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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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Orgia governamental

O ministro Pires de Lima diz que a estabilidade governativa está garantida até ao fim da legislatura. E eu digo: Claro que sim! Num país em que Presidência da República, Assembleia da República e Governo são dominados pelos senhores do feudo, a pior espécie de seres de que este país tem memória, não haverá forma “legal” de impedir que assim seja. Portanto, o cervejolas tem toda a razão.

A ministra das finanças ainda não disse nada sobre a saída do seu secretário de estado, nem se deu ao trabalho de anunciar outro. Certamente não conhece mais ninguém com perfil para assumir tais funções, já que o Pais Jorge é o mais honestinho que ela conhece, ora se pelos motivos vindos a público não tem condições para continuar a desempenhar o cargo, muito menos terão todos os outros que ela conhece. Sim, porque a gente com quem se dá, dá-se!

O Marco António, aquele menino que a maioria dos pacóvios dos eleitores de Gaia desejavam ver suceder ao trono do Menezes, mas que não quis por causa do colossal buraco que ambos lá escavaram, veio salientar que este caso que envolve o agora ex-secretário de estado é tudo culpa do Sócrates, que em primeira e última instância é o culpado de tudo o que de mal se passa neste país. E não é que a Procuradoria Geral da República deu providência à investigação?! A PGR que se deveria preocupar com as atrocidades que este governo tem cometido contra os cidadãos portugueses, contra a pátria e contra a dignidade das instituições, assiste ao desmoronar da nação de braços cruzados. Mas, basta um qualquer pardaleco de telhado suscitar uma dúvida que, como toda a gente esclarecida já percebeu não tem qualquer fundamento legal, para que a PGR vá logo a correr ver o que se passa. É que o pardaleco é batedor da carruagem real.

Falando em falta de dignidade das instituições lembro-me logo da Presidência da República, na pessoa do senhor presidente, esse indivíduo que a julgar pelo seu estado de silêncio ensurdecedor já deve ter iniciado mais um longo período de hibernação.

Todos nos lembrámos das palavras de Cavaco Silva aquando da sua decisão em manter este governo em funções. Ele afirmou que daria a sua aprovação à continuidade da governação liderada por Passos e Portas até final da legislatura, porque o primeiro-ministro lhe havia garantido estabilidade política. Ora, logo de seguida se percebeu que a navegação seria mesmo muito estável, com a tomada de posse da ministra “Miss Swap”, do secretário de estado “Mister Swap” e do ministro de estado e dos negócios estrangeiros “Sir BPN”, para não falar do outro ex-secretário de estado “Mister BPN”.

E, já que falo em Portas, recordemos que é o recém-empossado vice-primeiro-ministro que, por estes dias assume as funções de chefe do governo. Portas tem estado muito calado, o que é bastante estranho quando se está à frente de um governo e tratando-se de quem se trata. Mas, há alturas em que não dá jeito nenhum aparecer em público e, sendo ele um jornalista, já sabe o que lhe espera. Além disso, tenho para mim que Portas deve andar muito irritado com o facto de Passos Coelho ter cancelado os dias de pândega no Algarve, para assumir a presidência do conselho de ministros. Ah Portas! Pensavas que serias tu a ciscar o pau mais alto do galinheiro, mas o Passos tramou-te uma vez mais.

Entretanto, Passos Coelho veio esclarecer que não forneceu documentos à SIC e à Visão. Ah?! O quê?! Quem?! Como?! Quando?! Porquê?! Não percebi?! O que é que isso interessa? É o que dá colocar um jotinha “abana-bandeiras” na cadeira de primeiro-ministro. Que raio de comunicação descontextualizada é esta? Em que é que isso altera a situação essencial?

E é isto! O país continua dominado por esta gente indecente que conspurca a nação a cada segundo que passa. Neste momento, não há nenhuma instituição política que não esteja refém da falta de honestidade e falta de carácter, tendo todos quantos as representam, uns mais que outros, ultrapassado há muito tempo os limites da obscenidade.

Antes de terminar gostaria de fazer uma sugestão ao governo de Portugal, no sentido de arrumar de vez com esta polémica e também para que não me acusem de só criticar e não apresentar soluções. Então, considerando o enquadramento político-governativo actual eu subscrevo a indigitação de Oliveira e Costa para a pasta das Finanças e de Dias Loureiro para a secretaria de estado do tesouro.

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