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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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Os motivos (pouco) escondidos de Pedro Passos Coelho

Pedro Passos Coelho aproveitou o assunto do momento para relembrar que ainda anda por aí. Em relação à não recondução de Joana Marques Vidal no cargo de Procuradora-Geral da República, Passos Coelho disse que não houve, por parte do Governo, “a decência de assumir com transparência os motivos que conduziram à sua substituição”.

 

Importa, em primeiro lugar, constatar que Passos Coelho continua sem tempo par ler a Constituição. Se a tivesse lido em tempo útil, não teria visto tantas decisões do seu Governo serem impugnadas pelo Tribunal Constitucional. E, neste caso concreto, saberia que a nomeação de uma nova Procuradora não significa “substituição”. O mandato de Joana Marques Vidal termina em Outubro, repito, “termina” em Outubro, pelo que nomear outra pessoa para o cargo não significa substituir a que se mantém até à data de cessação do mandato. Enfim, subtilezas que Passos Coelho não compreende.

 

Aquilo que Passos Coelho entende muito bem e agradece são os aspectos “técnicos” e “formais” que a Procuradora cessante se socorreu para arquivar alguns processos de investigação. Deixa cá ver se me lembro de algum… Ora com muita “técnica” e “forma”, só se me ocorre Tecnoforma.

 

Passos Coelho deve muito mais que uma singela carta de agradecimento.

Aos Joões Miguéis Tavares desta vida

Lucília Gago será a nova Procuradora-Geral da República, que substituirá Joana Marques Vidal no cargo a partir de Outubro. Como é sabido, o(a) Procurador(a)-Geral da República é proposto(a) pelo Primeiro-Ministro e nomeado(a) pelo Presidente da República.

 

Ora, antes que os Joões Miguéis Tavares desta vida venham insinuar que esta nomeação e, sobretudo, a não recondução de Joana Marques Vidal no cargo estão directamente relacionadas com o caso Marquês, no qual José Sócrates é a figura central, convinha recordar que o referido caso judicial encontra-se na fase de instrução, pelo que a Procuradora-Geral da República, seja ela quem for, já não tem qualquer tipo de interveniência no caso.