Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

RAPIDINHA

Um vintém é um vintém, um cretino é um cretino.

“Ela tinha 12, eu tinha 30”

biden_pedo.jpg

A famosa frase “grab’em by the pussy” proferida por Donald Trump (que ainda não era Presidente dos EUA) deu azo a inúmeras peças “jornalísticas”, a muitos debates, a muita indignação (sobretudo em movimentos feministas) e a muitas rábulas “humorísticas”. Todos disseram que Trump não era digno de ocupar um cargo de representação pública, muito menos ser Presidente dos EUA. Todos afirmaram que Trump era um ser humano repugnante.

Recentemente, Joe Biden – ainda Presidente dos EUA – afirmou ter tido interacções sexuais com uma miúda de 12 anos, num passado longínquo. “She was 12, I was 30”, disse Biden com um ar de vaidade e satisfação.

Como reagiu a maralha de acéfalos? Exultou e ovacionou o “creepy Joe”.

E como reagiu a comunicação social? Fez de conta que nada se passou.

A correspondente de Washington em Bruxelas

Corrupta, imoral, néscia, despótica, inculta, fútil et al.

ursula_von_der_liar.jpg

Ursula von der Leyen comprou milhares de milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, sendo que os contratos estabelecidos com os laboratórios farmacêuticos continuam em segredo… Ursula von der Leyen não autoriza a publicação do conteúdo desses contratos, cujo conhecimento público é absolutamente imperioso, para que se possa escrutinar com toda a transparência todo o processo de negociação e compra das vacinas.

Como podemos classificar a atitude de Ursula von der Leyen, senão de pura corrupção? Quando uma pessoa, ou um grupo muito restrito de pessoas com poder de decisão faz uso desse poder sem dar conta aos cidadãos, na forma como está a ser despendido o seu dinheiro, isso chama-se corrupção.

E depois de uma majestosa negociata com as vacinas, Ursula prepara-se para fazer mais uma comilância que decorre da decisão da compra conjunta de gás. Mais uma enorme negociata que vai canalizar muitos milhares de milhões para as grandes empresas americanas de energia, que vai fazer com que a energia no espaço da União Europeia seja muito mais cara e consequentemente, aumentar a factura das famílias e das empresas europeias. Tudo isto para satisfazer a vontade dos senhores em Washington e, consequentemente para piorar a vida dos cidadãos europeus. Desde que Ursula von der Leyen está no poder, os índices democráticos no seio da União Europeia caíram a pique, por outro lado, a pobreza dentro do espaço europeu disparou e vai continuar a aumentar.

Enquanto em Washington estão todos muito contentes com a sua peã de brega na Comissão Europeia, por cá, Ursula colecciona cada vez mais inimigos. As decisões na União Europeia tomam-se essencialmente na Comissão Europeia e, dentro da Comissão é um grupo muito restrito de pessoas quem comanda toda a tropa – todos os Estados-membros.

Entretanto, o marido de Ursula von der Leyen encontra-se a “trabalhar” (pelo menos, a ser muito bem pago) desde Dezembro de 2020 como director clínico da empresa norte-americana Orgenesis - parece que as portas começaram a girar assim que a senhora dona Ursula trocou umas mensagens escritas ultra-secretas com o senhor Bourla, CEO da Pfizer. E, claro, assim que se comprometeu a comprar 10 doses das vacinas contra a Covid-19, por cada cidadão europeu.

Ursula von der Leyen está a ser alvo de uma investigação criminal levada a cabo pela Procuradoria Europeia (EPPO). Em causa está a falta de transparência nos contratos assinados com a indústria farmacêutica. Viram alguma notícia sobre este “facto” na comunicação social?

Ursula Gertrud Albercht – que é uma acérrima feminista mas que quando casou, não perdeu tempo em adoptar o sobrenome do marido – é mais uma personagem que vagueia pelos corredores do poder e que tem um pesado e sombrio percurso académico. Ursula é mais uma das que plagiou comprovadamente (pela própria academia) a sua tese de doutoramento, mas (há sempre um “mas” a safar esta gentinha rasa), sob a desculpa esfarrapada de que o plágio ocorreu mais na parte da introdução, a senhora dona Ursula poderá continuar a usar o título académico. A academia disse que “apenas” 20% do trabalho da tese foi plagiado. “Apenas” 20%.

Claro que o facto de a família de Ursula von der Leyen e do seu querido esposo terem ligações estreitas à Universidade que analisou o caso, certamente não teve nada a ver com a decisão final dos “académicos”. E o facto de a senhora von der Leyen ser amiga do Presidente da Comissão da Associação de ex-Alunos da Universidade – que integrou a comissão de avaliação do caso – também não teve nada a ver com a decisão final.

E, quase numa base diária, temos que aturar esta fulaninha a tentar dar lições de democracia, de transparência, de responsabilidade, de honestidade, de união e solidariedade. Se tivesse um pingo de vergonha na cara, já tinha apresentado a renúncia ao cargo e deixado de conspurcar uma instituição que deveria dar primazia aos superiores interesses dos cidadãos europeus.

O grande exemplo de Democracia

british_democracy.jpg

Por cá, costumam ser muitos os que apreciam apontar a “democracia” britânica como um dos melhores exemplos de todo o sistema democrático. Em apenas um mês e meio, o Reino Unido mudou duas vezes de Primeiro-ministro. Primeiro havia Boris Johnson, que foi substituído por Liz Truss que, por sua vez, ao fim de um mês e meio foi forçada a abandonar o cargo para dar lugar a Rishi Sunak. Tudo isto aconteceu sem que fosse devolvida a voz ao povo. É certo que a lei assim o permite e que as eleições só acontecerão se o partido que está no poder assim o entender.

Mas quando o partido que está no poder sabe de antemão que há um enorme descontentamento popular face à sua governação é seu dever convocar eleições e devolver a escolha aos cidadãos. Têm medo de quê? Das sondagens que apontam para uma estrondosa derrota? Pois, mais uma razão para auscultar a vontade da população. Que raio de democracia é esta, em que o partido que está no poder recusa-se a ir a votos porque sabe que perderia estrondosamente?

Pode-se considerar como uma democracia, um sistema onde o poder instituído claramente já não colhe a vontade e o apoio da maioria da população?

E, agora, falemos da terceira escolha dos conservadores.

Rishi Sunak. Será que esta terceira escolha é um digno representante do seu povo? Vejamos, Sunak é um político com fortes ligações a avultosos investimentos efectuados nos laboratórios farmacêuticos Moderna, em especial na sua vacina contra a Covid-19. Será normal um Primeiro-ministro de um país ser grande um investidor numa empresa que a acaba de lucrar biliões numa negociata relacionada com uma das maiores crises que já testemunhámos?

Rishi Sunak é mais um político que vem do Goldman Sachs (há uns que vão e outros que vêm – a porta quando gira é para os dois lados) e com uma estreita ligação à alta-roda dos mercados e da alta finança. Portanto, num momento de enorme crise económica, em que o povo enfrenta inúmeras dificuldades decorrentes do aumento do custo de vida, o partido do poder decide escolher o menino riquinho, casado com uma multimilionária, que se recusa a domiciliar os seus negócios em Inglaterra, fazendo-o em outras paragens que cobram menos impostos.

Portanto, um indivíduo que andou a vida toda de mãos dadas com o poder corporativo (e corruptivo) pretende ser aquele que vai salvar o reino de uma catástrofe económica e social. Não haja dúvidas que a escolha de Sunak representa uma mudança radical na trajectória do poder britânico.

rishisunak_sainsbury.jpg

Sunak é também aquele tipo de político que aprecia fazer-se passar por aquilo que não é. Pode ser algo comum na classe política – o que não constitui razão para se aceitar como normal – mas este tem um especial toque para a coisa. Há alguns meses, assim que os combustíveis começaram a disparar, Sunak deslocou-se até um posto de abastecimento para posar em frente às câmaras do mediatismo. E como não quis mostrar que só costuma conduzir viaturas que sejam de Jaguar para cima, tratou de pedir emprestada a viatura (Kia Rio) a um funcionário da loja, para fazer o seu filmezinho popularucho destinado a enganar pacóvios.

Um tipo que actua desta maneira ardilosa - para as câmaras - quando o objectivo é o de apenas construir o seu boneco político, imagine-se a encenação que fará em relação aos grandes temas e decisões que impactam a vida dos cidadãos.

Em jeito de nota final, gostaria de recordar uma estatística do final de 2020, que dava conta que 75% dos britânicos descreviam o Reino Unido como sendo democrático, contudo 60% queixava-se de não poder expressar-se livremente e um terço dizia sentir que não tinha voto na matéria, no modo como as coisas são geridas.

Considerando a degradação económica, social e política ocorrida nos últimos dois anos, imagine-se como se sentirão agora os britânicos. Devolvam-lhes o “voto na matéria” e verão.

Viva o grande exemplo de “democracia”. 

how_democratic_UK.jpg

A "democracia" que manda calar os inconvenientes

jeffrey_sachs_adf.jpg

No final do passado mês de Setembro, decorreu mais uma edição do “Athens Democracy Forum” (ADF). Trata-se de uma conferência internacional realizada anualmente, em Atenas, e é organizada pela The Democracy and Culture Foundation com o apoio do jornal The New York Times.

Um dos oradores que marcaram presença nesta última edição do ADF foi Jeffrey Sachs, um renomado economista e professor universitário norte-americano. Jeffrey Sachs é sobejamente conhecido pelo brilhante contributo e impacto que o seu trabalho teve no desenvolvimento sustentável e no combate à pobreza. Actualmente, Sachs é o Director do Centro para o Desenvolvimento Sustentável na Universidade de Columbia, em Nova Iorque.

E no momento em que Jeffrey Sachs explanava livremente o seu pensamento, eis que o “moderador de serviço” - um tal de Steven Erlanger (The New York Times) - o interrompe muito abruptamente e o impede de continuar a falar.

Portanto, num fórum sobre “Democracia”, o moderador manda calar um dos oradores convidados, porque este se encontrava a difundir verdades. Como bem sabemos, as democracias têm vindo a demonstrar muitas incompatibilidades com o discurso da verdade, como tal, a solução é o silenciamento de todos quantos se atrevam a fazê-lo.

Onde é que já se viu falar verdade num fórum sobre “Democracia”?

Há ucranianos a viver na rua?

casal_sem-abrigo.jpg

Este casal septuagenário foi despejado da casa onde vivia há vários anos, sob a desculpa de que o edifício onde vivia iria ser submetido a obras, no sentido de transformá-lo num hotel.

O casal encontra-se a viver há dois meses na rua, em Lisboa. Alberto, de 75 anos e Maria, de 77, não conseguem encontrar um tecto e, apesar de a situação estar “sinalizada” e ser do conhecimento da Câmara Municipal de Lisboa, o casal de idosos continua a viver nas ruas. Uma situação deplorável que deveria encher de vergonha todos os políticos com a capacidade e, acima de tudo, com a obrigação de resolver este tipo de precariedade.

Sei bem que o “politicamente correcto” é a doutrina dominante, mas como não sou dado a doutrinamentos tenho que fazer as perguntas que causam comichão a "muito boa gente": há algum(a) ucraniano(a) a viver na rua? Algum(a) teve que aguardar dois meses para ser acomodado?

É que as notícias fartaram-se de mostrar inúmeras habitações que, ainda antes da chegada dos ucranianos, já se encontravam totalmente equipadas para os receber como eles merecem. Por que razão não funciona da mesma forma para os cidadãos portugueses sem-abrigo? Por que razão não existe o mesmo empenhamento e a mesma solidariedade para como os cidadãos nacionais que, a serem alvo de diferenciação, deveria ser para melhor, não?

Quanto ao senhor Presidente da República, que disse que terminaria com o flagelo dos sem-abrigo até ao ano de 2020, será que não tem um cantinho no Palácio de Belém para oferecer temporariamente a este casal de idosos (com doenças associadas), só até que se encontre uma casa para os acomodar condignamente?

À atenção da comunicação social

O veterinário Bourla foge com o rabo à seringa e a comunicação social não quer saber?

conferência_imprensa_pe.jpg

No passado dia 11 de Outubro, seis membros do Parlamento Europeu deram uma conferência de imprensa, na sequência da falta de comparência do CEO da Pfizer, Albert Bourla, que se recusou a participar numa comissão parlamentar de esclarecimento sobre as vacinas contra a Covid-19.

São várias as questões colocadas por alguns deputados europeus que ainda se encontram sem resposta. Questões cujas respostas são absolutamente essenciais para demonstrar que todo o processo relacionado com as vacinas (desde a fase de desenvolvimento até à administração das mesmas) decorreu dentro da lei e que o superior interesse dos cidadãos esteve sempre salvaguardado.

Recordemos que os contratos estabelecidos entre a Comissão Europeia e as farmacêuticas - contratos públicos - mantêm-se no sigilo dos deuses. Costuma-se dizer que o segredo é a alma do negócio. E que grande negociata foi a contratualização das vacinas contra a Covid-19. Só a Pfizer, que em 2020 dizia que o lucro associado à sua vacina seria muito residual lucrou mais de 100 mil milhões de dólares.

Uma outra questão que continua sem qualquer esclarecimento prende-se com o facto de - aquando das negociações entre a Comissão Europeia e Pfizer - terem ocorrido várias trocas de mensagens, em privado, entre o senhor Albert Bourla e a senhora dona Ursula von der Leyen. Ambos se recusam a desvendar o conteúdo das mesmas. Porquê?

Tudo isto é um tremendo escândalo e as questões colocadas por estes eurodeputados são absolutamente pertinentes e têm que ser respondidas.

O facto de a comunicação social não dar nenhum destaque a esta conferência de imprensa (nem sequer falaram no assunto) e de não haver nenhum Polígrafo – armado em verificador de factos – interessado em desprestigiar os eurodeputados envolvidos (estão mais interessados em branquear “Bourlas”) só vem comprovar o nível de confiança que realmente merecem.

A história aconselha Zelensky a estar preparado

ObL_EUA.jpg

Ainda alguém se lembra do comovedor apoio que os EUA deram a Osama bin Laden e à sua trupe de “Mujahedin” (Al Qaeda, Estado Islâmico, etc.)? Muitos não se lembrarão, eram muito pequenos ou ainda não tinham nascido, e como as suas apetências para compreender a história e para buscar o conhecimento são manifestamente inexistentes, certamente não fazem a mínima ideia do que se passou. Muito resumidamente, os EUA apoiaram organizações terroristas para combater a União Soviética no Médio Oriente. Em causa, os “valores” de sempre: o imperialismo e a hegemonia.

De repetente, não sei se a história faz lembrar qualquer coisa... assim mais recente… faz? Será isto?

us_nato_ukraine_nazis.jpg

Já agora, alguém também se lembra do tempo em que os Estados Unidos apoiaram fervorosamente o regime de Saddam Hussein? Em 1980, o Iraque invadiu o Irão e os EUA apoiaram a invasão (olha, ninguém diria), alegando que “o líder do Irão era o Hitler do Médio Oriente” (a velha história do "Hitler"). A maioria das pessoas não se lembra ou não era nascida, mas de certeza que a maioria se lembra do final fatídico que teve Saddam Hussein. E até aposto que, agora, a malta do Pentágono e da CIA adorariam ter novamente um Saddam Hussein, para que pudessem usá-lo - uma vez mais - contra o Irão. 

saddam_usa.jpg

Ora, tendo em consideração aquilo que costuma acontecer aos líderes controversos, aos quais os EUA começam por apoiar com muita perseverança e amizade, mas que depois tratam de – directa ou indirectamente – fazer-lhes a folha, convinha que Zelensky começasse a preparar uma toca mais escondida que a do Saddam Hussein ou um esconderijo muito mais inóspito que o do Osama bin Laden. Zelensky está muito concentrado em conferir a melhor interpretação ao guião que lhe foi entregue, porque acha que isso lhe vai valer um Óscar, mas esquece-se que os últimos metros de película costumam reservar surpresas desagradáveis ao herói da fita. Por via das dúvidas, o melhor é estar preparado. 

Eis que Trump demonstra ser o adulto na sala

Quando os políticos mais adultos e responsáveis na sala são Trump ou Erdogan...

O mundo encontra-se na situação que todos conhecem e o que faz o Presidente dos EUA? Joe Biden opta por enveredar pela escalada bélica – para o último patamar – e clama pelo armagedão. Por outro lado, o anterior Presidente dos EUA, Donald Trump clama por conversações de paz. Biden diz que se a situação actual na Ucrânia não se alterar há o risco de armagedão. WTF, mas então, o Presidente dos EUA não está em condições de pelo menos tentar evitar a escalada do conflito? E não se trata de apenas mais uma escaladazinha, trata-se da escalada final, que pode ter consequências devastadoras e apocalípticas em todo o planeta e em todas as espécies de vida.

Se Biden não está em condições de demonstrar uma mísera intenção de falar sobre a paz, pelo menos que esteja calado e não atire gasolina para a fogueira. Ou estará ele mais interessado em fazer jorrar milhares de milhões para a indústria de armamento, para as empresas de energia e para a banca?

Bem, sabemos que Biden não se encontra na posse das suas faculdades mentais e que está no cargo de Presidente dos EUA apenas para representar um papel: o de ser um fantoche – o maior de todos. Mas quando o Presidente dos EUA afirma que se está a um passo de uma guerra nuclear mundial, eu pergunto: que raio de cenário mais catastrófico poderá passar pela cabeça de qualquer pessoa?

Alguém no seu perfeito juízo pode sequer conceber tal ideia? O Presidente dos EUA deveria ser o primeiro a não aceitar que se falasse nessa possibilidade, e sempre que alguém o fizesse, deveria ser o primeiro a vir garantir que isso – no que dele depende - nunca vai acontecer. Então os EUA não são o polícia do mundo? E ainda por cima, o polícia bom, não é verdade?

E para aqueles que dizem que Putin é um louco capaz das maiores atrocidades, o que esperam então que se faça? Que se chegue (ou pelo menos, que se tente chegar) a um acordo de paz ou que se continue a insistir na escalada de um conflito que, segundo eles, tem um louco do outro lado carregadinho de armas nucleares e disposto a usá-las?

Note-se que em momento algum se pôde – ou pode – considerar uma vitória da Ucrânia, porque simplesmente não tem a mínima hipótese perante o poderio russo. Desde o início, aliás, ainda antes de acontecer a invasão, qualquer pessoa minimamente inteligente percebeu que, em caso de invasão, a Rússia conseguiria – tal como conseguirá, até porque já falta muito pouco – atingir todos os seus objectivos. Não há nenhuma hipótese para a Ucrânia vencer este conflito, mesmo que todos os países da OTAN enviem para a Ucrânia todo o armamento de que dispõem. E até mesmo enviando alguns militares, como estão a fazer desde 2014.

Portanto, quando os aprendizes de Milhazes e as “Rogeiretes” vêm com a ladainha de que temos que estar do lado da Ucrânia até ao fim, isso só significa uma e uma coisa só – uma guerra mundial, com a possibilidade de recurso a armas nucleares, onde não haverá vencedores, apenas vencidos. Será que esses acéfalos têm a mínima noção daquilo que defendem? Porque aquilo que estão constantemente a dizer é que o Ocidente tem que estar ao lado da Ucrânia, mesmo que isso conduza ao fim do mundo. Devem achar que isso das armas nucleares não é assim tão mau, e que estamos muito longe e, pior ainda, que se for necessário usamos as máscaras que sobraram da COVID. Bestas-quadradas.

Vejamos, em matéria de confrontação bélica, aquilo que qualquer pessoa deseja é que EUA e Rússia nunca cheguem a enfrentar-se num conflito, porque isso pode significar a maior catástrofe humanitária (e não só) alguma vez imaginada. Ora, como é que se pode aceitar que não haja um único esforço para discutir um acordo de paz da parte da OTAN/EUA, como ainda se comprova que andam todos muito interessados em namorar um confronto nuclear com a Rússia?

Convém lembrar que em Março/Abril deste ano, a Rússia colocou um acordo de paz em cima da mesa, que Zelensky – a mando dos EUA e Reino Unido – recusou sequer discuti-lo. E se recuarmos a Dezembro de 2021, também ficamos a saber que Putin quis discutir a grave situação no Donbass com o governo de Zelensky que, também nessa altura, não aceitou conversar com o Presidente da Rússia. Em ambas as situações, as únicas exigências de Putin eram que a região do Donbass se tornasse independente – note-se que não era para incorporar a região em território russo – e, obviamente, que a Ucrânia jamais integrasse a OTAN. Mesmo podendo ser considerado, por alguns, como um acordo insatisfatório para a Ucrânia, a verdade é que era um cenário muitíssimo melhor do que o actual, uma vez que agora o Donbass será integrado na federação russa, para não mais voltar a pertencer à Ucrânia.

Voltando à postura de Trump e à postura de Biden. Ainda se lembram das reacções das massas e dos media, quando Donald Trump referiu-se a Kim Jong-un chamando-lhe “little rocket man”? Eu lembro-me bem. Todos se encolerizaram e puseram as tripas de fora, acusando-o de ser um tremendo irresponsável e de estar a entrar em provocações com um lunático que tem a mão sobre o botão das armas nucleares. Agora, que Biden disse o que disse – muito mais grave – as massas de otários e os media amestrados aplaudiram efusivamente.

Patéticos.

Para quem odeia invasões estão muito caladinhos

haiti_usships.jpg

A 24 de Fevereiro de 2022 aconteceu um dos maiores fenómenos sociais de que há memória – uma enorme massa de seres humanos insurgiu-se contra a invasão de países soberanos. A mesma massa de seres humanos que não soltou um único pio durante as últimas invasões, mesmo aquelas que ocorreram neste século (algumas ainda se mantêm), não aguentou a tamanha insanidade que é um país irromper as fronteiras de outro e gritou estridentemente para condenar esse facto. Aliás, ainda antes do dia 24 de Fevereiro, as massas já se insurgiam muito violentamente contra o facto de o exército russo encontrar-se muito próximo da fronteira da Ucrânia. Para essas massas, esse facto já era suficientemente perverso e digno de um veemente repúdio.

Ora, como aquilo que está para trás de 24 de Fevereiro de 2022 não interessa às massas, nem mesmo para figurar nos anais da história (certamente preferiram enfiar a história nos seus próprios anais), falemos então do presente. Falemos daquilo que se está a passar neste preciso momento.

Os Estados Unidos estão a operar missões militares ao largo do Haiti. A Guarda Costeira dos Estados Unidos (USCG) já enviou vários navios com capacidade bélica, que se encontram próximo das águas haitianas.

A situação no Haiti encontra-se caótica e tem vindo a piorar nos últimos dias. Há um verdadeiro clima de insurreição nas ruas de Porto Príncipe. Os manifestantes exigem a renúncia do Primeiro-ministro, Ariel Henry, que tomou posse em Julho do ano passado, poucos dias após o assassinato do Presidente do Haiti, Jovenel Moïse. O assassinato do Presidente haitiano gerou muita instabilidade no país, sendo que existem fortes suspeitas de que o assassinato foi orquestrado por Washington, que levou a cabo um golpe para colocar Ariel Henry no poder. Para quem tem memória de galinha, relembro que foi o próprio John Bolton (ex-conselheiro na Casa Branca) quem admitiu que, já em 2004, os EUA desencadearam um golpe de estado no Haiti, para destituir o Presidente Jean-Bertrand Aristid.

Tal como referi, os manifestantes haitianos exigem a saída de Ariel Henry (considerado pela população de ser um fantoche de Washington) e estão a bloquear a importação de combustíveis, provenientes dos EUA. A população haitiana recusa a ingerência do poder norte-americano na soberania do seu país.

Ora, o cenário no Haiti é exactamente igual ao que se verificou em inúmeras partes do globo (incluindo na Ucrânia, em 2014) e as mãos que orquestram a peça são as mesmas de sempre.

Só falta uma peça neste puzzle: a manifestação da massa de seres humanos que odeia invasões e intromissões em países soberanos. Essa massa de seres humanos – que pertencem ao clube das pessoas mais imaculadas do mundo – encontra-se muito caladinha. Parece que voltaram ao seu recorrente estado de total cegueira, surdez e mudez. Se calhar estão à espera da invasão do Haiti, propriamente dita. Esperemos então.

O Josep está cada vez mais Borrell

burrell.jpg

Josep Borrell é o Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança. É facilmente confundido com aqueles senhores que costumam frequentar o jardim da praça, para uma partidinha de dominós ou uma bela suecada. É possível deduzir isso com muita facilidade, não apenas pela sua aparência, mas sobretudo por aquilo que verbaliza.

Recentemente, Borrell disse que se a Rússia usar armas nucleares na Ucrânia, o Ocidente aniquilará o exército russo. E insatisfeito com a burrice (ou borrellice) que acabara de proferir, o senhor Alto Representante acrescentou que a Europa é um jardim e que o resto é selva.

Sabemos que Borrell é daqueles que torce muito para que Putin use armas nucleares, apesar de este já ter garantido que não tem qualquer intenção em fazê-lo e que só o fará se a Ucrânia/OTAN o fizer contra a Rússia em primeira ordem. Borrell, que é o Alto Representante da UE para a Política de Segurança prefere atirar gasolina para a fogueira de palavras, ao invés de fazer aquilo que é o seu papel – zelar pela segurança da União Europeia.

Face àquilo que foi dito por Putin, a Borrell só restava um único comentário, ou seja, só teria de dizer que, de acordo com as declarações de Putin, está definitivamente aniquilado o risco de guerra nuclear, uma vez que a Ucrânia e a OTAN nunca irão por esse caminho. Pois é… Borrell só diria algo semelhante se estivesse interessado na segurança da União Europeia, mas como o papel dele é servir os interesses da escalada militar, disse outra coisa completamente diferente.

Borrell considera que a Europa é um jardim muito lindo, mesmo sem nunca ter percebido que a Rússia também faz parte da Europa. A Europa de Borrell é, de facto, um jardim – o jardim da praça, onde Borrell costuma ir jogar dominós e sueca. Não, não… Borrell não faz parte daqueles que joga, Borrell limita-se a ficar encostado a uma árvore a assistir, sem fazer a mínima ideia do que está a acontecer.

Pág. 1/2