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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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Cabras e ovelhas não podem ser "bode expiatório"

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Finalmente descobriu-se a solução para uma prevenção muito mais eficaz contra os incêndios. Em Portugal, o projecto do Governo passa pela implementação de “cabras sapadoras”, já em Espanha, optou-se antes pelo recrutamento de “ovelhas-bombeiro”. Apesar das muitas críticas, nomeadamente em Portugal, contra a implementação de “cabras sapadoras”, parece-me que a ideia é, de facto, excelente e só peca por tardia. Se durante anos e anos tivemos cabrões incendiários a proliferar por todo o país, chegou a hora de apostar nas "cabras sapadoras" e, eventualmente, nas "ovelhas-bombeiro".

 

Parece-me também que a solução portuguesa é a mais adequada, já que as cabras são animais mais ágeis e versáteis, com capacidade para desbravar todo o tipo de terreno. Além disso, sempre ouvi dizer que “ovelhas não são para mato”. Provavelmente, o facto de o ministro ser Cabrita não terá sido alheio à preferência.

 

Vejamos, faz todo sentido recorrer ao precioso auxílio dos animais para a execução dessa árdua tarefa que é limpar a floresta. As matas ficam limpas e os animaizinhos com o bucho cheio. Perfeito.

 

Se eu mandasse, iria mais além nesta brilhante ideia e recrutaria de imediato a Ovelha Choné para o Comando Nacional da Protecção Civil.

 

Mas, muita atenção, caso esta nova situação não apresente os resultados esperados, não podem usar as cabras e as ovelhas como "bode expiatório".

 

No privado é que é bom

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A eterna predilecção dos partidos de direita (PSD e CDS) pelo fomento do ensino privado, em detrimento do ensino público tem, de facto, várias razões. Umas são puramente ideológicas, porém, outras são de uma requintada e ostensiva ganância.

 

Segundo consta, muitos dos milhões de euros que o Estado Português entregou a colégios privados do grupo GPS serviram para pagar férias de luxo, viagens e cruzeiros, carros topo de gama, jantares que custaram milhares de euros, garrafas de vinho na ordem das centenas de euros, mobiliário, telemóveis, entre outras mordomias.

 

Ora, convém lembrar a posição que Passos Coelho e a sua direita tiveram quando, em 2016, o actual governo anunciou que não iria renovar os contratos de associação assumidos pelo governo de Passos e Portas, a partir deste ano (2018). Passos Coelho e a sua direita disseram, num tom muito incomodado e preocupado, que “o actual governo não podia acabar com este tipo de contratos com instituições privadas e que os mesmos eram de uma extrema importância”. Está visto que sim. Se é que ainda restavam quaisquer dúvidas.

 

E que ninguém pense que isto acontece apenas no grupo GPS.

E que ninguém pense que isto acontece apenas na educação.

 

Viva a iniciativa privada sustentada pelo Estado.