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Contrário

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RAPIDINHA

Manifesto dos 50 ou o "bloco central" a estrebuchar

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A Provedora da Justiça recebeu, hoje, os representantes do “Manifesto dos 50”. E o que é o “Manifesto dos 50”? Apresentam-se como um grupo de “cidadãos” muito interessados no estado da justiça. Defendem, entre outras coisas, a separação de poderes e a reforma do sistema de justiça.

Este grupo – de “cidadãos comuns” – alega que o Ministério Público “interfere no poder político” e que viola as “exigências do Estado de Direito democrático”. Exigem ainda a responsabilização da Procuradora-geral da República, bem como dos magistrados do Ministério Público.

Vejamos, se é verdade que o Ministério Público comete várias falhas, nomeadamente no que respeita à violação do segredo de justiça, também é verdade que este grupo de “cidadãos comuns” só se sente incomodado quando os visados são indivíduos que ocupam ou ocuparam lugares de poder, lugares de topo nos três partidos que governam Portugal há 50 anos.

A verdade nua e crua é que este grupo de signatários que constitui o “Manifesto dos 50”, mais não é do que um grupo de indivíduos pertencentes aos três partidos do poder (PS, PSD e CDS) e mais uns quantos peões de brega que servem os interesses desses partidos – o bloco central – nas mais diversas esquinas mediáticas.

Eles não estão interessados em melhorar o sistema judiciário, muito menos na separação de poderes. A única coisa que pretendem é pressionar o sistema judiciário, de maneira que este se lembre de que há intocáveis no país e de que o poder judiciário deve pensar duas vezes antes de se meter com o poder político.

Contudo, não se percebe muito bem o seu descontentamento com a actuação do Ministério Público. Como bem se tem visto, a forma como o Ministério Público tem conduzido as suas investigações ao poder político, só tem contribuído para que “a suspeição geral” levantada sobre esse poder resulta sempre numa mão cheia de nada, levando a que a população, em geral, considere que, afinal, a suspeição sobre o poder político não faz sentido e de que todos os políticos são honrados e honestos.

O mais recente visado pelo Ministério Público até deu um salto na sua carreira política, tendo ido parar ao lugar que muito almejava. Mas não deixou de fazer de conta que se sentiu muito incomodado com a actuação do Ministério Público e PGR.

Portanto, não se iludam, porque todo este folclore – protagonizado por ambos os lados – apenas serve para distrair a malta e perpetuar o poder nas manápulas dos mesmos de sempre.

Até parece que Macron venceu as eleições

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Quem ouve e lê a prostituída comunicação social fica com a sensação de que o partido de Emmanuel Macron venceu as eleições do passado Domingo, em França.

Apesar de noticiarem (com muito pesar) que quem venceu as eleições foi a esquerda (Nova Frente Popular), logo se apressam a salientar - naquele tom priápico que tão bem os caracteriza, quando se apressam a defender o sistema vigente - que a estratégia de Macron em derrotar a extrema-direita teve os seus frutos. Mas, importa desde logo recordar que Macron pretendia derrotar a direita de Le Pen e também a esquerda, que ele apelida de radical, extremista e anti-semita. 

Aquilo que se verificou nos resultados de Domingo à noite foi que não só a extrema-direita cresceu significativamente, como a esquerda (que Macron odeia) foi a vencedora. E, para piorar ainda mais a situação de Macron, o seu partido foi o grande derrotado destas eleições, tendo perdido largas dezenas de lugares no Parlamento. Aqueles que Macron pretendia derrotar cresceram significativamente, portanto, foi uma enorme derrota para Macron.

Contudo, Macron pode contar com a prostituída comunicação social, que vai continuar a propagar a narrativa que serve o sistema vigente. Eles vão continuar a maquilhar a realidade e a dar tudo para que os partidos anti-sistema não consigam sequer beliscar o sistema. Macron até já negou o pedido de demissão do seu Primeiro-ministro, em nome da “estabilidade”. Vejam bem a lata do biltre.

Veremos o que se segue.

Another one bites the dust

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É apenas mais um líder ocidental a tombar sem conseguir cumprir o que prometeu: entre muitas outras coisas, eliminar Putin do Kremlin. Seguem-se Macron, Biden e Trudeau.

Entretanto, a prostituída comunicação social já anunciou que o Reino Unido "virou à esquerda". Toda a gente sabe que o Partido Trabalhista é de esquerda, tal como em Portugal o Partido Socialista é de esquerda, não é verdade?

Não, não é verdade. A verdade é que, no Reino Unido, Trabalhistas e Conservadores são duas faces da mesma moeda. Duas nádegas do mesmo traseiro pestilento. Tal e qual PS e PSD em Portugal. 

Como é possível ainda não terem percebido algo tão óbvio? Trabalhistas vs. Conservadores, Democratas vs. Republicanos ou PS vs. PSD são falácias criadas pelo sistema capitalista vigente, que só têm como objectivo perpetuar esse mesmo sistema, fazendo as pessoas acreditarem que, saltando de uns para os outros estão a realizar a mudança e a cultivar a democracia.