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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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Espetada de coelho à chef Juncker

Tem passado um anúncio na pequena tela, com alguma frequência, que apela ao consumo de carne de coelho. Parece um anúncio de supermercado, mas não. O anúncio é da responsabilidade da ASPOC – Associação Portuguesa de Cunicultura. Trata-se de uma publicidade que apela fervorosamente ao consumo de carne de coelho.

 

No decurso do anúncio aparece a seguinte informação (que quase nem dá para ler):

 

“O conteúdo desta publicidade apenas representa a opinião do seu autor e é da exclusiva responsabilidade do mesmo. A Comissão Europeia e a Agência de Execução para os Consumidores, a Saúde, a Agricultura e a Alimentação (CHAFEA) não assumem qualquer responsabilidade pela utilização que possa ser feita da informação nela contida.”

 

Contudo, depois de tantas sugestões de como confeccionar e consumir coelho, fica-se a saber que se trata de uma “campanha financiada com contribuição da Comissão Europeia”. A bandeira da UE aparece devidamente escarrapachada e ainda aparece a assinatura gráfica “Enjoy, It’s From Europe”.

 

Ou seja, afinal, esta publicidade traz um coelho na cartola. Diz que é da exclusiva responsabilidade do seu autor (a ASPOC) e que a Comissão Europeia não assume qualquer responsabilidade. Mas, a verdade é que a Comissão Europeia assume toda a responsabilidade ao financiá-la e ao permitir a utilização dos seus elementos identitários.

 

Só faltou acrescentar que as sugestões de confecção de coelho apresentadas no anúncio são da responsabilidade do chef Juncker. Mas que fique claro, a Comissão Europeia nada tem a ver com isto. Eles até são vegetarianos.

Em Lisboa, se não podes vencê-los junta-te a eles

Já todos conhecemos as medidas que a Câmara Municipal de Lisboa tem vindo a implementar para reduzir o tráfego automóvel na cidade. São muitas as iniciativas patrocinadas pelo município que têm em vista desincentivar o uso do automóvel dentro da cidade. Esta tem sido uma das principais bandeiras dos mais recentes executivos camarários. E como eles têm agitado essa bandeira.

 

Uma das medidas que gerou alguma celeuma foi a proibição da circulação de carros antigos. Uma outra mais pró-activa foi o carsharing 100% eléctrico. Neste caso, a Câmara Municipal comprometeu-se a disponibilizar parques de estacionamento para a frota de viaturas.

 

Uma outra medida, bem mais antiga e repressiva é a sempre infalível actuação da EMEL que, com todo o seu esmero e competência têm conseguido dissuadir alguns automobilistas de se deslocarem de carro para a cidade.

 

Mas, como em tudo na vida, há situações que não se conseguem contrariar. Se não é fácil convencer um cidadão que tem um automóvel a deixar de o usar dentro da cidade, como fazer com os abastados cidadãos que têm uma frota de viaturas?

 

Por exemplo, a ilustre cidadã lisboeta Madonna, que por sinal adora andar de bicicleta e a cavalo, dispõe de 15 viaturas das quais não prescinde.

 

Fernando Medina, o Presidente da Câmara de Lisboa, tem vivido um verdadeiro dilema em relação a estes distintos cidadãos. E na impossibilidade de os (con)vencer a reduzir o tamanho da frota decidiu oferecer-lhes um parque de estacionamento, para que a EMEL não ande por aí a importunar os nobres senhores.

 

Como diz o povo, “se não podes vencê-los junta-te a eles”.

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