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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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Macron? Eu é mais macarons…

Finalmente terminaram as eleições presidenciais em França. É que agora é sempre a mesma coisa, isto é, cada vez que acontecem eleições em países “importantes” o mundo entra num estado de esperança misturada com desespero, criando elevadas expectativas como que se estivesse para chegar o Salvador. Isto revela uma coisa muito simples, o mundo tem consciência de que as coisas não estão bem, nomeadamente no que respeita aos líderes políticos. Contudo, não estou tão seguro de que o mundo saiba fazer boas escolhas já que aquilo que costumamos ouvir da boca das pessoas é que “temos que escolher o mal menor”. Portanto, a esperança anda tão pelas ruas da amargura que já nem sequer é possível escolher um bom líder, o mundo resignou-se de vez e aceita de bom grado que fiquemos entregues ao mal menor. No que aos políticos diz respeito, parece que a escolha tem que ser sempre entre o mau e o péssimo.

 

Bom, eu não sou especialista em política francesa e, sinceramente, não sei se Macron é um mal menor… eu é mais macarons. O que a minha sensibilidade política me diz é que, dentro de não muito tempo teremos meia França e meio mundo a contestar as políticas do monsieur Le Président Macron.

 

Para já, constato que “os mercados” se sentem muito aliviados com a eleição de Emmanuel Macron. Por que será?

Os garotos do PS

Há muito que o PS se encontra refém de uma garotada que tem desmandado o partido. Apesar da imagem positiva que António Costa tem conseguido manter, a dele e do seu governo, o PS não tem seguido a mesma linha, porque continua agrilhoado às más escolhas internas, ao incorrigível caciquismo que tem atrelado uma quantidade considerável de garotos que se encontram em lugares de direcção e decisão política.

 

A última borrada tem a ver com as declarações de Ana Catarina Mendes sobre as eleições autárquicas, que levaram a candidatura de Rui Moreira, no Porto, a declinar o apoio do PS. Ana Catarina Mendes disse que “todas as vitórias dos candidatos do PS e das listas que o PS integra serão vitórias dos socialistas”. É o que dá colocar a garotada em frente dos microfones e das câmeras.

 

A declaração em si pode não conter uma afirmação polémica, mas é suficiente para causar desconforto em qualquer candidatura independente que tenha o apoio declarado do PS. Como seria espectável, Rui Moreira aproveitou essa declaração de Ana Catarina Mendes para rejeitar o apoio dos socialistas, algo que ele já tinha muita vontade de fazer mas que precisava de uma razão plausível para não ficar mal visto perante o eleitorado. A dirigente do PS deu-lha de graça. Esta situação até poderia ser uma boa jogada estratégica do PS, caso tivesse acontecido há mais tempo, permitindo ao PS apresentar uma candidatura própria à Câmara do Porto. Agora, tendo acontecido a cinco meses das eleições e depois do PS ter manifestado com pompa e circunstância o seu apoio à candidatura de Rui Moreira, isto não é mais do que uma enorme trapalhada que o PS não tinha necessidade de criar. Mas, como disse logo no início, com tanta garotada a proliferar no partido é muito provável que mais situações como esta venham a acontecer.

 

Não resta outra alternativa ao PS que não seja apresentar um candidato próprio. Um candidato que ainda não o é, mas que já está derrotado. Convém não esquecer que a distrital socialista do Porto é a maior do partido, sendo que a cidade do Porto é a segunda mais importante do país e que, mesmo assim, o PS não tinha candidato, mas agora vai ter que ter. Manuel Pizarro, líder da distrital, que foi (ainda é) vereador da Câmara Municipal do Porto e fervoroso apoiante de Rui Moreira, tem agora em mãos um problema com que não contava. Por outro lado, Manuel Pizarro tem também uma excelente oportunidade para dar o peito às balas e, na qualidade de líder, o dever de avançar como candidato do PS. Não tem que se preocupar com conflitos de interesses, nem mesmo com eventuais acusações de querer passar a perna ao candidato que apoiou até agora (Rui Moreira), já que foi este que rejeitou o apoio. Portanto, um líder sério e a sério não teria outra atitude que não fosse a de avançar como candidato pelo seu partido. Veremos se Pizarro vai ser um líder "à moda do Porto" ou se vai esconder-se como um ratinho pequenino, escudando-se numa qualquer desculpa esfarrapada.

 

Contudo, quer Pizarro avance quer empurre outro para a forca, ainda estou para ver que medidas o PS vai apresentar no seu Programa Eleitoral, que já não estejam comtempladas no programa da candidatura de Rui Moreira. Além disso, estou curioso para ver as críticas que os socialistas do Porto vão fazer ao mandato de Rui Moreira, do qual fizeram parte e que tanto elogiaram.

Médicos em greve ou de férias?

Os médicos têm uma greve nacional marcada para os próximos dias 10 e 11 de Maio. Mas será mesmo greve ou trata-se apenas de engendrar umas pequenas férias, porque o tempo está apetecível?

 

Consideremos as reivindicações e reclamações que os médicos têm feito nos últimos meses/anos. Queixam-se que trabalham muitas horas (16 ou mais por dia), parte das quais não são pagas. Reclamam que também trabalham aos fins-de-semana e feriados em turnos consecutivos, algo que tem levado muitos à situação de burnout.

 

Ora, sendo verdade, por que razão as greves dos médicos acontecem sempre em dias de semana (de segunda a sexta)? Por que motivo nunca fazem uma greve ao fim-de-semana ou feriados? Mais, as greves raramente (ou mesmo nunca) são de apenas um dia e estão, quase sempre, encostadas ao fim-de-semana. A agravar todo este quadro dúbio está o facto de esta anunciada greve ser de dois dias que, não estando encostados ao fim-de-semana, antecedem uma Sexta-feira com tolerância de ponto (12 de Maio). Demasiado conveniente não vos parece?

 

Os médicos estão cansados do burnout e decidiram trocá-lo pelo sunburn.

 

Sobre o terço em suspensão

Em relação ao terço gigante (obra de Joana Vasconcelos) que foi colocado no Santuário de Fátima tenho uma pergunta. Afinal é para isso que serve a arte, ou não? Para suscitar dúvidas, originar questões…

 

A minha pergunta é: Se conseguirmos apertar a base da estrutura que segura o terço, ele dá piruetas? Como naqueles brinquedos de madeira articulados…

Curiosidades do Estoril Open

Está a decorrer o Estoril Open no Clube de Ténis do Estoril, único torneio de ténis do circuito ATP que se realiza em Portugal. Até ao ano de 2014 este torneio realizava-se no Jamor, desde então, com nova organização o torneio passou para o Clube de Ténis do Estoril. Mas há coisas que nunca mudam, pelo que não resisto a destacar algumas das curiosidades que também já foi possível constatar na edição deste ano.

 

Comecemos pelo comportamento do público. Como é hábito, o público que vai ao Estoril Open é muito entendido em ténis, bate palmas quando um tenista falha o primeiro serviço, grita efusivamente quando o tenista de que menos gosta falha uma bola e, às vezes, também bate palmas quando há uma boa troca de bolas, independentemente de quem faça o ponto. Olho para os camarotes e logo identifico a Bé, a Tó, a Lulu e a Pipa, todas com seus óculos Dolce & Gabbana a combinar (ou não) com suas malas Channel. Logo atrás, encostados à estufa dos ananases, estão o Bernardo, o Lourenço, o Gonçalo e o Salvador equipados a rigor com suas vestes Façonnable e os sempre fashion bonés Mike Davis (ainda estou para descobrir como conseguem enfiar o boné por cima dos capacetes). Nos topos há um bocadinho de tudo, jogadores de futebol, actores e actrizes, modelos e outras individualidades, todos a convite dos patrocinadores e organizadores. Todos à espera que uma bendita bola lhes bata na testa, para poderem twittar e instagramar à fartazana.

 

Portanto, não há muitas novidades a relatar, por enquanto, exceptuando o facto dos tenistas portugueses estarem a fazer um bom início de prova, menos o João Sousa que, como é hábito é arrumado logo no primeiro encontro. Grande Sousa! Sempre firme. Em Madrid vai correr melhor.

 

De vez em quando as câmeras de televisão mostram umas imagens para lá do court e é possível vislumbrar um ou outro barquinho a navegar a toda a força. Raios! Dá-me logo vontade de vestir uma camisinha Fred Perry, umas calças Throttleman e uns sapatinhos de vela Timberland e ir até à tasca da esquina beber uma caneca de champarrião.

 

CDS exige fim da austeridade na chuva

O CDS requereu a presença do Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas no Parlamento com urgência. Em causa está o facto de termos tido um Inverno pouco chuvoso e nem o mês de Abril, que costuma ser de águas mil, ter sido amigo da agricultura.

 

Para o CDS, basta de austeridade na chuva. O ministro Capoulas Santos terá que justificar no Parlamento a razão pela qual tem chovido tão pouco, já que o CDS não aceita que este Governo continue a cortar em coisas tão essenciais como a chuvinha. O CDS vai também exigir ao ministro que apresente as actas das reuniões que tem mantido com o São Pedro à porta fechada.

 

O CDS está, ainda, muito preocupado com o baixo caudal da água nas barragens. São uns queridos. Que preocupados que eles estão com os lucros da EDP, sempre avultadíssimos. Por falar nisso, dentro de poucos dias o Mexia vai apresentar os resultados da empresa, mas o CDS já está preocupado com os lucros futuros da empresa, ou então sou eu que estou a fazer confusão e eles apenas pretendem assegurar que não haverá aumento nas tarifas de energia devido à baixa de produção de energia hidroeléctrica. Eles estão preocupados com o povo e eu é que não quero ver.

 

Já agora, quando as condições meteorológicas são favoráveis, tal como têm sido para a produção de energia eólica e fotovoltaica, o CDS também exige que se baixe as tarifas de electricidade? E que se crie um taxa especial sobres os lucros da EDP, para fazer face a períodos menos produtivos?

 

Uma vez mais, o CDS servir-se-á da lavoura para tentar chegar onde realmente gosta de estar. E não me estranharia nada que, entretanto, Assunção Cristas fosse convidada pelo senhor Mexia para um qualquer lugarzito de consultadoria na EDP.

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