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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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RAPIDINHA

Um vintém é um vintém, um cretino é um cretino.

Os "representantes dos portugueses"

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Depois de António Costa ter dito que não comenta, no exterior, assuntos de política nacional, José Gomes Ferreira (SIC) atacou o Primeiro-ministro afirmando que este deveria ter respondido às perguntas dos jornalistas, que são os "representantes dos portugueses".

Bem, uma coisa é certa, de uma forma ou de outra, os portugueses estão muitíssimo bem representados.

Mais uma indecência da administração norte-americana

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O Afeganistão atravessa uma grave crise de fome, os desastres humanitários sucedem-se e o recente terramoto só veio acrescentar mais desgraça a um país que está atado e impedido de satisfazer as necessidades mais básicas e urgentes, por parte da Administração Biden que congelou milhares de milhões de dólares das reservas afegãs. Ou seja, as habituais sanções que a Administração dos EUA adora impor aos outros países.

Devido a esse sórdido bloqueio imposto pelo governo de Joe Biden, o Afeganistão – que foi invadido e ocupado pelo exército norte-americano durante as duas últimas décadas – encontra-se mergulhado numa situação de emergência financeira, onde não há dinheiro para nada, nem mesmo para as necessidades mais básicas como a compra de alimentos para uma população assombrosamente empobrecida.

Portanto, milhões de afegãos que se encontram numa situação de desprotecção limite e que foram largados pela máquina do poder dos EUA às mãos dos talibãs. E para agravar ainda mais essa vergonhosa condição, agora são obrigados – pelos mesmos que os colocaram nessa posição – a enfrentar uma situação de emergência humanitária extrema, sem poder aceder ao dinheiro que lhes pertence, porque os “donos do mundo” não deixam.

A Administração Biden pretende ainda apoderar-se dos muitos milhões de dólares afegãos para os entregar às vítimas do “11 de Setembro”, como se a população afegã tivesse alguma culpa no cartório.

A indecência não tem limites.

O Aquaman vai salvar os oceanos

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Agora sim, as políticas começam a fazer sentido. Se é para salvar os oceanos chamem o Aquaman, com certeza. Então, para que raio servem os super-heróis? Como diz Marcelo Rebelo de Sousa, “não confiem nos políticos para resolver os problemas”. E, já agora, parem de enviar armamento para a Ucrânia, porque também esse problema tem uma solução simples, eficaz e barata. Basta enviar o Rambo e uma faca de mato. E se for necessário, pede-se ao coronel James Braddock que dê uma ajudinha.

Deixemos o Super-Homem e o Batman para tarefas mais complicadas.

Ai que riquinhos que eles são

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O presidente demente, o salsicha sorridente, o menino da docente, o narcisista decadente, l’italiano banco quente, o belga insipiente, o cabeção anuente, o pateta do oriente e o bebedolas que perdeu o pente.

Os riquinhos sentaram-se à mesa para contar umas graçolas sobre Putin e lançar mais umas atoardas propagandistas acerca de pretensos investimentos milionários em países menos desenvolvidos. Ah! Quanta abnegação na ajuda ao próximo. E estavam tão inebriados pelo momento que nem sequer deram conta que a maior piada reside neles próprios.

 

A Ucrânia tem tudo para liderar o “projecto europeu”

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Que felizes e contentes que ficaram os “líderes” europeus com a “sua” decisão de atribuir à Ucrânia o estatuto de candidato à entrada na União Europeia. E não interessa nada o facto de essa eventual entrada só se concretizar daqui a 10, 15 ou 20 anos. O que realmente importa é esfregar esta decisão na cara de Putin, que até deixou de comer com o desgosto que isto lhe causou. Tão patéticos estes “líderes” europeus.

No entanto, se olharmos com clareza para os factos, rapidamente chegaremos à conclusão de que a Ucrânia não só já deveria ter sido integrada na União Europeia, como deveria ser o país a liderar o “projecto europeu”. Não sei se já notaram, mas fala-se muito do “projecto europeu”, que é tão bom, tão bom que, apesar do magnificente esforço dos seus brilhantes “líderes”, ainda não conseguiu sair do papel, ou seja, continua a ser um “projecto” – é o projecto da obra de Santa Engrácia.

A Ucrânia é o país mais corrupto da Europa. É também um país onde os tribunais dependem directamente do governo. É um país onde os órgãos de comunicação social que se recusam a adoptar a “política de informação unificada” do senhor Zelensky são banidos. É um país onde não há lugar para o dissentimento de opiniões políticas, pelo que todos os partidos políticos da oposição foram proibidos de exercer a sua actividade, em nome da “vontade única”. E, não menos importante, a Ucrânia é a mais obediente colónia dos EUA no seio da Europa.

Ora, parece-me óbvio que a Ucrânia não só deve integrar imediatamente a União Europeia, como deve assumir a liderança do “projecto europeu”.

Cria-se uma Fundação para isto

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A Fundação José Neves desenvolveu um estudo sobre o “Estado da Nação: Educação, Emprego e Competências”. Das conclusões desse estudo, os especialistas que o realizaram destacam que, em 2021, apenas 74% dos jovens recém-formados estavam empregados, que o salário médio dos portugueses com ensino superior caiu 11% na última década e que os trabalhadores com curso superior auferem um salário, em média, de mais 44% face àqueles que concluíram apenas o ensino secundário ou que não chegaram a concluí-lo.

Em relação a esta última conclusão, os especialistas que realizaram o estudo rematam que só por essa razão vale bem a pena tirar um curso superior.

Pois é. Voltamos sempre à estaca zero do pensamento crítico sobre os problemas que se abatem sobre a sociedade portuguesa. Em Portugal, as Fundações brotam como ervas daninhas, contudo limitam-se a realizar uma série de estudos que retiram sempre as mesmas conclusões erradas. E, nesta matéria, nem sequer é necessário realizar qualquer tipo de estudo para se chegar às conclusões certas.

Vejamos, os salários da esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses são baixos. Naturalmente que, em termos médios, os salários de trabalhadores com curso superior são mais elevados. Não obstante, não é o facto de se ter um curso superior que, automaticamente vai fazer com que um trabalhador tenha uma maior probabilidade de auferir um salário mais elevado. Por exemplo, se um trabalhador de uma caixa do supermercado decidir tirar um curso superior, não vai receber um aumento salarial por essa razão. Ou seja, o curso superior permite que uma pessoa possa abrir o leque de opções laborais e, eventualmente poder vir a ganhar mais, mas isso não significa que aqueles que estão a ganhar menos – e são tantos –, por se encontrarem em funções para as quais não é necessária formação superior, esses não terão nunca um aumento salarial só por decidirem tirar um curso superior.

E são tantas as profissões que não requerem formação superior. Funcionários que trabalham na recolha de lixo, funcionários que trabalham nas limpezas, operadores fabris, e tantas outras. Estas profissões não requerem - e nunca requererão – um curso superior, contudo requerem e vão continuar a requerer muitos trabalhadores disponíveis para as desempenhar. A menos que algum “unicórnio” descubra uma forma de estas funções tidas como básicas, mas de muito difícil execução possam vir a ser executadas por máquinas, por uma varinha mágica ou por uma app, a necessidade de recrutar trabalhadores sem curso superior manter-se-á.

O cerne da questão é sempre o mesmo, isto é, os salários baixos dos trabalhadores portugueses. E se queremos atacar esse problema temos que assumir a necessidade premente de aumentar significativamente os salários dos trabalhadores, sobretudo os daqueles que ganham menos que, não pelo facto de não terem um curso superior – que na verdade não têm, nem necessitam – mas pela baixíssima remuneração que por hábito se atribui a estas funções, que são essenciais ao funcionamento da sociedade.

Eu costumo sugerir aos cidadãos que imaginem como seria o seu dia-a-dia se não houvesse ninguém que aceitasse limpar casas de banho, fazer a recolha do lixo ou fazer pão. O país implodiria em pouco tempo.

Enquanto os senhores do poder e os iluminados que os assessoram insistirem na ideia de que as pessoas com mais qualificações académicas é que devem ganhar mais, o problema dos salários baixos vai continuar. Primeiro, pela razão que acabei de descrever, ou seja, a existência de profissões que não requerem a necessidade de um curso superior e que, por essa razão os iluminados entendem que não devem ser bem remuneradas. Segundo, porque enquanto uma série infindável de profissões essenciais ao funcionamento da sociedade continuarem a ser tão mal remuneradas (salário mínimo ou pouco mais), os trabalhadores academicamente mais qualificados também nunca irão ver os seus salários aumentados, porque como é hábito neste país, o nivelamento faz-se sempre por baixo.

Portanto, o ideal é proceder ao aumento generalizado dos salários dos trabalhadores. Mas aquilo que é absolutamente crucial é começar por aumentar condignamente os salários mais baixos e reduzir as diferenças salariais entre classes profissionais.

O estado actual do jornalismo e da liberdade de imprensa

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O Reino Unido aprovou a extradição de Julian Assange para os EUA. O activista e jornalista australiano poderá (e vai) recorrer desta decisão, contudo, do outro lado do oceano está um rol de acusações escabrosas, montadas pelo poder norte-americano que poderão valer-lhe 175 anos de prisão.

E o que fez Julian Assange de tão errado para se encontrar nesta situação? Apenas fez o seu trabalho de jornalista como muito poucos o fazem nos dias que correm. E daí decorre a forma como a comunicação social ocidental trata este caso. Jornalistas verdadeiramente merecedores de serem considerados como tal, deveriam estar a vociferar contra este ignóbil ataque à liberdade de imprensa. Mas como encontrar um verdadeiro jornalista é, hoje em dia, uma tarefa muito árdua, este assunto passa quase despercebido na imprensa.

Julian Assange mexeu com o poder norte-americano e expôs muitos dos seus crimes de guerra e corrupção. Está a ser perseguido e castigado por esse poder e ignorado pelo quarto poder – dependente do primeiro. E se há casos em que a comunicação social deveria ser corporativista, este é indubitavelmente um deles. Este é o momento de agitar a bandeira da liberdade de imprensa, mas não me parece que haja muita gente interessada nisso. Imaginem qual seria a postura da comunicação social se o país que estivesse a decidir a extradição fosse a China e o país de destino a Rússia. Pois.

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Entretanto, o governo alemão ameaçou uma jornalista alemã, que se encontra a trabalhar na região do Donbass há cerca de um ano e meio. A jornalista Alina Lipp tem vindo a denunciar as atrocidades cometidas pelo governo de Zelensky e os bombardeamentos constantes que o governo ucraniano tem perpetrado contra a população do Donbass, nos últimos oito anos. Alina Lipp tem desenvolvido o seu trabalho de investigação jornalística junto da população do Donbass e tem dado voz às suas queixas.

Além de ameaçar a jornalista Alina Lipp a uma pena de prisão de três anos, o governo alemão bloqueou a sua conta bancária e a conta bancária de familiares.

Alguém viu a comunicação social ocidental a noticiar este assunto? Alguém os viu a agitar a bandeira da liberdade de imprensa? O bom jornalismo é aquele que se faz a matraquear o conteúdo das missivas enviadas pelos mestres da fantochada. Patéticos.

É este o estado actual da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa no mundo ocidental. 

A pequenota nazi

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Há algumas semanas, um jovem atleta russo subiu ao pódio envergando ao peito a letra “Z”, símbolo que identifica as tropas russas na Ucrânia. A atitude do jovem atleta foi noticiada e ferozmente repudiada por toda a comunicação social ocidental.

Há poucos dias, uma jovem pugilista ucraniana – Diana Petrenko – também subiu ao pódio e desfraldou a bandeira neonazi do Batalhão de Azov. E a comunicação social ocidental, que costuma ser um amor para com os nazis de Azov, não fez qualquer menção sobre este assunto. É realmente estranho.

Vá lá, tratem de dar o devido destaque à atitude de Diana Petrenko, porque a pequenota nazi merece. Mostrem a mais recente heroína no pódio, ao som da Horst-Wessel-Lied. Falem com o Rogeiro ou o Milhazes, que eles fazem isso por apenas mais 300 paus.

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