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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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Nuno Melo não é candidato. Que pena!

Eu estava a torcer tanto para que fosse Nuno Melo o sucessor de Paulo Portas. Com Nuno Melo, o CDS estaria definitivamente condenado ao desaparecimento. Mas Paulo Portas continua a demonstrar quem é que manda e continuará a mandar no “seu” partido. Ao contrário do que afirmou Nuno Melo na declaração que fez ao início da tarde, o CDS continua a ser o partido de um homem só – Paulo Portas – e foi ele quem escolheu Cristas para ocupar o “seu” lugar. Portas que, segundo consta é um “burro autenticamente”, não é estúpido. Sabe muito bem que Assunção Cristas é a melhor candidata, é aquela que conseguirá dar continuidade ao “portismo” e manter as tropas enfileiradas, é quem está em melhores condições de obedecer às ordens de Portas e que mais facilmente conseguirá cativar a simpatia do eleitorado.

 

Acerca das justificações de Nuno Melo para não se candidatar agora, importa salientar o seguinte:

 

- Nuno Melo disse que “cumpriu todos os mandatos para que foi eleito…” e que agora é “eurodeputado…” e pretende cumprir o mandato. Todos sabemos que Nuno Melo adora cumprir mandatos. Assim como também sabemos que nunca teve, não tem, nem nunca terá outra forma de “ganhar a vida”, que não seja à custa dos contribuintes. Cumpre religiosamente os seus mandatos, com especial prazer nas consultas que faz ao saldo da conta bancária no final de cada mês.

 

- Fez questão de recalcar que é eurodeputado e que, por essa razão, não terá disponibilidade para estar sempre presente na vida política nacional, onde o líder do CDS tem como principal missão confrontar o Primeiro-ministro e seu governo. Pois não parece que assim seja. Nuno Melo passa mais tempo em Portugal do que em Bruxelas, dedica todo o seu tempo a falar da política nacional, do PS, de Sócrates e agora, de toda a esquerda. E não se lhe reconhece nenhuma medida ou pensamento político que tenha implementado a partir de Bruxelas.

 

- Disse ainda que “os deputados eleitos nas listas do CDS são mandatos ao serviço do partido”. É bom ouvir Nuno Melo assumir que os deputados do CDS não estão ao serviço das pessoas que neles votaram, mas sim ao serviço do partido. Não é que eu já não soubesse, mas é sempre bom ter estas declarações feitas pelos próprios.

 

- Por último, importa ainda salientar que para Nuno Melo, “a Assembleia da República é o centro da vida política nacional…”. Eu sempre considerei isso um facto consumado, mas desconhecia que Nuno Melo pensasse dessa forma.

 

Pois é… Nuno Melo queria muito avançar para a liderança, queria cantar de galo, mas ainda lhe falta a crista.

Morreu David Bowie?!

Foi assim que reagi quando tomei conhecimento da notícia ("o David Bowie morreu?!"). Nem queria acreditar. Talvez porque tenha acabado de lançar um novo álbum de originais (passada sexta-feira) e nada me fizesse esperar por uma notícia desta natureza.

 

A verdade é que hoje desaparece de cena uma das maiores figuras da música moderna. Desaparece o homem, o pai, o marido, o familiar, o amigo... Mas jamais desaparecerá o artista e a sua obra, que é tão vasta e que influenciou muitos e continuará a inspirar a vida de outros tantos. O legado de Bowie é tremendo e imortal. 

 

Viva Ziggy Stardust!

Descansa em paz David Bowie!

 

 

Da (?!) moda dos títulos que começam por "Da"

Alguém me pode explicar a razão da crescente utilização da contracção "da" no início de títulos de diversos artigos, notícias e textos de blogues (e não poderia escolher outra forma de começar este título)? Todos os dias, quando passo os olhos pela Internet deparo-me com esta moda dos títulos começados por "Da..." e ainda não consegui perceber a razão do seu uso. Pelo menos, naqueles em que a frase em si não consubstancia nenhuma conclusão ou correlação de ideias.

 

Por exemplo, vejamos o seguinte título: "Da escrita em blogues". Não parece fazer muito sentido. Da escrita em blogues, o quê? Um título é uma frase e, como tal, deve fazer sentido completo. Não é suposto uma frase não conter um sentido harmonioso ou uma conclusão daquilo que está a afirmar. "Da escrita em blogues" não só não soa bem, como não faz sentido enquanto frase completa, muito menos enquanto título.

 

Se fosse "Da escrita em blogues, pouco tenho a dizer" faria mais sentido, já que a frase encerra uma conclusão. Ou então, poderia usar-se como título a frase "A escrita em blogues", agora, "Da escrita em blogues" não. Não está correcto.

Obama, de Nobel da Paz a "vendedor" de armas

Barack Obama anunciou que pretende limitar o acesso às armas. É sabido que os EUA é um dos países em que morrem mais pessoas vítimas de tiroteios e onde a comercialização e o acesso às armas acontece em cada esquina, e de forma legal. Nos EUA adquire-se uma arma com a mesma facilidade com que se compra um pacote de pastilhas elásticas. É o país da liberdade, dizem.

 

Barack Obama é presidente dos EUA desde o início de 2009 e, muito pouco tempo depois, até lhe atribuíram o Prémio Nobel da Paz, mas só agora, a cerca de um ano do fim do seu mandato presidencial é que se lembrou de mexer com o lobby do negócio das armas que, como se sabe, é enorme naquele país.

 

Contudo, como diz o povo (e o povo é sábio), "de boas intenções está o inferno cheio". Com esta declaração de intenções, Barack Obama transformou-se, talvez, no maior vendedor de armas da história dos EUA, já que provocou uma correria desenfreada à aquisição de armas no seu país. No estado do Texas até voltou a ser possível circular-se em público com as armas à vista, como num verdadeiro western. Já agora, o presidente dos EUA esqueceu-se de dizer se também pretende confiscar as armas a todos quantos já as possuem.

 

Barack Obama é mesmo isto. Um presidente de aparências. Com "aparentes" boas intenções, mas é mesmo só isso. Barack Obama está para a política como o Jay-Z está para a música. Superficial.

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