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The Best Of The Grateful Dead

RECOMENDAÇÃO #6

 

ARTISTA: Grateful Dead

ÁLBUM: The Best Of The Grateful Dead

Data de lançamento: 31 de Março de 2015

 

O que dizer dos Grateful Dead? Muito poderia ser dito sobre esta grande banda que nasceu na década de 60, tal como os Pink Floyd ou os Beatles… A verdade é que se trata de uma banda pouco (re)conhecida por estes lados. E, principalmente por essa razão, mas também a propósito do lançamento do álbum “The Best Of The Grateful Dead” deste ano, decidi destacá-los nesta minha singela recomendação musical.

 

Como o próprio título sugere, trata-se de um álbum que reúne alguns dos mais conhecidos temas dos Grateful Dead. Se ainda não conhece esta banda, aqui está uma boa maneira de mergulhar na sua incrível e particular sonoridade.

 

Ouça e veja aqui a banda ao vivo: 

Alinhamento de The Best Of The Grateful Dead:

 

Disco 1

  1. The Golden Road (To Unlimited Devotion)
  2. Cream Puff War
  3. Born Cross-Eyed
  4. Dark Star (Single Version)
  5. Stephen
  6. China Cat Sunflower
  7. Uncle John’s Band
  8. Easy Wind
  9. Casey Jones
  10. Truckin’
  11. Box Of Rain
  12. Sugar Magnolia
  13. Friend Of The Devil
  14. Ripple
  15. Eyes Of The World
  16. Unbroken Chain
  17. Scarlet Begonias
  18. The Music Never Stopped
  19. Estimated Prophet

Disco 2

  1. Terrapin Station
  2. Shakedown Street
  3. I Need A Miracle
  4. Fire On The Mountain
  5. Feel Like A Stranger
  6. Far From Me
  7. Touch Of Grey
  8. Hell In A Bucket
  9. Throwing Stones
  10. Black Muddy River
  11. Blow Away
  12. Foolish Heart
  13. Standing On The Moon

 

"Abaixo-assinar" é o que está a dar

Quem disse que Passos Coelho não tem um programa para os próximos quatro anos? Tem sim senhor! Trata-se de uma solução simples e que parece resolver o problema de qualquer cidadão português - a solução é "abaixo-assinar".

 

A solução não é nova, já sabemos. Aliás foi assinando por baixo, que Passos Coelho e Paulo Portas puseram em marcha o memorando da troika, indo muito para além do mesmo. Algo que agora insistem em negar. Mas eu tenho memória. E quem não a tiver que vá ver o documento, as assinaturas destes dois marmanjos estão lá.

 

E é esta a estratégia que Passos e Portas pretendem prosseguir nos próximos quatro anos, caso vençam as eleições. Ontem, a comitiva da coligação "Portugal à Frente" esteve em Braga, onde por muito pouco não levaram uma carga de porrada da população descontente. Quando interpelado por um dos "lesados do BES", Passos Coelho disse que seria o primeiro a subscrever um abaixo-assinado para angariação de fundos, para que o grupo de lesados pudesse levar o caso a tribunal. Logo a seguir, foi interpelado por outro cidadão que lhe dizia não ter dinheiro para comprar medicamentos, ao que Passos Coelho retorquiu: "Isso não é verdade". Quanto a Paulo Portas, que só apareceu para falar às câmeras de televisão assim que sentiu que o couro estava a salvo, até aí passou pela multidão escondidinho como um rato, apressou-se a dizer que "aqueles que se manifestavam de forma exaltada eram os mesmos de sempre, os que haviam cercado um congresso do CDS em 1975". E ainda dizem que os comunistas é que são "cassetes".

 

Portanto, para estes dois finórios da coligação, quem discordar deles ou é da esquerda radical ou é mentiroso, como o homem que dizia a Passos que não tinha dinheiro para medicamentos. E por isso, têm sempre pronta a "cassete" da troika, do Sócrates, da Grécia e do Syriza. Era esta a única argumentação da coligação até ontem. Mas a partir de agora há uma solução para os problemas do país - a coligação pretende implementar uma política de "abaixo-assinados" para resolver qualquer problema financeiro. Trata-se de uma solução pensada e muito bem estudada. Bora lá embarcar nesta inteligente medida e vamos todos "abaixo-assinar" aqui e ali, vá lá, não seja piegas, faça um favor a si próprio e dê um pontapé na crise!

Mais um debate, mais uma tareia

Passos Coelho voltou aos debates televisivos, desta vez para enfrentar Catarina Martins do Bloco de Esquerda. Como eu já esperava, Catarina Martins apresentou-se em muito bom nível e acabou por dar uma tareia em Passos Coelho, ainda a lamber as feridas de quarta-feira.

 

Se alguém ainda tinha dúvidas sobre o carácter e competência de Passos Coelho e seus compinchas, estes debates têm servido para pôr a nu quem realmente são - um bando de gente impreparada, mal-intencionada e mentirosa. 

 

A líder bloquista encostou o actual primeiro-ministro às cordas praticamente desde o início. Este apenas se limitou a tentar fugir às perguntas incómodas (para as quais não tem resposta, porque não sabe), pretendendo virar o jogo com estúpidas tentativas de colar o BE ao Syriza e, pior que tudo, passar a debater o que se passa na Grécia ao invés de discutir Portugal.

 

Acho que já todos perceberam que este governo não está interessado na situação de Portugal e na vida dos portugueses, tal como nunca esteve durante os últimos quatro anos, muito pelo contrário. Aliás, ninguém compreende que o líder da coligação se apresente novamente a votos sem um programa para os próximos quatro anos, sem sequer quantificar qualquer medida para o futuro. E porquê? Porque não há programa. Porque não há nenhuma medida planeada. E porque não há, nem nunca houve, nenhuma preocupação com a vida dos portugueses. A única coisa que sabem fazer é seguir o guião da troika e ir muito para além disso, cortando no rendimento das pessoas, aumentando impostos e alienando o património do Estado.

 

E assim, limitam-se a falar do governo de José Sócrates, da Grécia e do Syriza. Será que são mais estúpidos do que parecem, ou será que acreditam que existe uma quantidade de eleitores ainda mais estúpida que eles, capaz de embarcar nestas papagaiadas bolorentas?

E ainda dizem que António Costa é protegido pelos média

Há por aí muito quem diga que António Costa é um protegido dos meios de comunicação social. Mas este período de pré-campanha eleitoral, para não recuar mais atrás, tem evidenciado precisamente o contrário. Não há nenhum "candidato" às próximas Legislativas que tenha sido tão encostado às cordas pelos média, como tem sido António Costa. Seria suposto que a comunicação social estivesse mais focada no "candidato" que representa o governo dos últimos quatro anos, tal como fizeram em 2010 e 2011, mas não. A comunicação social tem embarcado no esquisito tique dos partidos da Direita (PSD-CDS), que é comportarem-se como opositores à oposição e, muitas vezes, fingirem-se de mortos.

 

Não considero que a comunicação social deva tomar parte de nenhum dos lados, mas aquilo que têm feito nos últimos tempos é verdadeiramente extraordinário. Nunca um governo em Portugal foi tão incompetente, mentiroso e à margem da Lei (felizmente, existe o TC) e, no entanto, nunca a comunicação social apoiou tanto um governo como este. Ele é comentadores alaranjados por todo lado a encher ecrãs de televisão, páginas de jornais, portais de informação e até mesmo "destacados" blogues.

 

Repare-se no comportamento dos média em relação ao debate de ontem. Antes do debate, não falavam de outra coisa. E porquê? Porque quase todos apostavam numa vitória esmagadora de Passos Coelho sobre António Costa. Mas o tiro saiu-lhes pela culatra, Costa venceu Passos de uma forma tão esclarecedora que até alguns distintos PSDs o tiveram que admitir. E como se comportam os média depois do debate? Desvalorizam a importância dos debates para o resultado eleitoral, fazem alguns títulos com a melhor prestação de Costa no debate, mas sem grande ênfase, alguns até fazem títulos ligeiramente favoráveis a Costa, mas quando se vai ler a notícia, nota-se que estão vincadamente do lado de Passos Coelho.

 

Enfim, isto faz-me lembrar o comportamento que têm em relação aos jogos do Benfica. Nos dias que antecedem os jogos, não se fala noutra coisa. É conferências de imprensa em directo, é visitas dos jornalistas ao balneário, é um tal promover e enaltecer a "nação benfiquista". Mas, se o jogo correr mal ao Benfica e este perder, no final quase ninguém quer falar sobre o assunto e tenta-se camuflar o descalabro.

 

Até o Sapo se tem comportado de forma muito estranha ultimamente. No que aos blogues diz respeito (e nem me vou prolongar, agora, sobre os blogues que deixaram de aparecer nas pesquisas), então nem se fala. Os destaques do Sapo têm sido muito poupados em matéria de política e, nas poucas vezes que o têm feito, são na maioria das vezes aos mesmos de sempre, aos que costumam embarcar nos tiques de fazer oposição à oposição.

"Portugal não é a Grécia"... Não era, mas agora é.

A coligação PSD-CDS andou meses, senão anos, a afirmar que "Portugal não é a Grécia", que não havia qualquer paralelismo entre as situações dos dois países, pelo que não fazia sentido falar-se da Grécia, quando o assunto os incomodava.

 

Agora, em tempo de caça-votos, os líderes da coligação não fazem outra coisa senão falar da Grécia. Por entenderem que o governo Syriza falhou, querem agora colar os partidos da Esquerda à estratégia de governação do demissionário governo grego. E assim desviarem as atenções daquilo que se passou em Portugal durante os últimos quatro anos.

 

Depois de quatro anos de governação desastrosa para a vida dos portugueses (mas boa para o país, dizia o outro), não se coíbem de falar do que se passa num país que, segundo eles próprios, nada tem a ver com Portugal. Agora, mais do que nunca, que deveriam fazer o balanço do que andaram a fazer e do que pretendem para o futuro do país, preferem falar da Grécia.

 

É esta cambada de gente dissimulada, incompetente e incapaz de assumir o que andaram a fazer durante quatro anos, que ainda reúnem a preferência de mais de 30% do eleitorado (a fazer fé nas sondagens)?

 

Triste povinho!

Quantos votos valem os refugiados? Perguntem ao governo…

O governo português fez bem as contas, como sempre, e está em condições de responder à pergunta. Aliás, só o governo poderá dar resposta a este tipo de cálculos, já que são especialistas em transformar as pessoas em números.

 

A questão do acolhimento de refugiados por parte dos países europeus não é nova, apesar de só agora se ter tornado notícia de primeiras páginas. Para que conste, o governo português nunca esteve interessado em receber refugiados no nosso país, muito pelo contrário, fez tudo para evitar que isso acontecesse.

 

Há não muito tempo atrás, a União Europeia pretendia que Portugal acolhesse um pouco mais de dois mil refugiados. O governo português, que agora se mostra muito empenhado no tema, tentou evitar que tal acontecesse e, depois de frutuosas negociações com as instituições europeias anunciaram ao país que haviam conseguido baixar a “quantidade” de refugiados para cerca de mil e quinhentos, e fizeram-no de forma tão entusiástica como se estivessem a anunciar aos portugueses que tinham acabado de reduzir o défice ou a dívida pública.

 

Depois da divulgação daquela foto e daquele vídeo muito chocantes, que não deixou ninguém indiferente, o governo português apressou-se a vir à praça pública, que por estes dias anda cheia de cartazes, bandeiras e falsas promessas, para anunciar que Portugal está em condições de acolher mais refugiados que o inicialmente previsto.

 

Já em 2012 e 2013 foi solicitado a Portugal que acolhesse apenas umas poucas dezenas de refugiados, também nessa altura o habilidoso governo de Passos Coelho soube escapar às responsabilidades.

 

Hipócritas! Digam lá, quantos votos valem os refugiados?

Olha! Afinal a TAP tem valor...

A TAP foi eleita companhia aérea europeia líder para África e America Latina. Trata-se de uma prestigiada distinção feita pela World Travel Awards (WTA), portanto, um enorme reconhecimento do valor da empresa e dos seus serviços, a nível internacional.

 

É pá... que pena! Se o governo tivesse esperado mais um bocadinho, poderia agora exigir mais uns troquitos pela venda. Que chatice!

Alguém leu a entrevista de Ulrich ao Expresso?

Impressionante! Ao que parece, foram necessários dois jornalistas para entrevistar o presidente-executivo do banco BPI, vulgo testa-de-ferro da senhora dos Santos, acerca da venda do Novo Banco. Oito perguntas, oito ulrelinchos. O homem não sabe de nada, não tem informação suficiente e não se pode pronunciar sobre determinadas matérias.

 

Por que razão foi feita e publicada a entrevista? Se calhar, deveriam ter entrevistado a senhora dos Santos...

 

Para mim, serviu para demonstrar, uma vez mais, que tipo de banqueiro é Fernando Ulrich. Como se devem lembrar, o BPI foi um dos bancos que mostrou interesse e apresentou proposta para a compra do Novo Banco, que não foi considerada pelo Banco de Portugal.

 

Agora repare-se numa coisa. Segundo afirmações dos governantes, se o Novo Banco for vendido abaixo do valor do Fundo de Resolução, os contribuintes não serão chamados a pagar o diferencial, já que esse valor será assumido pelos vários bancos, entre os quais o BPI. Mas o BPI apresentou uma proposta de compra abaixo desse valor (os tão falados 4,9 mil milhões de euros). Aliás, parece que nenhum dos interessados quer pagar acima desse valor. Há um ano, Ulrich achava que o Novo Banco não valia 4,9 mil milhões de euros e previa que o valor do banco continuasse em queda, à medida que o tempo fosse passando, portanto, hoje vale muito menos. Ulrich e o "seu" (pouco seu) BPI, por um lado, gostariam de adquirir o Novo Banco por pouco dinheiro, e mesmo que fossem chamados a responder por perdas no Fundo de Resolução não haveria problema, já que a chicha boa ficaria nas suas mãos e isso renderia muitíssimo mais. Isto se alguma vez os bancos forem chamados a responder por eventuais perdas no Fundo de Resolução que, como todos sabemos, será sempre suportado pelo Zé Povinho. Também há um ano atrás, Ulrich dizia que "o dinheiro que os bancos puseram no Fundo de Resolução era apenas um pormenor". Claro que é um pormenor, todos sabemos que o "pormaior" foi metido pelo povo português. Por outro lado, não sendo considerado como compradores do Novo Banco, o BPI está-se nas tintas para o valor da venda, desde que isso não traga prejuízo ao "seu" banco, algo que ele está farto de saber que nunca vai acontecer, porque os prejuízos destas negociatas têm sempre o mesmo desfecho: Paga Zé!

 

Mas há um facto ainda mais curioso. O grupo americano Apollo, que havia apresentado a segunda melhor oferta de compra foi "aparentemente" arrumado para canto, passando o centro das negociações para os outros chineses da Fosun. Mas... se calhar, isto ainda vai dar outra volta e a negociata vai-se mesmo concretizar com a Apollo que parece ter excelentes relações com a senhora dos Santos e, só assim, poderemos compreender que o senhor Ulrich não saiba de nada, não tenha informação suficiente e não queira comentar.

 

Este Ulrich, desde a queda de Salgado, tem a mania que é o galo que manda no galinheiro da banca, mas nós bem sabemos que quem está no poleiro é a gazela negra e é ela quem canta de galo.

Sócrates oficialmente atirado para a fogueira da campanha

José Sócrates foi hoje, "surpreendentemente" (só para alguns) libertado do estabelecimento prisional de Évora, estando agora detido em prisão domiciliária. Já em Junho deste ano, o juiz de instrução Carlos Alexandre havia decido que Sócrates poderia sair da prisão para ficar detido em casa, mas com pulseira electrónica, algo que sabia de antemão que seria recusado por José Sócrates.

 

O que mudou de Junho até agora? Ah pois! O super-juiz e o super-procurador fartaram-se de trabalhar durante os meses de Verão, labutaram que nem formigas para que José Sócrates pudesse finalmente regressar ao conforto do seu lar e sem estar agrilhoado. Ou será porque, tal como já aqui havia previsto (Há dúvidas?), o mês de Setembro seria muito fértil no que à "Operação Marquês" diz respeito?

 

Porquê agora senhores super-juiz e super-procurador? Porquê só agora? Porque estamos em cima da campanha eleitoral e das próximas eleições legislativas? 

 

São tantas as decisões destas duas anedotas da justiça portuguesa, que coincidem com uma calendarização que prejudica claramente o Partido Socialista, que só não vê quem não quer.

 

Ora, aproveito a oportunidade para perguntar a Paulo Rangel se acha que isto se poderia passar em Portugal, durante uma governação que não fosse do seu PSD (com ou sem CDS a contrapesar).