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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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RAPIDINHA

Este é dos melhores resumos que a seita de propagandistas vendidos já fizeram. Ele faz o destaque à opinião de um capacho do sistema. Ele demoniza e menciona inimigos imaginários. Ele fantasia sobre uma realidade que só existe na cabeça dos patetas e dos vendidos. Ele também conjectura cenários irreais, próprio de quem acredita em unicórnios. E, para finalizar sempre em grande, ele promove e tenta disseminar o medo nas pessoas. Tenham muito medo! O mais engraçado é mesmo quando afirma que a maior ditadura capitalista, o maior estado oligárquico que existe à face da Terra é a "terra da liberdade e da democracia".

Um milhão de trocos

Por que razão a esmagadora maioria das figuras públicas abastadas decidiram doar um milhão de euros/dólares, como contribuição para ajudar no combate à actual crise?

Qual será a razão que os leva a ter esta fixação com o “milhão”? Será apenas falta de originalidade? Ou será que é para fazer belos títulos na imprensa, do tipo: “Fulano(a) de tal faz doação milionária”. Reparem que para a doação ser considerada milionária é necessário que o valor seja de, pelo menos, um milhão de euros.

Só acho estranho que todos tenham optado pelo valor mínimo que lhes permite entrar no lote dos doadores milionários. Com mil raios, nenhum se lembrou de doar dois milhões, ou três ou dez. E olhem que muitos deles podiam fazê-lo sem qualquer problema.

Para a maioria destes beneméritos, um milhão é o equivalente aos trocos que a maioria das pessoas ainda carrega no bolso.

Ai Costa! A vida costa…

Com a maioria das pessoas obrigadas ao confinamento, por tempo indeterminado, é de prever que as contas da água, electricidade e gás aumentem consideravelmente. Se as pessoas passam muito, mesmo muito mais tempo em casa, é óbvio que os consumos vão disparar. É inevitável. Se acrescentarmos a esta situação o facto de a maioria das pessoas estar sujeita a perda de rendimentos, durante o mesmo período e pelo mesmo motivo, não seria de esperar que o Governo fizesse algo para amenizar estas despesas fixas e de primeira necessidade que, no curto prazo, vão cair em cima das famílias?

Por exemplo, na Madeira, o Governo Regional decidiu isentar os cidadãos e empresas, pelo consumo de electricidade e água referente ao período de 16 a 31 de Março, pelo menos.

Acho que o Governo tem a obrigação de fazer algo nesta matéria, contudo, também não isento de responsabilidade as empresas que operam nestes mercados. Chama-se responsabilidade social, meus senhores, aquilo que fica muito bonito em folhetos publicitários, manuais de identidade empresarial, relatórios de sustentabilidade, etc.

Este é um bom momento para conferir coerência a essa coisa tão bela e singela como é o caso da responsabilidade social. Estarão estas empresas dispostas a prescindir dos lucros (ou parte dele), apenas enquanto o referido período se encontrar em vigor?

Voltando à responsabilidade do Governo e a título de exemplo, porque não reduzir a taxa de IVA da electricidade para os 6% ou até mesmo isentar o pagamento deste imposto durante o período em que vigorará o estado de emergência e a obrigação de confinamento?

Portugueses retidos no estrangeiro? É ir lá buscá-los e ter uma conversinha…

São várias as notícias que nos dão conta de que existem vários portugueses retidos no estrangeiro, que se encontram impedidos de regressar devido aos fortes condicionamentos que a situação relativa ao coronavírus exige.

As pessoas queixam-se que as autoridades portuguesas não querem saber deles e que os deixaram à sorte do seu próprio destino.

Bem, eu fico irritado com tamanha cretinice. Desde logo porque é mentira que as autoridades portuguesas os tenham abandonado mas, acima de tudo, porque a esmagadora maioria daquela gente, senão mesmo a sua totalidade decidiu ir gozar umas férias, ignorando todos os avisos das autoridades nacionais e internacionais.

Não, não foram trabalhar, muito menos em urgência por razões de saúde. Foram gozar férias, quando os avisos para que não se viajasse eram repetidos até à exaustão. Não quero saber se já tinham as viagens reservadas e pagas há muito tempo. Isso não lhes atenua a tremenda irresponsabilidade.

É, de facto, muito assustador que exista pessoas com este nível intelectual e cívico. Saliente-se ainda o facto de que alguns deles são médicos e enfermeiros que, quanto mais não fosse, deveriam ter cancelado as suas férias em solidariedade para com os seus colegas que estão a batalhar nos hospitais portugueses.

Não tenho paciência para este tipo de imbecis, contudo, entendo que as autoridades portuguesas devem fazer o possível para os trazer de volta, ou seja, devem fazer por eles e pela sua saúde aquilo que eles próprios negligenciaram. E depois, bem, depois é ter uma conversinha séria e, no mínimo, a obrigatoriedade de permanecer em quarentena e assistir a umas aulas de civismo.

Há anos que me protejo do coronavírus

Sim, é verdade. Há muitos anos que me habituei a adoptar determinados comportamentos preventivos face ao possível contacto com vírus e bactérias nocivos à saúde.

Lavar bem as mãos e várias vezes ao dia (às vezes até mais do que o necessário, devo reconhecer)? Para mim é um hábito de longa data.

Ter um desinfectante sempre por perto, principalmente no carro, no local de trabalho e à entrada de casa? Ó meus amigos, há anos que não consigo viver de outra forma.

Limpar e desinfectar as superfícies em que sou obrigado a tocar e que sei que outros também podem tocar, como teclados, puxadores de portas e gavetas, mesas, etc.? Procuro fazê-lo com regularidade. E até prefiro ser eu a fazê-lo do que deixar essa tarefa para outros.

Não tossir nem espirrar para o ar? Bem, primeiro que tudo, porque entendo tratar-se de um acto de boa educação e de respeito para com os outros, mas também porque é extremamente simples e fácil de o fazer.

Evitar sítios com muita gente, sobretudo quando em espaços fechados? Só obrigado é que me apanham nessa situação.

Ficar isolado em casa? Faço-o sempre que posso. “There’s no place like home” é um dos meus lemas.

Mas aquilo que eu aprendi com este meu obstinado comportamento ao longo de vários anos é que, apesar de eu já não saber viver de outra forma, pouco impacto têm as minhas atitudes se os outros não fizerem o mesmo.

A tresloucada contratação de Rúben Amorim

Parece que o Sporting vai contratar o treinador Rúben Amorim ao Sporting de Braga. Só este facto já é motivo suficiente para perceber que as regras das contratações no futebol são absurdas. Como é possível que, sensivelmente a meio da época, um clube possa contratar o treinador de outro clube que se encontra a disputar a mesma competição? Pior que isso, o Sporting vai contratar o treinador de um adversário directo.

Outra questão que sobressai deste negócio é o facto de o Sporting ter 10 milhões de euros disponíveis para investir num novo treinador. Um clube que não tem dinheiro para mandar cantar um cego faz a terceira contratação mais cara de sempre, no que a treinadores diz respeito.

Grande negócio faz o presidente do Braga, António Salvador, que consegue um encaixe de 10 milhões de euros em pouco mais de meia dúzia de semanas. Vejamos, Rúben Amorim ainda não provou nada, apesar de ter dado sinais de que pode, repito, pode vir a ser um bom treinador. Portanto, o Braga não só faz um excelente negócio, como vai demonstrar que não precisa do Rúben Amorim para ficar à frente do Sporting no campeonato, que já se encontra a 4 pontos dos minhotos.

E, falando do Rúben Amorim, que é o centro da contratação, a pergunta que se impõe é: Como é que um jovem e ambicioso treinador de futebol troca o Braga pelo Sporting? Apenas pelo dinheiro? Então, o futuro da sua carreira já não interessa? O Braga tem um plantel bem mais interessante que o do Sporting e que dá maior garantia de sucesso. Como se diz na minha terra, Rúben Amorim vai passar de cavalo para burro. Bem, isso é lá com ele, mas que não abona nada a seu favor, lá isso não.

Rúben Amorim parece ter uma espinha dorsal muito maleável. E também não revela muita inteligência na opção que acaba de tomar. Ah… o dinheiro, claro, o dinheiro.