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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Contrário

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RAPIDINHA

E os FdP continuam a festejar a barbárie (com uma satisfação nunca vista)

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A comunicação social atingiu um nível de perversão inimaginável. Se por um lado já estávamos habituados ao desenrolar frenético de mentiras e de narrativas encomendadas, até há bem pouco tempo não passaria pela cabeça de ninguém que os órgãos de comunicação social iriam celebrar o extermínio de um povo completamente indefeso.

De manhã à noite, 24h/24h, a comunicação social não pára de festejar a liquidação sumária de pessoas inocentes. Está à vista de todos que, da parte do governo de Israel, não existe nenhum objectivo em evitar ou minimizar as vítimas civis em Gaza. Aliás, nunca existiu. O único objectivo do governo fascista de Israel é (sempre foi) a eliminação do povo palestiniano.

Veja-se o abjecto ataque ao campo de refugiados de Jabaliyah. É apenas mais um exemplo dos alvos preferenciais do “suprema-semita” Netanyahu. Além do prazer que sente em atacar hospitais, escolas e bairros civis, o “suprema-semita” da camisa preta também aprecia atirar as bombas - que os americanos lhes enviaram - para cima de um campo de refugiados.

Aquilo que as forças israelitas estão a fazer em Gaza, sobretudo este último ataque ao campo de refugiados são atrocidades de um nível nunca visto. São horrores capazes de tirar o sono, até ao mais fanático membro do Ku Klux Klan.

Mas a comunicação social ocidental (incluindo as aberrações dos órgãos de comunicação social portugueses) vai continuar a “noticiar” os acontecimentos sob o ponto de vista falacioso dos trucidadores israelitas. Estes FdP vão continuar a apresentar os inocentes e as vítimas como os malfeitores e vão continuar a branquear e a endeusar os verdadeiros facínoras.

Aquilo que estes FdP ainda não perceberam é que toda esta sórdida actuação não vai ficar impune para sempre. Eles consideram-se acima de tudo e de todos. Consideram que têm o poder para deformar a opinião pública como bem entendem. Sente-se tão protegidos no desempenho das suas ridículas funções de sabujos da minoria reinante, que não demonstram nenhum incómodo com as afirmações profundamente criminosas que veiculam nos seus espaços de badalhoquice jornalística. Mas um dia, um dia o feitiço virar-se-á contra o feiticeiro.

Grandessíssimos FdP (Fanáticos da Propaganda).

Condena ou não condena?

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Desde o passado dia 7 de Outubro que quase todos os políticos e toda a comunicação social se desfazem a enfatizar os ataques do Hamas, na sórdida tentativa de fazer a opinião pública acreditar que aquele foi o pior ataque terrorista alguma vez cometido e que foi o momento que despoletou a guerra de Israel contra a Palestina.

Como todos já devem ter notado, sempre que alguém se atreve a tentar defender o povo palestiniano e os seus direitos no espaço mediático – ainda vão aparecendo alguns que o fazem – é imediatamente bombardeado (ao estilo facínora israelita) com a pergunta: “Mas condena ou não condena os ataques do dia 7 de Outubro?”, para logo de seguida metralhar com a questão: “Condena ou não condena o Hamas?”. Tudo isto com o único objectivo de centrar o problema na existência do Hamas, para fazer crer que eles é que são os terroristas e que o governo de Israel não o é e que ainda tem o direito de fazer tudo o que bem lhe apetecer para combatê-los. Até mesmo trucidar toda a população palestiniana inocente e, pasmem-se ou não, até mesmo os reféns israelitas. E, saliente-se que, até ao momento, em apenas duas semanas, Israel já assassinou muitos mais palestinianos inocentes do que os israelitas inocentes que foram mortos pelo Hamas no passado dia 7. Isto apenas em duas semanas e com o alto patrocínio dos políticos e da comunicação social ocidentais.

Estes crápulas, querem também apagar da memória colectiva, todos os horrendos ataques que o governo israelita tem perpetrado contra o povo palestiniano, há longas e desesperantes décadas. Como disse António Guterres, e muito bem, os ataques do Hamas no passado dia 7 de Outubro não surgiram do nada.

Curiosamente, esses invertebrados (hoje eu estou “só elogios”) da comunicação social, que se dizem jornalistas, nunca fazem as perguntas que deveriam estar a ser colocadas à classe política, sobretudo àquela que exerce cargos de poder, mas também a todos os comentadores merdalhas que ocupam o espaço de comentário na comunicação social.

E as perguntas são as que se seguem, que eu endereço a todos eles e que muito gostaria de ver respondidas, para que todas as pessoas possam avaliar quão humanistas, democratas e defensores da paz eles são.

Então…

Condena ou não condena a carnificina de inocentes que Israel tem vindo a realizar em Gaza?

Condena ou não condena o cerco de Israel a Gaza, que dura há décadas?

Condena ou não condena a existência de colonatos na Cisjordânia e a usurpação das terras e das casas do povo palestiniano?

Condena ou não condena as décadas de ocupação israelita na Palestina?

Condena ou não condena o genocídio perpetrado contra o povo palestiniano?

Condena ou não condena o regime de apartheid implementado pelo governo de Israel?

Condena ou não condena a ausência de sanções por parte da União Europeia a Israel?

Condena ou não condena o impedimento exercido por parte do governo de Israel à ajuda humanitária a Gaza?

Condena ou não condena o terror e a perseguição que Israel impõe – há décadas - a cada vida palestiniana?

Condena ou não condena os reiterados ataques do governo de Israel a hospitais, escolas, milhares de habitações e outras infra-estruturas essenciais na Palestina?

Condena ou não condena os ataques do governo de Israel a edifícios da ONU e a morte de dezenas dos seus funcionários?

Condena ou não condena o ataque a inúmeras organizações não-governamentais que prestam assistência ao povo palestiniano?

Condena ou não condena o veto – da comunidade internacional, vulgo EUA - a um cessar-fogo imediato na região?

E, para terminar, porque as perguntas sobre a carnificina, sobre os horrores e a maldade do governo israelita não mais parariam, porque eles é que são os maiores terroristas da região, como disse, para terminar, a pergunta que qualquer jornalista que enche a boca com o direito à liberdade de imprensa, o direito à liberdade de expressão, a democracia e o mundo livre nunca respondeu nem quer responder:

Condena ou não condena a execução sumária que o exército israelita vai perpetrando sobre dezenas e dezenas de jornalistas verdadeiramente dignos de serem chamados como tal?

Depois de responderem a estas perguntas, então poderemos começar a falar sobre o terrorismo do Hamas.

António Guterres ressuscitou a ONU

Já agora, desde quando é que Israel se importa com o que diz a ONU?

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Com as declarações que proferiu numa reunião das Nações Unidas, António Guterres ressuscitou uma organização internacional que não tem sido outra coisa senão uma figura decorativa neste mundo de políticos e diplomatas fantoches. O secretário-geral das Nações Unidas disse que era importante reconhecer que os ataques do Hamas não aconteceram do nada. E acrescentou que o povo palestiniano tem sido submetido a 56 anos de ocupação sufocante e que viu as suas terras serem continuamente devoradas por colonatos [israelitas] e assoladas pela violência, a sua economia foi sufocada, as suas pessoas foram deslocadas e as suas casas demolidas. Guterres disse ainda que a esperança do povo palestiniano numa solução pacífica para a sua situação tem vindo a desaparecer.

As gritantes verdades proferidas por António Guterres desencadearam uma onda de indignação nos políticos fascistas de Israel. Onda que rapidamente se estendeu sobre outras latitudes, incluindo Portugal, onde os saudosistas do fascismo e os aspirantes a fascistas não perderam tempo em surfá-la. Mas o mais cómico de toda esta situação é constatar que os responsáveis israelitas, afinal, importam-se com aquilo que é dito nas Nações Unidas. Neste caso, com aquilo que foi dito pelo seu mais alto representante. Ninguém diria que aqueles que sempre se estiveram a marimbar para todas as resoluções das Nações Unidas - aquelas que os condenava de forma clara e inequívoca por todos os crimes cometidos contra o povo palestiniano – afinal ficam muito ofendidos quando alguém expõe as suas mais pervertidas e desumanas investidas na Palestina. A verdade é que aquilo que até agora eles atiravam para o caixote do lixo dando risadas, só lhes causou incómodo porque todo o mundo, ou seja, toda a opinião pública parece estar mais atenta à causa palestiniana.

Os fascistas são assim, nunca se importam que a verdade seja exposta, desde que ninguém a veja. Mas no momento em que alguém falar a verdade para as massas e dar-se o risco de estas começarem a abrir os olhos, eles vêm com todas as manobras possíveis e inimagináveis para tentar reverter a situação.

Devo reconhecer que não esperava tal atitude por parte de António Guterres. Não porque não acreditasse que ele pudesse realmente sentir a genuína vontade em dizer aquilo que disse, mas pela simples razão de se encontrar num cargo meramente figurativo e ao serviço do poder em Washington. Por conseguinte, considero importante salientar a coragem de António Guterres. Sim, coragem. No mundo actual – sobretudo no mundo ocidental – é preciso coragem para dizer a verdade. Mas, como também já estamos habituados, aqueles que se atrevem a esse acto de radicalismo elevado ao extremo que é dizer a verdade, já sabe que vai ser apedrejado por um lado e cancelado pelo outro.

Todas as afirmações de António Guterres sobre a situação na Palestina correspondem à mais pura verdade. Só foi pena que o secretário-geral das Nações Unidas não tivesse sido mais acutilante no seu discurso e que ainda se tenha dado ao trabalho de vir dar explicações sobre algo que não deveria oferecer dúvidas. A ninguém.

Também foi pena que, aquando da invasão da Rússia à Ucrânia, António Guterres não tivesse tido a mesma atitude e o mesmo reconhecimento: de que a Rússia não invadiu a Ucrânia, apenas porque Putin acordou maldisposto no dia 24 de Fevereiro de 2022.

Não foi isto que passou na sua televisão

Sobre a libertação de mais duas reféns por parte do Hamas, a sua televisão ou o seu habitual órgão de comunicação social mostraram uma reportagem onde uma das senhoras libertadas diz, por interposta pessoa, que:

Os raptores “bateram nas pessoas”, aquando do ataque a 7 de Outubro. A filha da senhora Yocheved Lifshitz disse que: “A minha mãe está a contar as histórias horríveis. Diz que enquanto foi levada, lhe bateram com paus…”.

E ficam por aí as declarações de Yocheved Lifshitz, no seu fornecedor de “notícias” habitual.

Mas a senhora Yocheved Lifshitz disse mais do que aquilo que a sua televisão vos quis mostrar. Disse coisas que a sua televisão não quer que você saiba. Vejamos, a senhora Lifshitz também disse que os raptores lhes disseram (logo no início) que acreditam no Alcorão e que, por essa razão, não lhes iriam fazer mal. Disse também que havia um médico presente e outro que os visitava a cada três dias e ainda uma enfermeira que os examinava e que lhes dava a medicação habitual. Ainda acrescentou que eles – os terroristas do Hamas – eram muito amigáveis e que partilhavam a comida com os reféns.

Tivessem os cidadãos palestinianos a mesma sorte com o tratamento infligido pelos algozes israelitas. E eu nem quero imaginar como serão tratados os milhares de palestinianos que se encontram “reféns” nas muitas prisões israelitas, por nenhuma razão que não seja a sua etnia e religião.

Para concluir (e isto passou na sua televisão), toda a gente pôde reparar que, no momento em que está a ser entregue pelos militantes do Hamas às organizações de socorro, é a própria Yocheved Lifshitz que se vira para trás, para se despedir de forma muito amigável, do “terrorista” do Hamas. Uma pessoa refém só trata assim o seu raptor se este a tiver tratado com respeito e atenção, algo que as autoridades israelitas nunca fizeram, nem fazem com o povo palestiniano. Muito pelo contrário.

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Moedas a seguir as pisadas de Relvas

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Ainda se lembram quando Miguel Relvas cantarolou o tema “Grândola, Vila Morena”? Pois agora foi a vez de Carlos Moedas trautear, ou melhor, fazer de conta que se alegra e se identifica ao escutar o tema “Bella Ciao”.

O PSD é, de facto, a melhor escola para um político poder fazer uma longa carreira parecendo ser aquilo que não é. Mesmo quando eles não conseguem esconder minimamente os seus tiques fascistas.

Em relação ao boicote que as autoridades israelitas e várias empresas fizeram à Web Summit, apenas porque o seu fundador – Paddy Cosgrave – fez uso do direito à liberdade de expressão, Carlos Moedas vem dizer que “este não é o momento para comentários” e que é preciso distinguir “aquilo que é o fundador e o que é a empresa”. O que significa dizer que Paddy Cosgrave é um indivíduo que tem que ser censurado e cancelado, porque se atreveu a dizer a verdade.

Por outro lado, Moedas não quer que se fale em cancelar a Web Summit, porque considera que a realização do evento é algo superior à paz no mundo e, por essa razão, apela para que se ignore – tal como ele sempre ignorou – os crimes de guerra que Israel perpetra na Palestina, para que se possa realizar tranquilamente o evento em Lisboa e depois, só depois, se houver tempo e pachorra, então lá poderemos dizer uma ou outra coisa sobre o massacre em Gaza. E já sabemos que da parte de Moedas não virá nenhuma crítica a Israel, muito pelo contrário. 

Eu não estou a dizer que a Web Summit deva ou não ser cancelada, o que digo é que o seu fundador não deve ser cancelado, muito menos censurado, por ter emitido uma opinião que deveria ser assumida e aplaudida por todos quantos enchem a boca com a “liberdade”, a “democracia” e os “direitos humanos”.

Saliente-se sempre, e uma vez mais, que a Web Summit não tem qualquer interesse para o povo português ou para a cidade de Lisboa. Este evento só interessa a Moedas, pelo palco e projecção que dá à sua imagem de falso benfeitor da cidade e de falso defensor dos valores da democracia.

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Os FdP da (e na) comunicação social

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Será que os crentes na comunicação social ainda não perceberam? Será que ainda continuam a embarcar nas mentiras fabricadas pelo poder instalado em Washington, que tentam inventar manobras que justifiquem tudo o que é conflito, um pouco por todo o mundo? E onde eles estão sempre presentes. Será que já se esqueceram das mentiras inventadas para justificar a guerra no Iraque? Ou das mentiras inventadas para justificar a guerra no Afeganistão? Ou ainda, das mentiras inventadas sobre a Líbia? A Síria? A Ucrânia? Ou até mesmo o “longínquo” Vietname?

A estratégia é sempre a mesma: fabricar um monstro horroroso do outro lado, que nos quer destruir e que, por essa razão, tem que ser eliminado, seja de que maneira for. E nós – os crentes - temos que estar todos unidos em torno dessa patranha, pois só assim o poderemos derrotar.

Como é possível ainda alguém cair nestas patéticas históricas hollywoodescas? Bem, é certo que a comunicação social tem o poder de endeusar os maiores criminosos e de fazer cair todas as culpas sobre os inocentes, contudo, creio que já vai sendo mais do que tempo de abrir os olhos. E, na verdade, é muito simples. Requer um pouco de atenção aos detalhes, mas, no essencial, basta apenas ouvir e ler o que é veiculado pela comunicação social e assumir o contrário de tudo – quase tudo – aquilo que é dito. Basta este pequeno exercício para se ter a noção da verdadeira realidade.

Há poucos dias, dois dos maiores criminosos do chamado “mundo democrático” vieram dizer que o horrendo ataque (mais um, para juntar a tantos outros) de Israel a um hospital em Gaza foi, afinal, obra do “outro lado”, ou seja, dos próprios palestinianos. Eles usam a expressão “jihad islâmica”, com o propósito de misturar todos no mesmo saco e também porque o uso de chavões facilita a cristalização da propaganda. Eu percebo que eles não tenham nenhum rebuço em usar esta patética estratégia, porque ela tem apresentado resultados. Basta ver o que aconteceu com a propaganda acerca do conflito na Ucrânia. Aí sim, os ataques a hospitais (maternidade), a escolas, ao teatro, à estação de caminho-de-ferro, a pontes, à barragem e muitas outras infra-estruturas foram obra das forças ucranianas, com o objectivo de colocar as culpas na Rússia. As chamadas “operações de bandeira falsa”, que constituía a única forma de continuar a alimentar o ódio da opinião pública sobre os russos e a única forma de manter a máquina de guerra a funcionar e, corolário dos corolários, continuar a fazer jorrar biliões de dólares para as corporações que verdadeiramente governam os EUA e o chamado “mundo ocidental”. E a maioria das pessoas acreditou, sem qualquer laivo de hesitação, em tudo aquilo que lhes despejaram através da comunicação social. Portanto, se agora voltarem a mentir, mesmo com o recurso à inversão de papéis, em princípio, a propaganda colherá novamente os seus frutos. Até porque, os FdP da comunicação social tratarão de fazer a coisa acontecer.

Veja-se que, agora, também voltaram a recorrer à estratégia do “eles são nazis”. Netanyahu disse que o Hamas são os novos nazis. Portanto, a mesma estratégia que foi usada na Ucrânia. Lá, na Ucrânia – o maior hub internacional do neonazismo – os nazis eram o exército russo. Bem, por este andar, qualquer dia Hitler ressuscita, volta a formar o seu exército e diz que vai combater os nazis. E se for a comunicação social e os seus FdP de serviço a dizê-lo, não vai faltar quem acredite.

Para os FdP da comunicação social, agora, as coisas já podem caber numa área cinzenta… “nem tudo é a preto e branco”, dizem eles. Agora há que fazer a “contextualização histórica” do problema. Agora, as “pessoas não têm que ter uma opinião formada”, não têm que “escolher um dos lados”, porque há assuntos que são muito complexos… No conflito israelo-palestiniano a história é muito “nebulosa”. Nebulosa é de certeza, sobretudo devido ao fumo das muitas bombas que Israel faz explodir em Gaza (e também na Cisjordânia), há décadas. Para esses FdP, na Ucrânia é que era e é tudo a preto e branco, porque do outro lado estão os russos. E quando de um dos lados está a Rússia, nós – TODOS - temos que automaticamente assumir a defesa do outro lado, seja ele qual for. Cambada de FdP acéfalos.

Sobre o conflito na Palestina, os FdP querem fazer-nos acreditar que a situação é complexa e que, apesar de haver atrocidades de ambos os lados, os terroristas são o Hamas e não o governo do Israel. Os FdP fingem uma aparente solidariedade para com o povo palestiniano, para, logo de seguida, culpar os próprios palestinianos pelas atrocidades que Israel comete sobre eles e, assim, justificar e promover a continuidade do apartheid e do genocídio levado a cabo pelos criminosos israelitas. Os FdP dizem que os terroristas do Hamas escondem-se atrás da população civil. Inacreditável. Vê-se logo que não fazem a mínima ideia da situação que se vive em Gaza. Os militantes do Hamas vivem no subsolo de Gaza, nos muitos túneis que por lá existem. Algo que deita logo por terra qualquer justificativa para os ataques que Israel tem realizado a partir do ar, sobre habitações e outras infra-estruturas civis, como hospitais e mesquitas. Mas notem bem. Mesmo que os membros do Hamas circulassem e vivessem à superfície, junto do resto da população palestiniana, que outra alternativa teriam senão a de se encontrarem involuntariamente na situação de estar atrás da população civil? Em Gaza, todos quantos queiram exercer a resistência armada não terão qualquer hipótese de o fazer sem colocar em risco o resto da população, porque a densidade populacional em Gaza é a mais elevada do planeta. Nem a cidade de Tóquio tem uma densidade populacional tão elevada.

Mas mais inacreditável ainda é o facto de estes FdP não terem nenhum pejo em garantir que o Hamas é uma organização terrorista e que usa a população palestiniana como escudos humanos. E, no entanto, são os mesmos que endeusaram os neonazis do Batalhão de Azov que, para esses FdP, eram uns “heróis da resistência” ucraniana. Quando esses é que usaram e abusaram da população civil como escudos humanos. Basta apenas recordar o episódio “Azovstal”.

Enfim, uma cambada de FdP avençados e assalariados que só têm o objectivo de veicular a propaganda dos mestres da guerra em Washington: os maiores terroristas à face da Terra.

A capacidade que esta gente tem para cair no vazio moral e na total falta de humanidade é de uma gravidade sem precedentes. Por incrível que pareça, ainda é necessário repetir até à exaustão que “a tragédia que se abate sobre o povo palestiniano dura há longas décadas”. Aqueles que agora dizem que “isto é complexo”, só querem uma coisa: condenar o ataque do Hamas e fazer deles os piores terroristas à face da Terra (relegaram Putin para a segunda posição), e centrar o foco no Hamas, com o objectivo de defender e apoiar os maiores terroristas daquela região – o governo israelita. O objectivo destes FdP é sempre o de seguir as instruções de Washington e, assim, preservar o maior terrorista. E o maior terrorista são os EUA, não se distraiam. Os governantes israelitas são uns facínoras da pior espécie, mas não passam de moços de recados ao serviço de Washington.

Os FdP tentam isolar este ataque do Hamas e projectá-lo como se fosse o gatilho que originou o conflito. Notem que a máquina de propaganda de Washington tratou de ditar a todos os órgãos de comunicação social para que estes chamem este conflito de “guerra Israel-Hamas”, para distrair os incautos sobre o massacre, sobre a punição colectiva, sobre o genocídio que cometem sobre o indefeso povo palestiniano. Como se a guerra de Israel não fosse contra o povo palestiniano. Como se Israel não estivesse apenas obcecado em realizar uma limpeza étnica na Palestina.

Voltando ao ataque do Hamas, é óbvio que se olharmos para esse acto de forma isolada, ou seja, se esquecermos tudo o que está para trás, não vamos encontrar nenhuma justificação para tal atrocidade. Claro que qualquer morte, qualquer dano físico infligido à população civil, mesmo que insignificante, torna-se algo difícil, se não mesmo impossível de tolerar. Mas, a verdade é que o passado não pode ser apagado, por muito que tentem. Muito menos um longo passado do mais perverso horror exercido sobre um povo que a comunidade internacional optou por esquecer. Por tudo isto, fica muito difícil condenar o Hamas. E todos aqueles que tentam equiparar as acções do Hamas com as atrocidades cometidas por Israel ou, ainda pior, quem quer que o Hamas seja visto como “os terroristas” deste conflito, só estão a tentar forçar a ideia de que todos nós devemos tomar o lado de Israel. Que todos nós devemos apoiar e legitimar o genocídio que Israel comete contra o povo palestiniano há décadas. É por esta razão que eu me recuso a juntar-me à onda de condenação do Hamas. Que outra forma tem aquele povo indefeso de resistir às atrocidades cometidas por Israel? Nenhuma. Apenas a de continuar a morrer lenta e silenciosamente. É isso que os FdP defendem com as suas imbecis afirmações.

Os FdP querem fazer-se passar por gente moderada, como se o fascismo e o autoritarismo se combatesse com falsa moderação. São os mesmos que ainda se atrevem a propagandear que Joe Biden é "o moderado na sala", no mesmo momento em que a sua administração envia mais armamento para Israel e desaprova o cessar-fogo em Gaza. Mas que puta de lata a destes FdP.

E quem são os FdP que querem que todos nós condenemos o Hamas? São os mesmos que assobiaram para o lado quando os soldados israelitas assassinaram civis desarmados (incluindo muitas crianças), quando assassinaram jornalistas, enfermeiros, médicos e socorristas. São os mesmos FdP que se indignam com o facto de o Hamas ter feito reféns civis, mas que nunca se importaram que, durante décadas, Israel mantivesse (e continua a manter) inúmeros civis palestinianos em prisões, entre eles, muitas mulheres e crianças. Sim, crianças presas porque atiraram pedras sobre aqueles que lhes atiram balas e bombas constantemente. São os mesmos FdP que nada dizem acerca da humilhação a que o povo palestiniano é submetido diariamente na Cisjordânia, por um regime apartheid muitíssimo pior do que aquele que se verificou na África do Sul. E, já agora, lembrem-se todos que, Nelson Mandela, na altura, também era visto como o terrorista lá da zona, como o principal culpado pelo conflito na África do Sul. E até esteve preso durante quase três décadas, vejam bem.

Os FdP que querem que todos condenem o Hamas, são os mesmos que nunca disseram uma única palavra sobre os ilegais e criminosos colonatos israelitas, cujos colonos matam palestinianos só porque sim, só porque querem roubar-lhes o seu território e as suas casas. São os mesmos FdP que ficaram calados quando o exército israelita expulsou o povo palestiniano de Jerusalém. O povo palestiniano habitava aquela região há incontáveis gerações, mas Israel achou-se no direito de as expulsar e ficar com as terras e com as casas que lhes pertenciam. São os mesmos FdP que ignoram a existência de milícias de bandidos de judeus extremistas que violentam e espancam até à morte os palestinianos que circulem perto deles, ou que apenas estejam nos seus locais de oração.

São os mesmos FdP que agora aceitam a declaração de guerra de Israel a Gaza, onde a população já é aterrorizada e condenada a morrer à fome e à falta de todo o tipo de assistência por culpa do governo israelita, há décadas, não é só agora (agora a situação agudizou-se ainda mais). A população palestiniana em Gaza – cerca de metade são crianças e adolescentes - vivem sem electricidade, sem água, sem comida, sem medicamentos e é constantemente bombardeada por Israel há muito, muito tempo. São estes os FdP que querem que eu e outras pessoas como eu condenemos o Hamas para, assim, passar uma borracha por cima de todas estas barbaridades? Não contem comigo.

Estes FdP que querem, à força toda, que condenemos o Hamas, só pretendem que o povo palestiniano em Gaza baixe as armas e que se mantenha mudo e quedo, no maior campo de concentração que alguma vez existiu. Ou seja, aquilo que estes FdP desejam - e que muito querem que todos concordemos - é apenas a condenação de um povo indefeso que se encontra a desaparecer lentamente da face da Terra, ou seja, a morrer lenta e sofredoramente. Um povo que vive na mais profunda miséria e completamente à mercê de um exército de fascistas que não perde uma única oportunidade para os aniquilar a sangue frio, por nenhuma outra razão que não seja a pura desumanidade, o racismo, a xenofobia e pelos seus ignóbeis desígnios de supremacia.

Os FdP ignoraram completamente as declarações feitas pelo governo israelita que classificou como “animais” a população que vive em Gaza, na mais repugnante tentativa de desumanizar uma população, apenas para justificar as horrorosas atrocidades que cometem sobre ela.

As atrocidades que o Hamas possa cometer contra Israel, todas somadas e multiplicadas por mil, não chegam sequer a fazer cócegas às atrocidades que Israel já cometeu e continua a cometer contra a população palestiniana. E a comunidade internacional - o famigerado “mundo livre e democrático ocidental” – quer continuar a apoiar um estado apartheid e genocida. É esta a realidade, pura e dura.

A população palestiniana não é usada como escudo humano pelo Hamas, ou por outras organizações que mantêm viva a resistência na Palestina, ao contrário do que é amplamente afirmado pelos FdP. Eles que vão lá perguntar ao povo palestiniano se eles se sentem usados como escudos humanos. Basta atentar nas manifestações de apoio ao Hamas que ocorreram na Cisjordânia.

Para terminar, que isto já vai muito longo, é incrível constatar que muitos destes FdP que querem que todos condenemos o ataque do Hamas, são os mesmos que enchem a boca para falar contra o colonialismo e a escravatura de há séculos. Se os escravos nunca se tivessem revoltado contra os seus mestres e senhores – com recurso a qualquer tipo de violência que tivessem ao seu dispor – a escravatura (a de outros tempos) nunca teria acabado.

São ou não são uns grandessíssimos Fanáticos da Propaganda (FdP)? 

Esta gaja...

Perante isto:

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Ursula diz isto:

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Já sobre pretensos ataques da Rússia na Ucrânia, Ursula von de Leyen disse o seguinte:

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Entretanto, na Palestina…

E o que fez a Ursula?

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E mais isto:

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Ursula foi a Israel prestar o seu apoio incondicional ao seu amigo fascista e genocida. Mas pior que isso, foi lá fazê-lo em nome da União Europeia. Ursula não tem nenhuma autoridade política para o fazer, NUNCA foi eleita e não se encontra mandatada para tal, ou seja, para falar em nome da União Europeia neste tipo de assuntos. Em matéria de política externa, cabe ao Conselho Europeu tomar este tipo de decisão. Nem o Parlamento Europeu - órgão eleito pelo povo - mandatou Ursula von der Leyen para que esta pudesse tomar este tipo de posição política em nome da União Europeia.

Esta gaja, este escroque, que a dissimulada democracia europeia partejou, mais não faz do que submeter a União Europeia aos ditames de Washington. Esta trambiqueira continua a enfiar a União Europeia no chiqueiro. E, mesmo assim, ninguém faz nada. Não se viu nenhum "líder" político europeu - do dito mundo livre e democrático - a criticar a atitude desta criminosa. Sim, criminosa. Ursula von der Leyen só tem atirado lenha para a fogueira, só tem incitado a mais violência extrema, a mais terrorismo e a mais genocídio. Ursula von der Leyen foi prestar apoio ao seu amigo fascista, Benjamin Netanyahu, dando-lhe total aprovação para que este prossiga com o terror e com o genocídio sobre um povo completamente indefeso.

Manter este espécime da indecência humana na presidência da Comissão Europeia é o maior exemplo do estado em que se encontra a democracia na Europa.

Uma vergonha és tu, fantoche

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A vergonha que deve ser para um cidadão alemão ver o seu chanceler completamente manietado pelo poder em Washington a fazer as figuras mais ridículas que um político pode fazer. De entre todos os “líderes” europeus, Olaf Scholz é, de longe, o maior fantoche. O poder em Washington está constantemente a c****-lhe na cabeça. Recorde-se, por exemplo, aquilo que aconteceu aquando do atentado terrorista aos gasodutos Nord Stream, uma importantíssima infra-estrutura para o desenvolvimento da economia alemã (e europeia).

Não, Scholz não está ao serviço do povo alemão, muito menos do povo europeu. Scholz serve obediente e alegremente a oligarquia norte-americana, que há-de saber reconhecer e retribuir-lhe muito bem a vassalagem que ele lhes presta. E agora, como não poderia deixar de ser, Scholz absorveu e regurgitou a narrativa que Washington lhe ditou.

Scholz criticou Mahmoud Abbas, Presidente da Palestina, por este ainda não ter vindo condenar os ataques perpetrados pelo Hamas, no passado Sábado. Scholz disse que o silêncio de Mahmoud Abbas é vergonhoso.

Scholz nunca foi à Palestina ouvir as queixas de Mahmoud Abbas e do povo palestiniano. Scholz nunca mexeu uma palha no sentido de trabalhar para a paz na região, muito menos para reconhecer o Estado da Palestina. Scholz nunca mostrou qualquer indignação pelas décadas de terror que os sucessivos governos israelitas impuseram (e impõe) ao povo palestiniano. Scholz nunca se incomodou com a existência do maior campo de concentração do mundo na Faixa de Gaza. Scholz nunca sequer se atreveu a criticar o governo israelita pela prática de genocídio, pela criminosa e hedionda estratégia de eliminação de um povo, que dura há largas décadas. Scholz nunca se envergonhou com nada disto.

Mesmo assim, impregnado de sabujice e desprovido de qualquer carácter, teve o descaramento de atacar o representante de um povo esquecido, completamente abandonado e entregue às mãos dos facínoras da mais depravada extrema-direita israelita.

Depois admira-se que a extrema-direita alemã esteja em franco crescimento, ao contrário do seu partido, que se diz de centro-esquerda e que continua a cair. Entre uma extrema-direita assumida e uma extrema-direita encapotada, o povo acaba por preferir os primeiros.

Este merdoso – à semelhança de quase todos os merdosos políticos ocidentais e os merdalhas da comunicação social – quer, à força toda, que as autoridades palestinianas reconheçam que o ataque do Hamas a Israel foi um acto terrorista. Logo eles que nunca reconheceram como actos terroristas os milhares de abomináveis ataques levados a cabo por Israel sobre a Palestina. Pior que isso, não tiveram qualquer pudor em apoiar esse terrorismo. E continuam a fazê-lo e a tentar encobrir a sua desumanidade e a sua maldade, desviando todas as atenções e o ónus da culpa para as acções do Hamas que, por muito maldosas que sejam, não se comparam com o mal que Israel casou e causa ao povo palestiniano.

Quem ousa sequer comparar as maldades, só está a tentar inventar desculpas para o terrorismo e para o genocídio que Israel exerce sobre o povo palestiniano e pior que isso, só está a legitimá-lo. São tão pulhas e criminosos quanto o governo de Israel e o governo dos EUA.

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