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RAPIDINHA

A “democracia” na OTAN (NATO)

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Já por aqui referi, inúmeras vezes, que a OTAN é o braço armado dos EUA. A OTAN é uma organização que visa exclusivamente criar conflitos por todo o mundo (se possível, bem longe das fronteiras norte-americanas) e, com isso, criar condições para o desenvolvimento do complexo militar-industrial dos EUA. Em suma, os EUA criaram a OTAN para exercer a sua hegemonia militar e, assim, fomentar as suas políticas imperialistas.

Em 2003, os EUA decidiram invadir o Iraque – por nenhuma razão, ou por uma razão inventada – e colheram o apoio de Reino Unido, Portugal e Espanha. Os restantes países da organização não apoiaram a intervenção militar no Iraque mas, mesmo assim, ela concretizou-se. Porque quem manda na OTAN são os EUA e ponto final.

Agora, os EUA decidiram usar armas de fragmentação na Ucrânia. Entre os 31 estados que integram a organização, 23 são contra o uso deste tipo de armas. Inclusivamente, esses 23 estados (dos quais Portugal faz parte) assinaram um tratado internacional que proíbe o uso, a produção e o armazenamento deste tipo de armas. Ora, uma vez mais, lá se vai o tão propalado e necessário cumprimento das leis dispostas nos tratados internacionais. E ainda se dão ao desplante de acusar a Rússia de o fazer.

Portanto, cerca de três quartos (75%) dos membros da OTAN são contra a produção e uso de armas de fragmentação, mas isso não é razão suficiente para impedir que a OTAN utilize este tipo de armas. Porque quem manda na OTAN são os EUA e ponto final. Os outros estão lá para prestar vassalagem e cumprir com todas as ordens emanadas pelos mestres da guerra em Washington.

Como é possível um estado democrático (neste caso, a maioria dos estados) fazer parte de uma organização que é comandada por um único país, que decide proceder unilateralmente (ou quase) ao uso de um tipo de armas que essa mesma maioria de países acordou que “nunca, em nenhuma circunstância” poderiam ser usadas e/ou produzidas?

Vassalos hipócritas, sem um único pinguinho de dignidade. 

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