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Contrário

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Sócrates é o Culpado Disto Tudo

Toda a gente sabe que Ricardo Salgado era o “dono disto tudo” (se calhar ainda é), o que sempre intrigou a maioria dos portugueses era saber quem é o “culpado disto tudo”. Os portugueses sempre desconfiaram da classe política e sempre suspeitaram que, muito provavelmente seria daí que provém “o que verdadeiramente mata Portugal”.

 

Mas já não há razões para mais dúvidas. O culpado está encontrado. Quem? José Sócrates, quem mais poderia ser? Um super-juiz, um super-procurador, uma garganta funda no Ministério Público, um jornal de referência e um canal de televisão já provaram que José Sócrates é o “culpado disto tudo”. Não há dúvidas.

 

Não sei por que razão ainda se perde tempo a constituir Ricardo Salgado como arguido em tudo o que é processo, quando o culpado disto tudo já foi encontrado.

 

Sinto-me na obrigação de defender Ricardo Salgado. Não consigo dormir em paz se não o fizer, pois é tremendamente injusto o que estão a fazer ao homem. Reparem que Ricardo Salgado sempre foi um bom homem, um cidadão exemplar que nem sequer faltava às missas dominicais. Ricardo Salgado sempre foi um cidadão importante e poderoso, mas sempre honesto. Até ao ano de 2005, Salgado nunca se tinha relacionado com nenhum político ou governante. Cavaco? Só o conhecia de o ver na televisão, nunca lhe dirigiu a palavra. Dias Loureiro, Cadilhe ou Beleza? Nunca ouviu falar. Catroga, Mira Amaral e Silva Peneda? Desconhece por completo. Durão Barroso, Santana Lopes e Paulo Portas? Salgado nem faz ideia se estas pessoas existem mesmo.

 

Portanto, para que não haja dúvidas, Ricardo Salgado nunca chegou sequer a conhecer qualquer político até ao ano de 2005 (nem depois de 2011). Salgado tinha repulsa pelos meandros da política e ia construindo o seu império de forma exemplar, recorrendo apenas ao seu árduo trabalho e capacidade de concretização. Salgado era um homem íntegro, avesso a políticos e manobras politiqueiras. Até que no ano de 2005 chegou o diabo.

 

Em 2005, José Sócrates chega ao poder, e com ele uma catrefada de governantes socráticos, devidamente amestrados, sequiosos pelo poder e ávidos por carcanhol, mas com uma missão muito, muito espinhosa: converter Ricardo Salgado à malandragem. O plano de Sócrates era verdadeiramente ousado e arriscado. Ousado porque tinha em vista destruir o país em benefício próprio. Arriscado porque não seria fácil convencer um homem humilde e honesto a descarrilar pelos caminhos da vilanagem.

 

Mas como não há impossíveis para o “animal feroz”, Sócrates conseguiu impor o seu plano com elevada proficiência e concretizou o inimaginável, arrastar um homem digno para o lodo. O seu plano alicerçou-se numa ideia genial e nunca antes concebida, isto é, na criação de um “saco azul” que iria servir para corromper, presentear, agradar e engordar o mealheiro de uns quantos privilegiados. Salgado ficou atónito com a ideia e perguntava-se constantemente, como é que foi possível, ele próprio, nunca se ter lembrado de criar um “saco azul”. Salgado até chegou a admitir, entre amigos e primos, que se arrependia amargamente por não ter tido a astúcia suficiente para implementar um plano desta grandiosidade nos finais da década de 80 e início da década de 90, quando jorravam fundos comunitários no seio de um governo que ele tão bem desconhecia e abominava.

 

Até hoje ainda ninguém conseguiu explicar a razão pela qual Ricardo Salgado se deixou iludir pelo maquiavélico plano de Sócrates, logo ele que detestava políticos e que até ao malfadado ano de 2005 nunca havia posto o olho em nenhum (político ou governante).

 

Pois é, se ainda restasse alguma dúvida, as últimas notícias só vêm corroborar a minha tese de que Sócrates é mesmo o Culpado Disto Tudo.