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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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2015: o ano nulo?

Quer queiramos ou não, o nosso dia-a-dia está fortemente dependente das decisões políticas. Por muito independentes que desejemos ser e por muitas capacidades que cada um possa apresentar, a sociedade, no seu todo, não terá condições de vida estável se não houver um conjunto de decisões políticas que possam sustentar essa estabilidade.

 

Acabamos de entrar no ano de 2015. Não querendo ser pessimista, não tenho razões para acreditar que este novo ano seja um ano de grandes mudanças em Portugal, como nos querem fazer acreditar. Contudo, reservo sempre uma réstia de esperança para um qualquer acto surpreendente que possa acontecer.

 

Vejamos a situação política para 2015:

 

- Um governo que, após 3 anos de incompetência, subjugação e exploração do seu povo, já só pensa nas eleições a acontecerem apenas no final do próximo ano. Um governo que diz não pensar em eleições, mas que à distância de 1 ano das próximas legislativas, já abdicou de qualquer responsabilidade governativa no actual mandato (ainda falta cerca de 25% do tempo) e já se encontra em plena campanha eleitoral.

 

- Um presidente da república que patrocina e coordena as más políticas deste governo.

 

- Uma oposição que, apesar de toda a incompetência dos actuais governantes, não consegue mobilizar as pessoas para uma verdadeira mudança de paradigma político e social. O principal partido da oposição não consegue afirmar-se como verdadeira alternativa, enquanto os partidos mais pequenos, apesar de constituírem uma hipótese de verdadeira mudança, também não conseguem atingir a mobilização necessária.

 

- Um povo que parece adormecido, alheado de toda esta situação e completamente descrente dos valores políticos e sociais, do valor das pessoas e do seu próprio valor.

 

O que esperar de 2015?

 

Não creio que possamos esperar muito deste ano. Teremos os partidos políticos a gladiarem-se pelos tachos de sempre, a dividirem as pessoas para poderem reinar por mais 4 anos de prevaricação dos dinheiros públicos. Provavelmente, teremos a maioria das pessoas a discutirem diariamente, umas com as outras, sobre quem deve liderar o próximo governo, se PS ou PSD/CDS, como se houvesse grandes diferenças entre eles, como se não fossem estes os partidos responsáveis pela situação que vivemos… Teremos ainda que aturar o actual presidente da república até Janeiro de 2016… Meu Deus! Como foi possível elegerem tamanha imbecilidade? Duas Vezes! Pior ainda, como é possível permitir que termine o mandato?

 

O povo português está completamente atado, agora mais do que nunca. Inteiramente refém desta minoria de atoleimados que o pisam há décadas, sob o pretexto de uma falsa Liberdade e da conivência de um sistema judicial pervertido.

 

A réstia de esperança que referi atrás prende-se com a ínfima possibilidade que ainda coloco no despertar do povo, na verdadeira e justa revolução, no derradeiro BASTA que, nunca antes fez tanto sentido.

 

Se assim não for, posso afirmar com toda a certeza que 2015 será um ano NULO para Portugal e para os portugueses. Melhor seria se passássemos já para 2016.

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