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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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A canonização de Passos Coelho

Depois de produzida e anunciada a acusação do caso BES, uns quantos iluminados comentadores decidiram (comanditados ou não) partir para a canonização de Passos Coelho. O saudosismo apaixonado proporciona-nos momentos hilariantes. Desatinados, mas verdadeiramente hilariantes.

Então, parecendo que estavam a ler pela mesma cartilha desataram a matraquear coisas do tipo: “Foi Passos Coelho que deixou cair Ricardo Salgado”, “Passos Coelho merece ser louvado, quanto mais não seja pela postura que teve em relação ao BES, enquanto primeiro-ministro”, “Ainda bem que em 2014 o primeiro-ministro era Passos Coelho, imaginem se fosse um governo do PS”, “Passos Coelho disse não a Ricardo Salgado, quando este lhe foi pedir ajuda para não deixar cair o banco”, entre outras intrujices que pretendem dizer o mesmo.

Ora, ninguém sabe ao certo qual o conteúdo da(s) conversa(s) que Ricardo Salgado teve com o ex-primeiro-ministro Passos Coelho, mas eu quase que me atrevo a adivinhar aquilo que Passos Coelho e sua ministra das finanças terão dito, assim que Ricardo Salgado abandonou a sala. Deve ter sido algo do género: “Olha-me este gajo, que se farta de dar dinheiro a toda a gente e agora tem a lata de aparecer aqui de mãos a abanar”. Deve ter sido mais ou menos isto.

Bom, voltando à atitude que Passos Coelho teve em relação ao BES, convém lembrar os senhores comentadores com memória de galinha que, não só Passos Coelho não deixou cair nada nem ninguém, como ainda fez questão de amarrar o Estado ao BES. Dizem eles: “Ah, Passos Coelho não permitiu que o Estado injectasse dinheiro no BES através da CGD, tal como Ricardo Salgado pretendia”. Pois, pois. A verdade é que Passos Coelho não perdeu tempo em injectar 3,9 mil milhões de euros no BES.

De onde raio terão saído esses 3,9 mil milhões de euros? Se não foi da CGD, porque Passos Coelho não foi nenhum irresponsável, de que bolso terá saído tanta pasta?