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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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100% dos militantes do PSD nunca deviam ter entrado na política

No seguimento das declarações do vice-presidente do PSD, David Justino, que disse que “15% dos professores nunca deviam ter entrado no sistema de ensino” e tendo por base o mesmo método de análise, eu sou forçado a concluir que “100% dos militantes do PSD nunca deviam ter entrado na política”.

 

Saliente-se que não estou aqui para defender os professores. Aliás, David Justino também se inclui nessa classe profissional, mas, supõe-se que ele deva integrar o lote dos “20% a 25% que são excepcionais”, segundo a tabela classificativa que ele próprio desenvolveu.

 

David Justino entrou na política pela mão de Isaltino Morais que, como toda a gente sabe, tem queda para descobrir os grandes talentos da política. Isaltino cedo se apercebeu que Justino não poderia contentar-se em ser apenas um “professor excepcional”. E Justino, apesar de ter consciência da sua excepcionalidade, não hesitou em apertar a mão de Isaltino.

 

Portanto, Justino estacionou durante alguns anos na Câmara de Oeiras, passou pela Assembleia da República e saboreou, ainda que fugazmente, o que é ser ministro, pela mão de outro “excepcional” que dá pelo nome de Durão Barroso. E ainda teve tempo para ser consultor de Cavaco Silva.

 

Digam lá se é ou não é excepcional.

“O raio do primeiro-ministro”

“O raio do primeiro-ministro”, foi assim que Morais Sarmento se referiu a António Costa, durante uma “aula” na universidade de Verão do PSD.

 

As boas maneiras e a educação nunca foram o forte de Morais de Sarmento. Durante a palestra, o ex-ministro que tem como principais elevações da sua vida política, o facto de ter feito parte das equipas de Durão Barroso e Santana Lopes, recorreu várias vezes a um vocabulário rasteiro. Não sei se é algo que ainda lhe está no sangue ou se optou por calibrar a sua linguagem ao público-alvo, sendo que ambas não são mutuamente exclusivas.

 

Outra curiosidade formal do seu discurso prende-se com o facto de, sempre que se referiu aos líderes do BE e do PCP optou por poupar nos sobrenomes. “A Catarina e o Jerónimo” disse ele, como se tivesse andado com eles na escola. Ou então, é apenas aquele velho tique patego que as gentes de Direita têm, ao achar que o sobrenome é pertença exclusiva de gente que descende da nobreza.

 

Enfim, há vícios que nunca se perdem e Morais Sarmento sabe-o tão bem.