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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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RAPIDINHA

“Stalin assinava um acordo secreto com Hitler. Nove dias depois, começava a II Guerra Mundial”. São os FdP (Fanáticos da Propaganda), uma vez mais, prostrados de quatro e levar com os bacamartes de Washington e a latir a sua propaganda. É verdade que Estaline assinou um acordo com Hitler, em Agosto de 1939. Mas em que consistiu esse acordo? E já que falam na II Guerra Mundial, como é que ela acabou? Não me digam que foi com o desembarque na Normandia… Ah! Os heróis da Normandia!

O pacote do Costa é maior porque tem o Marcelo dentro

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Aquilo que supostamente deveria ser um pacote de medidas de ajuda ao povo português, afinal não passou de um número propagandístico do Primeiro-ministro e seu governo. António Costa apresentou o seu pacote com toda a pompa e circunstância e até lhe chamou “Famílias Primeiro”.

Alguém no seu perfeito juízo pode considerar que as medidas apresentadas por António Costa são uma ajuda? Vejamos, os extraordinários 125 euros dão para comprar dois pães por dia durante um ano. Os 50 euros por cada criança/jovem não chegam nem para cobrir o aumento do lanchinho na escola de um só mês. A descida do IVA da electricidade de 13% para 6% representa uma poupança de pouco mais de um euro – sim, um mísero euro – na factura mensal das famílias. E agora, o maior de todos os escândalos, a “ajuda” aos pensionistas. António Costa não tem um pingo de decência ao aproveitar esta crise, que já retirou muito poder de compra aos pensionistas (e a todos), sobretudo aos que auferem uma pensão baixa e que são a maioria, para cortar-lhes a pensão. Sim, foi isso que António Costa fez, por muita falta de vergonha na cara que tenha ao dizer o contrário.

O pagamento de mais 50% do valor da pensão já no próximo mês de Outubro não constitui uma ajuda, mas sim um adiantamento face ao que os pensionistas já iriam receber – por lei – no próximo. “Iriam” mas já não vão, porque ao manobrar as contas desta forma tão sórdida, o que Costa está a fazer é antecipar um pagamento que, obviamente já não será pago em 2023.

Vejamos um exemplo: um pensionista que receba uma pensão no valor de 500 euros receberá em Outubro uma pensão de 750 euros (500 euros + 50%). Contudo, a partir de Novembro volta a receber os habituais 500 euros. Mas com esta manobra de António Costa, esse mesmo pensionista, que em Janeiro de 2023 deveria receber um aumento de cerca de 8% (ficaria com uma pensão de 540 euros) terá um aumento de apenas metade – 4% - passando a receber, a partir de Janeiro de 2023, o valor de 520 euros, portanto menos 20 euros de aumento. Ora, no final de 2023, esse pensionista receberá um total de 7.280 euros (520 euros x 14 meses). No entanto, se o “bondoso” António Costa não atribuísse nenhuma ajuda (os tais 50%) já no próximo mês e se limitasse a cumprir a lei, aumentando as pensões em Janeiro no valor devido, o referido pensionista receberia 7.560 euros (540 euros x 14 meses), ou seja, mais 280 euros. Como bem se vê, Costa não só não está a dar nada aos pensionistas, como está a subtrair-lhes rendimento, em cima de uma crise inflacionista. Para piorar a situação, no início de 2024, o valor que os pensionistas terão como valor base para o aumento da sua pensão será inferior. Ou seja, retomando o mesmo exemplo, em Janeiro de 2024, qualquer que seja o aumento, imaginemos que será de 5%, o pensionista atrás mencionado, em vez de passar a ter uma pensão de 567 euros (540 euros + 5%) irá apenas receber 546 euros porque a base de incidência é menor (520 euros + 5%), tudo devido à manobra do Costa.

Aquilo que o governo de António Costa está a fazer é um insulto aos pensionistas. Mas não é a primeira vez. Costa já havia feito chantagem com os pensionistas, no final do ano passado, quando decidiu castigá-los ao não proceder ao aumento extraordinário das pensões em Janeiro deste ano, adiando a implementação dessa medida para Agosto, mas só se votassem nele, claro.

E o mais repugnante ainda é termos de ver o Primeiro-ministro muito mais preocupado em discutir o tamanho do seu pacote, comparando-o com o pacote proposto pela oposição, do que fazer aquilo para o qual foi eleito - defender o superior interesse do povo português. Sejamos claros, Costa só tem uma única estratégia – preservar a sua imagem. Tudo o que faz é em honra desse seu superior interesse.

E para piorar ainda mais a situação, vem o comentador-mor – Marcelo Rebelo de Sousa – dizer coisas do tipo: “O Primeiro-ministro quis [com as medidas apresentadas] defender a posição do governo”, como se estivesse em causa a imagem dos políticos e não a vida das pessoas. Ou que “o que preocupa as pessoas é saber depois qual é a base de cálculo”, entre outras patacoadas próprias de quem não está minimamente à altura das suas responsabilidades. 

A única certeza no meio de toda esta farsa é que o pacote de Costa é mesmo o maior de todos. Tão grande, que até leva o Marcelo dentro. 

Até quando a comunicação social acha que consegue esconder isto?

São já vários os protestos que se fazem sentir em vários países europeus, devido à crise económica, crise energética e, sobretudo devido às más opções políticas que têm vindo a ser seguidas pelos mais diversos líderes europeus.

Nos últimos dias ocorreram massivos protestos contra a inflação, contra os preços da energia, protestos a exigir a saída da OTAN, contra o globalismo, contra as sanções à Rússia (que só prejudicam os povos europeus) e em alguns países como Itália e Inglaterra até já há quem se recuse a pagar a factura da energia.

Nada disto passa na comunicação social, algo que deveria ser motivo de enorme estranheza, mas que infelizmente já se tornou um clássico, isto é, a comunicação social não passa nenhuma notícia que ponha em causa – que belisque minimamente – o poder instalado que a controla.

Mas a onda de descontentamento está em crescendo e, este Inverno, ao contrário do que é habitual, o calor vai estar nas ruas. 

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- França -

 

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- Alemanha -

 

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- República Checa -

 

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- Países Baixos -

Bora vacinar contra a “vacina”

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Lembram-se quando o vice-almirante disse – sobre a vacinação - que “Vamos todos sê-lo [vacinados] à força. Uns vão ter a vacina artificial, dada aqui e controlada, outros a vacina natural, lá fora…”? Pois é, para não variar, o vice-almirante atirou ao lado, apesar de ter sido ovacionado como se tivesse marcado o golo do século.

A verdade é que praticamente toda a gente, e sobretudo a esmagadora maioria da população – vacinada pela vacina - foi, também, “vacinada” pelo vírus, principalmente depois do surgimento da variante Ómicron. É a realidade. Mas para aqueles que têm o hábito de se alhear da realidade existem vários estudos que o comprovam, sendo que pelo menos um deles é português e é bastante fresquinho. Acabadinho de ser publicado.

O estudo diz-nos que quem contraiu as sub-variantes BA.1 ou BA.2 da variante Ómicron tem um nível de protecção de 76,8% contra a sub-variante dominante (BA.5). Eu salientaria que o nível de protecção pode ser ainda superior, já que muitas das pessoas que contraíram o vírus não puderam ser consideradas e contabilizadas neste estudo, porque não fizeram teste e/ou não comunicaram às autoridades da saúde. Portanto, estamos a falar de imunidade natural, ou melhor, de um elevado valor de imunidade natural, aquela que muitos "especialistas" negaram reiteradamente ao longo de toda a pandemia.

Mas pior do que termos “especialistas” a negar evidências científicas é vermos, agora, esses mesmos “especialistas” a apelar veementemente à participação da população em mais uma rodada de vacinação, salientando que a nova “dose” contém uma protecção adaptada à variante Ómicron, aquela que quase todos já contraíram e para a qual apresentam um nível de imunidade natural bastante bom.

Recuperando a célebre afirmação do vice-almirante, suponho que todos aqueles que a saborearam estarão agora a pensar que, já a partir de hoje, Portugal vai dar início ao processo de vacinação contra a “vacina”. 

Qual Adriano Moreira? O ministro de Salazar?

Adriano Moreira completa hoje, 100 anos de vida. A data está a ser assinalada com alguma pompa e circunstância, sendo muitos os que têm demonstrado a sua #gratidão para com o figurão do CDS.

Adriano Moreira foi um político do Estado Novo (1959-1963), responsável directo por várias perseguições políticas (recordemos a crise académica de 1962), e também pela expulsão e perseguição de militares que se mostraram pouco submissos ao regime. Foi também durante o seu exercício do “lusotropicalismo” – enquanto Ministro do Ultramar - que se iniciou a guerra colonial em Angola e respectivas perseguições, repressões, detenções e execuções pidescas, entre outras maravilhas do Estado Novo.

Consta que saiu do governo salazarista em 1963, por estar em desacordo com as orientações de Salazar. E, a ser verdade, parece que isso bastou para constituir um facto suficientemente forte para isentar o senhor Adriano Moreira de tudo aquilo que fez durante os quatro anos que integrou o Estado Novo – essa parte é para esquecer.

Lembremo-nos ainda que o 25 de Abril também serviu para expiar as culpas de todos quantos foram militantes activos do salazarismo e do Estado Novo. Adriano Moreira foi um dos que aproveitou o clima de purificação e santificação de Abril, para se transfigurar e tratar logo de militar num partido digno, democrático e defensor da liberdade – o Partido do Centro Democrático Social (CDS). O 25 de Abril trouxe coisas boas ao povo português, mas também serviu para expurgar os males de todos aqueles que comeram e beberam do fascismo transformando-os - como que por milagre - em impolutos democratas.

A candura de Adriano Moreira está hoje de tal forma solidificada, que até nos permite assistir a momentos de rara beleza política, como o de ver Isabel Moreira (filha do santo de pau oco) e Nuno Melo (apenas oco) sentadinhos ao lado um do outro, muito felizes e contentes. Afinal, eles até nem são assim tão diferentes.

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Viva a Democracia ocidental

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A ministra dos negócios estrangeiros da Alemanha (Annalena Baerbock) disse: "Eu porei a Ucrânia em primeiro lugar, independentemente daquilo que os eleitores alemães pensem ou o quão difícil sejam as suas vidas". É isto a que chamam de “democracia ocidental”? Que tipo de democracia é esta em que um(a) governante diz, alto e bom som, “eu não quero saber o que os eleitores pensam”

Estas afirmações de Annalena Baerbock não são diferentes daquilo que têm dito os demais governantes europeus. Por exemplo, Macron disse – mergulhado no conforto do palácio presidencial - que “os tempos da abundância acabaram” na Europa e que “todos teremos que fazer sacrifícios”. Bem, eu não sei o que é viver em abundância, mas sei muito bem que aquele “todos” que o senhor Macron proferiu significa, apenas e só, o povo que trabalha.

Os governantes ocidentais estão comprometidos com quem? Com a indústria de armamento? Com as gigantes energéticas? Ou com quem os elegeu?

Portanto, passou a ser normal no mundo ocidental que os políticos de um país coloquem os interesses de outro país, acima dos interesses da sua própria população. E não me venham com as tretas do costume, de que estão a salvaguardar os interesses do povo ucraniano, porque nem isso está a acontecer. A situação na Ucrânia está cada vez pior para a sua população, que vê as suas vidas deteriorarem-se cada vez mais. Se o interesse maior dos governantes ocidentais fosse o povo ucraniano, pelo menos uma única tentativa de encontrar uma solução diplomática para o conflito já teria sido encetada. Em mais de seis meses, quantas abordagens concretas pela paz foram feitas pelos governantes ocidentais? Quantas vezes Biden tentou falar com Putin? A resposta é zero. Nicles. Aquilo a que nós assistimos é ao aumento da crispação, do clima de ameaça e do incremento do negócio das armas. Vemos também o aumento das sanções económicas que só contribuem para aumentar o custo de vida das populações ocidentais, para a degradação das suas vidas e respectivo empobrecimento e, como não poderia deixar de ser, para uma maior concentração de riqueza nas manápulas do costume.

E para tapar o sol com a peneira, os governantes ocidentais estão a aprovar pacotes de ajuda financeira às populações, ou seja, uns trocos atirados à ralé para que estes continuem a comer calados a narrativa falaciosa contida nos seus discursos putrefactos.

E, resumindo os seus repulsivos discursos, a principal mensagem a reter dos democráticos governantes europeus é: “Os próximos tempos serão muito difíceis para vocês, o Inverno será muito duro e alguns de vós até poderão não resistir, mas esse é um sacrifício que nós estamos dispostos a assumir. Em nome da Democracia”

Oh, afinal, o tal do urtemije “mijou-se” todo

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Há 53 anos que a NASA garante que colocou o Homem na Lua. E se a NASA o diz não há nenhuma razão para duvidar. Contudo, volvidas que estão mais de cinco décadas, e depois de tanta evolução tecnológica, a NASA não consegue sequer lançar com sucesso o foguetão Artemis I, que tem como missão ensaiar e testar o regresso do Homem à Lua.

Na passada Segunda-feira, a operação de lançamento teve que ser abortada devido a um problema no arrefecimento do motor. Já neste último Sábado, dia destinado à segunda tentativa de lançamento, o Artemis I apresentou novo problema técnico. Desta vez foi um problema no depósito de combustível. Parece que o Artemis não se vedou na hora da largada.

Portanto, a NASA, essa organização que representa o apogeu do progresso científico, a nata do desenvolvimento tecnológico da aviação avançada e da exploração espacial, e que alberga milhares de profissionais dotados de uma inteligência quase sobre-humana – 53 anos depois – não é sequer capaz de largar um foguete para o ar com destino à Lua, sítio que conhecem tão bem e que calcorrearam, aos pulinhos, há já várias décadas.

A missão encontra-se cancelada, mas pode ainda vir a acontecer entre os dias 19 de Setembro e 4 de Outubro, ou entre os dias 17 e 31 de Outubro, isto se não chover, pois parece que o Artemis não aprecia pinguinhas.

É possível que os “faNASAticos” se sintam um pouco frustrados com o cancelamento da missão, mas não se apoquentem, enquanto a coisa não levanta, a NASA continuará a divulgar magníficas imagens do "princípio do universo". E eu, que não quero que vos falte nada, deixo-vos uma imagem – não menos fantástica - do fim do mundo, que dá pelo nome de Cu de Judas e que fica longe pra cara***.

Entretanto, sabe-se que a NASA pretende que a missão Artemis possa levar novamente seres humanos ao solo lunar. Consta que isso está previsto para 2025 e que será dessa vez que a primeira mulher astronauta e o primeiro astronauta negro irão pisar solo lunar. Ainda não foi especificado se a mulher é lésbica ou se o homem é gay e/ou se algum deles é transexual ou transgénero, mas convinha começar a pensar nisso, para que ninguém seja discriminado. Eu só acrescentaria um anão (de preferência asiático). Como dizia o outro, só para dar apoio e mandar um bitaite de vez em quando.

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- Cu de Judas -

Gorbatchov vs. Gorbachev

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Foi ontem a sepultar o último Presidente da União Soviética, Mikhail Gorbatchov (ou Gorbatchev). Paz à sua alma.

Tal como era previsível, o mundo ocidental – que é maioritariamente russofóbico – imbuiu-se de uma comoção geral em torno desta grande figura política da segunda metade do século XX, que só por acaso é de nacionalidade russa. O mundo ocidental teceu enormes e rasgados elogios a Gorbatchov. Se repararem, o mundo ocidental também costuma elogiar alguns dos actuais oligarcas russos, mas só depois de estes falecerem e, supostamente terem entrado em rota de colisão com o governo de Putin. Fica-se com a sensação de que para o mundo ocidental, russo bom é russo morto.

Por cá, aqueles que manobram o espaço da comunicação social – os do costume – acompanharam a missiva internacional (que surpresa) e também disseram e/ou escreveram coisas semelhantes às de lá de fora, dando a ideia de que estavam a ler a mesma cartilha. Ai e tal, Gorbatchov ensinou-nos o significado das palavras “Perestroika” e “Glasnot” e mais uma série de frases feitas que têm um único objectivo, e não é o de enaltecer ou homenagear o último líder soviético, com toda a certeza.

Pelo meio, ainda tiveram tempo para cair em cima do PCP (e depois não aceitam ser acusados de perseguição), mostrando-se surpreendidos pela posição pouco amistosa com que o Partido Comunista se referiu a Gorbatchov na hora da sua partida. Ora, é preciso não conhecer nada da história e conhecer muito mal o PCP, para dizer que a posição assumida pelos comunistas é “surpreendente”. A posição de PCP não só foi a esperada, como foi absolutamente coerente com as anteriores posições assumidas pelo partido.

Mas afinal, qual a principal ilação a retirar das reacções à morte de Gorbatchov? Simples. Uma vez mais, o mundo ocidental comporta-se como um rebanho de acéfalos, entre os quais impera a unanimidade e a abundância da concordância. No “ocidente democrático”, os todo-poderosos não têm necessidade de implementar ditaduras, já que impera o seguidismo. E ainda se arrogam no direito de apontar o dedo à Rússia, acusando-os de não serem capazes de demonstrar uma posição consensual sobre a figura de Gorbatchov.

Será assim tão difícil perceber que, de facto, Gorbatchov não foi uma figura consensual? Gorbatchov tomou grandes decisões que produziram enormes consequências nos países que integraram a ex-URSS e nem todas foram boas, muito pelo contrário. Portanto, qualquer pessoa que conheça minimamente essa parte da história do século XX, rapidamente concluirá que Gorbatchov não é, nunca foi, nem poderia ser uma figura consensual. Mas no ocidente dos consensos não são admitidas posições contrárias, nem mesmo liberdade para cair em zonas cinzentas. Não, no ocidente tem que ser tudo preto ou tudo branco, porque é assim que aqueles que ditam o que é preto e o que é branco exigem que seja. E a manada está cá para seguir obedientemente.

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