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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Justiçazinha à portuguesa

Em Portugal há cidadãos que são presos, durante vários meses, por serem suspeitos de praticar crimes relacionados com corrupção ou pirataria informática. Alguns até foram presos mesmo antes de se produzir qualquer acusação. Por outro lado, há homicidas, que depois de condenados à pena máxima permanecem em liberdade.

“Desonra-me Vieira…”

Depois de tanta polémica, Luís Filipe Vieira decidiu retirar António Costa (e todos os detentores de cargos políticos) da comissão de honra da sua candidatura à presidência do Benfica.

O presidente do Benfica sustenta que a comissão de honra da sua candidatura “não pode ser usada em lutas políticas que nada têm que ver com o clube…”.

Fica-se com a sensação de que o Primeiro-ministro terá pedido a Vieira para proceder desta forma, por não ter a coragem de recuar na sua decisão. António Costa sai, assim, da comissão de honra de Vieira, sai ainda mais desonrado do que quando entrou.

A Champions não é a Copa Libertadores

É só um recadinho para Jorge Jesus, que anda mais emproado que nunca: a Champions não é a Copa Libertadores. E nem estamos a falar de um verdadeiro encontro de Champions, já que o jogo de ontem frente ao PAOK era a contar para a 3.ª fase de qualificação para a Liga dos Campeões. Poderá até vir a confirmar-se que o Benfica foi eliminado por uma equipa que também não vai estar na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Não posso deixar de me rir com o facto de ver Jorge Jesus, alguns jogadores e também comentadores do Benfica dizerem que o importante, agora, é vencer o Famalicão já na Sexta-feira, como se isso apagasse o desaire de já estarem arredados de um dos principais objectivos da época, logo no primeiro jogo. Faz-me lembrar aqueles tipos fanfarrões que estão sempre a dizer que fazem e acontecem, depois vão até à tasca da esquina, levam dois bofetões do tipo mais gordo e mais bêbado que lá se encontra e vêm a correr para casa com o intuito de dar uma coça na mulher, só para deixar bem claro quem é que manda.

Como é possível permitir aulas sem máscara?

Já aqui falei sobre este assunto, mas volto a questionar esta situação porque é pertinente e não tenho visto nem ouvido ninguém muito preocupado.

Como é sabido, o uso das máscaras nas escolas é obrigatório apenas a partir do 5.º ano de escolaridade. A pergunta que se impõe é: como é possível que alguém, nomeadamente as autoridades políticas e da saúde, possa acreditar que o uso da máscara pode ser dispensado às crianças do primeiro ciclo? Como é possível acreditar que as crianças entre os seis e os dez anos não são portadoras e/ou transmissoras do vírus? Como é possível aceitar que dezenas de crianças estejam na mesma sala, durante várias horas, completamente desprotegidas?

As turmas não foram reduzidas, a área das salas de aula não aumentou, nem aumentou o número de salas disponíveis, pelo que o distanciamento de segurança não está assegurado. Está fácil de antever o que vai acontecer. Por que razão as autoridades estão a cometer este erro clamoroso?

Não me venham com os estudos que apontam para o facto de haver poucos casos de crianças infectadas nesta faixa etária, porque isso não significa que elas não possam originar cadeias de contágio. Aliás, outros estudos científicos sustentam que a carga viral em crianças é igual à verificada em adultos, sendo o potencial de contágio semelhante. Vários países europeus, entre os quais Espanha, estão a obrigar o uso da máscara sempre e em todos os anos de escolaridade. Não há excepções, porque deseja-se reduzir ao máximo o risco de contágio. Por aqui, com todas as sirenes a berrar bem alto, opta-se por deixar a criançada à vontadinha, para espalhar e contrair o vírus.

Não consigo perceber por que razão o governo e as autoridades de saúde estão a ser tão imprudentes e negligentes. Também não entendo a razão pela qual ninguém se preocupa com isto.

Espero que os pais e professores sejam capazes de perceber a iminente perigosidade da situação e, tal como fizeram em Março, saibam antecipar-se e substituir-se à responsabilidade das autoridades públicas na prevenção de um risco que está à vista de todos. Assim como em Março tiveram o bom senso de não levar os vossos filhos à escola, quando as autoridades não vislumbravam qualquer perigo, saibam agora exigir que todos, sem excepção, usem a máscara na escola.

Será assim tão difícil perceber que, além do confinamento, o uso da máscara é mesmo a melhor forma de evitar a propagação do vírus?

A falta de honra de António Costa

António Costa perdeu por completo o sentido do dever e da dignidade ao aceitar fazer parte da comissão de honra da candidatura de Luís Filipe Vieira à presidência do Benfica.

António Costa não é capaz de perceber o alcance da responsabilidade do cargo que ocupa, não tendo qualquer problema em chutar para canto todo o dever de reserva que a função de Primeiro-ministro exige.

O cidadão António Costa pode ter a preferência clubística que bem entender, o que não pode é esquecer-se do cargo que ocupa, muito menos fazer de conta que não compreende as incompatibilidades inerentes a essa posição.

Quando questionado sobre a situação, Costa diz que “é assunto que não tem rigorosamente nada a ver com a sua vida política”. Pois está redondamente enganado, já que tem tudo a ver com a sua vida enquanto político. Ou será que António Costa julga que seria convidado a tomar parte da comissão de honra, caso não fosse um político conhecido pelos cargos que ocupa, nomeadamente, líder do PS e do Governo de Portugal? Costa não colhe notoriedade em nenhum outro campo que não seja o espaço político.

Mas, mesmo que António Costa consiga ter a grande lata de disfarçar que não entende a razão pela qual um qualquer Primeiro-ministro não deve fazer parte de uma candidatura à presidência de um qualquer clube de futebol, não há lata (nem mesmo da melhor tinta) que consiga disfarçar a carunchosa falta de dignidade de um Primeiro-ministro que se sente honrado em apoiar a candidatura de um indivíduo que é arguido em vários processos e, principalmente, um dos maiores devedores do Novo Banco, onde cavou um enorme buraco que teve de ser tapado com o dinheiro dos contribuintes, pago por intermédio de um cheque passado pelo próprio António Costa.

Dizem que António Costa é um político inteligente, algo que, por estas e por outras, sou obrigado a discordar. Mas, admitindo estar enganado e Costa ser, de facto, um político muito inteligente, por que razão terá ele achado vantajoso aceitar fazer parte da comissão de honra da candidatura de Luís Filipe Vieira, sabendo que, em termos de imagem (que para um político é quase tudo) nada tem a ganhar com isso, muito pelo contrário?

Do alto da sua inteligência política, António Costa lá saberá o que tem a ganhar.

Eu dava-lhes a sensibilização...

No momento em que a situação pandémica em Portugal apresenta números preocupantes (hoje, mais 7 mortes e 673 novos casos de infecção), algo que deveria fazer com que todos redobrássemos os cuidados para evitar o contágio, muitos milhares de pessoas, por todo o país, vivem como se nada estivesse a acontecer.

As autoridades parecem demonstrar uma incansável predisposição para a sensibilização desta cambada de irresponsáveis, contudo, parece-me fácil de concluir que, por esta altura, depois de tudo o que já se passou em Março e Abril e que se pode repetir com muito maior gravidade, não deveria ser necessário andarmos a falar mansinho com este tipo de gente.

Por esta altura, as regras já deveriam estar bem mais apertadas e quem não as acatasse de bom grado deveria ser sensibilizado à base de pau de marmeleiro.

 

Cidade do Porto

ajuntamento_porto.jpg

Fonte: RTP3

 

Cidade de Lisboa

ajuntamento_lisboa.jpgFonte: RTP3

 

Algarve

ajuntamento_algarve.jpgFonte: RTP3

 

 

Seis meses depois, António Costa não sabe o que é o RT

António Costa aproveitou a hora de almoço para fazer declarações sobre a situação actual da pandemia. Ainda mal tinha começado a falar e já estava a meter os pés pelas mãos. Não é que depois de seis meses a vivermos de perto esta pandemia, depois de tantas reuniões com especialistas, e até mesmo depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter demonstrado a mesma ignorância há vários meses atrás, o Primeiro-ministro de Portugal afirmou que o “risco de transmissibilidade tem andado à volta de 1%”.

Se António Costa ainda não percebeu o que significa o RT, receio que não tenha capacidade para compreender conceitos bem mais complexos que este. O “RT” igual a 1 significa que um caso infectado origina, em média, outro caso. Não se trata de 1%, mas sim de 1, em valor absoluto.

Pode parecer um pormenor, mas não é. Quando um Primeiro-ministro ou um Presidente da República não consegue perceber este tipo de conceitos, só demonstra a sua ignorância e impreparação.

Regresso às aulas sustentado em “parece que…”

Não há um consenso científico sobre o impacto das crianças na transmissão do novo coronavírus. É factual, não é opinião.

Os factos demonstram que há menos crianças infectadas do que adultos, mas isso não significa que uma criança tem menor probabilidade de transmitir o vírus do que um adulto.

Alguns estudos concluem que as crianças não possuem todos os receptores necessários para apanhar a doença, no entanto os mesmos estudos sustentam que são os adultos que transmitem a doença às crianças. Então, em que é que ficamos? As crianças não possuem os receptores para apanhar a doença, mas em contacto com adultos infectados já contraem a doença? Ora, “parece que” os receptores das crianças aumentam a sua “receptividade”, aquando na presença de um adulto infectado.

Os mesmos estudos sustentam que nos casos de crianças infectadas, não foram elas as primeiras a contrair o vírus, ou seja, alegam que foram infectadas por adultos que, muito provavelmente coabitam com elas. Ah sim? Em primeiro lugar, em condições normais, acho muito difícil (em muitos casos) ter-se a certeza de quem foi o primeiro a ficar infectado (o adulto ou a criança). Mas, acima de tudo, há que ter em consideração que estes estudos foram efectuados no decorrer do período de confinamento e férias, quando as crianças estavam em casa (sem frequentar as escolas) e o vírus só poderia chegar aos domicílios através dos adultos, obviamente.

Portanto, concluir que o vírus é maioritariamente espalhado entre os adultos, tomando por base estudos que tiveram como base um período de tempo em que as crianças foram mandadas para casa e aí permaneceram confinadas, não só não faz sentido como é muito perigoso.

Por outro lado, também há estudos que sustentam que a carga viral em crianças é semelhante à que está presente nos adultos, pelo que as crianças podem ser tão infecciosas quanto os adultos. Se a isto acrescentarmos o facto de as crianças terem muito maior probabilidade de estabelecer contactos de proximidade com outras pessoas, nomeadamente com outras crianças, e de não respeitar as regras de distanciamento, protecção e higiene, logo se conclui que as regras neste público não podem ser menos exigentes.

Perante um cenário de tanta incerteza seria de esperar que as autoridades políticas e de saúde tivessem uma atitude de maior prudência, algo que não se verifica, principalmente ao não obrigar ao uso da máscara nas aulas do 1.º ciclo.

Em vários países europeus, são várias as escolas que encerraram em apenas uma semana. Em Espanha, as máscaras são obrigatórias desde o primeiro ano (crianças com 6 anos). Até na Madeira, que parece que já não é Portugal, o uso da máscara será obrigatório para todas as crianças, logo a partir do 1.º ano.

Não nos devemos esquecer que o uso da máscara é a principal e mais eficaz forma de conter a propagação do vírus. Como é possível que os governantes permitam e promovam o ajuntamento de crianças num espaço fechado sem usarem máscara?

Fica-se, no mínimo, com a sensação de que este governo não tem noção do que está a fazer.

Covid-19: o maior problema é a irresponsabilidade

O número de contágios da Covid-19 tem vindo a aumentar um pouco por toda a Europa e Portugal não é excepção. A uma semana da abertura das escolas, o Governo diz que o país está preparado e acredita que vai correr tudo bem. Pois eu não tenho a menor dúvida de que vai correr mal, porque a questão que se coloca agora é a mesma que se colocava antes, isto é, o cumprimento das regras que evitam ou reduzem o contágio.

Se até agora os casos não aumentaram abruptamente será, provavelmente, porque os principais ajuntamentos de pessoas decorreram em espaços ao ar livre, mas, ainda assim aumentaram. Imaginem, agora, o que acontecerá quando milhares de pessoas se agruparem em espaços FECHADOS.

Como pode o Governo e as autoridades de saúde obrigar ao uso da máscara apenas a partir do 2.º ciclo? É precisamente no primeiro ciclo que o risco é maior. Quanto menor a idade dos alunos maior a probabilidade de não conseguirem respeitar o distanciamento, de não deixar de partilhar objectos e alimentos e de não cumprir as regras de etiqueta respiratória, nomeadamente tossir e expirar para o antebraço. Portanto, os alunos mais velhos, aqueles que têm maior facilidade em compreender a situação estarão obrigados ao uso da máscara, aqueles que têm menor capacidade de cumprir as regras não têm que usar máscara. Já se está a ver no que vai resultar.

Se entendem que é difícil para os mais novos estar na escola (várias horas) com a máscara, então encontrem outra solução, porque aquilo que está previsto vai conduzir indubitavelmente à disseminação massiva do vírus. E se não há outra solução, então, mantenham as aulas não presenciais para as crianças do 1.º ciclo.

Em vários países europeus, várias escolas tiveram que encerrar pouco depois da reabertura. Nalguns países foram os próprios pais que impediram os seus filhos de ir à escola, porque os casos de contágio começaram a aumentar. Aqui vai acontecer o mesmo, porque as entidades (ir)responsáveis, bem como muitas pessoas (ir)responsáveis não aprenderam nada com o período de confinamento.

Nada mudou desde Março/Abril até agora, no que ao vírus diz respeito. A situação face ao contágio e seus efeitos mantém-se inalterável. Será muito difícil antever o que vai acontecer quando as pessoas voltarem a concentrar-se em locais fechados, muitas vezes sem máscara e no período de Outono/Inverno que, como sabemos, é propício ao aumento de episódios de enfermidade, nomeadamente doenças respiratórias?

Se o uso da máscara fosse SEMPRE obrigatório, até mesmo em espaços ao ar livre, principalmente na época que vamos entrar, os casos de contágio não aumentariam significativamente, com toda a certeza. E ainda teríamos a vantagem de reduzir também a disseminação de outras doenças respiratórias, como a gripe.

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