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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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Ricardo Araújo Pereira vs. Arons de Carvalho

Ricardo Araújo Pereira escreveu uma crónica na Visão intitulada “Arons de Carvalho pronuncia-se sobre assuntos”, que podem ler a partir daqui.

 

Em suma, Ricardo Araújo Pereira menciona uma série de coisas que ele não acha reprovável, estabelecendo um paralelismo a partir de uma afirmação de Arons de Carvalho, que disse o seguinte: “Não acho reprovável uma pessoa viver com dinheiro emprestado de outra.”.

 

O texto está engraçado, não tivesse ele a chancela de Ricardo Araújo Pereira, mas receio que o Ricardo tenha interpretado mal os sujeitos subjacentes nessa afirmação de Arons de Carvalho.

 

O Ricardo acha que ele estava a referir-se a José Sócrates. Bom, devo reconhecer que não ouvi nem li em que contexto Arons de Carvalho terá proferido tão sábia asseveração, mas quando tomei conhecimento da mesma, pensei logo no empréstimo de Orlando Figueira (o ex-procurador acusado de corrupção) ao seu grande amigo e super-juiz Carlos Alexandre (aquele que não tem amigos ricos e que vive apenas do seu trabalho).

 

Mas, se calhar é o Ricardo que está certo, pelo que apresento as minhas desculpas pela subtileza da minha interpretação.

Estou bem tramado! Quem me ajuda?

Lembrei-me agora, só agora (juro), que enquanto José Sócrates foi primeiro-ministro cruzei-me com eles duas vezes. Volto a jurar que foram só duas vezes. Reconheço que deveria ter feito o possível e o impossível para que não tivesse acontecido, pelo menos a segunda vez, mas asseguro-vos que a reincidência foi pura coincidência.

 

Da primeira vez nem sequer falei com ele, Sócrates passou a poucos metros de mim e eu mal olhei para ele. Garanto que estou a dizer a verdade! Não olhei. Mas, como não olhei, não posso garantir que ele não tenha olhado para mim. É possível que alguma câmara tenha captado o momento e eu receio que Sócrates tenha, de facto, olhado para mim. A confirmar-se esta minha suspeita, receio vir a ter sérios problemas com a justiça, porque está provado que quando Sócrates olha para alguém é porque quer alguma coisa.

 

Já da segunda vez, cruzámo-nos na rua, ele disse “Bom dia!” e eu, que sou uma pessoa educada retorqui “Bom dia!”. Notem que não foram uns meros e secos “Bons dias”, foram uns “Bons dias” animados, com ponto de exclamação e tudo, algo que poderá vir a ser interpretado pelo senhor procurador e pelo senhor juiz como sinal de intimidade. E também já está provado que quem é ou foi próximo de Sócrates não é boa gente. É corrupto, pervertido e imoral.

 

Portanto, eu receio estar bem tramado, pois há aqui matéria de facto que pode vir a ser escalpelizada pela justiça ou por entidades acima da justiça, como o Correio da Manhã.

 

Antes que o meu bom nome seja atirado para a lama, quero deixar bem vincado que nunca tive qualquer tipo de relação com José Sócrates. Mais, desde que ficou evidente que ele foi um dos cérebros do BPN, que eu nunca mais tive dúvidas do escroque que ele é. Esperem lá! Acho que já me estou a confundir… Até já estou a trocar os ex-primeiros-ministros…

 

É melhor ficar por aqui…