Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Marcelo também prepara a campanha, mas não a dele

Há poucos dias foi António Costa e o seu PS que deram início aos preparativos da campanha eleitoral. Tal como ficou à vista de todos, o PS pretendeu esvaziar o assunto “José Sócrates”, para não ter de carregar esse fardo nas próximas campanhas eleitorais, principalmente nas legislativas do próximo ano.

 

No seguimento da estratégia do PS, Marcelo não resistiu em avançar com deliberados actos de campanha eleitoral. A novidade aqui é que não se trata de auto-campanha, como habitualmente. Desta feita, Marcelo fez um grande favor à Direita, que não tem conseguido marcar posições bem definidas.

 

Provavelmente, Marcelo está apenas a ser Marcelo. Só que Marcelo é o Presidente da República e quem exerce a mais alta magistratura da nação não pode dizer o que disse, como se estivesse a opinar num talk show em hora de ponta. O Presidente da República disse que se “voltasse a correr mal o que correu mal no ano passado, nos anos que vão até ao fim do meu (seu) mandato, isso seria, só por si, impeditivo de uma recandidatura”. Marcelo também disse que “não demite o Governo, se houver nova tragédia”.

 

O que Marcelo quis realmente dizer foi que o Governo tem a obrigação de se demitir, caso se volte a repetir uma tragédia como a do ano passado. Mas não tem. E muito menos razões terá Marcelo para não se recandidatar, já que pouco ou nada tem a ver com uma situação excepcional como esta, e pouco ou nada pode fazer senão distribuir afectos.

 

Obviamente que a responsabilidade política é sempre de quem governa, nomeadamente do Ministério que tutela a referida área. E, tal como aconteceu no ano passado, as responsabilidades foram assumidas, talvez de forma atabalhoada, mas foram. A situação foi tão assombrosa e anormal que se pode perdoar o atabalhoamento.

 

Agora, achar que um Governo se deve demitir só porque acontece uma tragédia é, simplesmente absurdo. Mais disparatado ainda é um Presidente da República não se recandidatar por essa mesma razão.

 

Com as referidas afirmações, Marcelo apostou em dois cavalos destros. Um que corre a favor de uma demissão do Governo e o outro que corre a favor de uma penalização (dos partidos que o suportam) nas urnas, caso a tragédia se repita.

 

O Presidente da República foi tão irresponsável, que nem sequer equacionou a possibilidade de alguns fanáticos anti-PS e anti-Esquerda poderem fazer a tragédia acontecer, só para ver se resulta.

 

Assim, até parece fácil deitar abaixo um Governo. E o Presidente da República fez questão de relembrar como se faz.

 

Sobre a vitória do FCP (agora mais a frio)

O FCP é o novo vencedor do principal campeonato de futebol português, a Primeira Liga. Depois de Benfica e Sporting terem empatado no passado Sábado, o FCP sagrou-se automaticamente campeão nacional. Esta foi a 28.ª vez que os dragões conquistaram o título nacional. Contudo, há quatro épocas consecutivas que não venciam, algo que nunca tinha acontecido na história do clube.

 

Sobre esta vitória do FCP impõe-se dizer que é merecida. O FC Porto foi a equipa mais consistente ao longo de toda a temporada e, já na parte final, quando se viu obrigado a vencer na Luz, frente ao principal rival, não vacilou e conseguiu o objectivo. Obviamente que esse foi o momento em que se percebeu que só uma hecatombe poderia impedir os dragões de conquistarem o título.

 

O que me tem surpreendido muito e com o qual não concordo é o que se tem dito sobre os protagonistas da conquista. Para mim, o maior mérito das conquistas futebolísticas recaem sempre na equipa, ou seja, nos jogadores. Mas há quem muito queira atribuir o grande mérito da vitória ao treinador Sérgio Conceição. E depois há aquele que quer deixar bem vincado quem teve o mérito de escolher o treinador.

 

Em abono da verdade, é justo admitir que Sérgio Conceição tem o mérito de ter cumprido com aquilo que a sua função exige, aquilo que se esperava que fizesse, independentemente de concordar ou discordar de algumas opções que foi tomando, como por exemplo, ter entregado a titularidade da baliza ao José Sá, algo que veio a remendar mais tarde.

 

Há por aí quem diga que Sérgio Conceição é o grande obreiro do título, porque “fez pão a partir de migalhas”. Discordo totalmente. O plantel do FC Porto é, de longe, o melhor plantel da Primeira Liga. Dizem que o FCP não pôde fazer contratações para esta época, por restrições orçamentais impostas pela UEFA, o que é verdade. Mas isso não significa que o plantel não era bom, pelo contrário. A verdade é que nas épocas anteriores, o FCP não soube aproveitar os jogadores de que dispunha, preferindo emprestar bons jogadores e gastar milhões em autênticos flops.

 

Então, a conquista deste título só veio comprovar que a gestão desportiva das últimas quatro temporadas foi um desastre. Repito, o FCP já dispunha de grandes jogadores como o Marega, o Ricardo Pereira e o Aboubakar, mas preferiu emprestá-los e contratar “craques” como o Depoitre, o Imbula, o Bueno, etc.

 

Nas quatro épocas falhadas, em que o rival Benfica venceu sempre, o FCP geriu muito mal o plantel e a sua política de contratações foi desastrosa. E de quem foi a culpa? Não me parece que tenha sido dos treinadores. Tenho sérias dúvidas que a decisão de emprestar o Marega, o Aboubakar e o Ricardo Pereira tenha partido dos treinadores. Assim como não acredito que a contratação de alguns “ditos craques” tenha sido ideia dos treinadores. Já que falo em treinadores, gostaria de salientar que Pinto da Costa, nas 4 épocas transactas nunca veio dizer que o grande mérito de os escolher foi dele, tal como não perdeu tempo em fazê-lo agora, que o FCP venceu, em relação ao Sérgio Conceição.

 

A verdade é que a dispensa de jogadores como o Marega ou o Aboubakar serviu apenas para justificar a entrada de alguns craques como o Depoitre ou o Imbula que, por sua vez, justificou a saída de alguns milhões dos cofres do clube. Não será demais relembrar que há gente na cúpula do clube e próxima dele, que muito têm lucrado com este tipo de esquemas. Mas os adeptos do FC Porto são os melhores e os mais pacientes. Pinto da Costa que o diga.

 

Parabéns ao “Conquistador”

Quase 3 décadas depois da primeira edição, finalmente, o Estoril Open teve um vencedor português. João Sousa, o melhor tenista português de sempre conquistou ontem o principal torneio de ténis que se realiza em Portugal, o único do circuito ATP.

 

João Sousa teve uma semana inesquecível no Estoril, apresentando sempre um nível muito elevado e uma atitude mental irrepreensível. Sousa esteve forte a todos os níveis e mereceu a conquista do troféu. Para chegar à final, Sousa teve de bater Daniil Medvedev, Pedro Sousa, Kyle Edmund e Stefanos Tsitsipas. Na final, João Sousa defrontou e venceu o norte-americano Frances Tiafoe, que vinha de eliminar, nas meias-finais, o vencedor da anterior edição e n.º 11 do ranking ATP, Pablo Carreno-Busta. Sousa venceu o encontro em apenas dois sets, pelos parciais de 6-4 e 6-4. João Sousa ainda encontrou tempo e motivação para chegar até às meias-finais em pares, tendo feito parceria com o argentino Leonardo Mayer. Sem dúvida, uma bela semana.

 

Com esta importante conquista, João Sousa está de volta ao Top 50 do ranking ATP, subindo 20 lugares esta semana.

 

João Sousa é, indiscutivelmente, o melhor jogador português de sempre. O único com (três) vitórias no circuito mundial ATP e o único que se manteve (e continua) no Top 100 do ranking mundial por 5 anos consecutivos.

 

Incompreensivelmente, João Sousa não é um desportista muito destacado pela comunicação social, nem mesmo o tenista português preferido no meio, mas é sem dúvida o melhor. Com esta significativa vitória em território nacional, bem pode ser apelidado de “O Conquistador”. Ele até nasceu em Guimarães.

 

Parabéns João Sousa!

 

Puôrtouuu! Puôrtouuu!

Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu! Puôrtouuu!

Pronto, já chega.

Falta de vergonha na cara tens tu

Maria Luís Albuquerque disse que “o PS não tem vergonha na cara”. Disse isto na sequência das declarações de alguns membros do PS que, por sua vez, disseram que o partido se sentia envergonhado em relação às polémicas que envolvem José Sócrates e Manuel Pinho.

 

Maria Luís Albuquerque alega o costume, que “o PS levou o país à bancarrota”, “que os governos socialistas fizeram PPPs ruinosas e desastrosos contratos swap”. Escusado será dizer que o país nunca esteve na bancarrota e que as ruinosas PPPs são obra de vários governos, do PS e do PSD. Mas o mais incrível é ver Maria Luís Albuquerque a falar de “swaps”, tendo mesmo o desplante de acusar o PS de fazer “desastrosos contratos swap”.

 

Então recordemos que, Maria Luís Albuquerque, poucos dias depois de tomar posse como ministra no governo de Passos Coelho, mentiu despudoradamente no Parlamento quando afirmou não ter recebido informação suficiente sobre os contratos swap das empresas de transportes públicos. Toda a gente ficou a saber que, dois anos antes, a Direcção-Geral do Tesouro havia alertado a então secretária de estado (ela própria) para o perigo de perdas no valor de 1,5 mil milhões de euros. Maria Luís simplesmente não quis saber e deixou passar.

 

Mas, como quem mente uma vez mente mil, Maria Luís voltou a mentir ao Parlamento quando negou ter tomado conhecimento ou estar envolvida em contratos swap, enquanto trabalhou no IGCP (de 2007 a 2010). Uma auditoria da Direcção-Geral do Tesouro voltou a apanhar a senhora Albuquerque em desavergonhadas mentiras à nação. Maria Luís era técnica superior no processo de aprovação desses contratos swaps que, uma vez, foram altamente ruinosos para o Estado.

 

Maria Luís voltou a mentir no caso Estradas de Portugal. Maria Luís negou ter dado instruções para que a Estradas de Portugal alterasse o seu orçamento de 2012, por causa dos maus créditos do BPN. Ficou provado, com cópias de e-mails e tudo, que Maria Luís deu a referida ordem à empresa pública. Por falar em BPN, convém lembrar que esta senhora foi o rosto da venda do BPN que, como todos também nos recordamos foi um tremendo fracasso e um colossal prejuízo para o Estado.

 

Maria Luís mentiu quando prometeu a devolução de parte da sobretaxa de IRS. Também jurou a pés juntos que não teve nada a ver com o processo de resolução do BES e que isso não traria qualquer custo para os contribuintes. Depois foi o que se viu, milhares de milhões de euros que saíram do bolso dos contribuintes.

 

Maria Luís Albuquerque continua a acumular as funções de deputada da nação, onde supostamente defende os interesses do Estado e a função de administradora da empresa Arrow Global, que lucra com o que corre mal ao Estado Português.

 

Muito mais haveria por dizer do percurso político da antiga professora de Pedro Passos Coelho, mas acho que isto é mais do que suficiente para demonstrar que alguém assim não tem qualquer tipo de autoridade para acusar seja quem for de falta de vergonha na cara.

 

Falta de vergonha na cara tens tu, Maria Luís.

 

Tony Carreira tem uma surpresa. E que surpresa!

tony.jpg

Tony Carreira anunciou, nas redes sociais, que se prepara para surpreender os fãs com algo que lhes vai permitir conhecê-lo melhor. Eu acho que este gesto do Tony é absolutamente fantástico, pois já não existe ninguém que não conheça bem quem é o Tony Carreira, com excepção dos seus fãs.

 

Esta atenção para com quem o segue cegamente é de realçar.

 

Bom, aqui no Contrário já havíamos referido que o Tony Carreira andava a trabalhar num novo tema, em inglês, para dedicar à Judite. Pois agora o Contrário tem o prazer de anunciar, em primeira mão, que a grande novidade que o Tony tem para apresentar é, nada mais, nada menos, que um novo álbum de originais totalmente gravado em inglês.

 

Aqui no Contrário somos todos fãs do Tony e, por isso, já tivemos acesso ao alinhamento do novo álbum. A coisa promete.

 

Alinhamento:

Hey Jude (terá a versão em português "Ei Judite")

(Everything I Do) I Do It For You

Night Fever

I Will Always Love You

Stayin’ Alive

Billie Jean

Say You, Say Me

Killing Me Softly With His Song

Love Me Tender

New York, New York

Radio Ga Ga

Dancing Queen

With A Little Help From My Friends (To Judite)

 

Os bons mexem-se bem

António Mexia integrou o governo liderado por Santana Lopes, onde foi Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Recordemos que foi precisamente na governação laranja que se deu a liberalização do mercado de electricidade, bem como os procedimentos administrativos relativos à introdução dos Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual (os CMECs).

 

Convém, então, relembrar que os CMECs provêm de legislação criada em 2004. Curiosamente, nessa altura, António Mexia mexia os cordelinhos do lado do governo, onde se produziu legislação à medida da EDP. Pouco depois, Mexia rumou à EDP, à velocidade de um relâmpago, onde permanece até hoje, no topo da administração. Mexia pode gabar-se de ter conseguido, em 10 anos, arrecadar cerca de 2,5 mil milhões de euros devido à legislação feita à medida pelo governo que o próprio integrou.

 

Para mim fica claro que, quando Mexia sustenta que a legislação sobre os CMECs é de 2004 e não decorre de alterações subsequentes, para tentar justificar que as rendas não são excessivas, Mexia está apenas a confirmar o óbvio, ou seja, que quem semeou de um lado é o mesmo que foi colher do outro.

 

Mexia tem razão quando diz que o que está a ser investigado agora, no caso Manuel Pinho, nada tem a ver com a EDP. Só lhe fica bem não confundir as instituições com as pessoas que as gerem.

 

Good as corn

Emmanuel Macron, na sua visita à Austrália fez questão de, uma vez mais, recorrer ao seu brilhante domínio da língua inglesa para agradecer ao primeiro-ministro australiano a recepção calorosa que teve na chegada ao país. Macron não se ficou por aí e decidiu também vincar o agradecimento à “deliciosa” esposa do primeiro-ministro australiano.

 

As palavras de Macron foram: “I want to thank you for your welcome. You and your delicious wife.”.

 

Os especialistas dizem que se tratou de um erro de tradução. Mas não. As palavras de Macron foram intencionais, não fosse ele um expert da língua inglesa e em senhoras mais velhas. O Contrário sabe que Macron terá mesmo dito à senhora Lucy Turnbull que ela é “good as corn”.

 

Rendas acessíveis vs. Rendas moderadas

O acesso à habitação é um dos direitos fundamentais dos cidadãos. Mas, como sabemos, continua a ser um direito muito desprezado. Entretanto, o governo anunciou um pacote de medidas para combater o flagelo, a que chamou Programa de Arrendamento Acessível.

 

Entre outras situações, o referido programa prediz que um estudante não poderá pagar mais do que 360 euros por um quarto em Lisboa, nem mais do que 300 por um quarto na cidade do Porto. Repito, “por um quarto”.

 

Já uma família que procure um T2 em Lisboa ou no Porto fica já a saber que, ao abrigo do Programa de Arrendamento Acessível, não incorrerá no pagamento de uma renda de valor superior a 1050 euros na capital ou 900 euros na Invicta. Considerando que o salário médio em Portugal é pouco mais de 800 euros e que a maioria das pessoas aufere abaixo desse valor, rapidamente se conclui que as cidades de Lisboa e Porto serão acessíveis para muito poucos.

 

E decidiram eles chamar-lhe rendas acessíveis. É absolutamente inacreditável o desfasamento entre a realidade e aquilo que os governantes pensam. Podem até dizer que estes valores reflectem o tecto máximo para as cidades mais caras e que os valores serão mais baixos noutros municípios, mas a verdade é que este Programa de Arrendamento é tudo menos acessível.

 

Esta é a posição do governo. Já a oposição, nomeadamente o CDS preferiu falar em “rendas moderadas”. Assunção Cristas, que criou a afamada “lei Cristas” que, como se sabe, só veio retirar protecção aos inquilinos e contribuir para o despejo de muitos do centro das principais cidades, já veio a público, sempre apressada e cheia de ideias, propor “rendas moderadas”. Cristas propõe, por exemplo, que os terrenos da antiga Feira Popular, em Lisboa, sejam afectos à construção de habitação, pelo menos 70% da área. Portanto, Assunção Cristas já descobriu um espaço, por sinal numa zona muito interessante da cidade, já determinou a percentagem que deverá ficar afecta à habitação e até já reivindicou a aplicação de “rendas moderadas”. Tenho para mim que se a deixassem falar um pouco mais, ela até sacaria do bolso um papelito com o nome de umas quantas construtoras e imobiliárias que estão prontas para aboquejar o negócio.

 

E é assim que estamos. De um lado, governantes que consideram 1000 euros um valor de renda “acessível” para um T2, do outro lado, uma oposição que nos propõe negociatas no centro da cidade, que envolvem a cedência de terrenos públicos a instituições privadas, sob o compromisso de rendas “moderadas”, que como se pode antever são um “bocadinho” acima do acessível. Não haja dúvidas que estamos bem entregues.

 

Pág. 3/3