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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Contrário

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RAPIDINHA

“Stalin assinava um acordo secreto com Hitler. Nove dias depois, começava a II Guerra Mundial”. São os FdP (Fanáticos da Propaganda), uma vez mais, prostrados de quatro e levar com os bacamartes de Washington e a latir a sua propaganda. É verdade que Estaline assinou um acordo com Hitler, em Agosto de 1939. Mas em que consistiu esse acordo? E já que falam na II Guerra Mundial, como é que ela acabou? Não me digam que foi com o desembarque na Normandia… Ah! Os heróis da Normandia!

Psicopata Ucraniamericano

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Mikhail Podolyak é um conselheiro “especial” de Volodymyr Zelensky. À semelhança do seu chefe, Podolyak sonha com o dia em que se vai tornar numa estrela de Hollywood. Podolyak é especialmente conhecido pelas suas ideias alucinadas e pela interpretação real de supostos papéis que ele sonha vir a desempenhar. Definitivamente, Podolyak não tem os pés bem assentes no chão.

No seu último casting, Mikhail Podolyak interpretou o papel de um especialista em armamento militar que ameaça a China, caso esta forneça armas à Rússia.

A fala principal de Podolyak foi:

“Se um país começa a transferir equipamento [militar] para a Rússia, é necessário reagir agressivamente a isso de uma forma ou de outra”, alertou Podolyak, chamando a atenção para o assunto da iniciativa de paz de Pequim.

Aposto que o Sean Penn já está a escrever um novo roteiro baseado neste indivíduo cheio de potencial.

A seita dos “bonzinhos” hipócritas

A seita dos bonzinhos hipócritas anda muito irritadiça por causa do convite endereçado ao Presidente do Brasil - Lula da Silva – para discursar nas cerimónias de comemoração do 25 de Abril. Os bonzinhos hipócritas alegam não ter nada contra a figura do Presidente do Brasil, mas não aceitam que Lula da Silva possa discursar no 25 de Abril. Para eles, Lula da Silva é pior que o diabo. Tão mau como ele, só mesmo Sócrates.

Esta seita dos bonzinhos hipócritas fez parte do bando alargado de invertebrados que vibraram efusivamente com o discurso de Zelensky na Assembleia da República.

No ano passado, também em Abril, o Presidente da Ucrânia - Volodymyr Zelensky - discursou no Parlamento e até foi aplaudido de pé. Mais de 97% dos deputados portugueses calaram-se, prostraram-se, concederam servilmente a palavra e aplaudiram de pé um chefe de governo que aceita e promove forças neonazis que controlam o exército e as demais forças de segurança do seu país. O chefe de um governo que promoveu o massacre e a liquidação de milhares dos seus concidadãos, sobretudo no leste do país. Zelensky é o chefe de governo de um país onde os dissidentes políticos, os jornalistas que se recusam a propagandear cartilhas encomendadas e os cidadãos que são de outras etnias são perseguidos, presos e assassinados. Zelensky proibiu a actividade política a 11 partidos ucranianos e ainda mandou prender vários representantes políticos, incluindo o líder do principal partido da oposição. Zelensky mandou banir três canais de televisão e vários outros órgãos de comunicação social.

Para o bando dos bonzinhos hipócritas, Zelensky está à altura de poder discursar na Casa da Democracia portuguesa, de ser aplaudido de pé e até de ser agraciado com a Ordem da Liberdade.

Os bonzinhos hipócritas são tão patetas e tão imbecis, que rotulam automaticamente de “pró-Putin” todos quantos se atrevam a dizer a verdade sobre a Ucrânia e sobre Zelensky, mas não admitem que os chamem de “Bolsonaristas” por destilarem tanto ódio à pessoa Lula da Silva.

São uma piada, de mau gosto. Ainda assim, uma piada.

Os governantes deveriam ser utentes do SNS

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Alguém pode esperar que um serviço público que é governado por pessoas que não o usam possa ser eficaz e de qualidade?

Os governantes – ou a sua maioria – não recorrem aos serviços públicos de saúde, por essa razão eles estão como estão. Se eles tivessem que passar por aquilo que passa a maioria dos portugueses quando se desloca ao SNS, sobretudo às urgências hospitalares, de certeza que o caos que se verifica há muitos anos já estaria devidamente sanado.

Mas a maioria dos governantes não se desloca às urgências dos hospitais públicos, ou então têm acesso VIP e não sofrem aquilo que o povo sofre. Ou ainda, nunca ficam doentes. Deve ser isso.

Como é que um governante – em particular um chefe de Governo – consegue dormir, comer, passear, sorrir e até mesmo pavonear-se constantemente para as câmaras do mediatismo, quando os seus concidadãos, sobretudo os mais frágeis - nos seus momentos de maior fragilidade – agoniam durante tantas horas (às vezes mais do que um dia) nos corredores de um Serviço de Urgência à espera que alguém lhes possa valer?

Como pode um Primeiro-ministro pousar a cabeça na almofada e dormir o sono dos justos, quando há compatriotas seus - muitos deles idosos – a passar a maior de todas as necessidades?

Um Estado que não consegue providenciar um serviço de saúde de qualidade e excelência a todos os seus cidadãos é um Estado falhado. Mas tenho a certeza que todos os governantes – os actuais e os que lhes antecederam – ainda hão-de ser devidamente condecorados pelos brilhantes serviços prestados ao país.

O "primeiro" aniversário da guerra na Ucrânia

Consta que já sabe andar e dizer “Sieg Heil” – é muito precoce

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A onda mediática cavalgada pelos “líderes” políticos ocidentais e pela concubinada comunicação social pôs quase toda a gente a celebrar o "primeiro" aniversário da guerra na Ucrânia. Nunca percebi este tipo de parafilias. Celebrar o aniversário de uma guerra?

Claro que os vendilhões do templo vão dizer que se está a celebrar a “resistência” da Ucrânia. Portanto, a vontade de celebrar a perda de mais de 20% do território, a perda de mais de 200 mil militares, a perda de milhares de civis, a perda de infra-estruturas, uma economia destroçada e todas as brutais consequências económicas que assolaram - sobretudo - o espaço europeu e que destroem a vida das pessoas. Não faltam motivos para celebrar.

Mas, sem querer ser desmancha-prazeres, e apesar de a maioria das pessoas – tão boas pessoas – demonstrar uma enorme comoção pelo facto de a guerra ter completado um ano, eu não posso deixar de assinalar que a guerra com a qual tantos se indignam começou há cerca de nove anos. É verdade. Eu sei que nos últimos anos não vos faltou motivos de distracção. Ou era o salário do Ronaldo, ou as bolas de ouro do Ronaldo, ou os golos do Ronaldo, ou o clube para onde ia jogar o Ronaldo, ou as violações do Ronaldo (bolas, esta não era para se dizer…), depois Portugal venceu o Europeu da bola, o Salvador o Festival da Eurovisão, entretanto a Cristina Ferreira foi para a SIC, depois saiu da SIC, pelo meio o Tony Carreira fanou mais uma canção, depois veio a pandemia, enfim, o que não faltou foram motivos para a malta andar distraída. Mas a verdade crua e dura é a de que a guerra na Ucrânia já dura há cerca de nove anos.

Entretanto, o maior candidato ao Óscar de melhor actor secundário disse, em relação à guerra no seu país, que “vamos fazer tudo para vencer este ano!”. É capaz… Como todos ainda se lembram, no ano passado quem venceu foi o Real Madrid, mas este ano, a coisa não escapa ao mister Volodymyr Zelensky, sobretudo depois dos dois bons reforços adquiridos no mercado de inverno: o central Voldemort e o ponta-de-lança Nazilensky.

Maçarro

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Paul Massaro é um oficial do governo dos Estados Unidos. Neste momento assume a função de conselheiro sénior para as políticas de combate à corrupção e sanções. É o representante do governo dos EUA na Comissão de Helsínquia, conhecida como a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

Como brilhante representante do seu governo em Washington, Massaro não poderia deixar de ser um proeminente adulador de nazis e do fascismo. Basta notar no genuíno orgulho com que enverga a bandeira dos neonazis de Azov e, ainda mais flagrante, a asquerosa satisfação com que ostenta nas vestes, as fuças do novo herói do poder em Washington: um tal de Stepan Bandera.

Para quem não sabe, Stepan Bandera foi um criminoso que colaborou com as forças nazis de Adolf Hitler e que pôs em marcha uma enorme campanha genocida contra judeus, russos, ciganos, polacos, entre outros. Vejam bem as voltas que a vida dá que, agora, os polacos são amicíssimos dos descendentes de Bandera. Enfim, já nada surpreende. Os japoneses também são membros premium do fã-clube de Washington, aqueles que lhes espetaram com duas bombas atómicas nas trombas. Parece que gostaram.

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A toxicidade da comunicação social

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Foi no passado dia 3 de Fevereiro que se deu o descarrilamento de um comboio carregado de materiais altamente tóxicos na cidade da Palestina Oriental (East Palestine), no estado do Ohio nos EUA.

Mais de duas semanas depois e nem uma palavrinha sobre o assunto nos principais órgãos de comunicação social. Sabemos que andaram muito entretidos a olhar para o balão, contudo, o facto de um acontecimento com tamanha gravidade não ter lugar nos principais blocos noticiários diz tudo sobre a credibilidade do jornalismo.

O descarrilamento do comboio – seguido de uma explosão – deu origem à libertação de substâncias altamente tóxicas para a o meio ambiente. O principal composto químico libertado foi o cloroeteno (cloreto de vinil). O cloroeteno é um composto químico muito perigoso para a saúde – e para o meio ambiente - e pode provocar inúmeros cancros. Na altura, as populações foram evacuadas da região e, apesar de as autoridades terem dito que poderiam voltar a suas casas, muitas ainda não o fizeram, por recearem que não há condições de segurança.

A população queixa-se de forte ardência nos olhos, náuseas, dores de cabeça e de um odor nauseabundo. São já milhares os peixes encontrados mortos nos cursos de água, vários animais de criação caseira (por exemplo, galinhas) que apareceram mortos de um momento para o outro, muitos casos de animais de estimação com problemas de saúde, etc.

Neste momento, não há garantia da qualidade da água pública mas, como referi, as populações foram incentivadas a ir para suas casas e viver como se nada tivesse acontecido. As partículas perigosas libertadas pela explosão e propagadas pelo fumo podem e estão a causar graves danos no ambiente e em todas as espécies de animais. Crê-se que esta explosão possa causar efeitos semelhantes aos de “Chernobyl”, portanto, efeitos muito graves e a longo prazo.

Portanto, há um acontecimento que constitui, muito provavelmente, o maior desastre ambiental e um dos mais graves problemas de saúde pública que aconteceu nos EUA. E a comunicação social praticamente não fala sobre o assunto e ainda tenta endrominar a malta com histerismos bacocos sobre balões, para desviar as atenções sobre o essencial. O costume.

Os “líderes” europeus são uns invertebrados

E a comunicação social também

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Seymour Hersh é um jornalista norte-americano sobejamente reconhecido pela sua excelente carreira jornalística e pelo brilhantismo com que sempre desenvolveu jornalismo de investigação. Seymour Hersh é tido como um dos jornalistas mais competentes e até foi agraciado com inúmeras distinções, entre as quais o Prémio Pulitzer.

No passado dia 8 de Fevereiro, Seymour Hersh publicou um artigo onde informa detalhadamente como foi planeada e executada a operação de sabotagem aos gasodutos Nord Stream 1 e 2. O artigo deixa também muito claro quem foram os mandantes de tamanho acto terrorista.

O ataque a estas infra-estruturas tão importantes para a economia europeia constitui a maior e mais grave ameaça alguma vez levada a cabo contra o espaço europeu. Como é possível que NINGUÉM se interesse pelo que aconteceu, que NINGUÉM queira apurar responsabilidades e que NINGUÉM sequer se atreva a falar no assunto?

NENHUM “líder” europeu demonstra qualquer interesse em saber quem foram os responsáveis por tamanha agressão ao espaço europeu. Também por cá, nenhum “líder” político (do Governo ou da oposição) se atreve a questionar o intolerável desinteresse no assunto.

O ataque aos gasodutos constitui o mais grave ataque à economia europeia, mas também um dos mais graves crimes ambientais e, pasmemo-nos, nem os ambientalistas – sempre em pulgas para berrar palavras de revolta – se atrevem a abordar a questão.

E, como sempre, também a comunicação alinha nesta horda de invertebrados. A comunicação social faz completa tábua rasa de um enorme escândalo, que acaba de ser publicado por um dos jornalistas de investigação mais reputados de sempre. Como é possível que uma comunicação social sempre sedenta de escândalos não dê NENHUMA importância a um assunto tão grave?

A VERDADE é que o ataque aos gasodutos Nord Stream 1 e 2 foram planeados e ordenados pelo poder em Washington e executados por carrascos norte-americanos e noruegueses. Ataques que foram planeados vários meses antes da invasão russa à Ucrânia.

Mesmo aqueles que possam ser mais cépticos em relação ao artigo de investigação jornalística publicado por Seymour Hersh têm a obrigação de, no mínimo, exigir que se faça uma investigação rigorosa e que se apure a VERDADE. Mas NUNCA ficarem calados. Como referi, Seymour Hersh é sobejamente reconhecido pelo seu rigor profissional e pela forma com que sempre investigou e apurou a verdade. Além disso, esta VERDADE é tão óbvia, tão gritante, que não há como pôr em causa aquilo que está descrito no artigo. E, se a essa verdade gritante juntarmos o facto de todos os “líderes” políticos europeus e de toda a comunicação social estarem desavergonhadamente com a cabeça enfiada na areia, bom, então aquilo que já não oferece dúvida passa a ser uma verdade absoluta.

Felizmente, no Parlamento Europeu ainda existe uma boa meia dúzia de deputados competentes e com a espinha dorsal intacta.

O “nosso modo de vida” e a “Democracia”

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Muito temos ouvido falar no “nosso modo de vida” e na defesa da “democracia”. Eu costumo perguntar o que raio é que isso significa e como é que uma coisa se conjuga com a outra. Ou seja, como é possível dizer que se é defensor da democracia e ao mesmo tempo querer defender a prevalência do “nosso modo de vida”. Eu achava que defender a democracia passava também por aceitar e defender os “outros modos de vida”.

Mas, centremo-nos agora no “nosso modo de vida” e na nossa “democracia” – aquela que parece esgotar-se por completo na urna de voto. Que raio de democracia é esta onde os cidadãos não só não têm qualquer voz nas decisões que tanto impacto causam nas suas vidas, como não têm ninguém que os represente e defenda os seus superiores interesses?

Um exemplo – entre muitos - do quão falaciosa é a nossa democracia é o descarado e depravador aumento nas telecomunicações. Toda a gente já deve estar a par dos absurdos aumentos que as empresas de telecomunicações estão a impor já neste início de ano. São 7,8% de aumento. Em todas elas. Sim, em todas elas, porque é assim que estas empresas entendem que se faz concorrência, isto é, através da concertação de preços que sugam os cidadãos para lá dos limites. Será que estas empresas aumentaram os salários dos seus trabalhadores em 7,8%?

Estas empresas, tal como o próprio Governo, alegam que se trata de um aumento que decorre da inflação que, por sua vez decorre da guerra. Desculpas e mais desculpas. Este brutal aumento concertado de preços decorre da despudorada ganância destas empresas que só estão a aproveitar a onda para lucrar ainda mais. Sim, porque todas estas empresas têm apresentado avultados lucros de forma consistente, pelo que seria suposto não aumentarem os preços ou então fazê-lo num valor muitíssimo mais baixo. Onde é que pára a Responsabilidade Social destas empresas, aquela de que tanto se gabam nos seus adornados Relatórios de Sustentabilidade e nas suas ficcionadas campanhas de solidariedade social?

Tudo isto acontece nas barbas da autoridade reguladora do sector (ANACOM) que se limita a dizer que se trata de aumentos injustificados, mas que nada faz para o impedir. Se não têm autoridade para o fazer, para que raio existe a ANACOM? Apenas para expurgar as culpas do Governo? Parece que só serve para isso e para criar mais um sorvedouro de dinheiro público e tachos.

Vejamos, o Governo não faz o que lhe compete, ou seja, não procede ao tabelamento dos preços e/ou à taxação dos lucros excessivos destas empresas. Não, não se pode fazer isso aos senhores, o Estado não tem o direito de intervir nas manobras que geram lucros milionários à custa da exploração dos desgraçados dos cidadãos. Como sempre, o Governo escuda-se na desculpa esfarrapada de que nada pode fazer e que compete à autoridade reguladora – criada pelo Governo – verificar se existe alguma ilegalidade.

Estão a ver o absurdo desta situação? Em primeira linha, o Governo privatiza o sector (neste caso, o das telecomunicações) com a desculpa de que um mercado liberalizado, onde há concorrência vai ser muito melhor para os consumidores. Depois, o Governo cria uma entidade reguladora, que vai dar emprego a uma carrada de malta amiga e que, supostamente é muito independente e que vai funcionar com um árbitro no mercado, um árbitro que mais não faz do que atestar a legalidade das práticas concertadas dos operadores desse mercado, mesmo quando admite que possam estar a exagerar nas suas estratégias comerciais e políticas de preços.

Portanto, aquilo que temos é um sistema muito bem montado para que serviços essenciais que, em muitos casos deveriam ser prestados pelo Estado, estejam a ser explorados por entidades privadas, que desenvolvem as suas negociatas como bem entende, pois ninguém se vai meter no caminho.

E isto é o que acontece em apenas num dos sectores essenciais. O mesmo se passa no sector dos combustíveis, da energia eléctrica, do gás, das auto-estradas, etc.

É este o “modo de vida” pelo qual as pessoas estão dispostas a morrer? É isto um "sistema democrático"? Um sistema em que os representantes eleitos não fazem nada para defender os interesses dos cidadãos. Muito pelo contrário, eles legislam e criam um sistema blindado que permite a este tipo de empresas acumular cada vez mais riqueza, à custa do empobrecimento e da degradação da qualidade de vida da esmagadora maioria das pessoas.

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