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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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Marcelo sai em defesa de Rui Rio

Não seria (ou se calhar seria) de esperar que o Presidente da República defendesse publicamente o líder de um partido. Mas foi o que Marcelo fez ao afirmar que “é cada vez mais difícil ser Governo, oposição e até Presidente da República”.

 

Ao proferir tal afirmação, Marcelo está claramente a defender Rui Rio, actual líder e antigo secretário-geral do PSD, enquanto Marcelo presidia ao partido. Como se sabe, Rui Rio não é Governo, não é oposição e também não é Presidente da República, porque deve ser realmente difícil. Marcelo saberá do que fala, certamente.

 

Por outro lado, Marques Mendes contraria toda esta teoria do Professor Marcelo. É que quem ouve aquele homem falar, aos Domingos à noite, fica com a certeza de que ele seria capaz de exercer todos os papéis em simultâneo.

O Brasil é uma casa a arder

O Museu Nacional do Rio de Janeiro foi completamente destruído por um incêndio. Este museu albergava séculos de história, milhões de peças com um valor histórico, cultural e patrimonial incalculável.

 

Para os que, como eu, não sabiam o estado em que se encontrava o edifício é incompreensível constatar que um Estado não seja capaz de preservar o seu património mais valioso. Já tínhamos percebido a situação débil em que se encontra o Brasil, nomeadamente no que respeita à perversão do poder político, mas não nos passava pela cabeça que as coisas estivessem tão mal.

 

Esta tragédia é realmente grave. Imaginem que o Museu do Louvre em Paris era consumido pelas chamas. Esta é uma tragédia de igual dimensão.

 

O Brasil, que é cada vez mais um país liderado pela incompetência e pela corrupção, é agora um país sem memória. O Brasil é, neste momento, aquelas imagens trágicas que vimos nas televisões e nos jornais, isto é, uma enorme casa a arder.

A universidade de Verão do PSD já começou, mas ainda há vagas…

A universidade de Verão do PSD tem início hoje e termina no próximo Domingo. É uma longa e dura viagem, onde os jovens mais promissores da política nacional se submeterão a intensos estudos de investigação, por sua vez, coordenados pelos melhores exemplares de políticos.

 

Apesar de os trabalhos já terem iniciado, ainda há algumas vagas, pelo que se pede a todos os jovens interessados que não percam mais tempo e se inscrevam já.

 

No final deste longo período de estudos intensivos, serão atribuídos aos participantes os respectivos graus académicos, de acordo com a prestação de cada um. A obtenção dos graus académicos estará sujeita aos seguintes critérios de avaliação:

 

Licenciatura – atribuída aos alunos que se mantenham caladinhos durante todo o período lectivo.

 

Mestrado – atribuído aos alunos que se mantenham caladinhos durante todo o período lectivo e batam palmas quando solicitado.

 

Doutoramento – atribuído aos alunos que se mantenham caladinhos durante todo o período lectivo, batam palmas quando solicitado e ainda se riam das piadas do Paulo Rangel.

A “explicação” para o silêncio de Rui Rio

Rui Rio tem sido muito criticado por vários membros do seu partido, que dizem que o líder do PSD não pode estar tão calado, que tem de ser mais agressivo e que tem de fazer mais oposição.

 

Rui Rio manteve-se impávido e sereno e só decidiu falar ontem, durante uma visita a Monchique. Rio aproveitou a presença da comunicação social para deixar bem claro, “clarinho como água”, que “o PSD não fala com casas a arder”.

 

Pronto, está explicado o estado de silêncio de Rui Rio. É que se há casa que está permanentemente a arder é a do PSD.

Manter a hora de Verão não significa Verão todo o ano

Mas que grande confusão que pra aí anda com esta história do fim da mudança da hora. Não sabemos se Jean-Claude Juncker estava sob um ataque de ciática, na altura em que defendeu que o horário de Verão deveria ser para todo o ano, alegando que é essa a vontade de milhões de pessoas, mas a verdade é que a Comissão Europeia vai tentar avançar com a ideia.

 

De facto, essa parece ser a vontade de muita gente, isto, fazendo fé no que dizem as sondagens de opinião, tal como aconteceu no inquérito feito pela própria Comissão Europeia. O problema é que este inquérito foi realizado cirurgicamente no pico do Verão e as pessoas responderam de acordo com a vontade imediata que é, mais ou menos isto: “Quero o horário de Verão, porque assim será Verão todo o ano”.

 

Pois. Mas não será. A verdade é que o horário de Verão é o mais desfasado do horário natural ou, se preferirmos, do horário solar. O nosso organismo estará muito mais apto a corresponder àquilo que é natural e que tem a ver com o horário solar, pelo que o horário de Inverno seria o mais adequado. Na verdade, não existem duas mudanças de hora. Nós alterámos a hora em Março (+ 1 hora) e em Outubro (- 1 hora), por essa razão considera-se que há duas mudanças, mas na realidade a segunda alteração (a de Outubro) é apenas a reposição daquele que é o horário padrão, decorrente da mudança efectuada em Março. A hora de Verão é uma invenção mais ou menos recente que teve por base alguns princípios interessantes, mas daí até querer uniformizá-la vai alguma distância.

 

Percebe-se a ideia de se querer que no Inverno a noite não caia tão cedo, contudo, há um preço a pagar por isso, que é termos o Sol a nascer por volta das 9 horas, algo que me parece completamente absurdo e contranatura.

 

Por mim, as coisas podem ficar como estão. Não entendo as razões que levam tantos a queixarem-se das mudanças de hora actuais, mas se quiserem mudar, que mudem, para a hora de Verão ou para a de Inverno, a mim tanto me faz. Eu até nem uso relógio.

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