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As parolices de Leonor Beleza

Todos os dias passa-se algo extraordinariamente anedótico neste país, mas que pouco ou nada me fazem rir. Hoje, foram as afirmações da ex-ministra da saúde da era cavaquista, Leonor Beleza. Esta fulana que escapou à justiça, como qualquer outro energúmeno político português e que agora se entretém na presidência da capitalista Fundação Champalimaud e também a "mandar uns bitaites", desta feita, na universidade de verão (o que quer que isso seja) dos sociais democratas.

Leonor Beleza instigou os jovens presentes a "irem lá para fora" para acumularem experiências e depois voltarem para enriquecer Portugal. Ora bem, se partirmos do princípio que os jovens presentes são os habituais jotinhas abanadores de bandeiras e que a sua mensagem é dirigida somente a eles, sou obrigado a concordar com parte da afirmação da Beleza. Acho que devem ir lá para fora, para aprender, acumular experiências ou fazer outra coisa qualquer, desde que não voltem mais! Portugal não precisa deste tipo de gente e agradece a sua retirada. Por outro lado, se se considerar que as afirmações da dita cuja vão no sentido de toda a população jovem nacional, então o caso muda de figura. Nesse caso, já não estou de acordo com nada do que ela disse, o que é normal. Não partilho deste pensamento acanhado e parolo, muito comum nos cavaquistas, de que só no estrangeiro é que se pode crescer pessoal e profissionalmente. Esta gentalha acha que o que vem de fora é que é bom e que aqui não se aproveita nada. De facto, a julgar pelo carácter da maioria dos políticos portugueses, aproveita-se pouco nesta classe. Mas, o carácter e a dignidade não se compram nem se aprendem, aqui ou em qualquer parte.  Por isso, os jovens portugueses devem, agora mais que nunca, lutar pelos seus interesses e defendê-los até às últimas consequências. Devem ficar e insurgirem-se contra este tipo de gentalha que conspurca a nação há décadas e que pretende continuar a fazê-lo, de preferência sem ninguém para os contrariar, por isso insistem em incitar à debandada para o estrangeiro.

A parte cómica das afirmações da Beleza foi quando disse: "Quando eu digo vão lá para fora não estou a dizer emigrem... Vão lá para fora estudar, trabalhar, ter experiências e voltar para enriquecer o país". Se isto não é emigrar é o quê?

Para terminar "em beleza", acho que ela poderia ter enriquecido a sua intervenção exemplificando, porque não há nada melhor do que um bom exemplo para atestar uma ideia. Poderia ter recorrido à área da saúde que lhe foi tão familiar e advertir os jovens, no sentido de (lá fora, claro) aprenderem devidamente como fazer análises ao sangue para nunca cometerem o erro de um dia adquirirem sangue contaminado com o vírus HIV e contaminarem um enorme conjunto de pessoas, levando muitas delas à morte.

Leonor Beleza disse que Portugal precisa "como de pão para a boca" de gente reconhecida e com reputação na política. Pensará ela que é uma dessas pessoas?

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