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RAPIDINHA

De certeza que são luas? Não serão balões "espiões" da China?

Que este “jornalismo” não passe 2024

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O regime israelita oprime, usurpa, viola, persegue, tortura e extermina o povo palestiniano há largas décadas. Tudo isto passou praticamente despercebido, porque a comunicação social tratou de esconder a verdade e cumprir com os ditames de Washington.

No entanto, desde há quase três meses, tornou-se impossível esconder a verdadeira essência do regime “nazionista” de Netanyahu e daqueles que o apoiam. E, mesmo assim, a comunicação social continua a propagandear a narrativa falsa e desavergonhada que Netanyhau impõe ao “ocidente”.

A comunicação social deixa muito bem vincado – todos os dias – que foi o ataque do Hamas do dia 7 de Outubro que originou toda a situação. A comunicação social considera que o ataque do Hamas (num único dia – 7 de Outubro) justifica a actuação de Israel do dia 8 de Outubro, do dia 9 de Outubro, do dia 10 de Outubro, do dia 11 de Outubro e de todos os dias até hoje. E todos os outros que estão por vir.

A comunicação social continua a dizer que “Israel tem o direito de se defender”, matando dezenas de milhares de civis inocentes (na sua maioria, mulheres e crianças), destruindo hospitais, escolas, templos religiosos (até mesmo os cristãos), atacando campos de refugiados (até mesmo na véspera de Natal), matando jornalistas, médicos, socorristas, pessoal da ONU (com ataques às suas instalações) e outros voluntários que se encontram em Gaza. E, pelo meio, ainda têm tempo para impedir que a ajuda chegue a quem precisa, atacando os corredores humanitários.

Ontem, a RTP passou uma entrevista, na qual uma anterior refém israelita do Hamas descreve uma historieta totalmente insustentável, encomendada pelo gabinete de propaganda de Netanyahu. O escroque que aparece aqui na imagem, diz que passou por um “Holocausto”, a palavra sagrada dos “nazionistas”, aquela que os isenta de todos os escabrosos crimes e que os santifica eternamente. Se aquilo que ela passou foi um "Holocausto", que nome se pode dar ao que passa o povo palestiniano? Disse também que passou 54 noites sem dormir, pelo que se depreende que as olheiras dos “nazionistas” tendem a descair para as beiças. E, depois de ter vivido um “Holocausto” durante quase dois meses (segundo a própria), a beiçuda não resiste em fazer poses para as câmaras da mais sórdida propaganda.

Uma vergonha de “jornalismo”. Que isto acabe em 2024.

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O Natal é quando o Zelensky quer

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Para Zelensky a identidade ucraniana define-se por tudo o que seja contrário à identidade russa e, nesse sentido, há que adoptar tudo o que seja identidade “ocidental”, mais concretamente, tudo o que seja ditado por Washington.

Não haja dúvidas de que a nova identidade ucraniana – a que está a ser imposta pelo regime “nazilenskyano” – é muito melhor do que a verdadeira e histórica identidade do povo ucraniano, aquela que perdurou até por volta de 2014.

A Ucrânia de Zelensky é aquela que faz parte de um lote exclusivo de países, onde constam o Iraque, o Afeganistão, a Somália, a Líbia ou o Iémen. E os mais distraídos poderiam e deveriam perguntar: o que será que estes países têm em comum?

A Ucrânia de Zelensky é a que lidera o topo da classificação dos países mais corruptos do mundo. É uma bela identidade.

Já em termos de segurança e de saúde mental, a Ucrânia de Zelensky rebentou com os limites mínimos aceitáveis para uma nação. Nem os países subdesenvolvidos apresentam níveis tão profundamente trágicos. A russofobia imposta por Washington, que o regime de Zelensky incorporou com especial empenho nas políticas estatais do seu país só têm levado a Ucrânia para um caminho de total falta de identidade. A Ucrânia de Zelensky é apenas mais uma colónia norte-americana no leste da Europa, com a agravante de se ter tornado num Estado completamente falhado.

A identidade ucraniana preconizada por Zelensky é aquela que se quer ver livre de toda e qualquer ligação à Rússia, como se esse fosse o percurso natural das civilizações e dos povos. Zelensky mandou destruir todos os monumentos ligados à Rússia, ao mesmo tempo que mandava erguer estátuas em honra de Stepan Bandera, o maior nazi ucraniano de todos os tempos, que serviu Hitler no decorrer da Segunda Guerra Mundial.

O fantoche Zelensky acredita que é possível forçar as pessoas a esquecer as suas raízes, a sua religião, a sua língua, as suas tradições, enfim, a sua história. Ou então, Zelensky não acreditará que isso seja possível, mas sabe que também não compete a ele decidir. A ele cabe apenas decidir se quer ou não ser o fantoche de Washington em Kiev. Se bem que, em breve, Washington tratará de o substituir.

Zelensky vendeu a identidade do seu país, a troco de umas belas contas offshore e umas propriedades de luxo em Miami. Tornou a Ucrânia num país de ficção, que só existe na sua cabeça lunática. E agora o povo ucraniano vê-se a viver uma façanhice hollywoodesca, onde os piores entre eles se encontram no poder.

Zelensky colocou a Ucrânia num beco sem saída. A cerca de dois meses de completar dois anos da invasão russa, a Ucrânia já terá perdido cerca de 500 mil militares em combate, sem ter recuperado qualquer palmo significativo de terreno. E, mesmo assim, Zelensky quer enviar – à força - mais 500 mil ucranianos para a morte. E quer fazê-lo apenas para satisfazer a vontade dos falcões da guerra em Washington, que muito – mesmo muito – têm facturado com a venda de armas para a Ucrânia. Armas que não servem para outra coisa que não seja aumentar a contagem de ucranianos mortos.

Este ano - no segundo Natal após a invasão russa – Zelensky instituiu mais uma palermice, a de que os ucranianos passarão a celebrar o Natal a 25 de Dezembro e não a 7 de Janeiro, data em que é celebrado no calendário juliano, como sempre foi. Qualquer dia Zelensky lembra-se de proibir o povo ucraniano de respirar, porque os russos também respiram.

Zelensky deverá também estar a equacionar a obrigatoriedade de os ucranianos comerem peru assado na ceia de Natal. Terão também de habituar-se a fazer biscoitos de gengibre e a beber Eggnog. Consta ainda que Zelensky quer instituir o Big Mac e a Coca-Cola como o prato e a bebida mais típicas da Ucrânia, respectivamente.

Faz todo o sentido.

Lacerda Sales, como se fosse normal

O ex-secretário de estado da saúde, Lacerda Sales, deu uma entrevista ao jornal Expresso, numa tentativa de esclarecer a sua polémica envolvência no caso das “gémeas brasileiras”.

Como todos certamente se recordam, há algumas semanas, quando confrontado com este caso, Lacerda Sales reagiu com muito incómodo, não pelas circunstâncias do caso, mas pelo simples facto de estarem a duvidar da sua conduta enquanto governante. Nessa altura, negou toda e qualquer participação no caso e falou à comunicação social com muita altivez. Mais tarde – à medida que o novelo (ou a novela) se foi desenrolando - disse que iria esclarecer tudo em sede própria. E, agora, decidiu que a sede própria é o jornal Expresso, ao qual concedeu uma entrevista comportando-se como um cordeirinho.

Nessa entrevista, Lacerda Sales confirmou que, afinal, teve reuniões com o filho de Marcelo Rebelo de Sousa (o doutor Nuno Rebelo de Sousa). Mas, logo se apressou a garantir que – nas conversas com Nuno Rebelo de Sousa – trataria deste caso como todos os outros. E ainda acrescentou que foi Nuno Rebelo de Sousa quem pediu audiências com ele. E não o contrário.

Lacerda Sales continua a querer comer os portugueses de cebolada. Há umas semanas quis fazer o povo acreditar que um secretário de estado não tem nenhum poder para marcar consultas em hospitais (logo ele, que tinha a pasta da saúde). E, agora, pretende que os portugueses entendam como “normal”, que qualquer cidadão que solicite audiências com um governante consegue ver essa pretensão atendida. Até mais do que uma vez e com toda a diligência do mundo.

Eu sugiro a todas as pessoas que estejam com dificuldade de atendimento no SNS (imagino que sejam poucochinhas), que agendem audiências com um governante, para agilizar a coisa. Porque, como se pode depreender das palavras de Lacerda Sales, isso é algo absolutamente normal e eles estão lá para nos receber e nos ouvir atentamente.

Lacerda Sales também disse que nunca contactou o hospital de Santa Maria, apesar de pelo menos uma médica do referido hospital ter garantido que o fez (directa ou indirectamente).

E, para coroar a sua patética actuação, ainda pediu desculpa aos “portugueses de bem”, que supõe-se que sejam todos os portugueses que acreditam na palavra dele. E disse que tudo aquilo que fez ou não fez, porque ele não se lembra de tudo (normal em governantes), foi para salvar a vida de duas crianças. Pois, pois. Só é pena que a esmagadora maioria dos portugueses (para Lacerda, serão os “portugueses de mal”) não conheçam o filho do Presidente da República, nem consigam audiências com o senhor secretário de estado da saúde.

Para terminar, gostaria de salientar a postura corporal de Lacerda Sales no decorrer da entrevista. Ora olhava para as notas que terá elaborado com o seu advogado, não vá o diabo tecê-las. Ora olhava para o tecto, naquele comportamento típico de aluno calão que tenta inventar uma resposta que sirva os seus propósitos.

Para Moedas a Democracia são meros trocos

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Na sequência da acção de um grupo de apoio à Palestina, que atirou tinta para a fachada principal do edifício da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas veio logo manifestar o seu profundo repúdio contra o atentado levado a cabo a um património classificado e único da nossa cidade e país.”

E ainda acrescentou que "é mais do que um acto selvagem e bárbaro. É a vandalização de princípios da democracia no seu estado mais puro."

Para Moedas, atirar uns baldes de tinta – daquela que é facilmente removível – para a fachada do edifício da Câmara Municipal é um acto “selvagem e bárbaro”. É “vandalizar a democracia, no seu estado mais puro”.

Já em relação ao sangue de pessoas inocentes, que escorre pelas ruas de Gaza e entre os escombros de centenas de edifícios, isso já é algo que o “democrata” e “humanista” Moedas não só não repudia, como ainda aprova.

Para Carlos Moedas, o governo de Netanyahu, que está a perpetrar uma limpeza étnica em Gaza e na Cisjordânia, um governo genocida que massacra e liquida uma população inocente, um governo que promove um Estado apartheid e que usurpa as terras que são pertença de outro povo é que é um excelente exemplo de democracia. E, por tudo isso, Moedas apoia esse tipo de democracia sem sequer hesitar.

Para os “nazionistas”, todos são terroristas

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Os “nazionistas” comandados por Netanyahu vêem terroristas em todo o lado. Até mesmo “os seus” são vistos como terroristas. Há poucos dias liquidaram - sem pestanejar – três reféns israelitas.

Primeiro, começaram por dizer que pensavam que se tratava de um pequeno grupo de palestinianos. Como se isso amenizasse o horrendo crime. Portanto, se fossem cidadãos palestinianos estaria tudo bem. Mas, a verdade, é que nem essa desculpa esfarrapada pode servir para atenuar qualquer atitude dos algozes de Netanyahu, que só nos últimos dois meses exterminaram cerca de 20 mil palestinianos inocentes, entre os quais a maioria são crianças e mulheres.

Neste último caso, os três reféns israelitas começaram por apresentar panos brancos com mensagens escritas em hebraico, para que não fossem confundidos com o que quer que pudesse ser alegado pelas forças genocidas israelitas. Note-se que os três reféns decidiram sair do prédio onde se encontravam, sem qualquer peça de roupa na parte superior do corpo, ou seja, em tronco nu, para deixar bem claro que não transportavam nenhum tipo de arma, de explosivo ou algo do género. E ainda desfraldaram uma bandeira branca, portanto, não há nenhuma margem para desculpar mais um escabroso crime de guerra dos facínoras israelitas. 

Contudo, mesmo depois de toda esta campanha genocida e de terror, continuamos a verificar que a comunicação social continua muito empenhada em branquear os “nazionistas” de Israel. E, assim, servir os interesses dos seus mestres da guerra e do terror, em Washington.

É a mesma comunicação social que nunca informou o que verdadeiramente se passou no dia 7 de Outubro, quando as forças israelitas liquidaram inúmeros cidadãos israelitas e puseram tudo na conta do Hamas. Portanto, a perfídia habitual. Mentir, mentir, mentir. Tal como fizeram e ainda fazem em relação à Ucrânia e a praticamente tudo o resto.

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Como se atrevem a dizer que o Sporting é de Lisboa?

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Então, não é que os ignorantes dos suíços do Young Boys fizeram uma publicação nas redes sociais, na qual informam que vão defrontar o “Sporting Lissabon”. Realmente, é preciso ter uma grande lata para dizer tamanha estupidez. Parece que parou o relógio aos suíços. Então, eles ainda não tomaram conhecimento que o Sporting é da Amadora?

Por cá, o Sapo Desporto informa que a ignorância e a falta de educação dos suíços não passaram impunes e que a resposta não se fez tardar. O próprio Sapo Desporto fez questão de deixar bem vincado que, “para nós [eles]”, é “Sporting Clube de Portugal”, para os suíços é que é “Sporting [de] Lisboa”.

Ainda bem que podemos contar sempre com a malta atenta e competente do Sapo, para educar a malta que precisa de ser educada. Ainda há apenas dois dias, o mesmo Sapo Desporto informava sobre o jogo Boavista-Vitória de Guimarães. E é ou não verdade que o “Vitória Sport Clube” é de Guimarães?

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Curiosidades à volta das eleições no PS

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Está em curso a votação para eleger o próximo secretário-geral do Partido Socialista. São três os militantes que se candidatam, Daniel Adrião, José Luís Carneiro (JLC) e Pedro Nuno Santos (PNS).

Provavelmente, estas são as eleições mais cómicas, menos disputadas (em campanha) e totalmente evitáveis a que um partido já se submeteu. Vejamos, o Presidente da República veio dizer que o seu candidato preferido para ocupar o lugar de Primeiro-ministro é António Costa. Já os dois candidatos mais propalados na comunicação social dizem-se confessos admiradores de António Costa. Ambos prometem dar continuidade às políticas “costistas” e ambos quiseram convencer os militantes do PS e o país de que, cada um deles, é o melhor discípulo de Costa. Aliás, este foi, provavelmente, o assunto que ambos mais quiseram destacar como os seus pontos mais fortes.

Portanto, todos querem o Costa, mas o Costa já não está interessado em continuar a ser o Primeiro-ministro e secretário-geral do PS. Marcelo disse que preferia António Costa, mas alegou que este é que não quis continuar e, por essa razão, que nada mais poderia fazer. Ora, isto não é verdade. É certo que António Costa demonstrou a vontade de se demitir, mas a demissão só é efectivada se o Presidente da República aceitar. Se Marcelo considera que Costa continua a ser a pessoa ideal para desempenhar o cargo de Primeiro-ministro, então, não deveria ter aceitado o seu pedido de demissão e deveria tê-lo “forçado” a cumprir o mandato.

Obviamente que Costa não está mais interessado em continuar a ser Primeiro-ministro, ainda que venha com as suas habituais manobras tentar demonstrar que ficou muito chateado com o famigerado parágrafo da Procuradoria-Geral da República (PGR). A verdade é que Costa não quer ser o próximo Durão Barroso, ou seja, não quer estar no desempenho do cargo quando o convite “europeu” lhe bater à porta e ter de fazer a figurinha miserável que o “cherne” fez. Além disso, Costa estava entalado até ao pescoço com “casos e casinhos” e impregnado de incapacidade para dar solução aos principais problemas do país, por isso, aquele parágrafo da PGR caiu-lhe do céu. Ele pode barafustar e encenar o quanto quiser, mas já só cairá na patranha quem anda muito distraído ou não tiver tido tempo para lhe tirar as medidas.

Outra curiosidade está no facto de um dos candidatos a secretário-geral do PS quase não ter tido direito a aparecer nos holofotes da campanha. Claro que me refiro ao candidato Daniel Adrião. Por que razão a comunicação social não dá o mesmo espaço a todos os candidatos à liderança de um partido?

Claro que se trata de mais uma pergunta retórica. Todos já deveríamos estar cansados de saber que a comunicação social está sempre a emparelhar com os interesses dos dois principais partidos em Portugal (PS e PSD), porque só assim garantem a continuidade do “bloco central” no poder. Ser Pedro Nuno Santos ou José Luís Carneiro a vencer as eleições, pouco importa, já que ambos garantem a continuidade do sistema montado.

No entanto, hoje, a comunicação social lembrou-se de mencionar o nome de Daniel Adrião e até de o deixar falar durante uns míseros segundos. Para que ninguém possa dizer que foi completamente ignorado pela comunicação social.

Entretanto, também ficámos a saber que Tony Carreira (outro protegido da comunicação social) apoia vigorosamente a candidatura de José Luís Carneiro. Tony Carreira considera que José Luís Carneiro “é uma pessoa com bons princípios”. Infelizmente, o Tony ficou-se pelos princípios e nada disse sobre os meios e os fins. E para conferir maior credibilidade à sua afirmação, Tony acrescentou que já conhece JLC “há muitos anos”. Bem, eu não sou amigo de José Luís Carneiro, mas conheço-o o suficiente, também há muitos anos, e posso assegurar que os seus “princípios” são os típicos dos passarões que se agarram a tudo quanto é tacho político e cargo público, para nunca mais largar. JLC faz parte dessa classe de políticos que progride dentro do partido através das habituais manobras e expedientes que muitos de nós conhecemos, mas que a maioria de nós prefere não falar ou ignorar.

José Luís Carneiro não tem nada de “moderado”, o último chavão político usado por indivíduos que pretendem convencer as outras pessoas acerca daquilo que eles não são, nunca foram e nunca serão. José Luís Carneiro é um político mais do tipo despótico, que aprecia a sabujice daqueles que o rodeiam e o controlo dos mesmos. É daqueles que estão completamente agrilhoados ao sistema vigente e – garanto-vos – nunca será um vector de mudança do status quo do poder, nem nunca colocará qualquer obstáculo à prossecução dos piores desígnios da política nacional. Fosse ele o único.

Outra curiosidade tem a ver com o facto de alguns militantes com algum destaque e poder, dentro dos órgãos do PS, militantes que são amigos e muito próximos de José Luís Carneiro, constarem na lista de candidatura de Pedro Nuno Santos. Portanto, as habituais manobras político-partidárias de “políticos” sem escrúpulos, que só estão interessados em manter o seu poder dentro do partido e garantir o acesso a cargos públicos. É que desta forma estão a apostar nos “dois cavalos” mais cotados. Se o Pedro Nuno vencer, os tachos estão-lhes garantidos, porque o “apoiaram” e, por essa razão, serão devidamente recompensados. Mas se for o Zé Luís a vencer, os tachos também estarão certinhos, porque os amigos servem para isto mesmo. Além disso, esses de que estou a falar – os que fazem parte da lista de PNS – na realidade vão votar em JLC.

Já o facto de Tony Carreira e José Luís Carneiro serem “amigos” não deveria surpreender ninguém. Eles são bem mais iguais do que parecem. Ambos são peritos na arte da dissimulação e fazer “carreira” sustentada na hipocrisia e no logro.

Já agora, só por curiosidade, os “simpatizantes” do PS já não podem votar na eleição do secretário-geral do partido, pois não? Parece que a moda dos “moderados” e “inclusivos” durou pouco.

Onde está Navalny? Onde deve estar

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No momento em que Zelensky escutava um estrondoso NÃO ao seu desesperado pedido por mais dezenas de milhares de milhões de dólares, os biltres de Washington já estavam a pôr em marcha mais uma campanha de propaganda anti-Rússia, apenas para encobrir mais um enorme falhanço da administração Biden e, acima de tudo, para encobrir a retumbante derrota dos EUA e sua OTAN, em solo ucraniano.

Washington tratou logo de mandar encharcar as telas da desinformação com notícias sobre o “desaparecimento” de Alexei Navalny que, para quem não sabe ou não se recorda, trata-se do pau-mandado que os falcões de Washington sonham em colocar no Kremlin, para fazer da Rússia aquilo que estão a fazer da Ucrânia, e que é aquilo que sempre fazem com todos quantos lhes baixam as calças e a eles se vendem.

Então, vieram mostrar-se muito preocupados com o facto de Navalny já não se encontrar na prisão habitual e ainda se aventuraram a exigir que o Kremlin diga onde e em que condição se encontra e que o liberte. Só faltou exigir também que Putin lhe ofereça a sua cadeira.

Estes escroques do poder norte-americano conseguem fazer com que milhões de pessoas acreditem que eles estão realmente interessados no respeito pelos direitos humanos de um cidadão russo e com o incremento dos índices democráticos na Rússia. Já em relação ao cidadão Julian Assange – que se encontra detido em Inglaterra – Washington exige que o mesmo seja deportado para os EUA, para que possam aplicar-lhe uma pena de prisão de 400 anos, por este se ter atrevido a expor os escabrosos crimes de guerra cometidos pelos americanos no Iraque e no Afeganistão.

E, como sempre acontece, os bardamerdas dos políticos europeus trataram imediatamente de adoptar e ecoar as indecências fabricadas em Washington.

Segundo noticiou a RTP, o alto representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, considerou que as notícias sobre o desaparecimento de Alexei Navalny são “muito preocupantes” e apelou à sua libertação “imediata”.

Borrell disse que “os líderes políticos russos são responsáveis pela sua saúde e segurança na prisão e serão responsabilizados”. Disse também que “a UE reitera o seu apelo à sua libertação imediata e incondicional da prisão por motivação política”.

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Josep Borrell nunca se atreveu a levantar a voz para apelar à libertação de Julian Assange, porque se o fizesse levava logo uma chicotada. E, convenhamos, não há comparação possível entre Assange (um jornalista digno desse nome, que mais não fez do que expor os mais escabrosos crimes de guerra) e Navalny (um lambe-cus de Washington, um vendido, que não se limitou a trair o seu país, mas a violar a sua lei e, por essa razão, está onde deve estar).

Para coroar ainda mais este acto de propaganda made in Washington, existe a nobilíssima e isenta comunicação social, também ela corrupta e vendida, sempre a veicular a cartilha de Washington.

Por exemplo, ontem, a Executive Digest publicou a seguinte “notícia”:

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Como poderão constatar trata-se de um texto manhoso, mal traduzido e, acima de tudo, um texto repleto de mentiras. O habitual "jornalismo". A única dúvida que me resta é a de saber se Olaf Scholz proferiu tais afirmações, ou se também isso é uma tremenda mentira. Bem, eu não me admiraria nada que Scholz tivesse mesmo dito aquilo que está escrito nesta “notícia”, mas, c’um caraças, quem é que no seu perfeito juízo pode acreditar em tamanha patranha?

A Rússia não só não perdeu nenhum dos territórios que ocupou, logo nos primeiros meses após a invasão, como ainda aumentou a área ocupada. E se o conflito continuar – como Washington e a sua OTAN desejam – a área ocupada continuará a aumentar. O mesmo se pode dizer quanto ao controlo da Rússia no Mar Negro.

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