando-lhe com a cadeira de Portas. Uma Direita muito preocupada com a "sobrevivência" política de António Costa e do Partido Socialista (a quem chamaram de Syriza). Uma Direita empenhadíssima em partilhar a gamela com o PS, só para não a perder. Lembram-se das declarações de Marco António Costa na noite de 4 de Outubro, sobre o PS e António Costa? Comparem-nas com as que disse a partir daí.

 

Mas hoje, a Direita atingiu um nível de desespero que eu não esperava, se bem que dali já nada me surpreende... Notem bem. Parece que agora há por aí um grupo de jovenzinhos organizados, sob o mote de "Movimento Compromisso Democrático". A primeira coisa que fazem questão de dizer é que são apartidários, pois claro. E que são a favor de um entendimento PS-PSD-CDS e opõem-se a um acordo PS-BE-CDU. Portanto, são apartidários e democratas, mas já se pode ver que não suportam a existência de partidos como o BE e a CDU, e que veneram muito o PSD e o CDS, a ponto de lhes fazer um favorzinho bacoco. "Aparentemente", também apreciam os socialistas já que, tal como a Direita tenta fazer, parecem muito interessados em colar o PS aos partidos da coligação. Como é que alguém que se diz apartidário e democrata pode, de antemão, erradicar a possibilidade de um ou mais partidos com assento parlamentar (com centenas de milhares de votos) integrarem uma solução governativa? 

 

Dizem ainda que o PS tem muito mais a ver com o PSD e o CDS, do que com os partidos à sua esquerda. Realmente, parece que o PS (o grande derrotado) é mesmo o partido mais importante em Portugal, todos querem disputar a sua "amizade e compadrio". Ah... Esperem lá! Não é que a argumentação deste grupelho coincide na totalidade com a argumentação da Direita (PSD/CDS)?! Ah... Esperem lá! Querem ver que, afinal, não são assim tão apartidários?

 

Será que alguma cabeça saudável deste país acredita nas intenções desinteressadas de um grupelho de jovenzinhos que defende o Bloco Central? Só mesmo os tais atados e de vistas curtas.

 

Estes jovenzinhos cheiram à mesma matéria lodosa que a Direita.

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A coligação PàF está novamente disponível para encenações com o Partido Socialista. Há cerca de uma semana, Passos e Portas diziam que não estavam disponíveis para mais encenações com o PS, sustentando que as reuniões entre estas forças partidárias não passavam disso mesmo, pelo que não mais estariam disponíveis para dialogar com o PS, sabendo de antemão que Cavaco indigitaria Passos de seguida.

 

Agora que já perceberam que o governo de Direita não durará o tempo suficiente para fazer mais 100 nomeações, voltam a demonstrar disponibilidade para encenações com o PS. Paulo Portas até está disposto a deixar a cadeira n.º 2 para António Costa, lugar que tanto lhe custou a conquistar.

 

O desespero desta gente é tanto que, até Marco António Costa (o destilador de ódios ao PS) parece um gatinho de nome Putchy, quando fala do Partido Socialista.

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