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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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RAPIDINHA

“Stalin assinava um acordo secreto com Hitler. Nove dias depois, começava a II Guerra Mundial”. São os FdP (Fanáticos da Propaganda), uma vez mais, prostrados de quatro e levar com os bacamartes de Washington e a latir a sua propaganda. É verdade que Estaline assinou um acordo com Hitler, em Agosto de 1939. Mas em que consistiu esse acordo? E já que falam na II Guerra Mundial, como é que ela acabou? Não me digam que foi com o desembarque na Normandia… Ah! Os heróis da Normandia!

Rui Vitória na versão Serena Williams

Depois de ter empatado em Chaves (2-2), ontem à noite, frente ao Desportivo local, o treinador do Benfica, Rui Vitória, apareceu na conferência de imprensa em modo Serena Williams.

 

Eu achava que as reacções de Rui Vitória, sempre que o Benfica não consegue vencer, já não me conseguiam surpreender, mas estava enganado. Rui Vitória adoptou, agora, uma nova personagem para defender o indefensável.

 

Rui Vitória exigiu que o respeitassem mais, a ele e aos seus jogadores, porque naquela casa são todos chefes de família. Também disse que o lance da expulsão do jogador do Benfica (uma entrada com os pitões no adversário) era apenas merecedor de cartão amarelo. E ainda acrescentou que “o árbitro não tem que dar cartões vermelhos”, aos jogadores do Benfica.

 

É o Rui Vitória na versão Serena Williams.

A mediania da culpa

O Tribunal da Relação do Porto confirmou a sentença dos dois arguidos acusados de violar uma mulher em Vila Nova de Gaia. Os arguidos haviam sido condenados a quatro anos e meio de prisão, mas com pena suspensa.

 

O Tribunal da Relação do Porto confirmou, assim, a decisão do tribunal de primeira instância. No acórdão pode ler-se que “a culpa dos arguidos situa-se na mediania, ao fim de uma noite de muita bebida alcoólica, ambiente de sedução mútua, ocasionalidade na prática dos factos”.

 

Portanto, para os senhores juízes, o consumo de álcool pode justificar e desculpar um crime, o ambiente de sedução mútua também pode justificar uma violação e que esse mesmo acto de violação pode resultar de circunstâncias ocasionais. Coisas dos tipo “eh pá… o chão estava escorregadio, eu caí em cima dela e a coisa deu-se…”.

 

Outra curiosidade do acórdão e da sentença é quando refere que a “ilicitude não é elevada”. Pois. Pelo menos, não ao ponto de condenar a 5 ou mais anos de prisão, algo que impossibilitaria a suspensão da pena. É só curioso.

 

Mais curioso é o facto de os senhores magistrados considerarem que houve “sedução mútua” nas circunstâncias que levaram à violação e, ainda assim, condenarem os arguidos.

 

Por último, a melhor parte, os juízes consideraram que “a culpa dos arguidos situa-se na mediania”. Dou por mim a pensar nas inúmeras possíveis desculpabilizações que se poderá inferir a partir da “mediania da culpa”.

 

Caros juízes da treta, não existe mediania na culpa. Não há meio-termo na imputação de culpa, ou se é culpado ou não. É como na honestidade. Não há mediania, não há pessoas meias honestas. É como a vossa competência, estão a ver?

Não há risco nenhum

O Secretário de Estado Adjunto e das Finanças alertou para o risco do aumento desregrado do crédito a particulares, nomeadamente o crédito ao consumo. O Banco de Portugal reiterou a mesma preocupação, alertando para os perigos de voltar a acontecer o desastre que se verificou no passado recente na banca.

 

Os principais banqueiros apressaram-se logo a negar todas as preocupações levantadas pelo governo e pelo regulador, afirmando em uníssono, que não há nenhum risco de se repetir a desgraça que assolou a banca há poucos anos.

 

Eu espero que todos estejam a tomar nota destas declarações dos senhores da banca, porque o problema vai repetir-se, só falta saber quando.

 

E quando se repetir, eu também espero que os contribuintes não sejam chamados a contribuir com um único cêntimo.

É óbvio que Ronaldo não vai à cerimónia de entrega dos prémios "The Best" da FIFA

Decorrerá hoje, em Londres, a cerimónia de entrega dos prémios "The Best" da FIFA. Os finalistas na categoria de melhor jogador masculino são: Cristiano Ronaldo, Luka Modric e Mohamed Salah. 

 

Cristiano Ronaldo já informou que não estará presente na cerimónia. A sua ausência não é surpreendente, já que, tal como aprecia pouco felicitar os companheiros de equipa, quando estes marcam um golo, CR7 aprecia ainda menos ter que aplaudir a entrega de um prémio a alguém que não seja ele próprio.

 

Há evidências que são mesmo incontestáveis, tal como o facto de que o vencedor do prémio será Luka Modric.

Joana Marques Vidal ainda tem tempo para brilhar

A Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, termina o seu mandato dentro de poucas semanas, mas ainda lhe sobra tempo para fazer um brilharete. A Procuradora cessante é idolatrada por alguns, pelo facto de não temer os poderosos, as elites e, sobretudo, por não deixar nada por investigar.

 

Ora, no âmbito desse seu espírito salvífico e impassível, venho por este meio desafiar a senhora Procuradora a investigar as afirmações de Pedro Passos Coelho, na carta que dirigiu a ela própria.

 

Passos Coelho disse que “não houve a decência (por parte do Presidente da República e do Governo) de assumir com transparência os motivos que conduziram à sua substituição”. Ainda acrescentou que “sobra claro que a vontade de a substituir resulta de outros motivos que ficaram escondidos”.

 

Tratando-se de um ex-Primeiro-Ministro, estas afirmações assumem contornos gravíssimos, pelo que o dever da senhora Procuradora é investigar.

“Eu não ganho muito, tu é que ganhas pouco”

Esta é uma frase que tem sido proferida muitas vezes, ultimamente, e faz-me lembrar aquela frase batida: “não és tu, sou eu…”. Na verdade, ambas as frases padecem da mesma perfídia, pois, na realidade quem a diz estará muito pouco interessado na situação de quem a escuta. Ambas as frases denotam que o emissor está só a arranjar uma desculpa para a inevitável fatalidade que caracteriza a relação entre ambos.

 

A frase “eu não ganho muito, tu é que ganhas pouco” significa para as relações salariais, o mesmo que “não és tu, sou eu…”, para as relações amorosas.

 

Se a frase fosse proferida por alguém que aufere um salário que não seja demasiado alto, até poderia fazer algum sentido. Contudo, quem a profere, quase sempre, são aqueles que têm salários obscenos.

 

Imaginemos duas pessoas, uma aufere um salário mensal de mil euros e a outra um salário mensal de 50 mil euros. Faz sentido esta última diga à outra: “eu não ganho muito, tu é que ganhas pouco”? É óbvio que não. E, note-se, a primeira, na realidade portuguesa, até está a receber mais do que a maioria dos portugueses, mesmo não sendo um salário alto. Já a segunda, na mesma realidade, a portuguesa, está a receber um salário altíssimo.

 

Há, agora e cada vez mais, esta tendência para se querer fazer aceitar a ideia de que os salários pornográficos são normais e até mesmo desejáveis, que o problema está apenas nos salários baixos.

 

Não. Os salários baixos são, de facto, um problema. Contudo, os salários demasiado altos também o são. Acharão os defensores dos salários obscenos que seria possível pagar esse montante a todas as pessoas? Porque é isso que insinuam constantemente. Alguns até caem no ridículo de dizer coisas do tipo: “eu trabalhei muito para isto”, ou “isto é a recompensa pelo meu esforço e sacrifício”, como se milhões de portugueses não fizessem tudo isso, todos os dias, durante muitos anos, alguns, durante toda a vida sem nunca terem conseguido atingir um salário de 4 dígitos.

 

Portanto, é de injustiça e de profunda desigualdade que estamos a falar.

 

Importa ainda referir que o dinheiro não é uma coisa infinita. Se fosse, bastaria colocar a máquina a fazer dinheiro e aumentar os salários de todos para valores condignos. Não. O dinheiro não é uma coisa infinita. Se eu tiver 10 empregados ao meu encargo e 100 mil euros para distribuir em salários, se eu optar por pagar um ordenado de 90 mil euros a um deles, só restarão 10 mil para retribuir pelos restantes.

 

Vá. Vamos lá acabar com essa ideia de que há por aí alguns predestinados que merecem auferir num ano, ou num mês, aquilo que a maioria não consegue auferir durante toda a vida. 

Os motivos (pouco) escondidos de Pedro Passos Coelho

Pedro Passos Coelho aproveitou o assunto do momento para relembrar que ainda anda por aí. Em relação à não recondução de Joana Marques Vidal no cargo de Procuradora-Geral da República, Passos Coelho disse que não houve, por parte do Governo, “a decência de assumir com transparência os motivos que conduziram à sua substituição”.

 

Importa, em primeiro lugar, constatar que Passos Coelho continua sem tempo par ler a Constituição. Se a tivesse lido em tempo útil, não teria visto tantas decisões do seu Governo serem impugnadas pelo Tribunal Constitucional. E, neste caso concreto, saberia que a nomeação de uma nova Procuradora não significa “substituição”. O mandato de Joana Marques Vidal termina em Outubro, repito, “termina” em Outubro, pelo que nomear outra pessoa para o cargo não significa substituir a que se mantém até à data de cessação do mandato. Enfim, subtilezas que Passos Coelho não compreende.

 

Aquilo que Passos Coelho entende muito bem e agradece são os aspectos “técnicos” e “formais” que a Procuradora cessante se socorreu para arquivar alguns processos de investigação. Deixa cá ver se me lembro de algum… Ora com muita “técnica” e “forma”, só se me ocorre Tecnoforma.

 

Passos Coelho deve muito mais que uma singela carta de agradecimento.

Aos Joões Miguéis Tavares desta vida

Lucília Gago será a nova Procuradora-Geral da República, que substituirá Joana Marques Vidal no cargo a partir de Outubro. Como é sabido, o(a) Procurador(a)-Geral da República é proposto(a) pelo Primeiro-Ministro e nomeado(a) pelo Presidente da República.

 

Ora, antes que os Joões Miguéis Tavares desta vida venham insinuar que esta nomeação e, sobretudo, a não recondução de Joana Marques Vidal no cargo estão directamente relacionadas com o caso Marquês, no qual José Sócrates é a figura central, convinha recordar que o referido caso judicial encontra-se na fase de instrução, pelo que a Procuradora-Geral da República, seja ela quem for, já não tem qualquer tipo de interveniência no caso.

Elton John já está em Queluz para homenagear Cristina Ferreira

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Depois de ter tomado conhecimento que a Cristina Ferreira deixou a TVI, Elton John ficou devastado. Tal como toda a gente sabe, Elton John é grande fã e amigo de Cristina Ferreira e não poderia ficar de fora desta última homenagem à saída da princesa Cristina da TVI. Já agora, sendo Cristina Ferreira uma grande feminista será que o termo correcto é “mulheragem”? Não tenho a certeza, por isso vou manter “homenagem”.

 

O cantor inglês chegou esta manhã a Portugal, para participar nas cerimónias de despedida a Cristina Ferreira, que decorrerão no Palácio de Queluz. Sir Elton John confidenciou-nos à chegada, que durante a cerimónia de homenagem vai interpretar e dedicar o seu tema “Candle in the Wind” à Cristina Ferreira.

 

Recorde-se que Elton John compôs este tema para Marilyn Monroe, contudo, o próprio cantor admitiu que Cristina Ferreira é, actualmente, o maior ícone da cultura popular, pelo que esta sua canção assenta-lhe que nem uma luva. É caso para dizer que, depois de Cristina Ferreira, o verso “Goodbye Norma Jeane” nunca fez tanto sentido.

Os U2 testaram os fãs portugueses e a maioria reprovou no teste

Ontem os U2 publicaram o seguinte, nas redes sociais:

 

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Esqueçamos aquela parte do “ah… não foram os U2 que escreveram, foi alguém em seu nome”, porque vai dar ao mesmo. Muitos fãs ou “haters” (a linha que os separa é muito ténue) foram logo a correr cuspir fogo, reclamando que alguns nomes estavam mal escritos e que o Ronaldo e o Eusébio não nasceram em Lisboa.

 

Pois é. A verdade é que os U2 sabem muito bem todas essas coisas, mas como era dia de regresso às aulas, os U2 estavam só a fazer um pequenino teste aos fãs portugueses. Curioso o facto de quase todos os que se apressaram a atirar correcções tenham reprovado no teste.

 

Reparem que os U2 até foram astutos ao começarem por referir Ronaldo e Eusébio, tal como se deve fazer nos testes, isto é, aumentando o grau de dificuldade. Só depois vem o “Passoa” o “Antonio” e o “Saramango”.

 

Mas reprovaram porquê, afinal? Porque, apesar de terem reparado nos erros “Passoa” e “Saramango” passou-lhes completamente ao lado o facto de os nomes Eusébio, António e José também estarem mal escritos. É que os acentos gráficos não são como a estrela que se coloca na árvore de Natal, só para ficar bonito. Acentos? Ou será “assentos”? Não, é mesmo acentos neste caso. “Assentos” tem mais a ver com aqueles lugares onde nos refastelamos a ouvir U2.

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