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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Neto de Moura outra vez

Mais uma decisão polémica a envolver o juiz Neto de Moura e, uma vez mais, num caso relacionado com o crime de violência doméstica. Desta vez, Neto de Moura decidiu revogar a aplicação da vigilância por meio de pulseira electrónica a que um indivíduo havia sido condenado em primeira instância.

 

O tribunal de primeira instância havia condenado o referido indivíduo por agressões e ameaças de morte à mulher e ao filho. Ficou também provado que num desses episódios de agressão, a mulher ficou com um dos tímpanos perfurado. Então, o tribunal de primeira instância condenou o agressor a 3 anos de pena suspensa por violência doméstica agravada, ao pagamento de uma indemnização no valor de 2500 euros e a frequentar um programa de controlo de agressores. O mesmo tribunal entendeu aplicar-lhe uma pulseira electrónica, ficando proibido de se aproximar e/ou contactar a antiga companheira.

 

Ora, segundo consta na lei, a aplicação de pulseira electrónica, nestes casos, depende do “consentimento do arguido” ou, então, o tribunal deverá sustentar que a aplicação da pulseira electrónica é absolutamente “imprescindível” para proteger a vítima. Pois ninguém duvidará que este é mais um caso em que o controlo electrónico é fundamental para garantir os direitos da vítima e a sua protecção. O problema é que o tribunal de primeira instância parece não ter alicerçado a sua decisão nos parâmetros que a lei exige e, agora, o brilhante juiz Neto de Moura decidiu revogar a decisão.

 

Desta vez, Neto de Moura tem a lei do seu lado. Sim, desta vez, Neto de Moura não necessitou de recorrer a parábolas bíblicas ou ao seu raciocínio bafiento porque, infelizmente, neste caso concreto é a própria lei que o acredita em mais uma decisão estapafúrdia. Reparem que é a própria lei que dispõe que o juiz deve pedir autorização ao arguido, para que lhe possa ser aplicada a vigilância electrónica. Ridículo. "O Sr. importa-se que lhe coloquemos esta pulseirinha? É que se for muito incómodo fica sem efeito".

 

Não obstante os preceitos legais e considerando as eventuais lacunas patentes na decisão do tribunal de primeira instância, o mais importante seria proteger a vítima, pelo que Neto de Moura nunca deveria ter ordenado que se retirasse a pulseira electrónica ao agressor, porque muito mais importante que corrigir uma eventual lacuna na decisão da primeira instância é garantir a protecção das vítimas. É esse o interesse maior. Mas estamos a falar de Neto de Moura. Não poderíamos esperar outra coisa.

 

Até quando vamos permitir que um juiz deste calibre continue no exercício das suas funções?

Como saber quando alguém está a mentir?

Nem sempre é fácil ter a certeza de que alguém está a mentir, mas há determinados pormenores, que vão desde as palavras proferidas à linguagem corporal, que nos dão claros sinais de que uma pessoa está a mentir.

 

Ora, quando alguém recorre, na mesma frase, a uma rajada de adjectivos sinónimos isso significa que, provavelmente está a mentir. Porque, na verdade, está apenas a tentar martelar a "sua" verdade. 

 

Exemplo: "O processo foi claro, transparente e cristalino...".

 

 

 

 

Eu escolhia o Conan O’Brien ou o Júlio Osíris…

Agora, a sério. Quem ainda não viu a actuação ou ouviu a canção de Conan Osíris, que se chama “Telemóveis” e está a concurso no Festival da Canção da RTP?

 

Quem já conhecia Conan Osíris certamente não ficou surpreendido, já que “Telemóveis” é um tema dentro do mesmo espírito de outros que Osíris já havia apresentado. Eu já conhecia um pouco da sua “obra” e devo dizer que lhe acho um piadão. Por mim, a RTP nem chegava a fazer a segunda meia-final e consequente final. Eu enviava já o Conan Osíris para Tel Aviv.

 

Não consigo perceber as críticas negativas que muitos têm feito à canção de Conan Osíris e a ele próprio. Se calhar preferiam alguém a cantarolar umas cantigas da IURD. Uma coisa é certa, a canção de Conan Osíris já serviu um grande propósito. Osíris colocou meio Portugal a pesquisar nos dicionários a palavra “chibaria”. Num país como Portugal, onde sempre proliferaram chibos, não é pouca coisa.

“Ó homem (…) Largue-me as pernas, por favor.”

Não comprei o livro de Bruno de Carvalho, mas tomei conhecimento de algumas passagens que podem tornar esta obra num clássico da literatura.

 

Todos os grandes clássicos, não só na literatura mas também no cinema, têm aquela peculiaridade de conter, pelo menos, um momento estonteante que acaba por eternizar a obra.

 

No caso do livro de Bruno de Carvalho, a apoteose é atingida quando o autor descreve José Maria Ricciardi de joelhos, agarrado às suas pernas e a pedir-lhe perdão. Podem dizer que é tudo mentira, que é tudo inventado e tal… Mas, também as grandes obras podem ser pura ficção, nem todas são descrições exactas da realidade ou baseadas em factos reais.

 

Mesmo sem ter lido o livro, esta é uma cena que vai permanecer no meu imaginário por algum tempo. E estou certo de que, doravante, sempre que ouvir falar em Ricciardi não vou conseguir deixar de visualizar este momento hilariante.

 

“Ó homem (…) Largue-me as pernas, por favor.” 

PSD censurado e a reboque

Terminei o último texto dizendo que estava ansioso por ver a posição que o PSD iria tomar em relação à moção de censura apresentada pelo CDS. Ora, parece que o PSD decidiu ignorar a minha sugestão e vai votar favoravelmente a moção do CDS.

 

Toda a gente percebeu, menos o PSD, que esta moção de censura é apenas mais uma artimanha do CDS com o único objectivo de capitalizar eleitorado à Direita. Ou seja, tal como referi no último texto, esta moção de censura não é dirigida ao Governo, mas sim ao PSD, o único partido a quem o CDS pode roubar eleitorado.

 

Como é que o PSD não é capaz de enxergar isso? E, pior ainda, como pode deixar atrelar-se a um artifício que é inócuo para o Governo e altamente pernicioso para o próprio PSD?

 

Não aprecio o estilo de Rui Rio, mas reconheço-lhe uma virtude, talvez a única, que é a de ter vindo a fazer uma oposição séria e responsável. Não estou certo de que o tenha feito por sincera seriedade política ou por puro calculismo, mas a verdade é que seriedade e responsabilidade eram os grandes trunfos de que Rio se poderia socorrer para se defender dos ataques de que é alvo, que não têm sido poucos.

 

Ao deixar-se ir a reboque do CDS, Rui Rio e o PSD deitam por terra toda a postura que vieram a defender até então e, muito pior que isso, assumem um retumbante falhanço enquanto principal partido da oposição e entregam, categórica e triunfalmente, esse papel ao partido menor da Direita.

 

A moção ainda não foi a votos na Assembleia da República, mas o CDS já cumpriu o objectivo - o de esfrangalhar o PSD e sacar-lhe eleitorado. São estes os "efeitos práticos" da moção, que Rui Rio não foi capaz de perceber.

Esta moção de censura do CDS não é ao Governo

Desengane-se quem achar que a moção de censura apresentada pelo CDS é dirigida ao Governo, tal como seria suposto. Esta moção de censura do CDS é um mero e conspurcado acto de politiquice, que tem como objectivo capital atingir o seu habitual companheiro de rambóia – o PSD.

 

Que as tricas politiqueiras são algo que o CDS domina, já todos sabemos. Que o CDS se queira destacar à Direita e fazer passar a ideia de que eles é que são a verdadeira oposição, também não me parece grave. Agora, aquilo que é verdadeiramente inconcebível é que o CDS recorra ao “mecanismo” da moção de censura, supostamente direccionada ao Governo, para atingir outros fins. É o pináculo do desrespeito pela actividade política e pelas instituições, nomeadamente a Assembleia da República. Um partido que usa e abusa da falta de valores éticos e morais não é digno de representação.

 

Também já sabemos que esta moção vai ter o mesmo desfecho daquela que o CDS apresentou há pouco mais de um ano. Contudo, gostaria de sugerir a todos os outros partidos representados na Assembleia da República que não façam caso da mesma, que se escusem sequer debatê-la e que se limitem a votá-la, porque a isso são obrigados. Não resistir à tentação de discuti-la é cair no jogo sujo do CDS. É ser arrastado para o lamaçal.

 

Ora, posto isto, estou ansioso por ver qual a posição que o PSD vai assumir na Assembleia da República, sobretudo, qual vai ser o seu sentido de voto.

Acabaram-se as dúvidas no novo anúncio do Benfica

O Benfica tem um novo anúncio publicitário sobre as vantagens de associar o número de sócio ao cartão multibanco. A principal curiosidade é que o anúncio tem um “VAR”, que acaba por decidir uma situação de impasse.

 

O Benfica assume, neste anúncio, que o “VAR” já é algo indispensável na vida dos benfiquistas. E não é para menos, pois verifica-se que também na publicidade o “VAR” decide sempre a favor do Benfica.

 

Acabaram-se as dúvidas.

 

 

Rangel, Melo e os tachos europeus

Paulo Rangel é o cabeça-de-lista do PSD às eleições para o Parlamento Europeu, já Nuno Melo encabeçará a lista do CDS. Ambos já se encontram em campanha e a principal causa das duas candidaturas, para já, é a provável escolha que o PS fará para encabeçar a sua lista. Ou seja, a sempre indefectível grande causa que estes dois partidos abraçam nas suas campanhas eleitorais – combater o PS.

 

Mais do que defender as suas ideias e apresentar uma estratégia política, estes dois partidos optam sempre por começar por atacar o PS. E, se ao menos, combatessem as ideias do PS, sempre saberíamos com o que não concordam, o que já não era mau. Mas não. Eles combatem as escolhas do PS. As pessoas do PS. É isso que lhes causa sempre muito incómodo. Neste caso concreto, a pessoa que os constrange sobremaneira é Pedro Marques, o actual Ministro do Planeamento e das Infra-estruturas.

 

Rangel e Melo falam em "concorrência desleal" na escolha de Pedro Marques, porque sendo Ministro, beneficia da "vantagem de ter andado a fazer campanha pelo país", dizem eles.

 

A postura de Rangel e Melo esclarece bem o objectivo que os leva a candidatarem-se, ou seja, o único objectivo é serem reeleitos. Ambos olham para o acto de serem eleitos deputados europeus como um fim em si mesmo e não como o início de um período de dedicação à causa europeia e à causa pública. E por acharem que aquilo que realmente importa é ser eleito, para garantir o tacho, acham também que Pedro Marques lhes leva vantagem, por ser Ministro. E por essa razão mostram-se profundamente incomodados, por considerarem que partem em desvantagem em relação à conquista dos tachos europeus. Só por isso.

 

Mas olhemos bem para a situação. O que está em causa são candidaturas para o Parlamento Europeu, onde Rangel e Melo se encontram há muitos anos, logo, se há alguém que parte em vantagem nesta eleição são Rangel e Melo, pois imagina-se que tenham muitos louros a apresentar aos portugueses, fruto do árduo trabalho que ambos deverão ter desempenhado na defesa dos interesses de Portugal e da Europa. Os portugueses não esperariam oura coisa destes dois abnegados.

 

O grande problema de Rangel e Melo é que são eles próprios que matam o seu próprio argumento, já de si muito fraco, como vimos. Note-se que Rangel e Melo consideram que Pedro Marques tem sido um péssimo Ministro, um fala-barato que tem andado pelo país a prometer o que não cumpre e que é o Ministro do desinvestimento. Dizem ainda que é um socrático. Claro, Sócrates também não podia faltar no léxico destes dois.

 

Ora, se ambos consideram que o Ministro Pedro Marques tem sido o diabo, como podem afirmar que parte em vantagem? O eventual candidato ao Parlamento Europeu, Pedro Marques, só poderá levar alguma vantagem se tiver sido um bom Ministro, certo?

 

E se assim for, não me parece que haja algo de errado na eventual candidatura de Pedro Marques, ao contrário do aconteceu com a ida de Durão Barroso para a Presidência da Comissão Europeia, que Rangel e Melo tanto enalteceram e aplaudiram de pé. Recordemos que Barroso não foi a votos para chegar ao cargo e, à data, era o Primeiro-ministro de Portugal, por sinal, um péssimo Primeiro-ministro.

Agora a brincar, 10 a 0 pó Benfica. 10 a 0!

O Benfica venceu o Nacional da Madeira por 10-0. Nunca pensei que, nos dias que correm, um jogo da Primeira Liga pudesse terminar com este resultado.

 

É certo que o Benfica estava a jogar em casa, é sabido que o Benfica está em claro ascendente de forma e, muito provavelmente, estaria ainda mais motivado após o empate do líder FC Porto. E, por essas razões, ninguém duvidaria que o Benfica iria vencer o jogo frente ao Nacional, até porque o Nacional não está a jogar como noutros tempos.

 

Portanto, há que reconhecer a superioridade do Benfica e o mérito na vitória. Mas, por 10-0? Tenham lá paciência. Parece-me que o Nacional tem mesmo muito do que se envergonhar. Um diferencial desta natureza não é aceitável em jogos disputados a este nível. Uma equipa que perde desta forma não merece estar na Primeira Liga, lamento.

 

A exibição da equipa do Nacional é o exemplo de tudo aquilo que não se deve fazer num jogo de futebol. E o que acabou por me surpreender ainda mais neste jogo, com um resultado atípico, foi o facto de não ter sido mostrado nenhum cartão (amarelo ou vermelho) aos jogadores do Nacional. Isso é ainda mais raro. Uma equipa perder por 10-0, que se limitou a ver jogar e nem sequer se lembraram de recorrer à falta, para tentar travar o adversário.

 

Não quero com isto dizer que os jogadores do Nacional deveriam ter recorrido à “violência” ou antijogo para travar o Benfica mas, com mil raios, quando nada sai bem e uma equipa está a ser cilindrada pelo adversário é mais do que normal recorrer às faltas e, consequentemente, à “amarelização” de vários jogadores.

 

10-0 e nem um amarelo é obra. Uns queridos estes jogadores do Nacional.

Há crises humanitárias e crises humanitárias

A crise humanitária no Iémen, da qual poucos falam e onde se perpetram ataques constantes patrocinados com armamento norte-americano.

crise_iémen.jpg

 

 

 

A suposta crise humanitária na Venezuela, onde o armamento norte-americano ainda não chegou.

crise_venezuela.jpg                                                                                    Foto: EFE

 

É vê-los gordinhos, bem-dispostos e até sorridentes, envergando orgulhosamente as suas mariconeras e a bandeira dos EUA...

 

 

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