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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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Sérgio Conceição não admite que impeçam o FCP de falhar

O FC Porto recebe esta noite o Boavista FC no Estádio do Dragão para mais um dérbi da Invicta. A equipa da casa é favorita à vitória, mas o Boavista poderá tentar tirar algum proveito do facto de o líder do campeonato estar ainda a digerir a derrota da última jornada, em Paços de Ferreira.

 

O treinador portista, Sérgio Conceição, continua irritado com o que se passou na última jornada. Continua sem entender o que se passou, ou então tenta desviar as atenções do verdadeiro problema. Conceição queixa-se do antijogo supostamente praticado pelos castores. Pelos vistos, parece que há duas interpretações do que é o antijogo. Uma refere-se ao desrespeito pelas regras do jogo, a outra tem a ver com a postura demasiado defensiva de uma equipa.

 

Independentemente daquela que foi posta em prática em Paços de Ferreira, não cabe ao treinador do FC Porto julgar, já que o desrespeito pelas regras do jogo deve ser penalizado pela equipa de arbitragem e não por ele, sendo que a postura demasiado defensiva é uma estratégia perfeitamente legítima.

 

No final do encontro, Sérgio Conceição recusou cumprimentar o treinador do Paços, tendo-lhe dirigido algumas considerações pouco abonatórias. Conceição queixou-se do antijogo e acusou o treinador do Paços de promover a batota, pelo que não sendo ele [Sérgio Conceição] falso e hipócrita, optou por não cumprimentar o seu homólogo.

 

Pois bem, se Sérgio Conceição não é hipócrita, nem falso, acho que, no final do jogo deveria ter cumprimentado efusivamente o treinador do Paços de Ferreira e deveria também ter-lhe agradecido pelo eficaz antijogo que praticou. Isto porque, foi graças a essa postura que a equipa do FC Porto não falhou mais uns 30 golos de baliza aberta e, quem sabe, mais uns 3 ou 4 penáltis.

 

Portanto, esta noite, caso o FC Porto continue com dificuldades em acertar no fundo da baliza, aconselho o Boavista a não queimar tempo, nem a fechar-se lá atrás e, se possível, a não importunar muito os jogadores do FCP.

Sporting teve um sorteio amigo

O sorteio de hoje da Liga Europa ditou que o Sporting vai defrontar o Atlético de Madrid, nos quartos-de-final da competição. A primeira mão será em Madrid a 5 de Abril e a segunda será a 12 de Abril, em Alvalade, pois claro.

 

Ao contrário do que pode parecer, o Sporting teve muita sorte com o sorteio. Dizem que o Atlético de Madrid é uma das equipas mais fortes em prova, senão mesmo a mais forte. É verdade. Então, por que razão teve sorte o Sporting? Simples. Porque se os espanhóis são, teoricamente, o adversário mais forte, o Sporting é, talvez, a equipa mais fraca em prova. E, normalmente, os mais fracos preferem defrontar os mais fortes, por razões óbvias.

 

Note-se que as outras possibilidades eram o Arsenal, a Lazio, o Marselha, o Leipzig, o CSKA de Moscovo e o Salzburgo, pelo que as hipóteses de o Sporting passar às meias-finais seriam sempre, em qualquer dos casos, muito reduzidas.

 

Ora, para quem anda por aí a apregoar-se como candidato à vitória final na prova, o Sporting demonstrou ontem, na segunda mão dos oitavos-de-final frente ao Viktoria Plzen, que não tem a mínima hipótese de concretizar o objectivo a que se propõe. E, como referi atrás, o Sporting seria, muito provavelmente, eliminado por qualquer um dos adversários que lhe calhasse no sorteio de hoje. Portanto, se é para tombar que seja frente ao adversário mais cotado, assim, sempre terão uma “meia” desculpa para o falhanço.

 

Este sorteio foi mesmo amigo do Sporting.

Olha o bailado da Cristas

Assunção Cristas pronunciou-se recentemente sobre as touradas, equiparando-as a espectáculos de bailado. Quando lhe perguntaram se não sentia pena dos animais, Cristas respondeu que “se pensar muito, muito, muito, muito, muito é capaz de sentir pena dos animais”.

 

Mas como pensar muito, muito, muito, muito, muito cansa um bocado, Cristas opta por não pensar e continuar a defender essa magnífica “expressão cultural” que é o bailado da tourada.

 

Por exemplo, Cristas é também, por princípio, contra o aumento do Salário Mínimo Nacional, mas se tivesse nascido com a capacidade para pensar muito, muito, muito, muito, muito sobre o assunto, talvez fosse capaz de entender que isso se trata de uma necessidade premente para milhões de portugueses.

 

Bem, deixemos a política de lado e voltemos ao bailado. Eu nunca gostei de touradas e sou contra a sua realização, mas se é para ver a xô dona Cristas bailar com um portentoso touro na arena, eu abro uma excepção e até estou disposto a pagar por esse espectáculo.

 

Parece que já estou a ver Assunção Cristas de maillot ou tutu a fazer par de dança com um possante e simpático touro.

Este fim-de-semana tirei um Doutoramento

Recentemente estourou uma nova polémica sobre títulos académicos que envolve o novo secretário-geral do PSD, Feliciano Barreiras Duarte (ex-secretário de estado de Miguel Relvas) que, segundo consta, há anos que vinha a usar o título de “visiting scholar” da Universidade de Berkeley, uma espécie de investigador/professor visitante daquela instituição. Só que, na verdade, Barreiras Duarte nunca adquiriu esse estatuto e a Universidade de Berkeley nega que ele tenha alguma vez frequentado a instituição.

 

A reputada Universidade norte-americana desconhece mas admite que Barreiras Duarte possa ter visitado a instituição, como mero visitante, mas não há qualquer registo da existência de um vínculo àquela Universidade. Mas, então, por que razão Barreiras Duarte se apoderou desse título? Parece que chegou a propor-se ser “visiting scholar” e que chegou a trocar alguns “papers”, mas na verdade nunca lá pôs os pés ou sequer foi investigador de coisa alguma.

 

Pois bem, a propósito desta polémica e imbuído deste espírito facilitista, perdão, desta minha obstinação pelo conhecimento e pela investigação científica, não perdi tempo e aproveitei o fim-de-semana para elevar o meu estatuto académico.

 

Comecei por fazer uma pesquisa na Internet, para me certificar quais são as melhores e mais reputadas universidades internacionais. Decorridos apenas 10 minutos de pesquisa e já a Google me tinha enviado um certificado a autenticar-me como especialista em pesquisas (Google Certified Search Expert). Fui logo actualizar o meu currículo. De seguida entrei no site da Universidade de Oxford e, eis que do nada, me aparece uma mensagem “pop-up” que dizia o seguinte:

 

“Parabéns! Você é o visitante número 999 no dia de hoje, pelo que temos o prazer de lhe atribuir o título de ‘visiting scholar’. Clique para receber o certificado.”

 

Eu cliquei e o certificado foi emitido de imediato. Fiquei tão surpreendido com a rapidez que esta universidade certifica os seus “investigadores” que até disse para mim “bem, é desta que tiro um Doutoramento”. E nisto, entro na página dos cursos de Doutoramento e vou directo aos formulários de inscrição. Preencho o formulário e, no final, antes de o submeter para apreciação apareceu uma mensagem que dizia:

 

“Captcha. Faça a conta: 2+2=_”.

 

Eu escrevi “4” e submeti o formulário. De seguida, aparece-me a seguinte mensagem: “Parabéns! Terminou a operação com sucesso.”, pelo que depreendi que já possuo um PhD em Mathematics, pela Universidade de Oxford. Penso que não estou a dizer nenhuma mentira, senão, por que outra razão me pediram para fazer aquele cálculo tão difícil? Fiz um PrintScreen dessa mensagem para que ninguém possa pôr em causa as minhas habilitações académicas, no futuro. É melhor precaver-me dessas situações, pois anda por aí muita gente mal-intencionada.

 

Portanto, um PhD em Mathematics já ninguém tira do meu currículo.

 

Congresso do CDS com aviso laranja

Neste congresso, onde a maior concentração de tailleurs Chanel e malas Prada se roçaram com os blazers Façonnable e os fatos Armani, há que analisar as seguintes afirmações da presidente do CDS.

 

Assunção Cristas disse que “o seu CDS assume-se como a casa do centro e da direita (…) juntando conservadores e liberais”. Bem, eu pensava que o CDS ainda era pertença de Paulo Portas, mas se Cristas diz que é dela… Portanto, o CDS é a casa do centro e da direita e alberga conservadores e liberais, ou seja, cabe tudo lá dentro. Só faltou dizer que essa casa tem também um belo jardim à esquerda. Lá chegará o dia. Para já, o aviso é laranja e o PSD que se cuide.

 

Cristas também disse que nunca na minha (sua) vida, como mulher, mãe, professora, advogada, ou agora presidente do partido, nunca absolutamente nunca, prescindi de valores, de ideais e de inspiração”. Já na sua vida como rapariga, filha, aluna ou militante de base do seu partido é possível que tenha prescindido de tudo isso e muito mais.

 

Cristas afirmou ainda que “os valores não são para estar numa qualquer prateleira ou vitrina”. Cristas e o seu CDS são, de facto, o melhor exemplo de que os grandes valores são para se usar ao pescoço, no pulso, para se vestir ou usar ao ombro e para circular em 4 rodas, no caso de Mota Soares, às vezes, apenas em duas rodas.

 

A dada altura, Cristas incorporou o espírito de Fernando Nobre e disse “ou me dão um tiro na cabeça…”, não, não, ela preferiu dizer “não me peçam, por um segundo que seja, que me perca em discussões e esqueça de quem precisa de ajuda, de orientação, de apoio para subir na vida e dar um melhor futuro aos filhos”. “Subir na vida” é a nova versão do “elevador social” de Paulo Portas e só revela a inquinada ambição e visão que o CDS tem da sociedade. “Melhor futuro aos filhos”? Então e os pais (e os que não têm filhos) não podem sonhar com um melhor futuro para eles próprios? É que esse futuro é um bocadinho mais próximo… Cristas promete não se esquecer de “quem precisa de ajuda”, o facto de se ter esquecido de todos os que precisavam de ajuda durante o tempo em que foi governante (2011-2015) é passado. O facto de terem congelado os salários mínimos durante 3 anos consecutivos também é passado. E como Cristas se esforçou para que o aumento do SMN para este ano fosse o mínimo possível. Quer mais xô dona Cristas? Veremos como o seu partido se vai comportar já nas próximas discussões sobre a lei laboral. Veremos de que lado vai estar, se do lado dos que mais precisam de ajuda ou do lado daqueles que mais precisam de gente como a senhora presidente do CDS.

 

Neste congresso do CDS, em Lamego, houve ainda tempo para se apregoar a doutrina cristã que este partido faz questão de afirmar que é a sua. Desconfio, pois nunca os vi rezar nos congressos. Ah, já me esquecia. O verbo que marca este congresso é o “enformar”. É a nova moda gramatical de Cristas. Deve ter custado uma fortuna.

 

Vá… Agora que o congresso está a acabar e também porque estamos na Quaresma, bora lá subir a escadaria da Nossa Senhora dos Remédios, só para penitenciar um pouco.

Petição a favor de Passos Coelho

Após ter deixado o lugar de deputado na Assembleia da República, Passos Coelho foi convidado para leccionar no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), sendo que o convite partiu de um ex-deputado eleito pelo PSD e que agora preside à instituição de ensino.

 

Alguns alunos do ISCSP já fizeram circular um abaixo-assinado contra a contratação de Passos Coelho para leccionar nos cursos de Mestrado e Doutoramento, alegando que o ex-primeiro-ministro não tem preparação académica suficiente para desempenhar a função. Saliente-se ainda que, Passos Coelho foi contratado na qualidade de professor convidado catedrático tendo, assim, as mesmas regalias salariais que um professor no topo da carreira do ensino superior. Recorde-se ainda que, Passos Coelho detém apenas o grau de Licenciado, aos 37 anos de idade, e não foi porque teve que conciliar os estudos com o trabalho ou porque ingressou tarde no ensino superior.

 

Mas, agora que todos estão contra Passos Coelho, eu proponho uma iniciativa a favor do ex-líder do PSD. Proponho uma petição a favor do ingresso imediato de Passos na área da representação. Toda a gente sabe que o grande sonho de Passos Coelho é ser actor e ele até fez por isso há uns anos, só que reprovou no casting. A culpa foi do La Féria que o preteriu em favor de outro. Hoje, Passos deveria ser uma estrela no Politeama.

 

Apesar de ter reprovado na audição de La Féria, Passos conseguiu construir um soberbo currículo na área da representação. Ele foi um dos melhores a fazer de conta que era líder de uma juventude partidária, um dos melhores a fazer de conta que tirava uma licenciatura numa universidade privada, um dos melhores a fazer de conta que era gestor de empresas que, por sua vez, faziam de conta que eram mesmo empresas que, por sua vez, não faziam de conta em sacar milhões dos fundos europeus. Passos Coelho foi também magnífico nessa árdua tarefa de fazer de conta que se é deputado na Assembleia da República e, pináculo dos pináculos, Passos foi magnânimo nessa nobre arte de fazer de conta que se é primeiro-ministro. Portanto, currículo não lhe falta.

 

Por tudo isto, por favor, arranjem um palco digno para este brilhante actor. Levem-no já para o Politeama ou o Parque Mayer. Não o obriguem a ter que produzir mais currículo na arte de bem representar, agora no papel de professor catedrático. Ele já provou que é suficientemente bom, talvez um dos melhores.

“O Jardim” cheio de ervas daninhas

Por esta altura creio que ainda só metade do país conhece a canção vencedora do Festival da Canção, aquela que vai representar Portugal na Eurovisão. Contudo, a polémica sobre a originalidade (ou falta dela) do tema já fez correr muita tinta. O tema chama-se “O Jardim”, foi composto por Isaura e interpretado por Cláudia Pascoal.

 

As redes sociais, que não perdoam nada, para o bem e para o mal, não perderam tempo e fizeram questão de demonstrar as similaridades entre “O Jardim” e um tema de 2007 dos Cinematic Orchestra chamado “To Build A Home”. A semelhança entre os temas, de facto, não oferece muitas dúvidas.

 

Como vem sendo hábito nestes casos, há sempre quem não aceite os reparos e logo venha defender acerrimamente os que primam pela falta de originalidade. Dizem que nos dias de hoje é muito comum fazerem-se canções parecidas. Eu diria que sempre foi assim, só que agora é muito mais fácil apanhar os “copiões”.

 

Voltemos à acusação que foi feita ao tema “O Jardim”, de este ser parecido com o tema “To Build A Home” do ano de 2007. Será que a Isaura, compositora de “O Jardim”, escolheu a Cláudia Pascoal por esta já ter interpretado o tema “To Build A Home” no programa “The Voice Portugal”? Se calhar foi outra coincidência.

 

Para finalizar, convém salientar que o tema “O Jardim” apesar de ser bastante parecido com o tema “To Build A Home”, parece-se ainda mais com o tema “Nowhere Warm” de Kate Havnevik, editado em 2006. Se é plágio ou não, pouco importa, a verdade é que a canção “O Jardim” não é, nem um bocadinho, original.

 

Parece-me que “O Jardim” está cheio de ervas daninhas.

 

 

Uma nota final para o júri do Festival da Canção. A RTP convidou várias pessoas para exercer a função de júri e foram vários os casos de canções muito pouco originais, às quais o júri atribuiu excelentes pontuações, sem que alguém desse conta da falta de originalidade dos temas...

 

 

 

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