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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Contrário

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RAPIDINHA

“Stalin assinava um acordo secreto com Hitler. Nove dias depois, começava a II Guerra Mundial”. São os FdP (Fanáticos da Propaganda), uma vez mais, prostrados de quatro e levar com os bacamartes de Washington e a latir a sua propaganda. É verdade que Estaline assinou um acordo com Hitler, em Agosto de 1939. Mas em que consistiu esse acordo? E já que falam na II Guerra Mundial, como é que ela acabou? Não me digam que foi com o desembarque na Normandia… Ah! Os heróis da Normandia!

“Genocide Joe” em acção

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A Administração Biden autorizou, nos últimos dias e quase em segredo, a transferência de milhares de milhões de dólares em bombas e aviões de combate para Israel (não passou no seu canal de desinformação, pois não?). O genocida Biden e sua administração tomaram esta decisão ao mesmo tempo em que vieram para as câmaras mediáticas fingir preocupações sobre o anunciado massacre “nazionista” a Rafah, sobre as pessoas que estão a ser assassinadas em Gaza – todos os dias e há quase seis meses - e muitas outras deixadas para morrer lentamente, à fome ou sem tratamento adequado.

Nos EUA, apenas 18% dos eleitores democratas apoiam a política de Biden em relação a Israel. Por essa razão e apenas porque há eleições em Novembro, para o público doméstico, estes criminosos da pior espécie dizem: “Ah, que horror o que está acontecer em Gaza! Temos que acabar com o sofrimento do povo palestiniano. Temos que alimentar os famintos. Temos que parar – temporariamente – os bombardeamentos, para prestar assistência ao povo palestiniano.”

Mas, em simultâneo, ao telefone com Netanyahu, Biden garante-lhe o envio de milhares de milhões em armas, para que os nazis da IDF possam continuar a chacinar dezenas de milhares de civis palestinianos e reduzir Gaza a pó.

É o “genocide Joe” a fazer aquilo que o poder norte-americano melhor sabe fazer: assassinar pessoas e pôr a máquina de guerra e as elites a facturar.

Como é possível que ainda haja quem não veja – ou não queira ver – que a maior organização terrorista do mundo, mas de longe, tem sede em Washington? Como é possível que a Europa continue a seguir estes “montes de merda” e a obedecer-lhes com extraordinária satisfação?

Saliente-se ainda o facto de a comunicação social - mesmo a nacional - continuar a enfatizar a simulada e repugnante intenção de a Administração Biden pretender "ajudar" Gaza.

Cambada de escroques criminosos. Todos cúmplices. Todos sem perdão. 

Sim, são imagens de um campo de concentração. Mas não é Auschwitz. É Gaza.

Sobre o novo governo, isto:

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Ministro de Estado e de Negócios Estrangeiros: Paulo Rangel; esperemos que ele nos presenteie com o seu ébrio cambalear por outras metrópoles. Por esta altura, as ruas de Bruxelas já devem estar demasiado empestadas pelas suas bolçadas.

Ministro do Estado e das Finanças: Joaquim Miranda Sarmento; aprendiz de Cavaco, nada poder correr mal. Dizem ainda que é o mago das Finanças do PSD, mas que acabou como terceira ou quarta escolha de Montenegro.

Ministro da Presidência: António Leitão Amaro; é sempre bom ter um “jotinha para sempre” no governo.

Ministro Adjunto e de Coesão Territorial: Manuel Castro Almeida; integrou o governo de Passos e Portas, só pode ser bom.

Ministro dos Assuntos Parlamentares: Pedro Duarte; mais um “jotinha para sempre”.

Ministro da Defesa Nacional: Nuno Melo; Nuno Melo, ministro. E da Defesa. Sabemos que devorou os mesmos catecismos de Paulo Portas, pelo que se espera – pelo menos – uma bela renovação da frota submarina.

Ministra da Justiça: Rita Júdice; o povo diz que “quem sai aos seus não degenera”, portanto não há nada a temer.

Ministro da Administração Interna: Margarida Blasco; nada a dizer, por agora. O futuro encarregar-se-á de falar por si.

Ministro da Educação, Ciência e Inovação: Fernando Alexandre; o tipo que durante muitas semanas foi comentador no programa da RTP, “Tudo é Economia”, e que dizia tantos disparates que custa a crer que alguma vez tenha estudado o que quer que seja. Mas, se “tudo é economia” e sendo ele um economista, não há nada de errado em ser ministro da educação.

Ministra da Saúde: Ana Paula Martins; aqueles que defendem a sua competência para o desempenho do cargo, alegam que o facto de ter sido directora do Hospital de Santa Maria é o seu principal atributo. Ora, comecemos por salientar que as únicas pessoas que são “nomeadas” para as direcções hospitalares são pessoas filiadas ou muito próximas das direcções partidárias do PS e do PSD. Acrescente-se o “pormenor” de ter dirigido o Hospital Santa Maria por um período inferior a um ano. E, acrescentemos ainda o facto de ter sido bastonária da Ordem dos Farmacêuticos. É tudo o que se pretende, uma ministra da saúde com “íntimas” ligações ao lobby farmacêutico.

Ministro das Infra-estruturas e Habitação: Miguel Pinto Luz; não foi este que despachou a TAP por um punhado de patacos, já para lá dos minutos de compensação na legislatura passista? A pasta assenta-lhe como “luvas”.

Ministro da Economia: Pedro Reis; mais um discípulo de Cavaco e Passos. Mais um que diz que não gosta de estar “preso a cargos”, porque sabe que nunca lhe faltarão cargos, na AICEP ou qualquer outro antro de tachos criados por PS e PSD/CDS para satisfazer as necessidades da malta do PS e do PSD/CDS. Dizem que Pedro Reis é uma pessoa de “relacionamento fácil com as empresas”. E todos bem sabemos que a economia floresce com as “empresas”, dos empresários e não dos trabalhadores, esses calões que andam a viver à custa da bondade e caridade de quem lhes oferece um emprego e passam a vida a queixar-se.

Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social: Maria do Rosário Palma Ramalho; veremos se Ramalho de facto rima com Trabalho.

Ministra do Ambiente e Energia: Maria da Graça Carvalho; mais um nome “europeu”… hum…

Ministra da Juventude e Modernização: Margarida Balseiro Lopes; mais uma “jotinha para sempre” que nunca trabalhou na vida. Tem um currículo (que é mais um cadastro) que espelha o percurso habitual destes parasitas que entram nos dois grandes partidos em tenra idade e sobem em flecha até ao topo. Supõe-se que a sua experiência como Presidente da Comissão Política da JSD/Marinha Grande, como Presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária Acácio Calazans Duarte, como Vogal da Direcção da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa ou ainda como Tesoureira da Direcção da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa são suficientes predicados para que ela possa colocar o país na senda da modernização.

Ministro da Agricultura e Pesca: José Manuel Fernandes; outro passaroco que chega da “Europa”. Lá aprende-se muito, sobretudo a dizer “Ja, Frau von der Leyen”.

Ministra da Cultura: Dalila Rodrigues; não tenho muito para dizer. Apenas que passou por muitos pousos, alguns deles sem sequer ter tempo para aquecer o lugar, e com algumas polémicas à mistura. O futuro revelará mais acerca da sua pessoa.

Por último, mas ainda mais importante, o Primeiro-ministro: Luís Montenegro; sobre Montenegro eu só tenho uma dúvida: como é que um indivíduo que está nos 50 e que só desempenhou cargos políticos (e nem sequer foram cargos de topo), tem capacidade financeira para possuir um enorme edifício habitacional numa zona caríssima (em Espinho)? Estou certo de que esta questão voltará à tona muito em breve. E eu mal posso esperar.

O facto menos mau a reter é o de que esta tropa-fandanga não estará em funções mais do que um ano. 

É "o nosso modo de vida", estúpidos!

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Passam o tempo todo a apoiar, promover e propagandear o sistema vigente – aquilo a que também chamam de “o nosso modo de vida”, que tem de ser defendido a qualquer custo, dizem os bajuladores do sistema.

E, na defesa desse “nosso modo de vida”, defendem apaixonadamente a existência da maior organização terrorista da história (OTAN), que mais não faz do que dedicar-se a criar instabilidade em todas as latitudes e longitudes, a perpetrar golpes de estado, a invadir países, a criar guerras, a assassinar milhões de pessoas e a deslocalizar muitos mais milhões de pessoas. Tudo isto com o único objectivo de criar crises que favorecem o desmesurado enriquecimento e o empoderamento das elites, e em detrimento da qualidade de vida da esmagadora maioria das pessoas.

Também com a escusa da preservação do “nosso modo de vida”, defendem com muito entusiasmo esta União Europeia, em que duas pessoas não eleitas pelo povo (Ursula von der Leyen e Christine Lagarde) impõem os ditames de Washington a todos os estados-membros, que não têm outra opção que não seja a de obedecer como carneirinhos tontos. É assim a democracia na União Europeia.

Defendem ainda a subjugação das economias dos estados - que qualificam como soberanos e independentes – ao apetite voraz das agências de rating norte-americanas, que apenas se dedicam a servir os superiores interesses de Wall Street.

Todo este sistema está montado para que a elite formada por apenas 1% do mundo ocidental tenha absoluto controlo e poder sobre os restantes 99%. E as crises – todas elas fabricadas – servem apenas para fascizar a sociedade e obter dela tudo o que esse 1% desejar ("eles comem tudo e não deixam nada"). É este “o nosso modo de vida”. E é apenas isto que nós estamos a preservar, como se da mais bela e pura intenção se tratasse. Como se estivéssemos a zelar pelo bem comum. 

E, no entanto, a maioria ainda fica muito admirada – como um galináceo que se vê ao espelho – quando confrontada com estas notícias.

Comunicação social corrupta e retardada

Há cerca de uma semana, num comício onde abordava o facto de a China pretender fornecer carros para os EUA (a produzir no México), Trump disse o seguinte:

“Nós vamos aplicar uma taxa de 100% em cada carro que entrar nos EUA, e vocês [China] não terão condições para os vender. [Isto] Se eu for eleito, agora se eu não for eleito será um “banho de sangue” (bloodbath)… para o país.”

Perante estas afirmações (perfeitamente normais), a comunicação social – toda, em peso – vociferou aos sete ventos, que Donald Trump tinha dito que “caso não vencesse as eleições, haveria um bando de sangue no país”, deturpando aquilo que verdadeiramente foi dito por Trump.

Trata-se de uma – porque é mesmo só uma – comunicação social totalmente parcial, deturpadora dos factos, mentirosa e que já nem sequer tem vergonha de fazer estas figuras ridículas, porque se sente completamente protegida pelo sistema que a controla.

Qualquer jornalista, mesmo o mais estúpido entre todos os jornalistas estúpidos (a esmagadora maioria), deveria saber que o termo “bloodbath” faz parte da gíria dos negócios. E Trump aplicou-o no sítio certo. Trump falava sobre o perigo que representa a entrada de carros chineses no mercado norte-americano e concluiu que isso seria um “banho de sangue” ou uma “sangria” para a indústria automóvel dos EUA. Ora, Trump não poderia ter feito uma observação mais correcta e objectiva. Mas os retardados da comunicação social fizeram de conta que não perceberam e desataram a latir as maiores patetices de que alguém se poderia lembrar.

Se Trump dissesse que as crianças são “os homens e as mulheres de amanhã”, os jornalistas iriam logo dizer que ele estaria a promover o trabalho infantil. Se Trump usar a expressão “silver bullet”, agora tão na moda, os pacóvios dos jornalistas diriam que ele iria matar toda a gente com balas de prata. Se Trump usasse a expressão “trim the fat” acerca das contas do Estado, os patetas dos jornalistas diriam que ele se estaria a preparar para fazer lipoaspirações em todas as pessoas com excesso de peso. Ou ainda – os exemplos são infinitos -, se Trump usasse a expressão “boil the ocean” (também muito usada no mundo dos negócios), os abestalhados da comunicação social diriam que Trump pretende adiantar-se aos efeitos climáticos, pôr o oceano a ferver de uma vez e matar toda a vida marinha. Enfim, ridicularias que nos dias que correm fazem todo o sentido na cabeça de muita gente.

Saliente-se ainda que muitos outros patetas da comunicação social disseram que Donald Trump havia referido que, “caso ele vença as eleições há o risco de não voltar a haver eleições nos EUA”. Quando, na verdade, Trump disse exactamente o contrário, ou seja, disse que caso ele não vença as eleições, ele acha que não haverá novas eleições ou, pelo menos, umas eleições significativas.

Como é possível ainda haver alguém que acredite naquilo que é propagandeado por esta comunicação social corrupta, pejada de retardados?

O descaramento do Bento jumento

E da carnifisic...

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No Jornal da Tarde de hoje, um tal de Bento Rodrigues, aquele que está constantemente a exercitar a colocação de voz – porque o tom de voz confere credibilidade à propaganda – disse o seguinte:

“O Conselho de Segurança das Nações Unidas tenta hoje um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza. António Guterres diz que há um consenso cada vez maior na comunidade internacional. Mas a verdade é que Rússia e China têm chumbado todas as iniciativas do género.”

Como sei que a carneirada anda sempre muito distraída, tem fraca memória e se deixa facilmente iludir por qualquer pateta que apareça de fato e gravata na televisão, e ainda, porque nenhum polígrafo se vai atrever a repor a verdade (reconheçamos que também não é esse o objectivo deles), não posso deixar de fazer aqui a devida correcção acerca daquilo que foi dito pelo Bento jumento. Este “jornalista” – ao serviço da propaganda das elites de Washington – disse que a Rússia e a China têm chumbado todas as iniciativas de cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza. Notem que ele até começa a frase com um descarado “mas a 'verdade' é que…”. Quando nada disso é verdade, mas sim uma vergonhosa e criminosa mentira.

A Rússia e a China não só não votaram contra nenhuma outra proposta de cessar-fogo imediato em Gaza, como votaram favoravelmente todas as anteriores propostas. E foram três. A primeira foi uma proposta apresentada pelo Brasil, a segunda foi apresentada pelo próprio Secretário-geral da ONU, António Guterres, e a terceira foi uma proposta de cessar-fogo apresentada pela Argélia. Rússia e China sempre votaram favoravelmente. Quem SEMPRE votou contra foram os EUA. Quem mais poderia ser?

Agora, quer Rússia quer China (entre outros países) votaram contra a proposta apresentada pelos EUA. Porquê? Muito simples. Porque essa proposta não tem a intenção de exigir um cessar-fogo permanente em Gaza, muito menos a intenção de defender o povo palestiniano e o direito à sua autodeterminação. Trata-se apenas de uma manobra que visa apenas exigir a libertação dos reféns e continuar com a matança e a destruição total em Gaza.

Mas o jumentinho de serviço garantiu que “a verdade é que Rússia e China têm chumbado todas as iniciativas do género”. Dito com aquela colocação de voz e apresentando, logo de seguida, as imagens do massacre e do genocídio dos "nazionistas" israelitas em Gaza, é o mesmo que dizer que a Rússia e a China são os responsáveis pela carnificina do povo palestiniano. Quando essa responsabilidade é da exclusiva competência de Israel e dos EUA.

É o que estes biltres fazem e é para isso que são pagos. Ou seja, com a sua (d)eficiente propaganda expurgam todas as culpas daqueles que verdadeiramente as têm e direccionam-nas para os inimigos imaginários de estimação.

Toda esta narrativa, cada frase, cada imagem são pensadas ao pormenor, para enganar os telespectadores. A narrativa falaciosa é perpetrada de forma quase ininterrupta, que as pessoas nem sequer dão conta que estão a ser alvo da mais abjecta propaganda.

Isto não é jornalismo. Isto são criminosos disfarçados de jornalistas, a mentir deliberadamente nas barbas dos telespectadores.

Numa sociedade democrática, este individuo e restante trupe estariam a responder na justiça, pelos crimes cometidos. Sim, isto é um crime. E não é pequeno.

A "unidade europeia", segundo António Costa

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António Costa ainda continua a pavonear-se por Bruxelas, na sua campanha pessoal por um tacho à sua altura. E hoje foi dia de jogar a cartada da “unidade europeia”.

António Costa disse que, “a maior derrota estratégica do Presidente Putin até ao momento foi seguramente, (não, foi a segunda maior, porque a primeira foi a resistência da Ucrânia) foi estar convencido que iria apanhar uma União Europeia dividida”. Segundo Costa, a suposta estratégia de Putin saiu ao lado, porque a UE demonstrou capacidade de apoiar a Ucrânia directamente, do ponto de vista humanitário, do ponto de vista financeiro e do ponto de vista militar.

Costa esqueceu-se de dizer que a UE também apoiou e ecoou com muita eficiência o nazismo na Ucrânia, a propaganda do batalhão de Azov e da central de comunicação de Washington em Kiev.

Costa ainda teve tempo para dizer que a UE mostra-se unida e coerente, ao condenar a actuação desproporcional de Israel em Gaza, tal como fez quando a Rússia invadiu a Ucrânia. Ora, todos sabemos muito bem que a actuação das entidades europeias perante Israel nada tem a ver com a forma como reagiram aquando da invasão da Ucrânia. Costa, que é o maior manobrador político português da história recente, está – uma vez mais – a iludir quem ainda acredita nas suas patranhas. E fá-lo porque há eleições europeias já em Junho próximo. O próprio António Costa nunca condenou a actuação de Israel e sempre que tenta dar a entender que está preocupado com o que se passa em Gaza e na Cisjordânia, vem sempre com os acontecimentos do dia 7 de Outubro à baila, como se isso servisse de justificação ou atenuante para as constantes campanhas genocidas do senhor Netanyahu, mesmo para aquelas que foram perpetradas antes de 7 de Outubro de 2023. Muitas delas, com décadas de antecedência, imagine-se. É preciso não ter nem um único pinguinho de dignidade.

Entretanto, aquilo que a realidade demonstra, porque são factos e não propaganda é que o “derrotado” Putin e a “derrotada" Rússia têm a sua economia mais forte, a sua moeda mais forte, as suas relações internacionais incrementadas, o seu poder no comércio internacional reforçado, uma taxa de inflação muito mais baixa que na União Europeia e, claro, todos os seus objectivos em relação à Ucrânia (desmilitarização, desnazificação, neutralidade face à OTAN e defesa da população de etnia russa nos territórios ocupados) devidamente garantidos.

Já a “unida” União Europeia continua a sua penosa via-sacra pelas ruas da inflação (brutal aumento do custo de vida, que não pára), do brutal aumento das taxas de juro, do brutal aumento da pobreza e do número de sem-abrigo (problema que Marcelo havia prometido terminar até 2021), do aumento do desemprego, do decrescimento económico e até mesmo da recessão. Sim, a Alemanha – que é o motor da economia europeia – está em recessão há muitos meses e não se vislumbra como vai ultrapassar essa situação. Certamente não será com a compra de gás natural aos EUA, por substituição ao da Rússia, mas ao triplo do preço.

A União Europeia enfrenta ainda um brutal crescimento da extrema-direita, mas isso não é um problema para o poder estabelecido. Afinal, para quem apoia neonazis na Ucrânia, para quem até condecora nazis ucranianos nos parlamentos ocidentais e ainda apoia “nazionistas” em Israel, o crescimento da extrema-direita em território europeu, não só não é um problema como até é muito bem-vindo por aqueles que ainda ocupam os lugares do poder. Pelo menos, é a consequência natural das decisões tomadas por estes fantoches-políticos que servem Washington e suas elites.

Então não se estava mesmo a ver que estas seriam as consequências naturais das decisões que foram tomadas? Parece que não. Até porque eles continuam a insistir na mesma insidiosa estratégia.

Mas que bela "unidade europeia", hem?

A verdadeira face dos biltres

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O trampolim de São Bento ainda não arrefeceu, mas António Costa já não consegue – há meses – pensar noutra coisa que não seja o tão desejado tacho europeu. Aquele parágrafo veio mesmo a calhar. Até parece que foi encomendado...

Costa tem-se fartado de calcorrear os corredores do proxenetismo político nas sedes europeias, tendo batido à porta de cada gabinete prostibular, de onde brotam as mais rendosas conezias.

Costa até já avançou que apoia a continuidade de Ursula von der Leyen no cargo de sabujo-mor de Washington, vulgo Presidente da Comissão Europeia. Para aqueles que não andam distraídos com a propaganda diária, seria quase impensável ver António Costa a apoiar Ursula von der Leyen. Não se percebe por que razão não apoia Luís Montenegro e o seu PSD, por cá.

Ursula von der Leyen pertence à “família” política do PSD, mas conta com o apoio de António Costa. Ainda estou para ver qual será o comportamento de António Costa no decorrer da próxima campanha eleitoral para as eleições europeias. Vai fazer campanha contra o PSD, aqui, mas vai fazer campanha a favor, lá. E que ele tem elasticidade moral para isso, lá isso tem.

O que fica mais do que evidente, mesmo para quem anda muito distraído, é que António Costa está-se a marimbar para o povo português (veja-se a facilidade e rapidez com que abandonou o cargo) e até mesmo para o seu próprio partido. Aquilo que António Costa deseja é, única e exclusivamente, tratar da sua vidinha. E se para isso tiver de continuar a dissimular-se e vender-se em todas as equinas, assim será.

Costa considera que a eventual suspeita de corrupção que cai sobre si foi mais do que suficiente para o fazer abandonar o cargo, deitar abaixo um governo maioritário e mergulhar o país numa crise política. Por outro lado, considera que essa suspeita não põe em causa o seu bom nome, para que possa vir a ser indicado para um tacho europeu ou internacional.

Mas - nunca se esqueçam - tudo em nome do interese nacional e do prestígio de Portugal, tal como fez Durão Barroso enquanto Presidente da Comissão Europeia e o faz, agora, no Goldman Sachs. Não é linda a democracia?

Ocidente fulo e patético

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O “ocidente” está encolerizado com a esmagadora vitória de Putin nas eleições russas. O “ocidente” tentou fazer de tudo para remover Putin do poder e impor um governo fantoche no Kremlin, ou seja, tentou implementar o mais antigo e molhado sonho de Washington e seus sabujos. Mas, a verdade é que isso nunca esteve tão longe de acontecer como agora. Ainda assim, os patetas ocidentais não desistem e pretendem continuar com a sua ridícula e falsa narrativa.  

Aquando da invasão da Ucrânia, eles diziam que a Rússia iria perder e feio, garantiam que a economia russa iria ficar destroçada e, principalmente, diziam que iriam conseguir derrubar o poder na Rússia, para poderem plantar um governo fantoche no Kremlin, tal como fizeram em Kiev e em muitos outros sítios.

Dois anos depois, a Rússia está mais forte do que nunca, económica e militarmente, e Vladimir Putin está ainda mais sólido no poder, com uma taxa de aprovação popular mais alta do que nunca. Aliás, todas as sondagens de popularidade, mesmo aquelas que foram realizadas pelo "ocidente" demonstraram isso mesmo. Mas as eleições "foram falseadas".

Claro que, perante um cenário tão catastrófico para o poder ocidental, não lhes resta outra alternativa que não seja mentir sobre as eleições na Rússia. Como seria de esperar vêm todos os carneirinhos em uníssono – como sempre - gritar que as eleições são uma fraude, que os resultados não representam a vontade do povo russo e que foram falseados. É preciso não ter nenhum respeito por si próprios para dizer tal estupidez. Qualquer resultado eleitoral, seja na Rússia, na China, na Venezuela, em Cuba ou em qualquer outro país que não se subjugue aos ditames de Washington será sempre um resultado eleitoral fabricado e falsificado. Já todos sabemos isso, não é verdade?

Ora, como o plano do Ocidente/OTAN para derrubar Putin, para derrotar e subjugar a Rússia foi um tremendo fracasso, não lhes resta outra alternativa que não seja fazer o que sempre fizeram: mentir, distorcer e inventar uma realidade paralela que só existe na cabeça de gente patética. E, tal como acontece em todas as belas democracias, a comunicação social - unanimemente - propaga afincadamente todas essas sórdidas campanhas que servem os interesses do poder instalado.

As eleições na Rússia decorreram de forma tão democrática como a que acontece na Europa ou nos EUA. Se calhar, até de forma mais transparente do que nos EUA. Onde não existem eleições é na muito democrática Ucrânia, onde Zelensky decretou a não realização de eleições, para se perpetuar no poder e evitar o seu julgamento popular nas urnas de voto. É o governo fantoche de Washington em Kiev que se recusa a realizar as eleições. Mas aí respira-se democracia. E da boa. A democracia imposta por Washington.

Guitarras nunca são demais

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Mark Knopfler (Dire Straits) convidou mais de 60 músicos para regravar o seu tema Going Home (canção que compôs para o filme Local Hero, em 1983). Esta regravação tem como objectivo a recolha de fundos para tratar adolescentes e jovens adultos com cancro.

A versão original da canção é de arrepiar, mas para quem aprecia umas belas guitarradas, esta nova versão promete uma explosão de emoções. Afinal, em que outra canção se pode ouvir largas dezenas daqueles que são dos melhores entre os melhores na arte de tocar guitarra?

Além das várias dezenas de guitarristas, a nova versão da canção conta ainda com a especial participação de nomes como Ringo Starr (The Beatles), Sting (The Police) e Roger Daltry (The Who). O tema foi produzido por Guy Fletcher, músico e produtor que tem colaborado com Mark Knopfler em toda a sua carreira a solo e que também integrou a banda Dire Straits.

De salientar ainda que esta regravação conta com aquela que foi a última gravação do guitarrista Jeff Beck, que faleceu no início do ano passado.

Aqui fica a lista dos músicos que aceitaram o convite de Mark Knopfler e se juntaram a esta iniciativa verdadeiramente inédita, sendo certo que muitos outros não puderam contribuir, pelas mais diversas razões pessoais. Mas, para a história ficam os que contribuíram. Por isso, aqui ficam os nomes:

Joan Armatrading, Jeff Beck, Richard Bennett, Joe Bonamassa, Joe Brown, James Burton, Jonathan Cain, Paul Carrack, Eric Clapton, Ry Cooder, Jim Cox, Steve Cropper, Sheryl Crow, Danny Cummings, Roger Daltrey, Duane Eddy, Sam Fender, Guy Fletcher, Peter Frampton, Audley Freed, Vince Gill, David Gilmour, Buddy Guy, Keiji Haino, Tony Iommi, Joan Jett, John Jorgenson, Mark Knopfler, Sonny Landreth, Albert Lee, Greg Leisz, Alex Lifeson, Steve Lukather, Phil Manzanera, Dave Mason, Hank Marvin, Brian May, Robbie McIntosh, John McLaughlin, Tom Morello, Rick Nielsen, Orianthi, Brad Paisley, Nile Rodgers, Mike Rutherford, Joe Satriani, John Sebastian, Connor Selby, Slash, Bruce Springsteen, Ringo Starr and Zak Starkey, Sting, Andy Taylor, Susan Tedeschi and Derek Trucks, Ian Thomas, Pete Townshend, Keith Urban, Steve Vai, Waddy Wachtel, Joe Louis Walker, Joe Walsh, Ronnie Wood, Glenn Worf, Zucchero.

Eleições na Rússia vs. eleições no "ocidente"

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Os inquilinos da parte esquerda da “penthouse” do Sapo são uma animação. À semelhança do que dizem hoje (e será assim durante os próximos dias) todos os órgãos de comunicação social, também eles foram instruídos e mandados a escrever “patetices” sobre as eleições na Rússia. Se tal conluio se verificasse na Rússia ou na China, isso seria chamado de propaganda. Mas como esse conluio é feito no "mundo livre", isso chama-se "liberdade de imprensa" e "informação de qualidade".

Perguntam eles, em tom de ironia, “quem será o próximo presidente?” da Rússia. E ainda referem que se aceitam apostas para acertar no vencedor, apesar de as “odds” não serem grande coisa, segundo os próprios.

Portanto, trata-se de gente que considera que as eleições na Rússia são uma fantochada, porque já se sabe de antemão quem vai ganhar. Não passa pela cabeça de ninguém que a maioria do povo russo possa estar satisfeita com o actual Presidente.

Já por cá, no “ocidente” e no faroeste, as eleições são actos de pura liberdade que atestam, em cada eleição, a existência de excelsas democracias. Por cá, também vencem sempre os mesmos. Por exemplo, em Portugal vence o PS ou o PSD, em Espanha o PSOE ou o PP, no Reino Unido os Conservadores ou os Trabalhistas e nos EUA os Democratas ou os Republicanos. Ou seja, vence sempre uma das faces da mesma moeda. Senta-se sempre na cadeira do poder, uma das nádegas do mesmo traseiro malcheiroso. Mas respira-se democracia. E da boa.

Afirmar que na Rússia não existe democracia, tendo por base os resultados eleitorais e considerar que no “ocidente” esses resultados expressam a verdadeira vontade de mudança e democratização do poder é o mesmo que exibir na testa, um certificado superior de otário.

Pelo menos na Rússia são um bocadinho mais honestos. Lá não se inventam dois grandes partidos que fingem que estão em lados opostos, para assim perpetuar o poder nas manápulas dos mesmos de sempre.

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