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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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RAPIDINHA

A propaganda intensifica-se. As taxas de juro só baixam - e praticamente nada - porque estamos em cima das eleições europeias. Apenas isso.

“Ao contrário das outras, nestas eleições todos os votos contam”

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Foi uma das frases mais ouvidas durante a campanha eleitoral para as eleições europeias e é a frase que mais se ouve hoje, o dia das eleições.

Portanto, ao que parece (mas nem tudo o que parece é) todos os partidos exultam com o facto de todos os votos contarem, nestas eleições europeias. Ao contrário das outras, em que nem todos os votos contam. Mas ninguém se pergunta acerca da razão pela qual nem todos os votos contam nas outras eleições. Para quando a mudança da lei eleitoral, no sentido de que todos os votos contem em todas as eleições? Para quando a abolição do método de Hondt?

Nem sei se vá votar hoje… Eu gosto é de votar quando nem todos os votos contam. Se bem que, o António Costa quase que me convenceu a ir votar, quando disse que as eleições europeias são importantes porque é graças ao Parlamento Europeu que existe um carregador único para todos os telemóveis. Apesar de isso não ser exactamente verdade, estou agora tentado a ir votar. Estou confiante que é desta que o Parlamento Europeu vai aprovar a uniformização da espessura das fatias de fiambre em todo o espaço europeu. 

Zero vergonha na tromba

O Sapo e Sapo24 fazem parangonas disto:

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Quando todos sabem que a realidade é isto (mesmo que muitos façam de conta que não sabem):

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Qualquer um pode ser levado a pensar que o Sapo está muito empenhado em reeleger Joe Biden. Contudo, partamos do princípio de que ainda não atingiram esse nível de insanidade e de que estão só a fazer o trabalhinho que lhes mandam fazer, isto é, emitir propaganda que sirva e proteja o sistema vigente no "mundo ocidental" (como eles dizem). Sistema que é personificado pelo Presidemente Joe Biden.

Eis Ursula von der Pfizer, a Frau Genocídio

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A corrupta e despótica Ursula von de Leyen esteve ontem na campanha da AD, no Porto. Desde já devo salientar que estranhei a ausência de António Costa nesta acção de campanha da AD. Como é sabido, António Costa é um fervoroso apoiante de Ursula von der Leyen, na continuidade do cargo de Presidente da Comissão Europeia, vulgo fantoche-mor de Washington em Bruxelas.

Como bem se pôde constatar, na Europa democrática e livre as pessoas podem protestar contra o poder. Isto aqui não é a Rússia nem a China. Aqui, no belo jardim que é a União Europeia, as pessoas são livres de demonstrar o seu descontentamento e de contestar os líderes políticos.

Então, enquanto Ursula von der Leyen se encontrava muito sorridente e aos pulinhos em cima do palanque, os seus capangas e a polícia descarregavam intensos e afectuosos abraços sobre a malta que protestava.

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Ursula von der Leyen continua a ostentar o seu doutoramento, mesmo depois de comprovado o plágio na sua tese. Ursula von der Pfizer continua sem desvendar ao Parlamento Europeu (o órgão para o qual se realizam as eleições europeias) o contrato que ela – só ela – realizou com os laboratórios farmacêuticos, aquando da compra conjunta de vacinas. Só ela conhece o contrato, só ela “negociou” e o povo pagou. Sim, ao contrário daquilo que a maioria das pessoas pensa, quem pagou foi o povo. E não foi pouco. Ursula também se recusa a mostrar as mensagens privadas que trocou com o senhor B(o)urla (CEO da Pfizer). Ursula von der Pfizer está a ser investigada pela Procuradoria Europeia. Ursula von der Leyen quer impor uma lei que permita a matança de lobos na União Europeia, apenas porque alguns lobos mataram o seu pónei de estimação. A dona Ursula também já anunciou que pretende abraçar com muito carinho o apoio dos partidos da extrema-direita europeia. E para completar o currículo, a Frau Genocídio continua a apoiar fervorosamente a campanha nazionista do seu amigo Bibi Nazinyahu, em Gaza e na Cisjordânia.

Com um cadastro deste nível, sobram-lhe características para se manter no cargo de fantoche-mor de Washington em Bruxelas.

Zelensky já não consegue disfarçar a sua essência

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Há poucos meses, Zelensky dizia que “nos últimos dois anos, a Ucrânia tinha perdido apenas cerca de 30 mil militares”. E também andou a dizer que o exército ucraniano liquidou centenas de milhares de militares russos.

Há muito que sabemos (aqueles que querem saber) que a média da idade dos militares ucranianos em combate é cerca de 50 anos. Sabemos também que Zelensky anda, há muitos meses, a ordenar que os seus amigos do batalhão de Azov agarrem à força toda, todos os homens com idade para combater, seja nas ruas, nos transportes públicos e até nas habitações. Por esta razão, muitos fugiram do país.

Agora, Zelensky proíbe a saída de emigrantes em idade de combater e, como também todos deveriam saber, Zelensky contactou todos os governos dos países que receberam refugiados ucranianos, no sentido de estes identificarem os homens com idade para combater e os devolver à Ucrânia.

Por outro lado, o governo de Zelensky gaba-se de enviar forças especiais para combater os russos na Síria e no Sudão. Não tem militares para combater na Ucrânia, mas tem-nos de sobra para enviar para a Síria e Sudão.

Ora, bem se vê qual o único objectivo de Zelensky: combater os russos, a soldo de Washington, seja onde for. Está tão interessado em recuperar os territórios ucranianos ocupados que, perante uma colossal falta de militares nas suas fileiras, não tem qualquer pejo em enviar forças para outros países. Como se ele e a Ucrânia tivessem alguma coisa a ver com o assunto. Portanto, não tem qualquer competência para combater o exército russo na Ucrânia, mas pretende fazê-lo com muito sucesso na Síria e no Sudão. Patético.

Não deve faltar muito tempo para vermos Zelensky a anunciar o envio de “tropas especiais” ucranianas para o Médio Oriente, para ajudar na campanha genocida do seu amigo Netanyahu.

O fantoche-caqui está completamente desesperado e disposto a tudo para se manter no topo da agenda mediática. Disposto a tudo, menos a negociar a paz. Enquanto isso, a Ucrânia fica cada vez mais pequena e despida de gente. Está a correr bem para Zelensky, mas péssimo para os ucranianos e para todos os povos, cujos governantes continuam a apoiar um governo corrupto, pejado de nazis.

A “classe média” (muito acima da média) da AD

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O Parlamento chumbou a proposta dos partidos do governo (PSD e CDS), que visava a redução das taxas de IRS até ao oitavo escalão. O Parlamento aprovou a proposta do PS que, apesar de também visar a redução das taxas de IRS, deixa de fora a redução nos 7.º e 8.º escalões.

O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, não perdeu tempo em condenar o Parlamento (e a democracia), alegando que ao chumbar a proposta dos partidos da AD estão a castigar a classe média que, segundo ele é composta por médicos, enfermeiros e professores.

Ora, atentemos no facto de que ao chumbar a proposta da AD, o Parlamento está a impedir que se proceda a uma diminuição das taxas de IRS para quem ganha entre 3.200 e 6.500 euros mensais, que são apenas cerca de 10% dos trabalhadores em Portugal.

Para a AD (PSD/CDS) a classe média é composta por apenas 10% dos trabalhadores e que auferem um vencimento acima de 3.200 euros mensais. São os mesmos que entendem que jovens que auferem 6.000 euros mensais devem ter direito a isenção de IRS.

Ficámos ainda a saber que a AD considera que os professores e os enfermeiros auferem um salário que se situa algures entre os 3.200 e os 6.500 euros mensais. E que médicos e enfermeiros se enquadram na mesma classe de trabalhadores, segundo o nível de rendimentos. 

Para fechar o circo com chave de ouro, o PSD e o CDS atacaram o Chega e o PS, por considerarem que estes dois partidos votam em conluio, quando na verdade, o partido que - à direita - votou a proposta do PS foi a Iniciativa Liberal.

E isto está só a começar.

Ai, quem nos salva da "ameaça da interferência russa"?

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Tal como era previsível – porque todas as modas "amaricanas", mais cedo ou mais tarde, acabam por cá chegar – a “ameaça da interferência russa” nas eleições europeias haveria de se tornar em mais uma cartada do sistema vigente, para expurgar os seus pecados.

Finalmente, chegou o momento em que os políticos-fantoches europeus e sua comunicação social iniciaram mais uma campanha de propaganda, tendo em vista desviar as atenções do povo sobre os verdadeiros problemas que assolam o espaço da União Europeia. Dizem eles que é preciso estar muito atento à ameaça da interferência russa nestas eleições europeias.

De facto, assim de momento, não se vislumbra nenhuma outra ameaça na Europa que não seja a “interferência russa nas eleições europeias”. Como bem sabemos, a Europa é um belo jardim, onde todos prosperam à velocidade da luz, onde todos vivem em paz, harmonia e com uma qualidade de vida muito acima daquilo que qualquer um poderia sequer imaginar ser possível. Ora, perante este cenário, há que estar muito atento à interferência dos filhos da mãe dos russos – esses biltres que nos querem retirar a boa-vida. Só pode ser inveja.

Mas o grande problema é que nós – os europeus - estamos sozinhos nesta batalha contra a interferência dos russos. E bem sabemos que nós não estamos nada habituados a resolver os nossos problemas sozinhos. Para resolver as crises financeiras precisamos dos “amaricanos”, para desenvolver um “projecto de vacina” para combater uma pandemia precisamos dos “amaricanos”, para satisfazer as necessidades energéticas precisamos dos “amaricanos”, para saber como vai o “rating” da dívida precisamos dos "amaricanos", enfim, precisamos e contamos com os “amaricanos” para tudo. Bem, quem andar distraído até pode alegar que quem interfere na Europa, forte e feio, são mesmo os “amaricanos” e não os russos. Mas, na realidade, não se pode considerar interferência, já que esses são convidados especiais, aos quais se estende uma passadeira vermelha para que possam fazer da Europa o quem bem entenderem, com a total e sodómica anuência dos políticos-fantoches europeus.

Infelizmente, não podemos contar com os “amaricanos” para combater a “interferência russa nas eleições”, já que também eles têm muita dificuldade em resolver esse problema no seu país, sobretudo quando ganha o Trump.

Sacanas dos russos. Atrasados em tudo, mas os mais eficientes a interferir nas eleições dos outros países e a fazer crescer a extrema-direita (a assumida, a encapotada e a que nem sequer chega a ser direita, quanto mais extrema).

Ocidente decadente, demente e a correr para o abismo todo contente

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Antony Blinken esteve em Kiev há poucos dias a fazer o habitual número de circo – o de que os EUA estão muito preocupados com a Ucrânia e o seu povo. À noitinha, Blinken foi jantar a um restaurante nazista. O secretário de Estado, Antony Blinken, jantou num restaurante ligado a milícias neonazistas na Ucrânia.

No seu país, Blinken considera que os protestos dos estudantes contra o genocídio na Palestina é algo inaceitável, porque é anti-semita e merece condenação. Já na Ucrânia – esse país com quem os EUA têm laços históricos e uma relação milenar – Blinken aprecia andar de braço dado com os nazis ucranianos e a fornecer-lhes armas para que eles possam praticar o seu hobby favorito - “matar russos”. Washington é também muito hábil em enviar os neonazis que perpetraram massacres nos próprios EUA, para se juntarem aos nazis de Azov. E ainda consideram que isso constitui um “acto de heroísmo”. Recordemos que um dos responsáveis pelo ataque terrorista dos supremacistas brancos em Charlottesville, em 2017, foi destacado para se tornar um herói na Ucrânia.

Os donos do restaurante/bar onde esteve Antony Blinken têm muito estreitas ligações à extrema-direita e aos neonazis de Azov. E tudo isso está muito bem documentado na decoração das paredes do próprio espaço, onde Blinken se divertiu bastante. São bandeiras do batalhão nazi de Azov, imagens de glorificação das SS, bandeiras do “right sector”, imagens do incêndio que os nazis perpetraram em 2014 ao edifício do sindicato em Odessa, onde 42 pessoas inocentes foram carbonizadas, entre outras imagens que enchem o orgulho de qualquer “democrata do mundo ocidental moderno”.

Blinken aproveitou para deixar a garantia de que os EUA – e seus capachos ocidentais (OTAN/UE) – vão continuar a alimentar a guerra e a destruição da Ucrânia, apelando agora à escalada descontrolada do conflito, através da instigação do ataque directo ao território russo. Lá se foi a narrativa da “defesa do território ucraniano”, para passar ao ataque e dar mais um importante passo em direcção à Terceira Guerra Mundial, na Europa, claro. Bem longe do quintal deles.

Blinken ainda teve tempo para se juntar à banda de serviço no “Barman Dictat” (“Dictat” é um nome que lhes assenta muito bem) e arranhar o tema “Rockin’ in the Free World” do Neil Young. Noutros tempos, Young ter-se-ia revoltado e protestado com o uso da sua canção numa campanha tão sórdida. Infelizmente, também Neil Young está completamente capturado pelo sistema e totalmente lavado da cabeça.

Sinais dos tempos. Ainda vamos ver a esfera armilar substituída pela cruz suástica.