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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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U2 acusados de plagiar Tony Carreira

Os U2 estão em Portugal para duas actuações na Altice Arena, uma já realizada (ontem à noite) e outra esta noite. Já agora um pequeno aparte, ter os U2 a actuar na Altice Arena é como realizar uma prova de moto-quatro na sala de jantar. Aliás, os U2 não actuaram em Portugal durante a Elevation Tour, também ela realizada em recintos fechados, precisamente por considerarem este mesmo espaço um tanto exíguo.

 

Mas os anos passam e as ideias mudam. Pelo menos foi isso que se me ocorreu inicialmente, contudo, sabe-se agora que os U2 decidiram actuar na Altice Arena, duas noites consecutivas, só para imitar o Tony Carreira.

 

Entretanto, também já se fala que o Tony Carreira está a ponderar acusar os U2 de plágio. Tony terá dito que “actuar em noites consecutivas na Altice Arena é um estatuto que lhe pertence”. E não aceita a desculpa de que “os U2 desconheciam esse facto”, pois “não há ninguém no mundo que não conheça o Tony Carreira”.

 

Os U2 também já terão reagido a esta polémica afirmando, num comunicado a que só nós tivemos acesso, que “respeitam muito o Tony Carreira e os seus fãs” e como prova disso, decidiram que o concerto desta noite só terá início depois de terminada a entrevista da Cristina Ferreira, que passará nos ecrãs da banda na Altice Arena, não vá andar por lá algum fã perdido.

O corredor de transporte público da A5 vai ter paragens de autocarro?

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O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, propôs ao Governo a criação de um corredor para a circulação de transportes públicos na auto-estrada A5. A ideia é proporcionar aos habitantes de Cascais e Oeiras uma via “especial” de transporte público que faça a ligação a Lisboa. A proposta tem o apoio dos três municípios envolvidos, como é óbvio. É que ninguém gosta de focar de fora destes projectos.

 

Mas a dúvida que se coloca é: vão colocar paragens de autocarro na auto-estrada A5? Se a resposta for negativa, receio que esta ideia não vá apresentar os resultados esperados. Agora, se colocarem paragens, de onde em onde, aí sim, é bem provável que os automobilistas cansados de tanto pára-arranca abandonem as viaturas e decidam apanhar o autocarro em plena A5.

A ingenuidade do CDS. Ou será má-fé?

O CDS entende que o aumento da tributação fiscal sobre o lucro obtido na venda de imóveis prejudica a economia. Por essa razão propõe a redução da taxa fiscal, alegando que essa medida vai permitir estimular o arrendamento, beneficiando os proprietários e também os inquilinos.

 

Facilmente se percebe que essa medida beneficiaria os proprietários, já que com a redução da tributação em sede de IRS, iriam dispor de mais rendimento. Isto é líquido para toda a gente. Agora, eu gostaria que o CDS explicasse de que maneira é que essa medida beneficiaria os arrendatários.

 

Pensará o CDS que os proprietários e senhorios iriam aproveitar o aumento do seu rendimento, por via da baixa do imposto, para baixar o valor das rendas?

 

Como sei que de ingénuos não têm nada, só pode ser má-fé.

A grande esperança em Bolsonaro

Há poucos dias escrevi aqui sobre o ataque a Bolsonaro e estava convencido que seria a primeira e última vez que iria abordar o assunto. Contudo, depois de constatar tamanha fé no “Messias” vejo-me obrigado a voltar ao tema.

 

É que há uma nova e enorme esperança que, depois do ataque de que foi alvo, Bolsonaro se torne numa pessoa diferente. Há até quem defenda que, depois de uma pessoa passar por um trauma desta dimensão, existe uma grande probabilidade de ela se transformar, para melhor, claro.

 

Ora, no caso de Bolsonaro, a esperança de que isso vai mesmo acontecer ganha especial sustentação, depois daquilo que o seu filho escreveu nas redes sociais. Bolsonaro (filho) escreveu: “A perfuração atingiu parte do fígado, do pulmão e da alça do intestino”.

 

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Chiça penico! Que grande reboliço ia na barriga daquele homem. Mas isso agora não interessa nada. O que realmente importa é que, fazendo fé nas palavras do filho, estará cientificamente provado que Bolsonaro se transformará numa outra pessoa, já que a “alça do intestino”, aquela que se julga que estava directamente conectada ao seu cérebro se terá rompido definitivamente.

Fisco ou o Cobrador do Fraque?

O Fisco vai passar a poder cobrar as quotas em atraso das ordens profissionais. Começará por notificar os profissionais que têm quotas em atraso e, caso não paguem ficarão sujeitos a penhora. A isto chama-se “ter o Fisco sempre às Ordens”.

 

Isto é excelente. Eu sempre defendi uma maior intervenção do Estado em algumas situações. Espanta-me é que esta medida seja originária de um Governo que abominava a intervenção do Estado, apesar de só agora estar a ser implementada.

 

Ora, se o Fisco exigir uma comissão inferior às exigidas pelas empresas privadas de cobrança de dívidas, esta nova modalidade de encostar os caloteiros à parede é mesmo excelente.

 

Eu só gostava de saber se o Fisco também está interessado em notificar e cobrar coercivamente a todos quantos me devem. Aos que devem a mim ou a qualquer outra pessoa ou empresa…

Há mais um partido à direita: o da Joana (Marques Vidal)

Não, não é o partido de Santana Lopes. O novo “partido” que acaba de se afirmar no panorama político nacional é o Partido da Joana (Marques Vidal). É óbvio que a senhora Procuradora nada tem a ver com o assunto, mas não deixa de constituir a razão pela qual vários membros do PSD e do CDS estejam agora a formar este novo “partido”.

 

Devido à falta de competência para fazerem verdadeira oposição, estas pessoas decidiram usar o tema da recondução de Joana Marques Vidal na PGR, como bandeira de campanha. Alegam que Joana Marques Vidal deve ser reconduzida no cargo porque, além de competente, não deixa nada por investigar e não tem medo de mexer com os poderosos.

 

Ora vejamos. Joana Marques Vidal até pode ser muito competente, mas a verdade é que nenhuma das investigações sonantes que a Direita gosta de trazer à baila produziu grandes efeitos. Quantos poderosos investigados por corrupção foram presos? Pois. Podem dizer que não cabe à PGR condenar, o que é verdade, mas quando a investigação é bem conduzida, maior a probabilidade de haver condenação.

 

Se por um lado devemos reconhecer que no mandato de Joana Marques Vidal se produziu muita investigação, sobretudo onde antes não se fazia, por outro lado também temos que admitir que a maioria das investigações foram inócuas e nunca antes tinha ocorrido tanta fuga ao segredo de justiça. Por estas razões é que eu não acredito que Joana Marques Vidal seja a Super-Procuradora que alguns querem fazer crer, mas também não nego os méritos da senhora. Assim, tal como não devemos atribuir à senhora Procuradora a responsabilidade pelo que tem falhado, também não devemos atribuir-lhe aquilo que é meritório em toda a investigação que tem sido desenvolvida nos últimos anos.

 

Mas quem é que acha que todas as investigações do Ministério Público são da exclusiva responsabilidade da Procuradoria-Geral da República? Ou seja, será que alguém julga que cabe apenas à Procuradora-Geral a responsabilidade de decidir sobre aquilo que o Ministério Público deve ou não investigar? Mal do país se isso dependesse de apenas uma única pessoa.

 

Voltemos aos partidaristas do “Joanismo”. A única razão pela qual se agarram a este tema é o facto de considerarem que, caso o Governo não proponha a recondução de Joana Marques Vidal no cargo é porque tem receio que, os até agora intocáveis (a saber, Ricardo Salgado e José Sócrates), venham a ser condenados. E usar isso como arma de campanha.

 

Outra alucinação dos defensores do “Joanismo” é acharem que eventuais condenações dependam de quem estiver no cargo de Procurador-Geral da República. Os membros deste novo “partido”, que dizem defender os valores da Democracia, também são acérrimos defensores de que um cargo de nomeação política possa ter maior duração do que um cargo que está sujeito ao sufrágio universal. Ou seja, o(a) Procurador(a)-Geral pode e deve ser reconduzido por nomeação, por um período de 12 anos, mas o Presidente da República só poderá estar no cargo por um máximo de 10 anos, mesmo sendo eleito pelo povo. Parece-me que, só aqui, temos aqui um pequeninho contra-senso.

 

A Lei pode não impedir que o(a) Procurador(a)-Geral seja reconduzido, mas a sua interpretação sempre foi, e bem, no sentido contrário, por razões óbvias. Até a própria Joana Marques Vidal assim o entende. A recondução de uma pessoa num cargo que, já de si é demasiado politizado, porque provém de nomeação política, tornar-se-ia no cúmulo da politização caso acontecesse. Imagine-se como será ter um(a) Procurador(a)-Geral que para ser reconduzido tenha apenas que agradar ao governo em funções.

 

Este novo “partido” só veio acentuar a politização e partidarização de um cargo que deve ser o mais independente possível.

Jair Bolsonaro já era

Quem viu ou leu as notícias sobre o “ataque” a Jair Bolsonaro, o candidato do PSL à presidência do Brasil, fica com a sensação que aquele pobre e bom homem não merecia uma coisa destas. O próprio Bolsonaro, que numa hora estava às portas da morte, já a atravessar o famoso túnel, na hora seguinte já estava a falar para as câmaras e a lamentar-se que “nunca fez mal a ninguém”.

 

Para quem não conhece Bolsonaro, e eu sou dos que têm imenso prazer em não conhecer, basta conhecer as ideias que defende para poder saber o que tipo de peça que ali está. Bolsonaro disse, entre outras pérolas, que Pinochet devia ter matado mais gente, que preferia que os filhos morressem num acidente do que serem homossexuais, que não corria o risco de ter um filho a relacionar-se com uma mulher negra porque lhes deu uma boa educação, que defende a execução de presidiários, que defende actos de violência contra quem é homossexual, que as mulheres grávidas devem ganhar menos, que as mulheres merecem ser violadas, que pretende fuzilar os petralhas, que é a favor da tortura, que defende a esterilização dos pobres porque, ao contrário dos ricos, eles não param de ter filhos.

 

Por tudo isto e à luz do pensamento do próprio Bolsonaro, é perfeitamente legítimo que muitos possam afirmar que foi uma pena ele não “ter empacotado” já.

 

Na verdade só não empacotou porque não era essa a intenção. O plano parecia ser o de simular um atentado, para fazer subir as intenções de voto na, agora, “vítima” Bolsonaro. Os seus queridos filhinhos vieram logo dizer que o agressor queria “atingir o seu pai no coração”, “que era para o matar”, mas que, na verdade isto só vai fazer com que “seja eleito no primeiro turno”. Pois.

 

Esfaquear um homem no abdómen ao ponto de o matar requer força, rapidez e ângulo de ataque. Como se pode constatar nas imagens, o indivíduo acusado aproximou-se de Bolsonaro (que estava às cavalitas de alguém e rodeado por seguranças) com uma suposta faca, embrulhada naquilo que parece ser um pedaço de jornal e, a uma distância considerável desfere um “golpe” com a mesma destreza de quem está a pendurar bolinhas na árvore de Natal. E, o mais engraçado, é que não se vislumbrou uma única gota de sangue. Será que o homem não tem sangue? É provável que não. Apesar de um médico ter dito que Bolsonaro chegou ao hospital (da Santa Casa, saliente-se) muito fraquinho e esvaído em sangue, a verdade é que ninguém viu uma única gota. Caramba! Não custava nada simular também o sangramento. Fraquinho. Muito fraquinho mesmo. Espero que, pelo menos, saibam engenhar uma cicatriz convincente.

 

Recorde-se ainda que a história que começou a circular foi a de que Bolsonaro havia sofrido vários esfaqueamentos e que tinha uma lesão hepática muito grave. Depois vieram esclarecer que, afinal, a perfuração tinha atingido os intestinos, mas não menos grave. Indagando um pouco mais verificámos que, na verdade, o agressor só lhe fez um cafuné.

 

Ora, posto isto, aqui está uma bela história para uma telenovela. Os queridos apoiantes de Bolsonaro antevêem que o final da história será vencer a eleição logo no primeiro turno. Pois para mim, apesar do que diz uma sondagem relâmpago, o Jair já era.

 

O povo brasileiro não é tão estúpido como a extrema-direita pensa.

100% dos militantes do PSD nunca deviam ter entrado na política

No seguimento das declarações do vice-presidente do PSD, David Justino, que disse que “15% dos professores nunca deviam ter entrado no sistema de ensino” e tendo por base o mesmo método de análise, eu sou forçado a concluir que “100% dos militantes do PSD nunca deviam ter entrado na política”.

 

Saliente-se que não estou aqui para defender os professores. Aliás, David Justino também se inclui nessa classe profissional, mas, supõe-se que ele deva integrar o lote dos “20% a 25% que são excepcionais”, segundo a tabela classificativa que ele próprio desenvolveu.

 

David Justino entrou na política pela mão de Isaltino Morais que, como toda a gente sabe, tem queda para descobrir os grandes talentos da política. Isaltino cedo se apercebeu que Justino não poderia contentar-se em ser apenas um “professor excepcional”. E Justino, apesar de ter consciência da sua excepcionalidade, não hesitou em apertar a mão de Isaltino.

 

Portanto, Justino estacionou durante alguns anos na Câmara de Oeiras, passou pela Assembleia da República e saboreou, ainda que fugazmente, o que é ser ministro, pela mão de outro “excepcional” que dá pelo nome de Durão Barroso. E ainda teve tempo para ser consultor de Cavaco Silva.

 

Digam lá se é ou não é excepcional.

“O raio do primeiro-ministro”

“O raio do primeiro-ministro”, foi assim que Morais Sarmento se referiu a António Costa, durante uma “aula” na universidade de Verão do PSD.

 

As boas maneiras e a educação nunca foram o forte de Morais de Sarmento. Durante a palestra, o ex-ministro que tem como principais elevações da sua vida política, o facto de ter feito parte das equipas de Durão Barroso e Santana Lopes, recorreu várias vezes a um vocabulário rasteiro. Não sei se é algo que ainda lhe está no sangue ou se optou por calibrar a sua linguagem ao público-alvo, sendo que ambas não são mutuamente exclusivas.

 

Outra curiosidade formal do seu discurso prende-se com o facto de, sempre que se referiu aos líderes do BE e do PCP optou por poupar nos sobrenomes. “A Catarina e o Jerónimo” disse ele, como se tivesse andado com eles na escola. Ou então, é apenas aquele velho tique patego que as gentes de Direita têm, ao achar que o sobrenome é pertença exclusiva de gente que descende da nobreza.

 

Enfim, há vícios que nunca se perdem e Morais Sarmento sabe-o tão bem.