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Contrário

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2045 chapadas bem dadas e assunto encerrado

Ainda sobre o episódio das agressões acometidas por um fiscal da STCP a uma jovem de 21 anos, na madrugada do dia de São João, no Porto.

 

A Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) reconhece, agora, a gravidade do incidente, com a mesma facilidade com que se demarca do mesmo, delegando toda a responsabilidade na empresa de segurança 2045 e no funcionário em questão.

 

Recordemos o essencial dos factos. O fiscal (da empresa 2045) ao serviço da STCP agrediu violentamente uma jovem de 21 anos. A Polícia de Segurança Pública foi chamada ao local e, segundo testemunhas, nada fez, nem mesmo identificar a vítima. O auto da ocorrência só aconteceu 3 dias depois. 

 

E agora, para ajudar à festa, vem a STCP demarcar-se dos acontecimentos. Eu compreendo e certamente todas as pessoas de bem compreenderão que o principal culpado é o indivíduo que cometeu as agressões. Contudo, não nos podemos esquecer que esse indivíduo está ao serviço da STCP, a contactar directamente com os clientes da STCP, pelo que a empresa que, por sinal, até presta um serviço público não pode, em caso algum, esquivar-se às suas responsabilidades, escondendo-se no subterfúgio da subcontratação do serviço.

 

Portanto, o actual ponto da situação evidencia que todos falharam. Primeiro, o energúmeno da farda. Depois, as autoridades policiais. E agora, a própria STCP.

 

Espera-se que, pelo menos, a justiça funcione. Por mim, não vale a pena queimar muitas pestanas com isto. 2045 chapadas a distribuir por todos os envolvidos e a coisa ficava resolvida. A maior fatia (umas 2000) a cair no agressor, naturalmente, e o resto a repartir pela PSP e pela STCP.

 

Permitam-me ainda que faça uma referência a este tipo de “empresas de segurança” e aos “seguranças” que por elas são recrutados. Trata-se de empresas que não estão dotadas da capacidade para recrutar e formar seguranças, muito menos conferir-lhes qualquer tipo de autoridade. Depois, constata-se que os profissionais destas empresas são, na maioria dos casos, um conjunto de indivíduos que gostariam de fazer parte da tropa de elite, estão a ver, umas verdadeiras bestas de combate, como nos comandos, mas que são fofinhos demais para isso e, portanto, têm que abdicar do sonho. Na impossibilidade de serem comandos, gostariam de ser da polícia especial, tipo GOE, mas eles nem sequer conseguem passar nos testes psicotécnicos para agente base da PSP.

 

Ora, está-se mesmo a ver no que vai resultar meter um grupo de indivíduos frustrados, fardados com uns polos em malha piqué muito catitas e de calças à militar, daquelas com muitos bolsos, que em casos como este servem para acondicionar o alicate pica-bilhetes e o mapa das paragens e estações.

 

Um indivíduo nesta posição é uma autêntica bomba-relógio. Geralmente, não aguenta a pressão porque, apesar dos elevados anseios, não passa de um tiroliro que sofre do complexo do pirilau pequeno. E depois surpreendemo-nos quando não aguentam mais e descarregam em mocinhas de 1,60m e 55kg.

 

Seria muito importante que estes indivíduos percebessem que são recrutados para dar informações, organizar filas, entregar e receber documentação, atender telefones e, como não podia deixar de ser, ostentar o imponente mosquetão que serve para prender o molho de chaves. É para isto e não para se armarem em agentes de segurança. 

 

Está claro que este tipo de empresas necessita de mais regulação, ou então, desaparecer do mercado. Fica ao especial cuidado do Ministério da Administração Interna.

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